domingo, 25 de outubro de 2020

Você está sendo manipulado por todos à sua volta

Fala, pessoal!

O documentário “O dilema das Redes”, como já havia comentado aqui, possui um gigantesco rol de intersecção com outras áreas do conhecimento. A que mais me chamou a atenção foi a discussão que o filme propõe sobre a psicologia persuasiva ou técnica de persuasão e vendas.


Hoje quero bater um papo com você sobre vendas. Quando falamos em vender, logo pensamos em empreendedorismo, a menina dos olhos de muita gente. Ser empreendedor, em livre conceito, é ter a habilidade ver uma oportunidade e promover a sua realização. 


Em geral, o empreendedorismo é muito utilizado nos negócios, mas ele vai – e ainda bem – muito além disso. Você pode ser empreendedor no seu ambiente de trabalho ao enxergar um ponto diferente do que os demais estão conseguindo alcançar. Ou seja, é ver o que os demais ainda não viram e realizar, afinal uma ideia sem execução não vale nada. 


O que algumas pessoas podem chamar de empreendedorismo, entretanto, pode ter outro significado, anterior ao conceito de empreender – e talvez faça parte dele.


Persuasão e seus dilemas

O documentário “O Dilema das Redes” aborda a utilização de técnicas de persuasão como uma arma das redes sociais para convencer os usuários a agirem de maneira predeterminada por elas.


Um exemplo claro está na frase de Tristan Harris, ex-designer do Google: “Se você não está pagando pelo produto, então você é o produto”.  


Esse conceito me remente aos estudos de um dos chamados “gurus do marketing”, o psicólogo e escritor Robert Cialdini, um dos primeiros a trazer a ideia de “gatilhos mentais” ao Brasil, pensamento muito cultuado pelos especialistas em marketing.


Seu livro “As Armas da Persuasão” apresenta alguns dos gatilhos mentais mais eficientes para dominar a mente das pessoas e convencê-las a fazer aquilo que queremos – nesse caso, comprar, seja num ambiente físico ou pela internet.


A reciprocidade, a coerência, a aprovação social, a afeição, a autoridade e a escassez são gatilhos usados à exaustão por quem deseja aumentar suas vendas e conquistar um público fiel.


Marketing e vendas

Trazendo essa análise para o ambiente virtual, o que vemos é que as empresas possuem a real intenção de levar o indivíduo a escolher determinado produto ou serviço baseado na interação da sociedade nas redes sociais. 


Os gatilhos mentais podem ser ferramentas importantes para toda e qualquer pessoa que deseja aprender marketing ou apenas a se relacionar com o meio em que vive.


Por isso, indico este vídeo do canal IlustradaMente, no Youtube, que fez um resumo animado do livro de Robert Cialdini. A obra pode ser adquirida nesse link.



Com vocês, o algoritmo

As redes sociais constroem seus algoritmos de forma a conduzir os usuários a consumir determinados produtos e serviços com base em seus interesses dentro das plataformas.


São, assim, sofisticadas técnicas de influência e venda que atendem aos interesses das plataformas e dos conglomerados empresariais que utilizam sua tecnologia.



São claramente técnicas sutis, mas capazes de acessar nosso subconsciente e nos convencer a consumir determinado produto ou serviço. E nós, bem, nós acabamos não tendo a menor consciência de todo esse processo.


No mundo real ou virtual, nas lojas físicas ou online, o documentário deixa claro que o objetivo das redes sociais – no final das contas – é vender. E te convencer de que você não vive sem o que elas têm a oferecer.


E você, o que acha?


Valeu!


Emerson Morresi



segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Será que o PIX é realmente seguro?

 

Fala, pessoal!

Uma das maiores preocupações atuais, principalmente no conjunto da sociedade civil, é a proteção de dados pessoais. Para atender a esse anseio tão fundamental, entrou em vigor, em 18 de setembro, a Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD, que pretende controlar a utilização e o tratamento dos dados pessoais em qualquer ambiente – virtual ou não –, além de punir os responsáveis em casos de violação do que prevê a lei.

Quando falamos sobre a vida online, não há ambiente digital 100% seguro, já que, à medida que a tecnologia avança, avançam também os mecanismos de ataques cibernéticos.

A bola da vez é o PIX, novo método de transferências e pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil (Bacen), que entra em vigor em 16 de novembro. Milhões de pessoas já aderiram, e você pode conhecer os benefícios para o consumidor final clicando aqui.

Com a criação do PIX, as possíveis fraudes já começam a tirar o sono de muita gente. Claro, com razão, porque mesmo com a utilização dos melhores sistemas de segurança da informação, nunca estamos imunes às fraudes.

No caso do PIX, os dados dos usuários serão armazenados pelo próprio Bacen e protegidos pela LGPD.

