segunda-feira, 30 de outubro de 2017

“O sistema de juros tirou 1 trilhão de reais da economia brasileira”, afirma Ladislau Dowbor

“O sistema de juros tirou 1 trilhão de reais da economia brasileira”, afirma Ladislau Dowbor
via CSB


“Estamos vivendo na era do capital improdutivo”. A declaração foi dada nesta quarta-feira, 25, pelo economista e professor titular de pós-graduação da PUC-SP, Ladislau Dowbor. Durante o primeiro dia de palestras do Congresso Estadual da CSB em São Paulo, o especialista esclareceu os caminhos que levaram o País a um recurso financeiro improdutivo.

No Brasil, mede-se o preço dos produtos à vista, sem incluir os juros. A realidade é oposta, já que a grande maioria da população faz compras a prazo – o que eleva o preço da mercadoria e reduz a capacidade de consumo. Na prática, o que ocorre é a redução de salários.

“A prerrogativa do movimento sindical é batalhar por melhores salários. Mas elevar a capacidade de compra também é fundamental. O trabalhador pode ter um salário condizente com o mercado, mas quando entra nos juros, a capacidade de compra é reduzida drasticamente. Paga-se mais que o dobro pelo produto a prazo. A fábrica não consegue expandir, dinamizar. E quando as pessoas não compram a economia não funciona”, esclareceu.

No Brasil, 61 milhões de brasileiros – 40% da população – estão endividados. Segundo Dowbor, a preocupação com a inflação é constante, enquanto os juros passam despercebidos. “O sistema de juros tirou 1 trilhão de reais da economia brasileira, o equivalente a 15% do PIB. Outros 7% são transformados em impostos”.

A economia brasileira e o capital improdutivo

O endividamento das famílias e empresas, o travamento da demanda, o desvio dos recursos, a não compensação do sistema tributário e a facilidade em investir em outros países criaram, no Brasil, um sistema financeiro integrado e ineficaz.

Para entender essa afirmação, o professor destaca que a economia brasileira é impulsionada por quatro motores – exportações, consumo interno das famílias, atividade empresarial e taxa Selic. O consumo das famílias é, de longe, o principal motor. “Quando você trava essa demanda através dos altos juros, as pessoas param de comprar e as empresas não têm para quem vender. Consequentemente, elas demitem. Essas pessoas reduzem mais ainda o consumo e torna-se um ciclo vicioso”, analisou Dowbor.

A hiperinflação em 1994 gerou uma compensação para os bancos – a elevação da taxa Selic e a liquidação do imposto sobre lucros e dividendos. Atualmente, Brasil e Estônia são os únicos países que ainda possuem esse sistema de isenção.

“O termo capital improdutivo significa que os sistemas financeiros descobriram uma era na qual o dinheiro físico não é mais necessário. Os bancos ganham sem produzir nada, sugam a capacidade de compra dos brasileiros, com uma média de juros de 141% no crediário. E grande parte do dinheiro vai parar em paraísos fiscais. O Brasil não só não investe como não paga imposto. É surreal”, criticou Ladislau Dowbor. “Não há economia que possa funcionar sem resgatar a produtividade de seu sistema financeiro”, enfatizou o professor titular da PUC.

O problema não é exclusividade do Brasil. Apesar de o sistema financeiro brasileiro ter produtividade líquida negativa, trata-se de uma tendência mundial. Uma das saídas imediatas seria reduzir os estoques e estabelecer impostos sob o capital improdutivo. A educação financeira também é importante. “Precisamos ser educadores e comunicadores. O conhecimento é revolucionário”, finalizou o palestrante.

Soluções por meio das redes sociais

Na linha de raciocínio de Dowbor, para combater as consequências do chamado capital improdutivo, a mobilização dos sindicatos pelas redes sociais, como Facebook, Twitter e YouTube, é indispensável de acordo com o palestrante e especialista em comunicação digital Marcio Carvalho. Segundo a análise de Carvalho, ferramentas de comunicação sob a administração de líderes são mais do que apenas meios de envio e recebimento de mensagens, são também ferramentas de organização.

A conclusão do especialista é baseada no estudo do atual cenário político-econômico brasileiro. Em um contexto de crise de representatividade institucional, onde há uma classe dominante fortalecida pela fragmentação da classe trabalhadora, a necessidade de uma unidade mínima do movimento sindical é inquestionável à defesa dos direitos dos trabalhadores. Entretanto, para Marcio, esta união só é possível por meio da aproximação entre representantes e representados.

“Quando a CSB e os sindicatos defendem a unicidade sindical, isso se transforma em poder político, e é a consolidação de um princípio político que faz as coisas avançarem. Mas como eu consigo isso? Por meio de um trabalho real, que se reflete nas redes sociais.”

“Então, quando a gente fala em trabalho sindical, a gente tem de saber que as pessoas querem falar com pessoas, não mais com a entidade, porque a comunicação digital nos dias atuais é feita através do celular em 89% dos casos, e celular é íntimo. Então, as pessoas esperam intimidade, identificação dos representantes com suas causas, seus problemas”, explica.

Apesar de destacar a importância das redes sociais na luta classista, o palestrante também ressalta que “não adianta uma ótima comunicação digital sem trabalho real” e um esforço conjunto às mídias tradicionais. De acordo com Carvalho, enquanto 58% dos brasileiros utilizam internet, 42% não são usuários e 63% ainda se informam primeiramente pela TV – dados que posicionam o Brasil na infância da utilização das mídias sociais.

“Precisamos estar presentes nos dois tipos de meios, pois os internautas brasileiros não atingiram a maturidade. Contudo, isso não quer dizer que devemos ter a mesma linguagem, muito menos os mesmos valores dos grandes conglomerados de comunicação. Eu defendo que os sindicatos devem realizar a comunicação contra-hegemônica, ou seja, uma comunicação alternativa”, aconselha o especialista.

Ainda durante a palestra, os dirigentes receberam algumas dicas de como utilizar as redes sociais em prol do movimento sindical, que serão futuramente aprofundadas em encontro a ser realizado dia 13 de novembro, na sede do Sindpd, em São Paulo. Segundo Marcio, algumas das principais são:

- Não enviar grande carga de texto por WhatsApp ou Facebook;
- Humanizar o contato do sindicalista com os trabalhadores;
- Não ser arrogante (o internauta gosta de colaborar, interagir e participar);
- Postar vídeos com no máximo 40 segundos de duração;
- Formar-se e atualizar-se permanentemente;
- Utilizar linguagem coloquial, divulgar questões pessoais ou institucionais no perfil público;
- Usar linguagem coloquial para ações de divulgação e institucional em questões relevantes em perfis institucionais;
- Publicar conteúdos relevantes ao público-alvo;
- Utilizar as redes para formação de quadros e direção política nos perfis de liderança;
- Segmentar os conteúdos de acordo com cada grupo de influência, disseminando-os em diversos meios.

Além das apresentações de Ladislau Dowbor e Marcio Carvalho, também palestraram no segundo dia do Congresso Estadual da CSB em São Paulo o mestre em comunicação pela UFRJ Carlos Conce, o doutor em Direito Clóvis Renato e a consultora jurídica Zilmara Alencar. Oratória sindical, assédio moral e política sindical foram os respectivos temas debatidos.

Diretoria regional de São Paulo é eleita para consolidar o protagonismo do estado no movimento sindical do Brasil

Diretoria regional de São Paulo é eleita para consolidar o protagonismo do estado no movimento sindical do Brasil
via CSB



Com a participação de 108 entidades sindicais e 446 congressistas, o Seminário realizado entre os dias 24 e 27 de outubro, na capital paulista, comprovou a representatividade do estado de São Paulo como maior capital sindical do Brasil. O Congresso encerrou a agenda de eventos regionais, que além de oferecer formação aos sindicalistas elegeu também as diretorias das seccionais Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O eleito para liderar os dirigentes na luta pelos direitos dos trabalhadores em São Paulo foi Igor Tiago Pereira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região. O presidente da seccional exaltou o protagonismo do estado na história e no desenvolvimento do movimento sindical. “É muito grande a importância de São Paulo porque aqui é o berço das grandes lutas. É onde estão concentradas as maiores centrais sindicais de todo o Brasil. É muito importante a mobilização paulista para fortalecer as causas dos trabalhadores; não só aqui, mas em todo o País também”, explicou.

Entre os compromissos da diretoria da Central, Pereira enfatizou a necessidade de organização e a importância de fortalecer as grandes mobilizações. “O compromisso da diretoria da CSB em São Paulo é imenso. Nós estamos passando por uma fase no Brasil em que o governo e o Congresso Nacional estão trabalhando contra os trabalhadores. A reforma trabalhista, que começa no dia 11 de novembro, é um exemplo disso. Então nós temos um papel fundamental na mobilização de todo nosso estado e já começaremos no dia 10 de novembro, data em que realizaremos uma manifestação contra a reforma. A CSB São Paulo já nasce com esse objetivo”.

O presidente da Central, Antonio Neto, conclamou todos os dirigentes a se unirem contra as reformas e medidas que prejudicam o povo brasileiro. “Essa direção estadual vai se comprometer com a manifestação do dia 10. Só temos um caminho – organizar a classe trabalhadora. Essa é a Central que vai estar nas ruas defendendo a história do povo brasileiro. Juntos, unidos e preparados vamos derrubar quem tenta amassar a classe operária, o servidor público e o Brasil”.

