quarta-feira, 23 de maio de 2018

Assembleias em São Paulo unem trabalhadores contra retrocessos nos Acordos Coletivos de Trabalho

Assembleias em São Paulo unem trabalhadores contra retrocessos nos Acordos Coletivos de Trabalho
via Sindpd

O último dia 15 de maio foi marcado por momentos de tensão, debates, mas, principalmente, possibilidades durante as quatro assembleias realizadas nas empresas Serpro - unidades Luz e Socorro-, Dataprev e Cobra Tecnologia para tomar novos direcionamentos com relação aos Acordos Coletivos de Trabalho de 2018/2019.

Paulo Roberto de Oliveira, secretário de finanças do Sindpd e diretor de Políticas Sindicais da FEITTINF (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação), lamentou a demora do processo da apresentação de uma proposta aceitável por parte das empresas. "Elas mostram, mais uma vez, que não tem comprometimento com os seus empregados, e isso está sendo debatido nas assembleias", disse o representante.

Confira abaixo o que foi decidido em cada uma delas.

Serpro: uma contraproposta

Em São Paulo a reunião na unidade Luz aconteceu às 10h e na unidade Socorro, às 14h, no entanto, o resultado foi linear: a proposta inicial foi rejeitada e todos os trabalhadores aprovaram a apresentação de uma contraproposta.

A Serpro pretende mexer em 12 cláusulas, como as que tratam do adicional de hora extra e adicional noturno.

No momento, a FEITTINF vai notificar o Serpro para apresentação da contraproposta. "Não podemos compactuar com o que está acontecendo", afirmou o representante da OLT, Ludgero Galvinas.

Em Mato Grosso e no Paraná a proposta também foi rejeitada e aprovada a paralisação por 24 horas; os trabalhadores de Alagoas não obtiveram resultados com a assembleia, segundo o secretário da Federação.

Paralisação na Dataprev

Durante a assembleia na Dataprev, que aconteceu às 11h e reuniu mais de 100 pessoas, os diretores falaram com os trabalhadores sobre os problemas enfrentados nas negociações salariais.

Diante do impasse, os trabalhadores optaram pela paralisação de 3 dias a partir da próxima segunda-feira, 21.

Em Alagoas a proposta da empresa foi aceita em votação realizada junto aos trabalhadores.

Cobra: greve por tempo indeterminado

A Cobra foi a última assembleia a ser realizada, às 15h, e reuniu mais de 100 profissionais que anseiam por respostas com relação ao futuro do Acordo Coletivo. Além de São Paulo, marcaram presença trabalhadores de Barueri, Campinas, Vale do Paraíba, Santos e do ABC paulista.

Na ocasião foram repassadas as novidades referentes às negociações salariais, com a colaboração de membros da OLT. Sem avanços, os trabalhadores reclamaram da indisposição da empresa à negociação e da tentativa incessante de retirada de direitos.

"A Cobra tem data-base em outubro, um período um pouco inferior ao do Serpro e Dataprev, mas, de qualquer forma, está numa posição desconfortável porque ainda não foi apresentada uma proposta econômica", ressaltou Paulo Roberto de Oliveira, da FEITTINF. A empresa continua oferecendo 0% de reajuste salarial.

A partir da próxima segunda-feira, 21, a Cobra passa a integrar a greve por tempo indeterminado, iniciativa aprovada por unanimidade até que a empresa apareça com uma solução. "A Cobra respondeu com a greve por tempo indeterminado por terem se sentido ofendidos pela posição da empresa com relação ao reconhecimento", lamentou o secretário da FEITTINF.

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