sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Central sindical defende atuação no Congresso para sanar precarização

Central sindical defende atuação no Congresso para sanar precarização
via Sindpd

O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, orientou suas mais de 800 entidades filiadas a defenderem os direitos dos trabalhadores nas convenções coletivas.

"A CSB lamenta que o governo em sua ansiedade em atender aos interesses patrimonialistas de lideranças empresariais retrógradas esteja promovendo uma balbúrdia no mundo do trabalho, criando enorme instabilidade jurídica, inviabilizando, na prática, a geração de empregos", destacou Neto, em nota.

Segundo ele, cabe agora à entidade atuar no Congresso Nacional para promover as alterações necessárias, a fim de que as inúmeras brechas de precarização sejam sanadas.

"Até lá, orientamos nossos sindicatos filiados a não cederem e a defenderem os direitos dos trabalhadores nas convenções coletivas. Ao mesmo tempo, reforçamos o conselho para que os empresários sérios mantenham a cautela e evitem aventuras que possam causar perdas econômicas significativas no futuro para suas empresas."

Ontem à noite, o presidente Michel Temer editou a Medida Provisória 808, para fazer ajustes, conforme acordado como Senado Federal, na reforma Trabalhista que entrou em vigor no último sábado.

O presidente da CSB disse que a MP "ainda preserva e reafirma o lobby de setores econômicos, que sonham em deslegitimar a figura da negociação coletiva e validar ?acordos? individuais aos trabalhadores, impondo condições desiguais na relação. Isso está claro ao manter o acordo direto no setor de saúde e a barbárie no trabalho intermitente, pleito antigo do comércio e dos ruralistas".

"Redigida nos gabinetes da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, a MP baixada nesta noite (terça-feira) com o propósito de corrigir lacunas grosseiras à precarização promovida pela reforma trabalhista, teve somente a preocupação de apresentar ajustes para reduzir a perda de arrecadação para o Estado que ocorreria com os novos contratos de trabalho", afirmou a CSB.

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