terça-feira, 17 de outubro de 2017

Funcionários da Infraprime Soluções Tecnológicas aprovam acordo de Participação nos Lucros

Funcionários da Infraprime Soluções Tecnológicas aprovam acordo de Participação nos Lucros
via Sindpd

A Infraprime Soluções Tecnológicas aderiu ao programa de Participação nos Lucros e/ou Resultados previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do Sindpd como obrigatória para todas as empresas de tecnologia da informação do Estado de São Paulo.

Durante a assembleia, o diretor do Sindicato Paulo Cesar de Almeida apresentou aos profissionais a proposta oferecida pela empresa como garantia de que as negociações atenderiam às exigências da Entidade e asseguraria o direito dos trabalhadores. Pela maioria dos votos, o acordo foi aprovado.

"A implantação da PLR pela a Infraprime é unicamente pensando na motivação de nós funcionários. A reação de todos foi positiva, e o Sindpd contribuiu para a implantação eficaz desse projeto", afirmou a funcionária Fernanda Dimarziom.

"Para o primeiro encontro foi uma excelente oportunidade de deixar clara a atuação do Sindpd nessa conquista, na consolidação da CCT e a combinação da lei em vigor para o tema. Foi uma bela conversa com os trabalhadores", contou o diretor do Sindpd Paulo César.

Os profissionais vão receber o valor do benefício nos dias 31 de outubro de 2017 30 de novembro de 2017 e 31 março de 2018.

Em primeiro encontro com o Sindpd, profissionais da Solution True garantem Participação nos Lucros e Resultados

Em primeiro encontro com o Sindpd, profissionais da Solution True garantem Participação nos Lucros e Resultados
via Sindpd

Reconhecimento. Foi essa a palavra utilizada pelos empregados da Solution True Processamento de Dados para descrever a PLR, benefício oferecido pela primeira vez aos funcionários da empresa. Em assembleia realizada dia 15 de agosto, os trabalhadores aprovaram os termos do acordo que estabelece o pagamento da PLR de 2017 em parcela única, agendada para maio de 2018.

"Reconhecimento é a base para uma relação boa e próspera dentro de uma empresa. O acordo de PLR reforça isso e traz motivação para a equipe", analisou Andreia Carvalho. A profissional também avaliou como positiva a participação do Sindpd durante as negociações. "A equipe da Solution True agradece o apoio do Sindpd", completou.

O primeiro contato do Sindicato com os trabalhadores da Solution foi tranquilo e atingiu as expectativas, conforme explica Paulo César de Almeida, diretor responsável pelas negociações. "Foi uma excelente oportunidade para esclarecer dúvidas e destacar a atuação do Sindpd, que garantiu a consolidação da PLR nas empresas de TI. Foi uma bela conversa com os trabalhadores", celebrou.

Nova Lei trabalhista não 'matou' sindicatos nem a CLT

Nova Lei trabalhista não 'matou' sindicatos nem a CLT
via Sindpd

O portal de tecnologia Convergência Digital destacou, nesta semana, a palestra realizada por Antonio Neto em São Paulo. Na última quinta-feira, 5, o presidente do Sindpd e da CSB falou a empresários e profissionais de Recursos Humanos (RH) de empresas de tecnologia da informação e esclareceu dúvidas sobre a Lei 13.467/17, que entra em vigor no dia 11 de novembro. Veja abaixo a reprodução do Convergência Digital:

Nova Lei trabalhista não 'matou' sindicatos nem a CLT

O presidente da Central do Sindicato Brasileiro (CSB) e do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), Antonio Neto, afirmou, em evento na capital paulista, que a nova Lei Trabalhista, que entra em vigor no dia 11 de novembro, aumenta a responsabilidade para as partes envolvidas na relação capital-trabalho.

"Agora é hora da nossa responsabilidade aumentar, lógico que vocês não devem esperar que vamos mudar nossa convenção coletiva para piorar as condições dos trabalhadores. Os sindicatos não farão, mas poderemos ter uma relação mais igual, com mais segurança jurídica. É bom lembrar que negociação é uma rua de duas mãos, não é mão única. Vamos ter que ter responsabilidade na hora de negociar", disse Neto, que ainda falou de compensação na hora de negociação.

"A nova lei diz que você pode trocar o benefício, mas tem que incluir outro. Quer retirar um benefício, precisa garantir uma substituição, uma compensação. Isso vai criar alternativas para passarmos por cima de algumas dificuldades", completou. Antonio Neto também refutou a afirmação dos parlamentares, de que a reforma diminuirá os processos trabalhistas e ainda reforçou os pontos inconstitucionais da nova lei.

"Essa reforma tem pontos inconstitucionais, temos o ordenamento jurídico, que foi rompido em vários pontos. Além disso, eles se esqueceram também que somos signatários de convenções internacionais, e a maioria delas de antes de 1988. Teremos um caos, teremos muitos mais processos trabalhistas", completou o presidente do Sindpd, que lamentou a maneira como a reforma está sendo divulgada.