Como funciona?

Para oferecer o novo serviço, bancos, fintechs e demais meios de pagamento estão obrigados a possuir mecanismos robustos de segurança, observando a LGPD, o Código de Defesa do Consumidor e Resoluções específicas do Banco Central, como as Resoluções 01 de 12 de agosto de 2020 e 19 de 01 de outubro de 2020.  

Ao regulamentar o PIX, o objetivo do Bacen é permitir que as instituições financeiras ofereçam um produto simples, seguro, de fácil acesso, ágil, preciso e transparente. 

Este novo sistema de pagamentos deve ser oferecido sem cobrança de tarifa de pessoas físicas e microempreendedores individuais. A exceção, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, é quando elas optarem por realizar a transação por meio físico ou telefônico, mesmo tendo à disposição a possibilidade de realizar a transação por meio eletrônico.

Pessoas jurídicas poderão ser tarifadas pelo envio e pelo recebimento de dinheiro ou prestação de serviços acessórios relacionados ao envio ou recebimento de recursos.

A previsão é de que essa tarifa seja de R$ 0,01 a cada 10 transações, mas toda a regulamentação está prevista na Resolução 19 de 01 de outubro de 2020. Vale lembrar que a tarifa será definida pelas instituições financeiras e deve ser comunicada de forma clara nas tabelas de tarifas e nos extratos das contas.

Não há dúvidas de que esse novo método pode facilitar muito a nossa vida e desburocratizar processos de pagamento. Mas é sempre bom é ficar de olho em como as instituições vão administrar nossos dados pessoais.

Diz pra mim aí nos comentários o que você está achando do PIX. Já se cadastrou?

Valeu!

Emerson Morresi    

 




 

 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Vamos falar de Deepfake?

Fala, pessoal!

O tema volta à tona com mais força por causa das eleições municipais. A justiça eleitoral vem fazendo campanhas para alertar a população para este tipo de mecanismo, uma forma de levar à sociedade vídeos aparentemente verdadeiros, mas que na verdade são absolutamente falsos.  


A prática inicialmente se baseava em criar vídeos quase inocentes, por pura diversão. Não podemos negar que esses materiais são aliados importantes dos estúdios de cinema, como mostra essa matéria sobre a qual quero bater um papo hoje

O problema é que, como quase sempre acontece, há um desvio na trajetória dessa iniciativa, que a leva diretamente na rota da disseminação de notícias falsas. 

As chamadas fake news são mecanismos gigantescos capazes de destruir e aniquilar a reputação de uma pessoa. Me refiro aqui a pessoas, mas essa prática, num piscar de olhos, pode também destruir a vida e a reputação de empresas e organizações.

Vamos focar no ser humano, criatura ainda frágil, cega e vulnerável à velocidade do avanço tecnológico.

O ambiente digital permite que pessoas possam montar estratégias tal qual numa guerra, na qual o território – neste caso simbolizado pelo ambiente virtual – está longe de ser facilmente controlado. Não me refiro aqui ao controle como sinônimo de censura, mas sim à possibilidade de identificar este tipo de atuação criminosa.

Os vídeos falsos baseiam-se em conteúdos e materiais presentes em bancos de dados. Por meio de inteligência artificial, a máquina aprende a copiar os movimentos do rosto, corpo e timbre de voz de determinado indivíduo para criar um produto sofisticado e muito realista, capaz de enganar facilmente qualquer pessoa.

Em um mundo cada vez mais expositivo, os bancos de dados são facilmente alimentados, tornando-se um universo sem limites para a produção de deepfakes. Neste texto, especialistas afirmam como está cada vez mais difícil conter a produção desses vídeos.

Por pura brincadeira e às vezes sem a exata noção da repercussão que pode causar este tipo de conduta, é muito fácil criar um vídeo deste tipo – um estopim para colocar em risco milhares de pessoas. Incluo aqui em especial os adolescentes, cada vez mais presentes e expostos na internet.

Essa minha análise é feita com base na clareza que tenho da necessidade de voltarmos nossa atenção às pessoas, em tempos de aceleração da tecnologia e de um mundo cada vez mais digital.  

É preciso ensinar não somente os adultos, mas em especial as crianças e os adolescentes que o ambiente digital é importante e fascinante – e, sim, não há qualquer possibilidade de retrocesso, afinal a evolução é bem-vinda. Em contrapartida, é necessária uma educação digital, para que todos tenham consciência e entendimento de que não se trata de um universo paralelo, mas sim de um mundo mais real do que se possa imaginar.

Valeu!

Emerson Morresi  



https://www.tecmundo.com.br/software/150909-cientistas-descobrem-enganar-detectores-deepfake.htm