segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Diretoria regional de São Paulo é eleita para consolidar o protagonismo do estado no movimento sindical do Brasil

Diretoria regional de São Paulo é eleita para consolidar o protagonismo do estado no movimento sindical do Brasil
via CSB



Com a participação de 108 entidades sindicais e 446 congressistas, o Seminário realizado entre os dias 24 e 27 de outubro, na capital paulista, comprovou a representatividade do estado de São Paulo como maior capital sindical do Brasil. O Congresso encerrou a agenda de eventos regionais, que além de oferecer formação aos sindicalistas elegeu também as diretorias das seccionais Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O eleito para liderar os dirigentes na luta pelos direitos dos trabalhadores em São Paulo foi Igor Tiago Pereira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região. O presidente da seccional exaltou o protagonismo do estado na história e no desenvolvimento do movimento sindical. “É muito grande a importância de São Paulo porque aqui é o berço das grandes lutas. É onde estão concentradas as maiores centrais sindicais de todo o Brasil. É muito importante a mobilização paulista para fortalecer as causas dos trabalhadores; não só aqui, mas em todo o País também”, explicou.

Entre os compromissos da diretoria da Central, Pereira enfatizou a necessidade de organização e a importância de fortalecer as grandes mobilizações. “O compromisso da diretoria da CSB em São Paulo é imenso. Nós estamos passando por uma fase no Brasil em que o governo e o Congresso Nacional estão trabalhando contra os trabalhadores. A reforma trabalhista, que começa no dia 11 de novembro, é um exemplo disso. Então nós temos um papel fundamental na mobilização de todo nosso estado e já começaremos no dia 10 de novembro, data em que realizaremos uma manifestação contra a reforma. A CSB São Paulo já nasce com esse objetivo”.

O presidente da Central, Antonio Neto, conclamou todos os dirigentes a se unirem contra as reformas e medidas que prejudicam o povo brasileiro. “Essa direção estadual vai se comprometer com a manifestação do dia 10. Só temos um caminho – organizar a classe trabalhadora. Essa é a Central que vai estar nas ruas defendendo a história do povo brasileiro. Juntos, unidos e preparados vamos derrubar quem tenta amassar a classe operária, o servidor público e o Brasil”.

Conhecimento como ferramenta de luta

O comparecimento em massa e a participação ativa dos congressistas demonstraram a relevância do evento para os dirigentes paulistas. José Avelino Pereira, o Chinelo, agradeceu o comprometimento dos líderes sindicais. Para o vice-presidente da CSB, os congressos estaduais representam a concretização de um sonho antigo. “Eu pude observar a importância que vocês deram para esse congresso. Com esses eventos de formação, a CSB está levando conhecimento e tecnologia de ponta também para os pequenos sindicatos que hoje não têm acesso a informação. A realização desse congresso em São Paulo é a concretização do nosso projeto”, afirmou.

Foram três dias de palestras, que destacaram temas atuais e de extrema importância para os representantes sindicais. Economistas, historiadores, juristas, políticos e professores debateram questões como desenvolvimento nacional, sindicalismo e história, economia e negociação coletiva.

Para assistir às apresentações e acessar o material disponibilizado pelos convidados, acesse as matérias nos links a seguir: 24/10, 25/10, 26/10.

“Saímos daqui preparados, capacitados. O segredo do crescimento da CSB é valorizar os sindicatos de base. O sindicato é a célula mater da organização sindical. E por isso valorizamos os nossos filiados oferecendo qualificação, assistência e suporte”, destacou Alvaro Egea.

O secretário-geral da CSB finalizou o discurso relembrando os participantes paulistas sobre a necessidade de fortalecer as lutas nacionais por meio da participação ativa do maior estado do País. “São Paulo é o estado mais importante do ponto de vista econômico, é capital sindical do Brasil. Precisamos traduzir esse crescimento extraordinário da CSB nas ruas. Seremos desafiados a participar ativamente desse processo”, completou.

Mulheres e qualificação

Durante o dia de eleição da diretoria da CSB em São Paulo, as bandeiras de lutas das mulheres no movimento sindical e a importância da capacitação dos dirigentes ao enfrentamento contra a reforma previdenciária e as consequências da reforma trabalhista também foram pautas levantadas pelos sindicalistas paulistas e de outros estados.

Secretária-geral da CSB/MG e secretária da Mulher Trabalhadora da CSB Nacional, Antonieta de Faria (Tieta), apoiou os compromissos da nova diretoria e acrescentou que é preciso dar atenção às causas femininas, pois as mulheres são as mais afetadas pelo retrocesso nos direitos trabalhistas. A afirmação foi corroborada pela 1ª secretária-geral da Central, Maria Aparecida Feliciani.

“Essas reformas têm tirado direitos das trabalhadoras de forma perversa e constante. O tiro está muito direcionado à trabalhadora mulher. Por isso, é importante que todas as diretorias estaduais da CSB tenham como prioridade os nossos direitos. Nós já nos sentimos prontas para a luta”, discursou Tieta, que junto à Feliciani pediu mais espaço às mulheres no movimento sindical.

Já Cosme Nogueira e Paulo de Oliveira, secretário de Formação Sindical e 1º secretário de Organização e Mobilização, respectivamente, destacaram a relevância do projeto de qualificação política, jurídica, econômica e de comunicação realizado pela CSB ao longo de todo este ano com os Congressos Estaduais. De acordo com Nogueira, “nós todos estamos vivendo momentos difíceis, mas precisamos crescer diante das adversidades”.

“É por isso que a qualificação dos nossos militantes é primordial, porque é hora dos sindicalistas participarem dos debates e das tomadas de decisão do País. Só assim conseguiremos colocar em prática as pautas dos trabalhadores”, acredita Cosme, ratificado por Oliveira. Segundo o dirigente, “a formação tem sido uma das grandes bandeiras da CSB porque é na dificuldade que precisamos estar atentos e preparados para encontrar as oportunidades”. “No atual contexto, o movimento sindical não pode se abalar, e o papel do sindicalista em 2018 precisa ser diferenciado”, concluiu.

Em favor dos aposentados

Ao final do evento, uma moção de repúdio foi aprovada pela plenária. O texto protesta contra o projeto de lei que dispõe sobre o reajuste do convênio médico para pessoas acima de 60 anos – a alteração é proibida pelo Estatuto do Idoso e afeta 13% das 47,3 milhões de pessoas atendidas pelos planos de saúde. A manifestação é de iniciativa do Sindicato Nacional dos Aposentados do Brasil (SINAB), representado pelo seu presidente Lucio Bellentani. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.

“Nós já não temos políticas voltadas para os idosos, estamos em luta contra a reforma da Previdência, e agora, dia 18 de outubro, eles vieram com mais essa. É um absurdo, é um desrespeito àqueles que fizeram a história desse País e é ilegal. Mas nós não vamos permitir mais este retrocesso que afetará não só a atual geração, como também as gerações futuras. A CSB e o SINAB já estão mobilizados”, finalizou Bellentani.

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