sábado, 16 de junho de 2018

Em momento histórico, trabalhadores da Cobra estão prestes a completar um mês de paralisação

Em momento histórico, trabalhadores da Cobra estão prestes a completar um mês de paralisação
via Sindpd

Em greve que completará um mês na próxima semana, trabalhadores da Cobra Tecnologia integram um momento histórico da categoria, quando o movimento contra a proposta imoral de 0% de reajuste salarial inicial da empresa conseguiu que não apenas São Paulo aderisse ao movimento, como também mobilizou trabalhadores do Paraná, Mato Grosso, Joinville, Alagoas, se estendendo para a Bahia, Rio Grande do Sul, entre outros.

O momento foi lembrado durante reunião realizada nesta quarta-feira, 13, na sede do Sindpd, entre o diretor de Políticas Sindicais da FEITTINF e secretário de finanças do Sindpd, Paulo Roberto de Oliveira, e diretores do Sindicato com os representantes da Organização no Local de Trabalho (OLT), Enver Padovozzi Ferreira e Wildston Xavier de Mesquita.

Frustrada a primeira tentativa de negociação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no Distrito Federal, os estados abrangidos pela FEITTINF foram convocados para a greve.

Ainda sem definição da data da mesa de conciliação após a Federação entrar com dissídio de greve contra a Cobra Tecnologia no último dia 30 de maio, os trabalhadores concordam em manter a greve na busca de valorização profissional.

Impacto nos atendimentos

A Cobra Tecnologia presta suporte de TI para o Banco do Brasil e é responsável pela manutenção dos caixas eletrônicos e das agências, pelas portas giratórias, pelo processamento de dados, impressão de documentos, entre outros serviços essenciais e causam grande impacto no atendimento dos usuários, especialmente no interior paulista.

"Aqui na Capital há um grande impacto, mas no interior o impacto é maior, afinal a quantidade de agência - seja do banco que for - é bem menor que na metrópole, então a proporção é de que uma máquina parada no interior corresponde a dez que ficassem paradas em São Paulo", explicou Wildston. "Muitos locais estão com chamadas paradas e sem técnico para atender".

"Não tem efetivo humano para fazer os atendimentos e chega a travar a economia local", complementou Enver.

Movimento de união

"Agora é uma luta pela dignidade da pessoa, do trabalhador, uma luta por respeito", disse Enver.

Segundo o trabalhador, o movimento que se espalhou por todo o País conseguiu unir a base para lutar por um objetivo comum. "Esperamos que ganhemos algo melhor, mas esse movimento cresceu e virou uma briga por união", afirmou.

"Não esperávamos uma adesão tão grande, mas isso está além de uma greve de índice econômico: o trabalhador está brigando por dignidade e respeito", finalizou Wildston.

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