"É uma pena que a maneira que a reforma está sendo vendida tenha gerado no empresariado brasileiro o mesmo açodamento que tiveram os parlamentares, e agora mudou tudo. Disseram que iria acabar os sindicatos e a CLT, mas vamos utilizar a negociação coletiva para fortalecer a negociação. É muito importante que as empresas saibam que é possível fazer acordo, e o Sindpd está aberto para fazer negociações, temos feito grandes negociações e procuramos ajudar o mercado. A partir de 11 de novembro, estaremos em um novo momento, estamos de portas abertas para fazer os acordos que forem necessários, para que a gente consiga continuar a ter uma relação de capital-trabalho de olho no olho", finalizou Neto.

Comissão de trabalhadores da Módulos Integrados e Módulos de Segurança aprova acordo de PLR de 2017

Comissão de trabalhadores da Módulos Integrados e Módulos de Segurança aprova acordo de PLR de 2017
via Sindpd

No dia 10 de outubro a comissão de trabalhadores das empresas Módulos Integrados Processamento de Dados e Módulos de Segurança da Informação aprovou a proposta apresentada para o ano de 2017 durante reunião realizada na sede do Sindpd. Já faz dois anos que a Participação nos Lucros e/ou Resultados faz parte do cronograma entre os trabalhadores e a empresa.

O pagamento para as 34 pessoas beneficiadas pela iniciativa será realizado no dia 31 de janeiro de 2018, desde que atendidas às métricas estabelecidas no acordo.

"Estou muito feliz em saber que mais empregados serão beneficiados por esta conquista do Sindpd. Por isso é tão importante ter um Sindicato forte: para garantir as melhores condições de trabalho para o profissional de TI", disse a diretora que acompanhou a PLR, Sue Ellen Thomasini Naka.

Centrais sindicais assinam acordo histórico para receber recursos da contribuição sindical que o governo deixou de repassar às entidades

Centrais sindicais assinam acordo histórico para receber recursos da contribuição sindical que o governo deixou de repassar às entidades
via CSB

Com a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), foi fechado nesta quinta-feira (5) acordo para devolução de recursos do imposto sindical que deixaram de ser repassados pelo governo federal a centrais sindicais, federações e até alguns sindicatos. O termo de mediação foi assinado por sete centrais sindicais, o Ministério do Trabalho, a Caixa Econômica Federal (CEF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o MPT. O montante da dívida ainda será apurado pelo Ministério, mas, pelo acordo, as centrais concordaram em destinar 15% do total para ações de combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil.

As centrais sindicais identificaram que, entre 2008 e 2015, houve retenção, por parte do governo federal, de parte da contribuição sindical devida. As centrais procuraram o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para cobrar a dívida e também o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, para mediar a negociação entre os sindicalistas e o governo. Fleury conversou com Nogueira e marcou a primeira audiência de negociação na última semana de setembro. Em nova audiência, realizada nesta quinta-feira, chegou-se ao acordo com a assinatura do termo de mediação. A previsão é de que os primeiros valores sejam identificados nos próximos 30 dias.

“O acordo traz o que é mais importante no direito social, no direito do trabalho, que é a pacificação social. Havia uma demanda por parte das centrais e uma necessidade de reposta por parte do governo. E quero agradecer, em nome do MPT e da sociedade, a disposição das centrais de abrirem mão de 15% do total a que terão direito em prol da fiscalização do trabalho escravo e infantil”, disse Fleury.

“Não temos informação ainda do montante, mas já sabemos que são valores significativos. E parte desse valor vai para programas de assistência a crianças retiradas do trabalho infantil, seriamente ameaçados na proposta orçamentária de 2018.”

O ministro do Trabalho ressaltou a importância da atuação do MPT na mediação e disse que o grupo de trabalho fará uma nova portaria estabelecendo os ritos para o pagamento da dívida para com as entidades sindicais. “Com a mediação, houve pacificação de entendimento.  Quero enaltecer o gesto das centrais sindicais que abrem mão de parte dos recursos para investir no combate ao trabalho escravo e infantil.”

Entre os pontos acordados, está o compromisso do Ministério do Trabalho de fazer, junto com a CEF, o levantamento dos valores que não foram repassados às entidades sindicais. O primeiro ato será a revogação de uma portaria que paralisou a tramitação de cerca de 500 processos de restituição. Segundo Nogueira, a análise será retomada e a restituição obedecerá a ordem cronológica para o pagamento.

As centrais irão participar do grupo de trabalho, formado por técnicos do Ministério do Trabalho, CEF e AGU, para a elaboração de uma nova portaria que disciplinará a forma de pagamento dos valores retidos. Além de encaminhar 15% do valor a que têm direito para ações de fiscalização do trabalho escravo e infantil, as centrais e entidades sindicais que aderirem ao acordo, também se comprometem a não buscar reparação civil e criminal dessa dívida na Justiça.