segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

 

Fala, pessoal!

 

Não sei quanto a vocês, mas eu tenho o hábito de leitura, o que contribui muito para meu raciocínio e aprendizado. Hoje quero falar com vocês um pouco sobre o que diz Maquiavel no livro “O Príncipe”.

Quero fazer um paralelo com a conquista de mercado e das atitudes do empreendedor. O que vemos hoje é uma constante busca por novos mercados e oportunidades.

Por vezes os mercados, que aqui vou chamar de principados, conquistam o nicho de outro e outras vezes eles são herdados.

Maquiavel em O Príncipe, faz uma distinção entre os principados e diz que pode ser hereditário ou novo. Diz, que nos Estados hereditários há bem menos dificuldades para conservá-los, bastando não desprezar as regras ancestrais. Ao contrário, nos Estados novos, após a conquista, sempre tem a necessidade de oprimir os conquistados. Não sendo possível, manter a amizade daqueles que foram a favor da própria ocupação e ainda com desejo de obter benesses do novo príncipe.

Maquiavel afirma que há três modos de conservar Estados conquistados que, antes, estavam habituados a viver conforme suas leis. “A primeira é destruí-los, a segunda é habitá-los pessoalmente e a terceira é deixá-los sob suas leis, garantindo um tributo e criando um governo de poucos, dos quais conserve a amizade. Afirma, enfim, que não há maneira segura de possuir a província, a não ser destruindo-a.”

Que nos principados inteiramente novos, o novo príncipe encontrará maior ou menor dificuldade dependendo do seu próprio valor. Afirma que “o fato de se tornar príncipe pressupõe sorte ou valor, mas aquele que depende menos da sorte conserva-se mais no poder.”

Afirma que os que, pela sorte, passam de cidadãos comuns a príncipes, a muito custo conseguem manter-se no poder. Não encontram grandes dificuldades no caminho do poder, mas todas as dificuldades surgem quando já estão nele instalados.

O livro é denso e nos traz uma gigantesca gama de possibilidades de discussões filosóficas, mas vamos por ora parar aqui e pensarmos.

Qual o paralelo podemos traçar com os negócios? Como podemos enxergar os conceitos de Maquiavel neste mundo tão próprio.

Me atrevo a dizer por experiência e não conceito, que vejo sim um paralelo.

Eu procuro em minha vida sempre construir. Este é meu lema a construção. Penso que sozinho ninguém faz nada, então é construindo junto com parceiros que vemos uma possibilidade real de futuro. Futuro para todos.

Nos negócios antigos, os tradicionais, que são passados de pai para filho, empresas já estabelecidas, que chamarei aqui de principados hereditários para traçar o paralelo, vemos estruturas já consolidadas como nichos de mercado, forma de atuação, forma de administração, enfim todo o necessário para a sua manutenção. Não significa que não possa ser reciclado, modernizado ou alterado em suas estruturas, mas estão consolidadas.

Em tese, a menos que haja um revés, elas se mantem em pleno funcionamento seguindo a estruturas existentes.       

No caso de empresas novas, aquelas que são criadas do zero, colocadas em pé, partindo do olhar empreendedor e com uma vontade gigantesca de construir, faço aqui um paralelo com o principado/estado novo, onde após a conquista, surge “a necessidade de oprimir os conquistados, não sendo possível, além do mais, manter a amizade ...”

Vamos entender isso de forma figurada, onde a opressão significa ingressar no mercado de forma agressiva, com meios de comunicação em massa, invadindo e conquistando os nichos e mercados existentes.

Claro que quando isso acontece, as empresas estabelecidas não se sentem confortáveis com aquele conquistador que seduz e traz para si os clientes que já estavam estabelecidos em seus principados tradicionais.    

O novo príncipe, aqui visto como empreendedor, terá que possuir uma estratégia pensada e testada, dentro do possível e possuir de fato valor. Valor não no sentido econômico, mas valor de ordem moral.

Pois a destruição por si só, não agrega valor ao seu novo empreendimento. Exercer o poder com critério e moderação, utilizando-o para construir, esta a meu ver é a chave do sucesso. Isto certamente fará com que encontre menor dificuldade.

Maquiavel afirma ainda que o príncipe que tem boa reputação dificilmente será atacado, pois não será alvo de conspirações e que “pode sustentar-se por si só o principado que está em condições, pela grande quantidade de homens ou de dinheiro, de reunir um exército adequado e combater quem o ataque.”

Ou seja, ter estratégia, valor e espírito de construção e respeito aos seus parceiros e inclusive quanto aos seus oponentes.

E ainda, que com bons exércitos e bons amigos; se tiver bons exércitos terá bons amigos, diz Maquiavel.

O empreendedor, deve, como o príncipe esforçar-se por deixar uma imagem de grande homem. E essa imagem se constrói quando se respeita o valor de cada um e busca o bem comum, que deve fazer parte de toda construção.

Penso que neste momento é que construímos de verdade um grande homem. Um grande homem empreendedor.

Diz para mim aí nos comentários o que você acha.

Valeu!

Emerson Morresi    




 

 

    

 

domingo, 25 de outubro de 2020

Você está sendo manipulado por todos à sua volta

Fala, pessoal!

O documentário “O dilema das Redes”, como já havia comentado aqui, possui um gigantesco rol de intersecção com outras áreas do conhecimento. A que mais me chamou a atenção foi a discussão que o filme propõe sobre a psicologia persuasiva ou técnica de persuasão e vendas.


Hoje quero bater um papo com você sobre vendas. Quando falamos em vender, logo pensamos em empreendedorismo, a menina dos olhos de muita gente. Ser empreendedor, em livre conceito, é ter a habilidade ver uma oportunidade e promover a sua realização. 