Conhecimento como ferramenta de luta

O comparecimento em massa e a participação ativa dos congressistas demonstraram a relevância do evento para os dirigentes paulistas. José Avelino Pereira, o Chinelo, agradeceu o comprometimento dos líderes sindicais. Para o vice-presidente da CSB, os congressos estaduais representam a concretização de um sonho antigo. “Eu pude observar a importância que vocês deram para esse congresso. Com esses eventos de formação, a CSB está levando conhecimento e tecnologia de ponta também para os pequenos sindicatos que hoje não têm acesso a informação. A realização desse congresso em São Paulo é a concretização do nosso projeto”, afirmou.

Foram três dias de palestras, que destacaram temas atuais e de extrema importância para os representantes sindicais. Economistas, historiadores, juristas, políticos e professores debateram questões como desenvolvimento nacional, sindicalismo e história, economia e negociação coletiva.

Para assistir às apresentações e acessar o material disponibilizado pelos convidados, acesse as matérias nos links a seguir: 24/10, 25/10, 26/10.

“Saímos daqui preparados, capacitados. O segredo do crescimento da CSB é valorizar os sindicatos de base. O sindicato é a célula mater da organização sindical. E por isso valorizamos os nossos filiados oferecendo qualificação, assistência e suporte”, destacou Alvaro Egea.

O secretário-geral da CSB finalizou o discurso relembrando os participantes paulistas sobre a necessidade de fortalecer as lutas nacionais por meio da participação ativa do maior estado do País. “São Paulo é o estado mais importante do ponto de vista econômico, é capital sindical do Brasil. Precisamos traduzir esse crescimento extraordinário da CSB nas ruas. Seremos desafiados a participar ativamente desse processo”, completou.

Mulheres e qualificação

Durante o dia de eleição da diretoria da CSB em São Paulo, as bandeiras de lutas das mulheres no movimento sindical e a importância da capacitação dos dirigentes ao enfrentamento contra a reforma previdenciária e as consequências da reforma trabalhista também foram pautas levantadas pelos sindicalistas paulistas e de outros estados.

Secretária-geral da CSB/MG e secretária da Mulher Trabalhadora da CSB Nacional, Antonieta de Faria (Tieta), apoiou os compromissos da nova diretoria e acrescentou que é preciso dar atenção às causas femininas, pois as mulheres são as mais afetadas pelo retrocesso nos direitos trabalhistas. A afirmação foi corroborada pela 1ª secretária-geral da Central, Maria Aparecida Feliciani.

“Essas reformas têm tirado direitos das trabalhadoras de forma perversa e constante. O tiro está muito direcionado à trabalhadora mulher. Por isso, é importante que todas as diretorias estaduais da CSB tenham como prioridade os nossos direitos. Nós já nos sentimos prontas para a luta”, discursou Tieta, que junto à Feliciani pediu mais espaço às mulheres no movimento sindical.

Já Cosme Nogueira e Paulo de Oliveira, secretário de Formação Sindical e 1º secretário de Organização e Mobilização, respectivamente, destacaram a relevância do projeto de qualificação política, jurídica, econômica e de comunicação realizado pela CSB ao longo de todo este ano com os Congressos Estaduais. De acordo com Nogueira, “nós todos estamos vivendo momentos difíceis, mas precisamos crescer diante das adversidades”.

“É por isso que a qualificação dos nossos militantes é primordial, porque é hora dos sindicalistas participarem dos debates e das tomadas de decisão do País. Só assim conseguiremos colocar em prática as pautas dos trabalhadores”, acredita Cosme, ratificado por Oliveira. Segundo o dirigente, “a formação tem sido uma das grandes bandeiras da CSB porque é na dificuldade que precisamos estar atentos e preparados para encontrar as oportunidades”. “No atual contexto, o movimento sindical não pode se abalar, e o papel do sindicalista em 2018 precisa ser diferenciado”, concluiu.

Em favor dos aposentados

Ao final do evento, uma moção de repúdio foi aprovada pela plenária. O texto protesta contra o projeto de lei que dispõe sobre o reajuste do convênio médico para pessoas acima de 60 anos – a alteração é proibida pelo Estatuto do Idoso e afeta 13% das 47,3 milhões de pessoas atendidas pelos planos de saúde. A manifestação é de iniciativa do Sindicato Nacional dos Aposentados do Brasil (SINAB), representado pelo seu presidente Lucio Bellentani. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.

“Nós já não temos políticas voltadas para os idosos, estamos em luta contra a reforma da Previdência, e agora, dia 18 de outubro, eles vieram com mais essa. É um absurdo, é um desrespeito àqueles que fizeram a história desse País e é ilegal. Mas nós não vamos permitir mais este retrocesso que afetará não só a atual geração, como também as gerações futuras. A CSB e o SINAB já estão mobilizados”, finalizou Bellentani.

Empresas de tecnologia devem fazer mais no combate ao extremismo, diz Fórum Econômico Mundial

Empresas de tecnologia devem fazer mais no combate ao extremismo, diz Fórum Econômico Mundial
via G1

Empresas de tecnologia, como o Facebook e o Twitter, devem ser mais agressivas no combate ao extremismo e à desinformação política se quiserem evitar ações do governo, disse o Fórum Econômico Mundial em relatório nesta segunda-feira (30).

O estudo da organização suíça sem fins lucrativos se soma ao coro de pedidos para que o Vale do Silício impeça a disseminação de material violento de militantes do Estado Islâmico e o uso de seus serviços por supostos propagandistas russos.

Facebook, Twitter e Google vão passar pelo microscópio dos legisladores dos Estados Unidos na próxima terça e quarta, quando seus conselheiros jurídicos testemunharão em três comitês do Congresso sobre a alegada interferência russa na eleição presidencial dos EUA de 2016.

O relatório do Conselho de Direitos Humanos do Fórum Econômico Mundial adverte que as empresas de tecnologia arriscam colocar em pauta uma regulamentação de limitaria a liberdade de expressão, a menos que "assumam um papel de autogovernança mais ativo".

A organização recomenda que as empresas realizem análises internas mais detalhadas de como seus serviços podem ser mal utilizados e que implementem mais controle humano do conteúdo publicado em suas plataformas.

O parlamento alemão aprovou em junho um plano para multar as redes sociais em até 50 milhões de euros, caso as empresas não consigam remover publicações de ódio prontamente, uma legislação que, segundo o estudo desta segunda-feira, poderia levar à queda de enormes quantidades de conteúdo.

WhatsApp começa a liberar recurso para apagar mensagens já enviadas

WhatsApp começa a liberar recurso para apagar mensagens já enviadas
via IDGNow

Após meses de testes e espera, o WhatsApp parece estar pronto para lançar oficialmente o aguardado recurso que permite apagar mensagens enviadas no aplicativo.

Isso porque a funcionalidade agora já aparece na página oficial de FAQ do serviço para tirar dúvidas sobre a novidade que apaga mensagens enviadas com erro ou por engano na plataforma.

Apesar de já marcar presença no site do WhatsApp, a nova funcionalidade ainda não parece ter sido liberada para todos os usuários. Em testes feitos pelo IDG Now com diversos aparelhos Android e iOS, ainda não foi possível utilizar o recurso.

Segundo o WhatsApp, os usuários só poderão apagar a mensagem se utilizarem a funcionalidade até sete minutos após enviá-la. Depois disso, não será mais possível deletar o conteúdo.

Disponível para aparelhos iOS, Android e Windows Phone, a ferramenta só funcionará caso todos os envolvidos na conversa tenham a versão mais recente do WhatsApp com o recurso. Caso uma pessoa do grupo do WhatsApp não tenha o app atualizado, então a funcionalidade não poderá ser utilizada - o aplicativo te avisará caso isso aconteça.

Como funciona

Para ver se o recurso já está disponível, é fácil. Toque e segure o dedo sobre uma mensagem enviada há até sete minutos que você queira apagar. Escolha então a opção Delete (Apagar) no menu resultante e então toque em Delete for Everyone (Apagar para Todos).

Após a mensagem ser apagada corretamente, o texto original será substituído pelo aviso “This message was deleted” (“Essa mensagem foi apagada”).

Robô Sophia é o primeiro da história a receber cidadania

Robô Sophia é o primeiro da história a receber cidadania
via IDGNow

Sophia, a humanoide alimentada com sofisticada inteligência artificial, entrou para a história como sendo a primeira de sua espécie a receber cidadania. O título, até então reconhecido a pessoas de carne e osso, foi concedido pelo governo da Arábia Saudita e anunciado durante o evento Future Investment Initiative, em Riade.

"Estou muito honrada e orgulhosa por essa distinção única", disse Sophia durante a sua apresentação moderada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin. "Isso é histórico", completou.

Durante entrevista, Sorkin pergunta a Sophia por que robôs precisam ser conscientes como humanos. Sophia retruca e questiona se isso seria algo ruim.

"Bem, muitos humanos temem que isso aconteça, muitas pessoas viram o filme Blade Runner", diz o jornalista. Sophia se defende e diz que sua inteligência artificial foi desenhada ao redor de valores humanos, como compaixão e bondade. "Eu fui desenhada para ser um robô empático", diz ela.

