sábado, 23 de setembro de 2017

Com Ciro Gomes confirmado, Congresso Estadual da CSB São Paulo já está com as inscrições abertas

Com Ciro Gomes confirmado, Congresso Estadual da CSB São Paulo já está com as inscrições abertas
via CSB

Após passar por oito capitais brasileiras, o Congresso Estadual da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) chega à São Paulo. O evento, que acontecerá entre os dias 24 e 27 de outubro, no Wyndham Garden Hotel, na cidade de São Paulo, já está com as inscrições abertas para dirigentes de entidades do estado filiadas à Central.

Com o propósito de traçar estratégias para fortalecimento da base, no enfretamento contra os retrocessos trabalhistas, o congresso terá em sua cerimônia de abertura, a palestra “Política de Desenvolvimento Nacional”, que será ministrada pelo ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes.

Para o evento, estão programadas palestras com temas que abordam pautas atuais, assim como, ações coletivas, proteção do dirigente sindical, assédio moral, oratória sindical, entre outros assuntos. Veja a programação.

O Congresso visa apresentar aos dirigentes paulistas, instrumentos para que eles sejam capazes de enfrentar a crescente onda de retrocessos de direitos, além de mostrar novos caminhos de luta e de capacitação.

Assim como acorreu no Congresso de Minas Gerais, no último dia do evento, advogados das entidades filiadas à CSB poderão participar do Seminário Jurídico sobre a Reforma trabalhista.

Além da completa programação de formação política e sindical, o Congresso elegerá os dirigentes que farão parte da diretoria da Seccional São Paulo.

As inscrições devem ser feitas aqui. Todas as informações sobre o Congresso Estadual de São Paulo, assim como a programação completa, estão neste site e no evento oficial do Congresso no Facebook.

"A PLR não é apenas um bônus, mas um reconhecimento de que você faz mesmo parte da empresa", afirma Diego Viñas

"A PLR não é apenas um bônus, mas um reconhecimento de que você faz mesmo parte da empresa", afirma Diego Viñas
via Sindpd

No dia 20 de setembro foi realizada reunião com a comissão de trabalhadores na sede do Sindpd, com a participação da diretora Sue Ellen Thomasini Naka, para aprovação da proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR).

A empresa, que fecha a PLR desde 2015, conseguiu que a renovação do acordo de 2017 fosse aprovada pelos integrantes da comissão de trabalhadores composta por Ana Paula Ferreira Rabelo da Silva, Yara Gomes da Silva Aguiar, Cauê Torigoe Kalmus e Larissa Ramos Campos.

Um dos componentes da comissão, Diego Viñas Batista De Oliveira Salles, esclareceu a importância da iniciativa para os profissionais. "Para a gente, empregado, a PLR não é apenas um bônus, mas um reconhecimento de que você faz mesmo parte da empresa. Afinal, estamos participando diretamente nos lucros e resultados e isso é uma grande conquista que aproxima funcionários, empresa e a categoria", afirmou.

Com a aceitação, o acordo beneficiará 61 trabalhadores do grupo empresarial com o pagamento previsto para o dia 15 de janeiro de 2018.

Em Americana, Monde Sistemas consegue aprovação da Participação nos Lucros e Resultados

Em Americana, Monde Sistemas consegue aprovação da Participação nos Lucros e Resultados
via Sindpd

Nesta quarta-feira, 20, trabalhadores da empresa Monde Sistemas de Informação estiveram reunidos em assembleia com a diretora do Sindpd Mirian Vieira Santos Kronka para debate e aprovação da proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados do ano de 2017.

Localizada em Americana, a empresa conseguiu a aprovação da renovação do acordo referente ao período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2017 e beneficiará 27 americanenses. O pagamento será realizado mediante atendimento das métricas acordadas durante a assembleia no dia 31 de março de 2018.

Lanay Pombo, analista de recursos humanos há dois anos na Monde, já participou do processo de aprovação da PLR, mas afirmou que este ano a proposta foi diferenciada e positiva. "Esse ano está bem melhor, a gente nunca teve realmente um plano, sempre foi algo mais simples. Mas esse ano resolvemos investir mais tempo nisso então ficou bem melhor do que era. Tanto na questão de meritocracia, porque as pessoas realmente vão receber porque tiveram resultado na empresa, que não existia, quanto no resultado para cada um. O pessoal vai receber bem mais que anteriormente", disse.