Em geral, o empreendedorismo é muito utilizado nos negócios, mas ele vai – e ainda bem – muito além disso. Você pode ser empreendedor no seu ambiente de trabalho ao enxergar um ponto diferente do que os demais estão conseguindo alcançar. Ou seja, é ver o que os demais ainda não viram e realizar, afinal uma ideia sem execução não vale nada. 


O que algumas pessoas podem chamar de empreendedorismo, entretanto, pode ter outro significado, anterior ao conceito de empreender – e talvez faça parte dele.


Persuasão e seus dilemas

O documentário “O Dilema das Redes” aborda a utilização de técnicas de persuasão como uma arma das redes sociais para convencer os usuários a agirem de maneira predeterminada por elas.


Um exemplo claro está na frase de Tristan Harris, ex-designer do Google: “Se você não está pagando pelo produto, então você é o produto”.  


Esse conceito me remente aos estudos de um dos chamados “gurus do marketing”, o psicólogo e escritor Robert Cialdini, um dos primeiros a trazer a ideia de “gatilhos mentais” ao Brasil, pensamento muito cultuado pelos especialistas em marketing.


Seu livro “As Armas da Persuasão” apresenta alguns dos gatilhos mentais mais eficientes para dominar a mente das pessoas e convencê-las a fazer aquilo que queremos – nesse caso, comprar, seja num ambiente físico ou pela internet.


A reciprocidade, a coerência, a aprovação social, a afeição, a autoridade e a escassez são gatilhos usados à exaustão por quem deseja aumentar suas vendas e conquistar um público fiel.


Marketing e vendas

Trazendo essa análise para o ambiente virtual, o que vemos é que as empresas possuem a real intenção de levar o indivíduo a escolher determinado produto ou serviço baseado na interação da sociedade nas redes sociais. 


Os gatilhos mentais podem ser ferramentas importantes para toda e qualquer pessoa que deseja aprender marketing ou apenas a se relacionar com o meio em que vive.


Por isso, indico este vídeo do canal IlustradaMente, no Youtube, que fez um resumo animado do livro de Robert Cialdini. A obra pode ser adquirida nesse link.



Com vocês, o algoritmo

As redes sociais constroem seus algoritmos de forma a conduzir os usuários a consumir determinados produtos e serviços com base em seus interesses dentro das plataformas.


São, assim, sofisticadas técnicas de influência e venda que atendem aos interesses das plataformas e dos conglomerados empresariais que utilizam sua tecnologia.



São claramente técnicas sutis, mas capazes de acessar nosso subconsciente e nos convencer a consumir determinado produto ou serviço. E nós, bem, nós acabamos não tendo a menor consciência de todo esse processo.


No mundo real ou virtual, nas lojas físicas ou online, o documentário deixa claro que o objetivo das redes sociais – no final das contas – é vender. E te convencer de que você não vive sem o que elas têm a oferecer.


E você, o que acha?


Valeu!


Emerson Morresi



segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Será que o PIX é realmente seguro?

 

Fala, pessoal!

Uma das maiores preocupações atuais, principalmente no conjunto da sociedade civil, é a proteção de dados pessoais. Para atender a esse anseio tão fundamental, entrou em vigor, em 18 de setembro, a Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD, que pretende controlar a utilização e o tratamento dos dados pessoais em qualquer ambiente – virtual ou não –, além de punir os responsáveis em casos de violação do que prevê a lei.

Quando falamos sobre a vida online, não há ambiente digital 100% seguro, já que, à medida que a tecnologia avança, avançam também os mecanismos de ataques cibernéticos.

A bola da vez é o PIX, novo método de transferências e pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil (Bacen), que entra em vigor em 16 de novembro. Milhões de pessoas já aderiram, e você pode conhecer os benefícios para o consumidor final clicando aqui.

Com a criação do PIX, as possíveis fraudes já começam a tirar o sono de muita gente. Claro, com razão, porque mesmo com a utilização dos melhores sistemas de segurança da informação, nunca estamos imunes às fraudes.

No caso do PIX, os dados dos usuários serão armazenados pelo próprio Bacen e protegidos pela LGPD.

Como funciona?

Para oferecer o novo serviço, bancos, fintechs e demais meios de pagamento estão obrigados a possuir mecanismos robustos de segurança, observando a LGPD, o Código de Defesa do Consumidor e Resoluções específicas do Banco Central, como as Resoluções 01 de 12 de agosto de 2020 e 19 de 01 de outubro de 2020.  

Ao regulamentar o PIX, o objetivo do Bacen é permitir que as instituições financeiras ofereçam um produto simples, seguro, de fácil acesso, ágil, preciso e transparente. 

Este novo sistema de pagamentos deve ser oferecido sem cobrança de tarifa de pessoas físicas e microempreendedores individuais. A exceção, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, é quando elas optarem por realizar a transação por meio físico ou telefônico, mesmo tendo à disposição a possibilidade de realizar a transação por meio eletrônico.

Pessoas jurídicas poderão ser tarifadas pelo envio e pelo recebimento de dinheiro ou prestação de serviços acessórios relacionados ao envio ou recebimento de recursos.

A previsão é de que essa tarifa seja de R$ 0,01 a cada 10 transações, mas toda a regulamentação está prevista na Resolução 19 de 01 de outubro de 2020. Vale lembrar que a tarifa será definida pelas instituições financeiras e deve ser comunicada de forma clara nas tabelas de tarifas e nos extratos das contas.

Não há dúvidas de que esse novo método pode facilitar muito a nossa vida e desburocratizar processos de pagamento. Mas é sempre bom é ficar de olho em como as instituições vão administrar nossos dados pessoais.

Diz pra mim aí nos comentários o que você está achando do PIX. Já se cadastrou?

Valeu!

Emerson Morresi