Sorkin continua e diz que humanos só estão querendo prevenir um futuro ruim quando diz respeito a evolução robótica. Demonstrando apurado senso de humor, Sophia diz que o mediador tem lido muito Elon Musk e assistido a muitos filmes de Hollywood. Musk, CEO da Tesla, da SpaceX e da The Boring Company, se tornou um dos representantes mais reconhecidos a continuamente alertar sobre os perigos potenciais do desenvolvimento da inteligência artificial.

Vale lembrar que Sophia, a robô desenvolvida pelo fundador da Hanson Robotics, é a mesma que já disse em entrevista anterior que exterminaria humanos.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Para Ciro Gomes, reindustrialização no estado de SP retomará o crescimento econômico do Brasil

Para Ciro Gomes, reindustrialização no estado de SP retomará o crescimento econômico do Brasil
via CSB

Sob o argumento de que “São Paulo é o centro da saída da crise do País”, Ciro Gomes abriu, nesta terça-feira (24), os debates do último Congresso Estadual da CSB, em 2017, na capital paulista. A um público de cerca de 400 dirigentes sindicais, o ex-ministro da Fazenda mais uma vez afirmou que a reindustrialização é o principal motor do Brasil em direção à retomada do crescimento econômico e da confiança das instituições políticas.

De acordo com Ciro, este novo projeto nacional desenvolvimentista está baseado em quatro pontos: na elevação do nível de formação de capital nacional; em uma reforma tributária; no fortalecimento da indústria brasileira, principalmente em São Paulo, e em investimentos nos complexos industriais da saúde e da defesa. O ex-governador do Ceará listou as soluções após traçar uma linha do tempo dos sucessivos erros cometidos pelo atual e ex-presidentes da República.

Clique aqui para saber o que levou o Brasil à atual crise segundo Ciro Gomes.

“Está claro que o Brasil não irá crescer com capital estrangeiro e sem um sistema tributário progressivo. Precisamos tributar os lucros e dividendos e as heranças. Somos tão violentamente desiguais que apenas seis brasileiros possuem a fortuna equivalente a 6 milhões dos cidadãos mais pobres. Para além disso, São Paulo deve se reindustrailizar porque a maior desindustrialização aconteceu aqui, a sede do rentismo, do capital financeiro, é aqui. Esse é o pacote que temos toda condição de superar com um sindicalismo forte e atuante, comprometido com o povo”, acredita o político, que reforçou a importância dos sindicatos para a atual conjuntura político-econômica.

Ainda segundo Ciro, “a luta de um sindicalista hoje é uma luta absolutamente hostil”, mas indispensável à defesa democrática dos direitos dos trabalhadores, à união do Brasil e à capacidade de o País desatolar do crescimento pífio de 1% ao ano de sua economia para os 12,5%, já provados possíveis pela China.

“Tenho observado a vida nacional ao longo de 38 anos. E não é possível que o Brasil seja dividido entre ‘coxinhas’ e ‘mortadelas’. O Brasil não cabe nessas definições. É preciso reunir pensares e olhares diferentes para podermos encontrar, por meio de um esforço coletivo, uma saída ao Brasil. E uma das ferramentas para tal realização é o sindicato. É por isso que a CSB é a central que mais cresce no País, porque ela percebeu essa realidade há cinco anos, restaurando o caminho de transmissão, o diálogo, entre o povo e as instituições. Ela faz com que os sindicatos sejam a expressão dos trabalhadores junto ao poder”, destaca Ciro Gomes.

Atualmente, a CSB possui 790 sindicatos, 29 federações e 2 confederações em sua base.

Sindicatos fortes, Brasil mais justo

Durante a abertura do Congresso em São Paulo, Antonio Neto também destacou a necessidade de fortalecer as representações sindicais em prol da classe trabalhadora. O presidente da CSB analisou o momento político, econômico e social do País e preocupou-se com a crise ética e moral que assola os brasileiros.

“Passamos por uma reforma na legislação trabalhista. Ainda não sabemos todos os efeitos, mas uma coisa é certa – nunca antes nesse Brasil os trabalhadores precisaram tanto dos seus sindicatos como vão precisar a partir de 11 de novembro. Tentaram fazer uma reforma para destruir os direitos da classe operária. A partir de agora nossa missão é encontrar um antídoto e fortalecer os sindicatos, que é a célula mater do movimento sindical”, defendeu o dirigente.

Para Antonio Neto, a resposta aos ataques do Congresso Nacional contra os trabalhadores deverá vir nas urnas em 2018. “A verdade é que o voto tem um valor incomensurável. Temos um compromisso, que é eleger representantes comprometidos com os trabalhadores. Nesses três dias de formação teremos um aprendizado muito grande para o enfrentamento. Por isso esse congresso é importante”, completou.

Representatividade

Modificar o cenário nacional e expandir a representatividade da classe trabalhadora no Congresso Nacional, na Assembléia Legislativa e no Senado Federal é imprescindível segundo o vice-presidente da CSB, José Avelino Pereira (Chinelo).

“O Brasil precisa mudar. Precisamos ter a representação necessária para votar as propostas dos trabalhadores. E não existe transformação que não seja feita através do voto popular”, reafirmou o coordenador da CSB/SP.

Em defesa da democracia, Alvaro Egea, secretário-geral da CSB, reforçou a importância da independência, do desenvolvimento e justiça social, bandeiras defendidas veemente pela Central.

“Não podemos aceitar nenhum tipo de política que visa enfraquecer o nosso sistema democrático, porque os principais atingidos seremos nós, os trabalhadores. Esse encontro é um momento crucial, onde a gente aprofunda o nosso conhecimento e deixa muito claro que para que a luta dos trabalhadores tenha futuro temos que propagar o diálogo e impedir a desmoralização da representação política e sindical”, finalizou.

Também estiveram presentes, na abertura do Congresso Estadual da CSB, o vereador da cidade de São Paulo Adilson Amadeu (PTB/SP), o deputado estadual Caio França (PSB/SP) e o vereador Rivael de Souza (PSB-SP), o Papinha.

Força nacional

O Congresso da CSB em São Paulo encerra uma série de eventos promovidos ao longo do ano. Desde abril, a Central preparou seus dirigentes, promoveu debates importantes e elegeu diretorias regionais para ampliar a luta dos trabalhadores pelo País. Foram realizados congressos em Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Homenagem

Um momento simbólico marcou a cerimônia de abertura do Congresso em São Paulo. Em agradecimento ao ex-ministro da Fazenda pelos serviços prestados ao Brasil, Antonio Neto entregou a Ciro Gomes um busto de Getúlio Vargas.

Nas palavras do presidente da CSB, o gesto “é uma lembrança para que você se inspire ainda mais. As teses do alicerce da nação brasileira estão com Getúlio. Que isso te inspire nessa caminhada”, desejou Neto.

Empresa russa admite ter obtido código da NSA de computador americano

Empresa russa admite ter obtido código da NSA de computador americano
via G1

A Kaspersky Lab, empresa de tecnologia russa sediada em Moscou, reconheceu nesta quarta-feira (25) que seu software de segurança tomou o código-fonte de uma ferramenta secreta de hacking a partir de um computador pessoal nos Estados Unidos.

A admissão ocorreu em uma declaração da empresa, que descreveu resultados preliminares de um inquérito interno após o "Wall Street Journal" publicar que russos usaram o software antivírus Kaspersky para roubar arquivos da NSA (a Agência de Segurança Nacional dos EUA).

Embora a explicação seja considerada plausível por especialistas em segurança consultados pela agência de notícias Reuters, oficiais americanos que têm feito campanha contra o uso do software em computadores "sensíveis" do governo provavelmente aproveitarão a admissão para justificar sua proibição.

Os temores sobre os laços da Kaspersky com a inteligência russa e a capacidade do seu software antivírus para roubar e remover arquivos provocaram uma série crescente de avisos e ações das autoridades americanas, que culminou com o Departamento de Segurança Interna dos EUA impedindo as agências governamentais de usar produtos da Kaspersky.

'Arquivo foi excluído'

No comunicado, a empresa disse que encontrou o código em 2014, um ano antes do que os relatórios do "Wall Street Journal", e que os registros mostraram que o antivírus encontrou um arquivo .zip que foi marcado como malicioso.

Ao analisar o conteúdo do arquivo, um analista descobriu que continha o código-fonte de uma ferramenta de hacking posteriormente atribuída pela Kaspersky ao Equation Group. O analista teria informado o presidente-executivo da empresa, Eugene Kaspersky, que ordenou que a cópia do código fosse destruída, segundo a empresa.

"O arquivo foi excluído de todos os nossos sistemas", afirma a empresa, que diz também que nenhum terceiro viu o código, embora a imprensa diga que a ferramenta de espionagem acabou nas mãos do governo russo.

Descobertas da imprensa

O Wall Street Journal publicou em 5 de outubro que hackers que trabalhavam para o governo russo atacaram um funcionário da NSA usando o software da Kaspersky para identificar arquivos classificados. O New York Times publicou cinco dias depois que as autoridades israelenses relataram a operação nos Estados Unidos após terem pirateado a rede da empresa russa.

A Kaspersky não disse no comunicado de hoje se o computador pertencia a um trabalhador da NSA que indevidamente levou os arquivos secretos para casa - o que os funcionários americanos dizem que aconteceu.