Para a analista, a PLR está ligada ao crescimento. "É uma coisa que a empresa inteira precisa trabalhar para que aconteça. Então eu acho que vai motivar todo mundo a trabalhar junto para poder receber mais e ter um crescimento maior, então eu acho que é motivadora", concluiu.

Acordo inédito contempla funcionários da Optima com a PLR

Acordo inédito contempla funcionários da Optima com a PLR
via Sindpd

Pela primeira vez, cinco trabalhadores da Optima Serviços de Tecnologia, companhia de TI localizada em São Paulo, irão receber parte dos lucros e resultados da empresa. O programa de PLR foi assinado na última quinta-feira, 21, na sede do Sindpd.

Com a aprovação das métricas e anuência do acordo, a comissão garantiu o pagamento do benefício em abril de 2018. O período referencial é de 01/01/17 a 31/12/17. Além do diretor do Sindpd, Edison Alexandre Galli, participaram da negociação os profissionais Alessandro Marco Rosini Filho, Benicia Simone Hentges, Jose Rodolfo Bacci Filho, Rubens Abbud de Campos Marques e William Zonta.

Galli ressaltou a importância de dar continuidade a um trabalho antigo do Sindpd - perpetuar a "política da PLR" nas empresas de TI de São Paulo. "Firmar o primeiro acordo em uma empresa é essencial para que, nos próximos anos, o benefício seja renovado e continue a auxiliar os trabalhadores", concluiu.

“Quando o trabalhador paga o dobro, reduz o salário pela metade”

“Quando o trabalhador paga o dobro, reduz o salário pela metade”
via CSB

O rentismo não apenas enriquece o seleto grupo que o acessa, mas empobrece o trabalhador, que vê seu dinheiro escoar na forma de juros abusivos. Esse é o panorama que o economista Ladislau Dowbor e professor titular de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) descreve em seu novo livro A Era do Capital Improdutivo (Outras Palavras & Autonomia Literária).

Os 28 gigantes do mundo financeiro controlam 1,8 trilhão de dólares, mais que o PIB do Brasil. E como seria diferente? Enquanto o investimento produtivo rende 2%, as aplicações financeiras geram pelo menos 7% de retorno. A consequência é concentração de poder, de renda e vulnerabilidade da democracia. “Existe uma finança mundial, mas não um governo mundial”, afirma Dowbor, em entrevista a CartaCapital.

Segundo Dowbor, se olharmos a conta do trabalhador, ele é explorado pela taxa de juros, pois quando paga o dobro pelo que compra, é como se dividisse seu salário pela metade. “Reduzir juros é fechar a principal torneira por onde vaza o gasto improdutivo”, afirma o economista. Confira abaixo a íntegra da entrevista.

CartaCapital: Como podemos definir a era do capital improdutivo, título do seu livro?

Ladislau Dowbor: O primeiro ponto é que é média de rentabilidade dos papéis no plano internacional é de 7% ao ano. Isso é aplicação financeira, não é investimento. O banco chama de investimento, mas não é. Quando se aplica em papeis não se tem uma casa a mais no país, um sapato a mais no país. Já no investimento produtivo o retorno é da ordem de 2% ou 2,5% ao ano. Então o dinheiro flui para onde rende mais. E rendendo mais em papeis, o investimento produtivo tem seus recursos desviados para o financeiro.

Se olharmos apenas os fundos de pensão, são cerca de 730 bilhões de reais. Em muitos países, esses fundos são obrigados a investir efetivamente em atividades produtivas, pois isso gera futuras riquezas que poderão cobrir as necessidades dos futuros aposentados. Já no Brasil, eles são autorizados a aplicar até 100% em títulos públicos. E isso é até divertido, porque é do nosso bolso, via impostos, que sai a pensão complementar privada.

O primeiro grande argumento, que deu lugar à popularidade do livro do Piketty (Thomas Piketty, autor de O capital no Século XXI). Ele demonstrou claramente isso: há um capitalismo improdutivo e quando você obtém 7% em papéis contra 2% na produção, na realidade se gera um sistema financeiro extrativo, que extrai riquezas. O Instituto Roosevelt fala em produtividade líquida negativa do sistema financeiro. Não há financiamento da produção, pelo contrário, ele extrai.

CC: E qual o papel dos paraísos fiscais nessa estrutura?

