sábado, 9 de fevereiro de 2019

Patrões se negam a negociar para rasgar Convenção Coletiva, aplicar lei rasa e pagar menos

Patrões se negam a negociar para rasgar Convenção Coletiva, aplicar lei rasa e pagar menos
via Sindpd

Fim das negociações. Nesta terça-feira, (05) a comissão patronal impôs novamente condições para negociar a Convenção Coletiva de Trabalho 2019, numa expressa tentativa de sabotar as garantias e direitos da CCT da categoria.

A estratégia das principais empresas que compõem a comissão patronal é a de tentar "rasgar" a Convenção para que não haja a negociação que há décadas é feita dentro dos parâmetros legais e definidos, balizando as decisões do setor, além de regrar a competitividade no mercado e proteger os trabalhadores.

Desta forma, o único objetivo patronal agora é que as empresas fiquem à vontade para não cumprir a CCT da categoria, deixando de garantir aos seus empregados jornada reduzida de 40 horas, obrigatoriedade de apresentação de PLR, hora extra, auxílio-creche, vale-refeição, assistência médica, complementação do auxílio-previdenciário, homologações no Sindicato, reembolso por quilometragem, política de viagens a serviço, adicional de sobreaviso, adiantamento salarial, entre outros benefícios historicamente conquistados.

Intransigência da comissão patronal

Durante esta quarta mesa de negociação, o presidente Antonio Neto foi enfático ao criticar a ingerência patronal nas imposições feitas à comissão dos trabalhadores para avançar na negociação da Convenção deste ano.

"Uma CCT tem muita força quando assinada. Não dá para ser só para o lado dos patrões. Vocês começaram de maneira desrespeitosa sem considerar nada do que apresentamos", apontou.

Neto destacou também que empresas como as que pertencem à comissão patronal já deram claros e evidentes sinais de que não valorizam seus funcionários. Para ele, estes empresários "buscam sempre dificultar o andamento das negociações, para enfraquecer a Convenção", completou.

Entre outras, as empresas que integram a comissão patronal de negociação são: Sonda, Stefanini, Totvs, Tivit, BRQ, Capgemini, Datasist, Ericsson, Indra, Microsoft Sistemas, Polo Industrial de Software de Ribeirão Preto (PISO), Associação de Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação de Marília (ASSERTI) e outras regiões do interior, e Prodesp.

Entretanto, segundo o presidente, não são todas as empresas de TI do estado a ter o perfil de dificultar a vida do trabalhador. "Tem empresas que valorizam e estão convidadas a continuar essa relação de somatória para manter os benefícios, e o Sindpd vai seguir essa linha de negociação das conquistas", reiterou.

Próximos passos

A Diretoria do Sindpd se reunirá na próxima quinta-feira (07) para definir os próximos passos, que incluem discutir com a base, a fim de declarar uma possível greve da categoria com o objetivo de manter intactas as conquistas da Convenção Coletiva.

Fique atento ao site do Sindpd para acompanhar as próximas deliberações. A sua participação é fundamental. Compartilhe com seus colegas de trabalho. Participe!

Veja o histórico da negociação:
3) Patrões desistem de reduzir horário de almoço, mas mantêm reajuste abaixo da inflação
2) Empresários querem meia hora de almoço para trabalhadores de TI
1) 1ª rodada frustrante cria impasse na negociação da CCT 2019

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