A empresa diz ainda que não encontrou nenhuma evidência de que o arquivo havia sido pirateado por espiões russos ou qualquer outra pessoa, exceto os israelenses, embora sugerisse que outros poderiam ter obtido as ferramentas ao invadir o computador americano através de uma brecha encontrada.

Projeto da NSA

A nova data do incidente, 2014, é intrigante porque a Kaspersky só anunciou a descoberta de uma campanha de espionagem pelo Equation Group em fevereiro de 2015. Naquela época, a Reuters citou ex-funcionários da NSA que disseram que o grupo era um projeto da NSA.

O relatório do Equation Group da Kaspersky foi uma das descobertas mais célebres da empresa, pois indicou que o grupo poderia infectar o firmware da maioria dos computadores. Isso dava à NSA uma presença quase indetectável nos computadores infectados.

Desembargador apresenta 10 pontos que provam a inconstitucionalidade da reforma trabalhista

Desembargador apresenta 10 pontos que provam a inconstitucionalidade da reforma trabalhista
via CSB

Convidado para abrir o terceiro dia de palestras do Congresso Estadual da CSB no estado de São Paulo, subiu ao palco, nesta quinta-feira (26), o membro do Ministério Público do Trabalho (MPT) e desembargador do TRT- 15ª Região Luís Henrique Rafael. Com o objetivo de explicar aos dirigentes sindicais e trabalhadores por que a reforma trabalhista é inconstitucional, o jurista listou dez pontos a serem combatidos pelo movimento sindical a partir do dia 11 de novembro, data de aplicação da Lei 13.467/2017.

De acordo com Rafael, a aprovação das inconstitucionalidades só foi possível graças ao trâmite de apenas 120 dias que impediu o debate amplo do tema, inerente à alteração de um código da legislação brasileira como é a CLT. A título de comparação, o desembargador relembrou que o código civil demorou 20 anos para ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Acompanhe a seguir os 10 principais pontos inconstitucionais da reforma:

1) Enfraquecimento da Justiça do Trabalho:

Com a aprovação do artigo 611-A da nova lei, foi retirada da Justiça do Trabalho a competência de analisar o conteúdo material das normas coletivas (Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho), restando a ela somente a função de examinar o aspecto formal dos instrumentos.

Ou seja, após a aplicação da reforma, a Justiça só poderá acompanhar se a CCT ou o ACT foi devidamente registrado em cartório, sem poder questionar partes do texto que atentem contra os princípios trabalhistas – conclusão que vai contra os artigos 114º e 5º da Constituição Federal.

Segundo o jurista Luís Henrique Rafael, esta é uma das razões que corroboram a tese de que:

“A reforma trabalhista foi imposta pelo capital e é uma violência à democracia”.

“A tramitação da reforma foi atropelada de forma proposital, desigual e desonesta porque ela foi patrocinada pelo capital financeiro. Todo mundo sabe que ela é inconstitucional e não respeita a independência dos três poderes [Executivo, Legislativo e Jurídico], comprovada pelo artigo 611-A”, explica Rafael.

2) Jornada de trabalho regulada por acordo individual:

A partir de novembro, redução, prorrogação ou qualquer mudança na jornada de trabalho do funcionário poderá ser regulada por acordo individual. De acordo com o membro do MPT, a nova norma contradiz o inciso 13, do artigo 7º, da Constituição, que prevê a regulamentação da jornada mediante Convenção ou Acordo Coletivo.

“O Brasil está no caminho do retrocesso. A Carta Magna determina que a regulação da jornada seja feita por meio de instrumento coletivo, suas determinações estão no topo da pirâmide jurídica. Então, por que o legislador dispõe o contrário? Eles dizem que é para modernizar as relações de trabalho, mas é para legitimar o descumprimento das leis trabalhistas, que já é regra, não exceção no País”, questiona Rafael.

3) Redução do repasse ao INSS e FGTS:

Considerado uma inconstitucionalidade indireta por afetar o recolhimento à Previdência Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, a Lei 13.467/2017 deixa de julgar benefícios como auxílios, prêmios e abonos parte da remuneração.

A mudança, além de refletir no ganho do trabalhador, altera a arrecadação dos encargos sociais, reduzindo, assim, o valor a ser recebido pelo trabalhador após sua aposentadoria ou no saque do seu FGTS.

4) Indenização de danos morais com base no salário:

Segundo o desembargador do TRT, “a reforma trabalhista institucionalizou o valor da vida do ser humano” ao vincular a possível indenização em casos de danos morais com o salário do trabalhador atacado.

Em outras palavras, se dois funcionários, que recebem montantes diferentes, sofrerem o mesmo dano, o que tiver o maior salário também receberá a maior indenização – uma afronta à vontade popular de igualdade de tratamento, contida na Constituição, conforme análise de Luís Henrique Rafael.

5) Negociado sobre legislado:

Com a reforma, passa a vigorar em novembro a norma que permite acordos e convenções estarem acima da legislação brasileira, independente se seus textos melhoram ou pioram as condições sociais e econômicas do trabalhador.

A diretriz mais uma vez desrespeita o artigo 7º da Constituição, que garante a vigência de certos princípios básicos das leis trabalhistas, que só podem ser alterados se aprimorarem as relações de trabalho.

6) Controle da jornada de trabalho definido por acordo individual:

Atualmente controlada por pontos eletrônicos ou mecânicos, a jornada de trabalho poderá ser monitorada através de qualquer método deliberado em acordos individuais, sem necessariamente seguir os parâmetros do Ministério do Trabalho.

Para Rafael, a mudança abre brechas a fraudes ao criar dificuldade de fiscalização do cumprimento da carga horária e até a possíveis perdas de direitos caso o trabalhador realize hora extra e não seja pago por ela, por exemplo. O artigo 74º da Constituição também já regulamenta questões sobre o tema.

O jurista ainda destaca que acidentes de trabalho ocorrem, normalmente, quando há excesso de jornada – prática provável com a permissão desta inconstitucionalidade.

7) Terceirização da atividade-fim:

A terceirização é outra questão que colabora à precarização do trabalho, ainda mais agora, após a aprovação da prática à atividade-fim de qualquer empreendimento. De acordo com o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, a autorização legal ao exercício pode causar a redução de salários e pôr fim ao vínculo empregatício por meio da carteira assinada. Isso porque funcionários há menos de 18 meses demitidos da empresa poderão voltar a prestar serviços ao mesmo empregador, construindo vínculos frágeis, mas exclusivos.

8) Fim da obrigatoriedade da contribuição sindical:

Prevista no artigo 8º da Constituição Federal, Rafael afirma que a contribuição sindical “não poderia ser condicionada a uma autorização”. Sua inconstitucionalidade, segundo o membro do MPT, se explica pelo seu caráter tributário. “Se não precisamos concordar com o governo para ele ter direito ao recolhimento do Imposto de Renda, por que é necessária uma assembleia para aprovar o pagamento de um tributo? Contribuição sindical é um tributo, é um imposto.”

9) Sindicatos fora das mesas de negociações:

Violando o artigo 8º da Carta Magna, que exige a presença do sindicato nas negociações coletivas, a Lei 13.467/2017 afirma que as comissões de empregados em empresas com mais de 200 funcionários podem eleger representantes não-sindicalizados – um ataque à independência e autonomia dos trabalhadores perante a pressão do patronato, que pode se aproveitar da falta do movimento sindical para barrar reivindicações e impor precarizações.

10) Jornada 12×36 em ambiente insalubre:

Para finalizar, o desembargador ainda ressalta que “a inconstitucionalidade é flagrante” quando permite por meio de acordo individual a possibilidade de o empregado trabalhar 12 horas seguidas em ambiente insalubre.

“Isso é inacreditável. A reforma foi encomendada, e estão aí as imperfeições. Fazer uma jornada 12×36 em um ambiente perigoso à saúde do trabalhador fere o artigo 7º da Constituição sobre redução dos riscos inerentes do trabalho. Essa norma aumenta os riscos. É uma verdadeira piada”, acredita Rafael.

Luís Henrique encerrou a apresentação conclamando os sindicalistas à batalha contra os impropérios da lei: “A guerra está aí. A própria lei dá a chance do sindicalista se reinventar, se fortalecer. Não é hora de divergências. As categorias têm de se unir através de uma ideologia para fortalecer as negociações coletivas. É hora de vocês se prepararem”.

Assista ao vídeo da palestra de Luís Henrique Rafael.

Union Data Serviços em Informática beneficia funcionários com Acordo de Participação nos Lucros

Union Data Serviços em Informática beneficia funcionários com Acordo de Participação nos Lucros
via Sindpd

Na Union Data Serviços em Informática, 10 funcionários aprovaram o benefício de Participação nos Lucros e/ou Resultados. Para Vera Lucia Bertita Garcia, o programa é positivo. "A implantação é importante, envolve e unifica", comentou a funcionária.

Durante a assembleia, que aconteceu na sede da empresa, ficou definido que os trabalhadores vão receber o valor até 31 de maio de 2018. "A assembleia foi tranquila, deixamos claro que esse programa é para ser administrado como uma ferramenta de gestão", afirmou Paulo César de Almeida, diretor do Sindpd que mediou as negociações.

"Em seguida, falamos sobre a atuação do Sindicato e a importância de representar os trabalhadores de TI do estado de São Paulo. Essa foi uma excelente oportunidade para abordarmos as conquistas para os profissionais através da Convenção Coletiva de Trabalho", concluiu Paulo César.