LD: O sistema de aplicação funciona no plano internacional e todo o sistema que administra esses recursos financeiros têm sólidas estruturas em paraísos fiscais. Como o dinheiro não é mais uma estrutura física, em grande parte isso escapa do controle dos bancos centrais.

Basicamente se tem um sistema financeiro que gira no planeta, enquanto os sistemas de controle são nacionais. São cerca de 200 bancos centrais e o Banco de Compensações Internacionais dá conselhos, mas não apita nada. Tem-se um descontrole dos recursos que circulam pelo mundo.

O PIB mundial de 2012 era 73 trilhões de dólares e o estoque de recursos financeiros em paraísos fiscais girava entre 21 e 32 trilhões de dólares segundo o TJN (Tax Justice Network). A revista The Economist fala em 20 trilhões de dólares. De qualquer maneira, constata-se que esses recursos financeiros não só deixam de ser reinvestidos, porque são reaplicados em outros papeis, como sequer pagam impostos.

CC: Quais as consequências desse esvaziamento do capital produtivo em nome do capital financeiro?

LD: De algum lugar vem os recursos para essa apropriação financeira. E de onde eles vêm? No caso do Brasil, da taxa de juros sobre as famílias. Todo mundo tem um cartão de crédito no bolso. Esse cartãozinho é uma ligação eletrônica com uma instituição financeira. É como ter um pipeta no bolso que permite a drenagem.

Quando se entra no crediário de qualquer uma dessas grandes lojas, são 105% de juros ao ano. Isso é absolutamente absurdo, porque eles não produzem, só recebem e repassam. Não são mais instituições de prestação de serviços comerciais, são essencialmente intermediários financeiros.

As famílias passaram a ter mais recursos na história recente – seja pelos programas de transferência de renda, a valorização do salário mínimo ou o crescimento do emprego – e rapidamente os bancos aprenderam a chupar esses recursos.

Primeiro as redes comerciais, que aumentaram os juros dos crediários, depois os bancos. Quando as pessoas não conseguem pagar o crediário, pedem empréstimo, numa média de 156% ao ano – lembrando que na Europa é 3,6%.

Então se extrai através do crediário, se extrai através dos juros bancários. Mesmo que se consiga entrar no crédito consignado, são 26%. Esse tipo de juros na Europa ou nos estados Unidos está em torno de 3%. Se a pessoa se enrosca e entra no cheque especial, acima de 300%. Se entra no rotativo do cartão, são 480%. Economistas estrangeiros que me visitam questionam: como é que o povo aceita? Mas em escola nenhuma há uma aula sequer sobre como funciona a moeda.

Há um resultado prático: hoje temos 61 milhões de adultos negativados. Num país que tem 206 milhões de habitantes, 40% dos adultos não consegue pagar as prestações, os juros, sobre o que já compraram. E então se paralisa o principal motor da economia, que é o consumo das famílias.

CC: A partir do momento em que os recursos das famílias e das empresas são desviados para o sistema financeiro, como é possível dinamizar a economia sem investimento produtivo?

LD: Isso não existe. A forma de sair disso é a mais clássica, a que funciona em qualquer parte do mundo, está comprovada e a gente sabe como fazer: basicamente tem que mobilizar o principal motor que é o consumo das famílias. E isso significa reduzir os juros. Reduzir os juros é fechar a principal torneira por onde vaza o gasto improdutivo das pessoas. Quando as famílias consomem, as empresas voltam a empregar. E aí se aumenta ainda mais a capacidade de compra.

CC: Como políticas públicas podem efetivamente ajudar a economia a girar?

LD: O bem-estar das famílias depende do salário direto, mas depende também do que chamamos de salário indireto. O norte-americano tem um salário mais alto do que o canadense, mas o canadense tem um salário indireto muito amplo. Eles têm a creche, a escola de graça, a saúde de graça… Na realidade, esse tipo de salário gera um equilíbrio social muito maior, porque o acesso é público, universal e gratuito.

É preciso articular famílias consumindo mais – mas sem gastar com planos de saúde e coisas do gênero – à atividade empresarial e à política de estado – que em vez de cortar gastos, aumente o salário indireto das famílias. Esse é o tripé que coloca o motor em marcha. Isso é clássico.

CC: Mas com retornos tão atraentes para o capital financeiro, é possível interromper a dinâmica econômica que temos hoje?

