quinta-feira, 18 de abril de 2019

Samsung cria chip de celular de 5 nanômetros; uso de energia cai 20%

Samsung cria chip de celular de 5 nanômetros; uso de energia cai 20%

A Samsung revelou que já domina o processo de manufatura de microchips de 5 nanômetros. O tamanho reduzido permite que processadores e módulos de memória sejam cerca de 10% mais velozes que os equipamentos encontrados hoje no planeta. Além disso, devem ter área 25% menor e consumo de energia 20% inferior aos microchips de hoje, produzidos no padrão de 7 ou 8 nanômetros.

A expectativa é que produtos frutos desse novo método de fabricação ganhem o mercado em 2020. O atual Exynos 9820, processador mais parrudo da Samsung e presente no Galaxy S10, é fabricado em 8 nanômetros. O Snapdragon 855, da Qualcomm, segue a manufatura de 7 nanômetros.

Os 5 nanômetros a que a Samsung se refere são a unidade de medida que define o nível de precisão do processo de fabricação dos chips e indica as menores distâncias entre os componentes microscópicos que formam o interior dos componentes. Para você ter uma ideia, um fio de cabelo pode ter 100 mil nanômetros de espessura.

A miniaturização é importante porque garante ganhos de performance, eficiência e custo. Chips menores precisam de menos energia para funcionar, atingem velocidades mais altas e esquentam menos. Além disso, devido a uma série de particularidades dos processos de fabricação de semicondutores, quanto menor o processo, menor tende a ser o custo de manufatura em virtude de ganhos de escala: é possível fazer mais chips com a mesma quantidade de material.

Embora as vantagens sejam essenciais em qualquer tipo de aplicação, elas se mostram ainda mais críticas em celulares: um processador que é mais rápido, gasta menos energia e também produz menos calor é uma vantagem técnica relevante no mercado.

O comunicado da Samsung a respeito do domínio do processo de 5 nm também é relevante do ponto de vista do acirrado mercado de fabricantes de microchips, já que a miniaturização a essa escala reserva uma série de desafios tecnológicos importantes, posicionando a Samsung em vantagem diante do seleto grupo de indústrias capazes de tornar um design da Apple, Qualcomm ou AMD em um produto real.

Legisladores da Rússia aprovam lei controversa que prevê desconexão da internet durante situações de crise

Legisladores da Rússia aprovam lei controversa que prevê desconexão da internet durante situações de crise
via G1

A Duma do Estado da Rússia, órgão que equivale à Câmara dos Deputados, aprovou com grande maioria nesta terça-feira (16) o projeto de lei que garante ao país poder se desconectar da rede mundial de computadores durantes crises e ataques cibernéticos.

O projeto de lei sobre a "Runet", o segmento russo da rede global, foi aprovado na terceira e última leitura, com 307 votos a favor e 68 contra, de acordo com o site da Duma. Tecnicamente, a lei permitiria ao país se desconectar dos pontos de saída da rede para conexão global e manter apenas o funcionamento da internet com servidores de dentro do país.

Com isso, o governo terá autorização para aprovar o procedimento para instalar, operar e atualizar o equipamento de comunicação de uma operadora de telecomunicações para combater intimidações.

Em caso de ameaça, as operadoras serão obrigadas a garantir a "gestão centralizada" do tráfego de dados, ou seja, ceder o controle ao Estado. Para garantir o funcionamento correto da internet dentro da Rússia assim que ocorrer o desligamento da rede mundial, o projeto de lei oferece a possibilidade de realizar exercícios de teste.

O Ministério de Desenvolvimento Digital, em parceria com o Serviço Federal de Segurança (FSB), aprovará os requisitos para garantir o funcionamento dos pontos de intercâmbio de tráfego.

A iniciativa, que tem apoio do governo, gerou críticas e protestos diante do temor de que o acesso à internet possa ser restringido, já que a interpretação do termo "ameaça" pode ser muito ampla.