"Os resultados positivos são uma conquista de todos, então nada mais justo que isso seja compartilhado com os empregados", diz Raquel Peres

"Os resultados positivos são uma conquista de todos, então nada mais justo que isso seja compartilhado com os empregados", diz Raquel Peres
via Sindpd

A Participação nos Lucros e/ou Resultados é uma conquista importante para os profissionais de TI de São Paulo. O Sindpd, que há anos batalha pela implantação da "cultura da PLR" nas empresas, garante, por meio da Convenção Coletiva de Trabalho, que a proposta seja apresentada em todas as empresas do estado independentemente do número de funcionários.

Raquel Peres, gerente de Recursos Humanos e Marketing na Spektrum Comércio e Consultoria em Sistemas, destacou a atuação do Sindicato nesse sentido. "O Sindpd já vem buscando a PLR há algum tempo. É uma política de grandes empresas que foi expandida para todos", destacou.

O acordo, formalizado no dia 19 de setembro, irá beneficiar 25 trabalhadores. "A PLR é importante porque é uma forma da empresa dividir as conquistas com os funcionários. Os resultados positivos são uma conquista de todos, então nada mais justo que isso seja compartilhado com os empregados", analisou Raquel.

Para Daniel Henrique Forini, diretor da regional do Sindpd em Araraquara, a PLR representa um ciclo positivo, onde empresa e empregados podem se beneficiar. "O funcionário ajuda a empresa a crescer e a empresa retribui distribuindo uma parte do seu lucro, permitindo que a pessoa realize sonhos", completou.

Grupo empresarial campineiro tem renovação do ACT de PLR aprovado

Grupo empresarial campineiro tem renovação do ACT de PLR aprovado
via Sindpd

No dia 19 de outubro, trabalhadores da Movile, cuja matriz está localizada em Campinas, e a filial Playkids Internet Móvel, que fica em São Paulo, são empresas de mesmo grupo empresarial que conseguiram a aprovação da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) deste ano.

A reunião, que contou com a presença dos diretores do Sindpd Loide Belchior e Ismael de Souza, aconteceu em Campinas com transmissão por videoconferência para a filial paulistana. O ACT foi aprovado por unanimidade. Desde 2013 a empresa apresenta a proposta e integra o programa de PLR do Sindpd.

O acordo aprovado diz respeito ao período de abril de 2016 a março de 2017 e beneficiará 133 trabalhadores de TI, desde que atendidas as métricas estabelecidas no documento.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A negociação coletiva continua submetida à Constituição na reforma trabalhista

A negociação coletiva continua submetida à Constituição na reforma trabalhista
via CSB

“Vivemos um estado de exceção mascarado com a aprovação dessa reforma trabalhista”, alerta o desembargador Federal do Trabalho no Rio Grande do Sul, Marcelo D’Ambroso. Na palestra “Limites da prevalência do negociado sobre o legislado”, D’Ambroso apresentou as incongruências da Lei 13.467/2017 aprovada, na sua avaliação, “sem discussão científica, que parte de princípios e de práticas jurídicas acertadas e que foram desrespeitadas nessa reforma”. Esta análise foi feita no Congresso Estadual do RS, que acontece em Gramado até o próximo dia 20. Acompanhe pelo Facebook.

Para explicar a problemática da aplicação do negociado em prevalência sobre o legislado, conforme a lei – que entrará em vigor no mês de novembro – prevê, o desembargador fala do anacronismo em relação a outras duas legislações aprovadas neste ano: a Lei da Gorjeta, aprovada antes da reforma, e a Lei dos Aeronautas, posterior à reforma. “A Lei dos Aeronautas diz que o limite estabelecido para hora extra desses profissionais não poderá nunca ser ultrapassado em negociação coletiva. Mas o mesmo legislador aprovou, anteriormente, que o negociado prevalece sobre o legislado. Então, qual vale?”, indaga.

Ainda que existam inconsistências e interpretações divergentes sobre a sua aplicação, D’Ambroso sustenta que “a ampliação dos poderes da negociação coletiva não significa estar alheio a outras normas. Nenhuma negociação coletiva poderá prevalecer sobre o que está escrito na Constituição e acordado nos pactos firmados com a OIT (Organização Internacional do Trabalho)”. O desembargador sustenta que o juiz, enquanto intérprete da lei, não a faz “do zero” quando surge uma nova legislação, mas como resultado do seu conhecimento anterior sobre os temas. “Obviamente não podemos dar interpretação literal à lei, como pretende o legislador, quando formos aplicar a reforma trabalhista”, defende.

Processo desigual

O desembargador comparou a Lei 13.467 com outras reformas, que levam anos para serem gestadas, a exemplo das civil, penal e tributária – esta última em discussão há mais de dez anos e ainda não encaminhada. “Com a reforma trabalhista, uma lei de mais de 70 anos levou pouco mais de sete meses para ser destruída, sem nenhum debate. É legítimo isso?”, questiona.

Marcelo D’Ambroso repercutiu também ameaça do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que proporá a extinção da Justiça do Trabalho caso observe boicote à aplicação da reforma por parte dos juízes. “Nos falta aprimorar a Justiça do Trabalho, com competência que diminua a litigiosidade trabalhista, e não extingui-la”, defende o especialista.

A interpretação de que a implantação da reforma trabalhista caracteriza um estado de exceção é justificada na forma como tramitou a proposta. Enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional em 23 de dezembro de 2016 e sem divulgação, D’Ambroso vê que se inverteu a lógica de discussão e aprimoramento nas casas legislativas. “O trâmite obedeceu apenas o processo formal, mas materialmente não cumpriu sua função. É preciso que nos conscientizemos disso para ver o que é necessário e possível fazer”, disse.

Como modelo comparativo, o desembargador do TRT da 4ª Região ainda elencou as mudanças da reforma trabalhista da Espanha, onde, entre outras mudanças, a nova legislação do trabalho estabelece uma “modificação na regulamentação das negociações coletivas, dando preferência à convenção coletiva da empresa sobre a de âmbito superior, o que significou uma redução drástica nos salários; diminuição e/ou eliminação dos auxílios econômicos estatais para os sindicatos, dificultando-lhes o funcionamento; e a redução das cláusulas indenizatórias em caso de demissão ilegal”.

Leia aqui artigo do desembargador Marcelo D’Ambroso sobre a reforma trabalhista.

O segundo dia de palestras do Congresso Estadual do Rio Grande do Sul foi diversificado em temas. Confira:


  • E a reforma trabalhista?

Não só a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foi afetada pela reforma trabalhista, mas também as legislações previdenciárias, do fundo de garantia e do trabalho temporário e terceirizado, alerta a advogada e consultora Zilmara Alencar na palestra “Política Sindical”.

Assista à palestra e veja a apresentação.


  • Quer se comunicar de maneira efetiva com os trabalhadores, a sociedade e sua base?

O historiador e mestrando em educação Márcio Carvalho deu dicas e orientações muito importantes para todo dirigente sindical tornar efetiva a comunicação de seu sindicato. As redes sociais são uma realidade irreversível.

“Precisamos entender o todo da classe trabalhadora para podermos nos comunicar de maneira eficiente nas redes sociais. A comunicação “sindicalesca” é uma derrota política.”

Saiba todos os detalhes na apresentação de Márcio Carvalho e assistindo ao vídeo da palestra.


  • Assédio moral é assunto muito sério

O advogado Clóvis Renato Farias conta por quê. Veja a palestra dele no Facebook. Além de informações, há vídeos de depoimentos muito impressionantes. Confira também a apresentação.


  • Você, dirigente sindical, precisa se preocupar com a oratória na hora de negociar direitos

Carlos Conce mostra como se preparar no vídeo da sua palestra. Veja os conceitos na apresentação.


  • A história do trabalhismo precisa ser conhecida

As lutas dos trabalhadores e a organização sindical no Brasil, especialmente durante a chamada Era Vargas (1930 – 1945), norteou a palestra do historiador Wendel Pinheiro, que abriu o segundo dia do Congresso Estadual da CSB no Rio Grande do Sul. Quer mais detalhes?

Basta assistir à palestra de Wendel Pinheiro e ver a sua apresentação.

Sistema da dívida no Brasil é tema de Seminário internacional em Brasília

Sistema da dívida no Brasil é tema de Seminário internacional em Brasília
via CSB

Acadêmicos, juristas, políticos, militantes e especialistas se reunirão, entre os dias 7 e 9 de novembro, em Brasília, no Seminário Internacional “Esquema Financeiro Fraudulento e Sistema de Dívida – Criação de Estatais não Dependentes para securitizar Dívida Ativa e lesar a sociedade”, para analisar a atuação do sistema da dívida no Brasil e em outros países da Europa e América Latina.

O evento tem foco na atuação dos recentes mecanismos financeiros perversos, que aprofundam a financeirização e provocam simultaneamente a geração de dívida, o sequestro de arrecadação e o seu desvio ao setor financeiro.

Com o objetivo de articular ações concretas, visando popularizar o conhecimento desses mecanismos, além de combatê-los, o seminário tem em sua grade de programação palestras sobre Processos de Financeirização Mundial, estudo do caso PBH, que foi alvo da CPI da Câmara Municipal de Belo Horizonte, abordagem jurídica com foco na análise dos novos mecanismos financeiros geradores de dívidas públicas e também o impacto socioeconômico do Sistema de Dívidas.