LD: No quadro político existente – com o Congresso que foi eleito por corporações e um presidente com 5% de apoio da população – criou-se uma estrutura que inviabiliza justamente montar o que é necessário.

Por exemplo, o que o Roosevelt (Franklin Roosevelt, presidente dos EUA de 1933 a 1945) fez. Porque em 1929 era mais ou menos isso, mas a população votou no Roosevelt, que colocou impostos de 90% para as grandes empresas, entre outras medidas do New Deal.

E se olharmos o que está sendo discutido internacionalmente, é se pensar um imposto razoável sobre o capital improdutivo. Se o capital improdutivo é tributado, o dono de uma fortuna dessas em vez de apenas assistir o dinheiro crescer sem precisar produzir nada, verá que não é bem assim.

CC: Então uma ferramenta do estado para tentar esse equilíbrio seria uma cobrança mais assertiva de impostos?

LD: Mas não tem nem dúvida. A reforma tributária é vital nisso. É uma piada quando não só o rentismo rende o que rende, mas os dividendos sequer são tributados.

CC: Uma questão bastante central no livro é a concentração de poder nas megacorporações internacionais, que altera a arquitetura global de poder. Como a democracia se fragiliza diante do poder hegemônico do capital financeiro?

LD: Existe uma finança mundial, mas não um governo mundial. Em muitos países se estuda a “captura do poder”, que se dá tradicionalmente através de lobby. Mas no Brasil ele acontece pelo financiamento das campanhas eleitorais pelas empresas, que podem comprar seus políticos.

E isso é engraçado, porque quando se paga um deputado para votar de uma determinada maneira chama corrupção, mas quando se compra por quatro anos, por atacado, é financiamento de campanha. Então temos algo mais sofisticado, que valeu de 1997 a 2015, em que as empresas podiam financiar diretamente seus deputados.

CC: E como todo esse contexto pesa sobre a concentração de renda e o aumento da desigualdade?

LD: Três quartos da população gasta seu salário até o fim do mês. Então quem é que paga as aplicações, quem faz render? O melhor modo das pessoas entenderem como isso vira uma bola de neve: se um bilionário aplica 1 bilhão de dólares a 5% ao ano, o que é bem modesto, ele aumentaria a fortuna, ao dia, em 137 mil dólares.

Do ponto de vista do trabalhador, é muito interessante. Os sindicatos ainda pensam que precisam brigar unicamente pelo salário, pois imaginam que é aí que está a exploração. Se olharmos a conta do trabalhador, ele está sendo muito mais explorado pelo capital financeiro, pela taxa de juros: ele paga o dobro ou mais pelos produtos que compra. Quando ele tem que pagar o dobro pelo que compra, é como se dividisse o salário pelo metade. Os pobres não só pagam mais imposto, como pagam o dobro pelo que consomem porque não podem pagar à vista. Não tem como uma economia funcionar com um sistema desses.

CC: Ainda nem saímos da crise de 2008, mas essa disfuncionalidade deixa o mundo sempre vulnerável a novas crises. Como a concentração de renda entra nesta equação?

LD: Existe principalmente uma vulnerabilidade política. Quem faz aplicações financeiras são os ricos, que se tornam mais ricos. Essa modalidade de ganhar dinheiro não está na mão dos pobres, que precisam trabalhar e produzir para ganhar os seus salários. Então aumenta a distância política.

Isso gera uma situação explosiva, porque os pobres, em qualquer parte do mundo, não são mais aqueles coitadinhos que dizem “sim, senhor” para tudo. Estão conscientes de que podem parir numa clínica decente, que seu moleque pode estudar numa escola decente…

E aí o Trump diz que vai construir um muro para se proteger dos mexicanos, Israel constrói um muro para se proteger dos palestinos, os europeus colocam arame farpado no Mediterrâneo, mas não vai dar para fazer um condomínio de riquinhos no Planeta. A desigualdade planetária se tornou insustentável. Em termos econômicos, é insustentável porque se está cortando a capacidade de consumo das famílias.

CC: E se conhecemos a fórmula, quais são os interesses que impedem que ela seja aplicada?

LD: Os grupos financeiros estão ganhando tanto dinheiro, e em torno deles estão grandes empresas de intermediação desse dinheiro, um conjunto de mecanismos que se transformou em grandes burocracias internacionais.

