quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Negociação da CCT 2018 volta à estaca zero

Negociação da CCT 2018 volta à estaca zero
via Sindpd


Além de não apresentar avanços, a negociação da Convenção Coletiva 2018 dos trabalhadores de TI regrediu consideravelmente na sexta rodada de negociação. Durante a mesa realizada nesta terça-feira (06), a comissão do Sindpd identificou que a nova proposta dos empresários foi apresentada à representação dos trabalhadores com a exclusão de parágrafos da atual CCT da categoria sem a devida menção oficial no documento entregue ao Sindpd.

Entre as cláusulas que tiveram parágrafos suprimidos estão o vale-refeição, banco de horas e a assistência médica. Para o presidente Antonio Neto, o princípio da boa-fé foi quebrado pelo patronal nas negociações.

"Quando você me entrega uma proposta e entrega em vermelho as alterações que você está querendo, você suprime parágrafo, renumera parágrafo, e não cita para mim que fez isso. O que estamos negociando efetivamente?", questionou Neto.

No auxílio-alimentação, os empresários mantiveram a proposta anterior de R$ 18 com a previsão dos "descontos legais". Além de não avançar no assunto, ainda retirou dois parágrafos da cláusula.

"Eu não posso negociar com você porque perdi a confiança. O que eu estou alterando no VR é o valor e a dedução, não estamos mexendo na cláusula", criticou o presidente do Sindpd. Segundo Neto, nestas condições é impossível analisar a proposta patronal. "O mesmo acontece com o banco de horas. São 11 parágrafos na Convenção, e você propõe 9. Na assistência médica, também", completou.

Negociações suspensas

Após apresentar novo índice de reajuste de 2,07%, o Seprosp manteve a proposta de tornar facultativas as homologações no Sindpd e manter, na cláusula das viagens a serviço, que o tempo gasto nos deslocamentos não seja considerado tempo de trabalho, não sendo devida a remuneração.

Diante da atitude dos empresários de excluir parágrafos de cláusulas que estão sendo negociadas, o presidente do Sindpd afirmou que as negociações estão suspensas até que o patronato apresente nova pauta com todas as alterações claramente propostas no documento entregue ao Sindpd, como sempre foi feito.

"Estou devolvendo a proposta e quero que vocês explicitem quais são as reais propostas que vocês têm na Convenção Coletiva para que possamos abrir a negociação de novo", concluiu Antonio Neto. A nova rodada de negociação será definida somente após a apresentação da pauta pelo Seprosp e a consequente análise da comissão do Sindpd.

Veja a cobertura das cinco rodadas anteriores:

1) CCT de 2017 é válida até que se firme nova Convenção, decidem Sindpd e Seprosp
2) Patronato propõe corte de direitos já consolidados em 2ª rodada da Campanha Salarial 2018
3) Negociações avançam, mas acordo da CCT 2018 permanece distante
5) Sem acordo, negociação da CCT 2018 segue para a sexta rodada

2 comentários:

  1. Entra ano, sai ano, e a discussão com o seprosp é a mesma...
    Ano passado, após quase uma dezena de rodadas de negociação, o sindpd aceitou um reajuste que já estava abaixo da inflação e a ser efetuado em parcelas.
    2% é uma piada de mal gosto e a impressão que tenho é que o sindicato vai dar aquela risadinha sem graça e deixar barato mais uma vez.

    A TI se tornou uma das áreas mais importantes da sociedade moderna e ainda somos tratados como nerds de óculos, espinhas e suspensórios atrás de uma mesa jogando D&D.

    Cês não acham que já passou da hora de paralisar as operações como foi "ameaçado" ano passado (e no retrasado e no ano antes desse)?

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    1. Concordo. Dois anos seguidos que o Sindpd tem postura firme e forte e na hora RH afina e aceita. 2%? PQP.
      Tá na hora de paralisar!

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