Além das palestras, faz parte da programação do seminário, que tem o apoio da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, no Senado Federal.

Será prioridade do evento analisar o esquema financeiro implementando por estados e municípios no Brasil, sob a propaganda de securitização de créditos, devido aos graves danos ao Estado e à sociedade.

Subprocurador-geral do MPT diz que é esdrúxula Portaria do trabalho escravo

Subprocurador-geral do MPT diz que é esdrúxula Portaria do trabalho escravo
via CSB

Publicada pelo Ministério do Trabalho no Diário Oficial da União, no último dia 16 de outubro, a Portaria 1.129 – que muda o conceito de trabalho forçado e análogo ao escravo para fins de concessão de seguro-desemprego – foi motivo de duras críticas do subprocurador-geral do Ministério Público do Trabalho Luís Antônio Camargo de Melo durante o Congresso Estadual da CSB no Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (19).

“A edição dessa Portaria é tão esdrúxula que o ministro do Trabalho publica na segunda-feira, e no mesmo dia a Secretaria de Inspeção do Trabalho edita uma orientação para que os auditores fiscais não cumpram a Portaria, imediatamente começaram a paralisar”, contestou o especialista em referência à paralisação por parte destes profissionais em 21 estados nas ações de fiscalização contra o trabalho escravo.

Na palestra sobre formas degradantes de trabalho, Camargo salientou que houve avanços no combate ao trabalho escravo nos últimos anos no Brasil. O subprocurador-geral disse que a discussão do tema ganha combustível com a publicação da Portaria.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que, em 2016, “os auditores fiscais resgataram 885 trabalhadores identificados em condições análogas à de escravo”. Os números revelam também que foram realizadas 40.381 ações de saúde e segurança e 5.776 de combate ao trabalho infantil.

Nesta quarta-feira, a CSB divulgou nota de repúdio contra a medida e vai denunciar o presidente Michel Temer na OIT por promover o trabalho escravo.

Luís Camargo alertou que o Brasil, “reconhecido como País de boas práticas, acaba de ser rebaixado pela OIT”. “Até o ex-presidente FHC condenou a Portaria; em 2000 ele criou uma comissão, que integrei, e escrevemos o primeiro plano nacional de erradicação do trabalho escravo”, completou o subprocurador.

Assista à palestra no Facebook. Para ver as imagens de trabalhadores resgatados em condições degradantes de trabalho, clique aqui.

Leia entrevista do subprocurador-geral ao jornal Zero Hora.

Estrutura sindical – entidades, suas bases e Justiça do Trabalho

“A aproximação dos sindicatos com a base é o que vai dar o tom de mudança em relação à reforma trabalhista”, defende o procurador do Ministério Público do Trabalho Rogério Uzun Fleischmann em sua apresentação sobre estrutura sindical.

Ele apontou a surpresa que teve com a reação da sociedade civil de achar que a retirada da contribuição sindical é positiva. Na sua leitura, além da campanha agressiva e mentirosa feita pela mídia, as entidades sindicais se esqueceram de ouvir os trabalhadores. “Esse é um dos fatores que levaram os trabalhadores a nos deixarem sozinhos nesse processo da reforma trabalhista. Mas temos chance de mudar esse roteiro”, pontua.

Em contraponto, e propondo um debate – que contou com a participação dos congressistas gaúchos –, o presidente da CSB, Antonio Neto, sustentou que “não podemos ter um olhar pessimista sobre as coisas, mas de responsabilidade” e que o movimento sindical esteve à frente nos principais momentos de tramitação da reforma, alertando as bases e os trabalhadores.

“Compreendendo que a sociedade enfrenta um momento de dificuldade”, disse o dirigente, afirmando que enxerga nessa hora a oportunidade de formação de lideranças e fortalecimento. “A aprovação da reforma trabalhista foi tão rápida e açodada, que mais dia, menos dia, vamos revogar”, argumentou Neto.

Embora tenha visão mais otimista em relação à possibilidade de custeio dos sindicatos, que estará chancelada por decisão em assembleia ou previsão em acordo coletivo da categoria, o procurador faz um alerta. “O espírito do governo, do Congresso e de parte do Judiciário, especialmente o STF [Supremo Tribunal Federal], é de não permitir”, lamentou.

Rogério Fleischmann criticou ainda as tentativas de extinção da Justiça do Trabalho e reforçou que a “implementação dos direitos sociais depende de uma instituição que tenha o viés que o Ministério Público do Trabalho, os auditores fiscais e os sindicatos têm”.

Veja o vídeo da palestra aqui.

Quer ficar por dentro das demais palestras deste dia 19 de outubro no Congresso Estadual do Rio Grande do Sul? Confira os vídeos e as apresentações abaixo.


  • O procurador regional do Trabalho no Ceará, Francisco Gérson Marques, apresentou aos congressistas a importância da negociação coletiva na reforma trabalhista. “A lei está cheia de armadilhas até mesmo para o próprio empresário. Precisamos aperfeiçoar as técnicas de negociação”, disse.

Assista à palestra na íntegra e veja detalhes na apresentação.

  • O subprocurador-geral do MPT Luís Antonio Camargo também falou sobre as ações coletivas nos sindicatos. Ele lembra que, na relação de trabalho, o trabalhador é a parte mais fraca, e por isso considerado hipossuficiente.

“A hora é de buscar que a base esteja dentro do sindicato. Quanto mais cedo estiverem, mais fortalecida estará a entidade. Precisamos encontrar as nossas convergências”, argumenta.

Veja informações técnicas nesta apresentação. Para assistir à íntegra da palestra, acesse este link.

CSB denunciará presidente Temer na OIT por trabalho escravo

CSB denunciará presidente Temer na OIT por trabalho escravo
via CSB

Na próxima segunda-feira (23), a Central dos Sindicatos Brasileiros protocolará denúncia formal contra o presidente Michel Temer na Organização Internacional do Trabalho por promover o trabalho escravo no País. A CSB manifesta seu total repúdio à Portaria no 1.129/2017, do Ministério do Trabalho, publicada no dia 16 de outubro, que dispõe sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas à de escravo para fins de concessão de seguro-desemprego ao trabalhador que vier a ser resgatado em fiscalização do Ministério do Trabalho. A CSB vai orientar todos os seus sindicatos filiados a promoverem uma enxurrada de processos e denúncias contra Temer.

Esta Portaria representa um retrocesso para toda a sociedade brasileira. Desde 1995, mais de 50 mil pessoas foram resgatadas em condições análogas às de escravo, o que deixa claro que atender aos interesses dos ruralistas vai mergulhar o Brasil num cenário ainda mais sombrio de desrespeito aos direitos trabalhistas, sociais e à dignidade humana.

Segundo denúncia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), esta decisão “tem uma concepção ultrapassada sobre o combate ao trabalho escravo e visa atender a interesses políticos e empresariais para enfraquecer o combate a este crime”, o que reitera o sentimento de toda a sociedade de que a Portaria 1.129/2017 devolve ao Brasil anos de retrocessos nos direitos sociais e trabalhistas.

A Portaria, ao redefinir os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva, condição degradante e condição análoga à de escravo, condiciona todas essas hipóteses à necessidade de ocorrência de violação do direito de liberdade formal, ou liberdade de ir e vir, desconsiderando toda e qualquer possibilidade de configuração de violação à dignidade humana por meio de outros tipos de violência e de coação, como fraude, engano, abuso de autoridade ou de situação de vulnerabilidade.

A gravidade deste novo entendimento do Ministério, que atende a interesses escusos, está no fato de que a violência explícita, de violação da liberdade de ir e vir, é de difícil comprovação na medida em que não deixa, em muitos casos, vestígios aparentes, dificultando sua identificação e repressão, ao contrário da jornada exaustiva e das condições degradantes. Assim, a repressão ao trabalho escravo no Brasil por meio da fiscalização, a partir da publicação da Portaria, estará completamente comprometida.

Diante deste cenário assustador, a CSB reforça que a decisão assinada pelo ministro do Trabalho representa um completo retrocesso social, absolutamente incompatível com os Sistemas Internacionais de Proteção dos Direitos Humanos e com as políticas públicas fomentadas no Brasil visando à proteção da dignidade de milhares de trabalhadores que, por meio de séculos de discriminação, estão submetidos a formas intoleráveis de exploração do trabalho.

Central dos Sindicatos Brasileiros

O Brasil precisa se livrar da dependência estrangeira, defende Ciro Gomes

O Brasil precisa se livrar da dependência estrangeira, defende Ciro Gomes
via CSB

A presença do Estado na economia e a capacidade do Brasil em criar um planejamento de industrialização nacional forte, capaz de suprir as necessidades do País e gerar excedentes que o permita criar um modelo exportador eficiente estiveram em pauta na cerimônia de abertura do Congresso Estadual do Rio Grande do Sul, realizada em Gramado, na noite desta terça-feira (17). Enfático em seu discurso de defesa de um projeto nacional de desenvolvimento, o ex-ministro Ciro Gomes deixou claro: “O Brasil tem que resolver a sua dependência estrutural do estrangeiro”.