A lei foi rotulada pelos críticos como a mais recente tentativa do Kremlin de controlar o conteúdo online, e muitos temem que o país esteja no caminho para isolar completamente sua rede, como acontece na Coreia do Norte, por exemplo.

Em fevereiro, o senador Andrei Klishas, um dos autores do projeto, afirmou que ainda não tinha sido possível elaborar uma lista precisa das ameaças e caberá ao governo determinar o que oferece risco à estabilidade, à segurança e à integridade do funcionamento da Runet.

Dmitry Peskov, o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, disse em março que o Kremlin não tinha a intenção de restringir as liberdades dos internautas russos com o projeto de lei.

O presidente da Comissão de Tecnologia da Informação e Comunicação da Duma, Leonid Levin, afirmou que, "do ponto de vista de um usuário comum, a vigência da lei não afetará o uso da internet".

O legislador também afirmou que "todos os argumentos de que, depois da adoção da lei, a internet funcionará na Rússia como na China são incorretos e não correspondem com a realidade".

Segundo Levin, a Rússia não proibirá "o trabalho dos serviços ocidentais", e o projeto de lei "não será adotado para bloquear algo que não está bloqueado hoje, mas para melhorar o funcionamento do segmento russo de internet".

A iniciativa, cuja aprovação no Conselho da Federação da Rússia, que equivale ao Senado, na próxima segunda-feira (22), é dada como certa, foi levada à Câmara em dezembro, com o objetivo de criar uma infraestrutura independente que garanta o bom funcionamento da internet na Rússia em caso de ameaças e crises.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

WhatsApp pode impedir print de conversa ao ativar desbloqueio por digital


A nova versão de teste do WhatsApp bloqueia o print de conversas. Segundo publicação do site especializado WABetaInfo desta segunda-feira (15), a atualização 2.19.106 para usuários Beta do Android libera o recurso de desbloqueio por impressão digital, porém impede as capturas de tela do bate-papo. Vale lembrar que, por estar em fase de teste, não é garantia que a função seja lançada no app oficial.

A novidade seria habilitada pela opção "Fingerprint security" (algo como "segurança por impressão digital", em livre tradução), a partir dos ajustes de autenticação do serviço, de acordo com o portal. Ao ativar o recurso, o WhatsApp interrompe os screenshots de chats. A ferramenta também exige o uso da digital para abrir o mensageiro. A intenção seria garantir mais proteção aos dados compartilhados pelos usuários. No entanto, a resposta de mensagens exibidas nas notificações e o atendimento de chamadas permaneceriam disponíveis mesmo com o bloqueio.

Antes disso, o WhatsApp já havia liberado o bloqueio por digital em sua versão beta para o sistema operacional do Google. A ideia também veio no esforço de entregar maior segurança às informações dos usuários. Enquanto a permissão por impressão digital está sendo testada em aparelhos com Android, celulares iPhone (iOS) já trazem a funcionalidade pelo Touch ID. O sistema da Apple também oferece o Face ID, que usa o reconhecimento facial como chave de acesso.

Para configurar o recurso de bloqueio do app por digital, os usuários de Android precisariam ir até os ajustes de privacidade. A plataforma dispõe de quatro modos de duração: "Imediatamente", "Após 1 minuto", "Após 10 minutos" ou "Após 30 minutos". No intuito de garantir medidas de proteção mais aprimoradas no sistema de mensagens, vale lembrar que o WhatsApp adota a criptografia de ponta a ponta, método que impossibilita a interceptação do conteúdo por terceiros.

Além de impedir os screenshots das conversas, a versão beta 2.19.106 traz as abas "Stickers" e "Emoji" para organizar as imagens divertidas enviadas para os contatos. O primeiro está agrupado nas guias "Favoritos" e "Categorias", que poderiam facilitar a busca no aplicativo. A novidade promete inserir adesivos em imagens, vídeos e GIFs. Um campo de pesquisa também foi incorporado à atualização. Vale reforçar que não há uma data oficial de lançamento das funções disponíveis para teste.