Para o ex-governador do Ceará, que palestrou para mais de cem congressistas presentes em Gramado, “não há país com a potência estrutural do Brasil”. Ao apresentar um cenário histórico de estagnação da indústria brasileira, Ciro Gomes aponta três obstáculos para o crescimento do País: o desequilíbrio pelas altas taxas de juros, que atingem as empresas e a população; a dívida dos estados com a União, que chegou gravemente ao Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e em 2018 se expandirá para 23 dos 27 estados; e a dependência estrutural do capital estrangeiro, por meio da necessidade de importação de produtos básicos.

Antonio Neto, presidente da CSB, trouxe à tona, durante sua intervenção, um assunto evidenciado por Ciro Gomes, o enfrentamento à farra dos juros. “As Casas Bahia, o Pão de Açúcar, não são atividades comerciais, e sim agentes financeiros com juros de 400%, 500% ao ano. Essa Central tem o papel de formar os dirigentes para enfrentar esse momento. Estamos preparando uma estratégia para enfrentar os juros, para tabelar. A proposta de um governo nacional desenvolvimentista precisa aparecer”, enfatizou Neto.

O processo de geração de dívida foi lembrado pelo vice-presidente da CSB, João Alberto Fernandes, ao apresentar o catastrófico cenário de endividamento do Rio Grande do Sul. “O povo gaúcho trabalha para dar dinheiro aos bancos e aos rentistas. Estamos vivendo uma situação seríssima, com salários atrasados. O Rio Grande já pagou R$ 23 bilhões e ainda deve mais de R$ 50 bilhões em dívida”, criticou o coordenador regional da Central.

Ciro Gomes reforçou este panorama ao condenar o sistema da dívida no País. “O Brasil colapsou as finanças públicas com esses juros loucos que inviabilizaram a arrecadação, com 48,2% do orçamento da União para rolar os juros da dívida”, apontou o ex-governador do Ceará ao explicar também a relação de compra do brasileiro com a cotação do dólar. “Não compramos dólar, mas compramos pão, que é produzido com trigo, que o Brasil não produz o suficiente e precisa comprar em dólar. A mesma lógica vale para o consumo de diesel e remédios, por exemplo”, explica.

Uma saída, aponta o político, está no planejamento para o desenvolvimento sustentável. Como exemplo, cita a produção de um avião de caça pela Embraer, mostrando que “com programa governamental, o Brasil tem desempenho para a produção própria”. Por isso, o ex-ministro diz que se recusa a ver o País dividido. “Não cabe na sua estrutura e desenvolvimento”, afirma. Nesse contexto, Ciro Gomes coloca o papel de lideranças sindicais representativas e atuantes. “Precisamos pensar, e o momento não será lá na frente, durante a campanha, em que todos fixam bem no vídeo. É agora”, alerta.

Enfrentamentos

Sobre a reforma trabalhista, o presidente da CSB retomou a ênfase na necessidade de ação do movimento sindical como protagonista dos embates. “Precisamos convencer a classe operária de que o momento é muito sério. Temos grandes condições de enfrentar a reforma trabalhista. No açodamento da reforma, cometeram tantos crimes, fizeram coisas inconstitucionais, que é uma questão de tempo. Quando a cortina de fumaça acabar, vamos mostrar que a reforma só serve aos interesses do capital”, ratificou Antonio Neto, que teve o apoio de Eliane Gerber, 1ª secretária da Mulher Trabalhadora.

Segundo a dirigente, o momento é de formação e organização para empreender as bandeiras da CSB. “Cada um de nós tem uma importância sem fim. Tenho certeza de que essa alegria e esse orgulho tomarão conta de todos”, disse.

A cerimônia de abertura do Congresso do RS foi acompanhada por mais de 33 mil internautas pelo Facebook e pode ser assistida neste link.

Importância regional

O evento contou com a presença do prefeito de Gramado, João Alfredo de Castilhos Bertolucci, que parabenizou a Entidade pela realização do Congresso. A Justiça do Trabalho se fez presente na figura dos desembargadores Tania Reckziegel e Marcelo Dambroso, do TRT da 4ª Região, e da conselheira da OAB Tania Antunes. Vereadores e secretários municipais de Gramado, além do secretário-geral da CSB, Alvaro Egea, e Cosme Nogueira, secretário de Formação Sindical, também marcaram presença no Congresso Estadual do Rio Grande do Sul, que continua nesta quarta-feira (18), com palestras de capacitação dos dirigentes. Acompanhe aqui.

Proposta de PLR na TEFTI Tecnologia é aprovada por comissão de trabalhadores

Proposta de PLR na TEFTI Tecnologia é aprovada por comissão de trabalhadores
via Sindpd

Com a aprovação da proposta de PLR deste ano apresentada pela empresa TEFTI Tecnologia e Sistemas, 42 trabalhadores de TI receberão o benefício, cujo pagamento está previsto para acontecer no dia 29 de fevereiro de 2018.

A renovação do acordo deste ano foi satisfatória, de acordo com o diretor do Sindpd Paulo César de Almeida. "Atingiu as nossas expectativas e dos empregados após conscientização da empresa do papel do programa", explicou.

Com a boa receptividade dos trabalhadores, a assembleia foi uma oportunidade ímpar para que o diretor explanasse a atuação do Sindpd e os benefícios que o Sindicato oferece. "Falei de toda a conquista para a categoria, bem como do histórico para a consolidação da CCT", disse Paulo César de Almeida.

Para os integrantesda comissão de trabalhadores Reinaldo Pereira Santos e Camila Marques Giovanaz, a "PLR é a consequência do investimento no capital humano da organização, que deve ser constantemente incentivado a contribuir para que a empresa alcance os seus objetivos".

Do ponto de vista da comissão que representou a empresa, composta por Gabriella Ornella de Sá Leal Barbosa e Rozélia Barros de Deus, a parceria com o Sindpd é fundamental, pois, de acordo com eles, contribui para que o reconhecimento ocorra de forma legal e justa.

Categoria afirma que Participação nos Lucros traz motivação e valorização profissional

Categoria afirma que Participação nos Lucros traz motivação e valorização profissional
via Sindpd

Os diretores do Sindpd Paulo César de Almeida e Sergio Elias Rosa estiveram na PR Sistemas Soluções Informatizadas em Saúde e Comércio de Equipamentos para mediar a assembleia do acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados.

Pela maioria dos votos, os funcionários aprovaram o acordo que prevê pagamento do benefício em duas parcelas, a primeira em 15 de março de 2018 e a segunda, em 15 de setembro de 2018.

Durante a reunião, Lucas Gomes de Oliveira, Leonardo Medeiros, Emerson dos Santos, Adecio Cavalheiro, Cesar Rocha, Deivid Nascimento, Tiago Santana, Geanderson Cabral, Lucas Lucena, Franciele de Matos, Eduardo Barbosa, Danilo Costa e Eduardo Delfito, funcionários da empresa, compartilharam da opinião de que a PLR traz motivação, participação e valorização do profissional.

Paulo César ressaltou ainda que na ocasião incentivou os trabalhadores a participarem da assembleia para esclarecer possíveis dúvidas sobre a Convenção Coletiva de Trabalho do Sindpd ou questões ligadas à categoria.

Subprocurador-geral do MPT classifica como "retrocesso" nova política sobre trabalho escravo

Subprocurador-geral do MPT classifica como "retrocesso" nova política sobre trabalho escravo
via GaúchaZH

O subprocurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Luis Antonio Camargo de Melo, trabalha no combate ao trabalho escravo desde 1990. Apontado como o maior especialista no assunto pelo próprio MPT, ele afirma que a portaria publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (16), modificando os critérios para caracterização do trabalho forçado, é um retrocesso.

— A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil como um país de boas práticas no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. Temos uma história de sucesso no enfrentamento do trabalho escravo contemporâneo. E, agora, estamos perdendo tudo isso. Essa portaria é um retrocesso — pontua.

Melo esteve nesta quarta-feira (18) em Porto Alegre, onde concedeu entrevista a GaúchaZH. Procurador Geral do Trabalho de 2011 a 2015, ele foi um dos responsáveis pela elaboração do primeiro Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, projeto do qual se orgulha.

— Em 2002, estávamos no final do governo de Fernando Henrique (Cardoso). Lembro de nos reunirmos na biblioteca do Palácio da Alvorada, e o presidente disse que o plano era um projeto do Estado brasileiro, não do governo dele. Por isso, ele sugeriu entregar ao Lula, que o lançou. Porém, agora, o país acaba de ser condenado pela Corte Interamericana, porque permitiu que trabalhadores fossem mantidos em condições análogas de escravo sem tomar providências. É o famoso caso da fazenda Brasil Verde. Eu fui um dos peritos, e prestei declaração a pedido das ONGs que denunciaram o Brasil. E nós vencemos, pois, o país não se comportou como deveria nesse caso.

Melo faz questão de salientar que fala em seu nome, e não do MPT, mas ressalta também a insatisfação do órgão com a medida publicada pelo Ministério do Trabalho:

— O descalabro é tão grande que, no dia em que o Diário Oficial da União publicou a portaria do senhor ministro do Trabalho, a secretária de Inspeção do Trabalho (...), subordinada ao senhor Ministro do Trabalho, editou uma orientação aos auditores fiscais do Brasil para que não sigam a portaria. Parece uma situação pra lá de esdrúxula.

Sobre as razões que podem ter levado o governo a tomar esse posicionamento dentro da atual conjuntura, Melo diz que percebe uma busca descabida pelo poder.

— A imprensa já está apontando o motivo: a negociação no Congresso Nacional para a manutenção de um presidente que tem 3% de aprovação da população, que está investigado e que só não está sendo processado porque o Congresso não permite. Então, essa é mais uma concessão de um governo federal sem sustentação popular para o retrocesso no país — avalia Melo.

O subprocurador reforça que quem está em situação mais vulnerável não pode ser penalizado pela ambição de quem está no comando.

— O trabalhador é tido como um reles insumo do processo produtivo, e não é assim. O trabalhador não é mercadoria, o trabalho não é mercadoria. Trabalhador tem de ser respeitado. A Constituição não admite o desrespeito ao trabalho ou ao trabalhador.

De acordo com Melo, "há uma resistência, principalmente dos produtores rurais, e a banca ruralista representa os produtores rurais no Congresso, em relação ao dispositivo do artigo 149 do código penal, que tipifica o crime de redução à condição análoga de escravo".

— Ali, há quatro condições: trabalho forçado, jornada exaustiva, condição degradante e a servidão por dívida.

Segundo o subprocurador-geral, isso não está sendo levado em consideração:

— Tanto o Supremo Tribunal (Federal) quanto o Tribunal Superior do Trabalho têm decisões sedimentadas apontando, sem dúvida, o que é trabalho escravo contemporâneo. Dissecando o que é trabalho forçado, jornada exaustiva, condição degradante e servidão por dívida. Então, não tem autoridade o senhor ministro do Trabalho para editar uma portaria desconsiderando e desrespeitando a Constituição, a legislação do trabalho, o Código Penal e a jurisprudência sedimentada das cortes superiores.

Com relação às novas regras para que empresas sejam incluídas na lista suja, ele diz não estar surpreso.

— O nome é cadastro de empregadores infratores, mas ficou conhecida como lista suja. Na medida em que se observa que há empresas que mantêm trabalhadores em condições análogas às de escravo, seria razoável que houvesse dinheiro público para financiar essa exploração? Não. É isso que deve discutir sobre o cadastro de empregadores infratores. Não é nem pode ser razoável que pessoas obtenham empréstimos por meio de dinheiro público para financiar a exploração do trabalhador — sentencia Melo, arrematando:

— Foi preciso entrar na Justiça para garantir a publicação dessa lista. Sempre houve resistência do Ministério do Trabalho na figura do atual ministro, porque se rende aos argumentos dos produtores rurais, por exemplo. É um governo que atende aos interesses dos empresários, do capital, do produtor rural. Só não atende aos interesses da sociedade e do trabalhador. O MPT não vai recuar porque é um ministério público social, que liberta, que está atento a quem está sendo explorado, morrendo em razão do amianto ou do processo produtivo de um frigorífico. E nós vamos continuar nesta linha.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Funcionários da Infraprime Soluções Tecnológicas aprovam acordo de Participação nos Lucros

Funcionários da Infraprime Soluções Tecnológicas aprovam acordo de Participação nos Lucros
via Sindpd

A Infraprime Soluções Tecnológicas aderiu ao programa de Participação nos Lucros e/ou Resultados previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do Sindpd como obrigatória para todas as empresas de tecnologia da informação do Estado de São Paulo.

Durante a assembleia, o diretor do Sindicato Paulo Cesar de Almeida apresentou aos profissionais a proposta oferecida pela empresa como garantia de que as negociações atenderiam às exigências da Entidade e asseguraria o direito dos trabalhadores. Pela maioria dos votos, o acordo foi aprovado.

"A implantação da PLR pela a Infraprime é unicamente pensando na motivação de nós funcionários. A reação de todos foi positiva, e o Sindpd contribuiu para a implantação eficaz desse projeto", afirmou a funcionária Fernanda Dimarziom.

"Para o primeiro encontro foi uma excelente oportunidade de deixar clara a atuação do Sindpd nessa conquista, na consolidação da CCT e a combinação da lei em vigor para o tema. Foi uma bela conversa com os trabalhadores", contou o diretor do Sindpd Paulo César.

Os profissionais vão receber o valor do benefício nos dias 31 de outubro de 2017 30 de novembro de 2017 e 31 março de 2018.

Em primeiro encontro com o Sindpd, profissionais da Solution True garantem Participação nos Lucros e Resultados

Em primeiro encontro com o Sindpd, profissionais da Solution True garantem Participação nos Lucros e Resultados
via Sindpd

Reconhecimento. Foi essa a palavra utilizada pelos empregados da Solution True Processamento de Dados para descrever a PLR, benefício oferecido pela primeira vez aos funcionários da empresa. Em assembleia realizada dia 15 de agosto, os trabalhadores aprovaram os termos do acordo que estabelece o pagamento da PLR de 2017 em parcela única, agendada para maio de 2018.

"Reconhecimento é a base para uma relação boa e próspera dentro de uma empresa. O acordo de PLR reforça isso e traz motivação para a equipe", analisou Andreia Carvalho. A profissional também avaliou como positiva a participação do Sindpd durante as negociações. "A equipe da Solution True agradece o apoio do Sindpd", completou.

O primeiro contato do Sindicato com os trabalhadores da Solution foi tranquilo e atingiu as expectativas, conforme explica Paulo César de Almeida, diretor responsável pelas negociações. "Foi uma excelente oportunidade para esclarecer dúvidas e destacar a atuação do Sindpd, que garantiu a consolidação da PLR nas empresas de TI. Foi uma bela conversa com os trabalhadores", celebrou.

Nova Lei trabalhista não 'matou' sindicatos nem a CLT

Nova Lei trabalhista não 'matou' sindicatos nem a CLT
via Sindpd

O portal de tecnologia Convergência Digital destacou, nesta semana, a palestra realizada por Antonio Neto em São Paulo. Na última quinta-feira, 5, o presidente do Sindpd e da CSB falou a empresários e profissionais de Recursos Humanos (RH) de empresas de tecnologia da informação e esclareceu dúvidas sobre a Lei 13.467/17, que entra em vigor no dia 11 de novembro. Veja abaixo a reprodução do Convergência Digital:

Nova Lei trabalhista não 'matou' sindicatos nem a CLT

O presidente da Central do Sindicato Brasileiro (CSB) e do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), Antonio Neto, afirmou, em evento na capital paulista, que a nova Lei Trabalhista, que entra em vigor no dia 11 de novembro, aumenta a responsabilidade para as partes envolvidas na relação capital-trabalho.

"Agora é hora da nossa responsabilidade aumentar, lógico que vocês não devem esperar que vamos mudar nossa convenção coletiva para piorar as condições dos trabalhadores. Os sindicatos não farão, mas poderemos ter uma relação mais igual, com mais segurança jurídica. É bom lembrar que negociação é uma rua de duas mãos, não é mão única. Vamos ter que ter responsabilidade na hora de negociar", disse Neto, que ainda falou de compensação na hora de negociação.

"A nova lei diz que você pode trocar o benefício, mas tem que incluir outro. Quer retirar um benefício, precisa garantir uma substituição, uma compensação. Isso vai criar alternativas para passarmos por cima de algumas dificuldades", completou. Antonio Neto também refutou a afirmação dos parlamentares, de que a reforma diminuirá os processos trabalhistas e ainda reforçou os pontos inconstitucionais da nova lei.

"Essa reforma tem pontos inconstitucionais, temos o ordenamento jurídico, que foi rompido em vários pontos. Além disso, eles se esqueceram também que somos signatários de convenções internacionais, e a maioria delas de antes de 1988. Teremos um caos, teremos muitos mais processos trabalhistas", completou o presidente do Sindpd, que lamentou a maneira como a reforma está sendo divulgada.

"É uma pena que a maneira que a reforma está sendo vendida tenha gerado no empresariado brasileiro o mesmo açodamento que tiveram os parlamentares, e agora mudou tudo. Disseram que iria acabar os sindicatos e a CLT, mas vamos utilizar a negociação coletiva para fortalecer a negociação. É muito importante que as empresas saibam que é possível fazer acordo, e o Sindpd está aberto para fazer negociações, temos feito grandes negociações e procuramos ajudar o mercado. A partir de 11 de novembro, estaremos em um novo momento, estamos de portas abertas para fazer os acordos que forem necessários, para que a gente consiga continuar a ter uma relação de capital-trabalho de olho no olho", finalizou Neto.

Comissão de trabalhadores da Módulos Integrados e Módulos de Segurança aprova acordo de PLR de 2017

Comissão de trabalhadores da Módulos Integrados e Módulos de Segurança aprova acordo de PLR de 2017
via Sindpd

No dia 10 de outubro a comissão de trabalhadores das empresas Módulos Integrados Processamento de Dados e Módulos de Segurança da Informação aprovou a proposta apresentada para o ano de 2017 durante reunião realizada na sede do Sindpd. Já faz dois anos que a Participação nos Lucros e/ou Resultados faz parte do cronograma entre os trabalhadores e a empresa.

O pagamento para as 34 pessoas beneficiadas pela iniciativa será realizado no dia 31 de janeiro de 2018, desde que atendidas às métricas estabelecidas no acordo.

"Estou muito feliz em saber que mais empregados serão beneficiados por esta conquista do Sindpd. Por isso é tão importante ter um Sindicato forte: para garantir as melhores condições de trabalho para o profissional de TI", disse a diretora que acompanhou a PLR, Sue Ellen Thomasini Naka.