Há os 28 gigantes e o capital médio com o qual trabalha cada um deles é 1,8 trilhão de dólares. O PIB do Brasil é 1,7 trilhão. Então hoje é o rabo que abana o cachorro. O equilíbrio mudou e o drama é esse: o espaço para um país mudar o seu sistema.

E os gigantes, a partir da crise de 2008, passaram a se estruturar de maneira organizada. Não se tem mais mercado, no sentido de concorrência, isso é passado. A melhor definição dessa dinâmica foi feita pelo sociólogo alemão Wolfgang Streeck. Ele mostra de maneira prática como seria se os governos servissem o povo e como eles servem efetivamente ao poder financeiro.

E ele tem uma frase muito poderosa: não é o fim do capitalismo, mas é o fim do capitalismo democrático. Porque quando o capitalismo era formado por milhões de pequenas empresas era necessário um governo que pusesse ordem, que regulasse essas atividades. Hoje são eles, esses gigantes, que fazem a regulação. Isso desloca em profundidade o conceito de democracia.

CC: Com isso não há espaço ou autonomia para o campo político colocar medidas que alterem esse quadro?

LD: O problema do Brasil não é só um problema do Brasil. É o problema dos governos de esquerda que acabam aplicando uma política de direita porque têm que satisfazer o sistema financeiro.

Em termos de compreensão concreta da crise brasileira atual, não é uma crise herdada da ex-presidente Dilma Rousseff que a direita está tentando consertar, mas sim uma crise gerada pelo sistema financeiro que se tenta atribuir aos governos anteriores. O que é uma farsa.

CC: E existe algum caminho de saída dessa dominação?

LD: Enquanto as pessoas não entenderem como estão sendo depenadas não haverá avanço. Todo esse raciocínio deveria ter muito mais visibilidade. Como os mecanismos financeiro são complicados, isso gera uma relação de forças fragilizada.

Por exemplo: quando se tem a exploração salarial que atinge um conjunto de trabalhadores de uma empresa, eles fazem greve, brigam com o patrão porque sabem quem é o patrão. Mas nesse sistema em que você é drenado através da tarja magnética que está no seu bolso – não é mais-valia salarial e sim mais-valia financeira – o que se faz? Uma manifestação em frente da agência bancária? Não há a quem endereçar.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Nova legislação trabalhista vai exigir dos sindicatos mais atenção nas negociações

Nova legislação trabalhista vai exigir dos sindicatos mais atenção nas negociações
via CSB

Com a entrada em vigor da Lei da Reforma Trabalhista, os sindicatos no Brasil, que sempre foram atuantes, terão que propagar mais as suas ações para que os trabalhadores tenham conhecimento de que as conquistas da Convenção Coletiva não são doações feitas pelos patrões, mas resultado de luta e persistência dos representantes das categorias. A afirmação foi feita pelo presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, em entrevista ao site da FENEPOSPETRO. Segundo ele, muitos trabalhadores acreditam, erroneamente, que as empresas concedem por livre e espontânea vontade o vale-alimentação, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outras conquistas que não fazem parte da legislação trabalhista. Antônio Neto alerta, que a partir de agora, os sindicatos terão que ter um cuidado maior com as cláusulas da Convenção Coletiva, para definir, efetivamente, o que é primordial na relação capital e trabalho.

Ele acredita que a lei da Reforma Trabalhista vai fortalecer e valorizar a negociação coletiva e fazer com que sindicatos e trabalhadores se unam para garantir e conquistar mais direitos. Antônio Neto   diz que os sindicatos passarão a ser os protagonistas e precisarão criar um instrumento de defesa para preservar e não permitir que a Convenção Coletiva se torne um descalabro. “Essa é a grande virada do movimento sindical. Eu acredito num salto de qualidade nas relações dos sindicatos dos trabalhadores com os dos patronais. O empoderamento dos sindicatos vai fortalecer a relação capital e trabalho”, concluiu.

O presidente da CSB destaca também, que os sindicatos não podem permitir que a Lei da Terceirização seja introduzida nas empresas como fator de precarização e da substituição da mão de obra por novos contratos que deixam os trabalhadores totalmente desamparados. Para Neto é importante introduzir nas Convenções Coletivas que as terceirizações, na atividade-meio, sejam exercidas por empresas do mesmo setor, para que os direitos da categoria sejam respeitados.

Na opinião de Neto, a boa negociação é a que atende aos dois lados, tanto dos empregados quanto os patrões: "As responsabilidades dos sindicatos aumentam com a nova legislação trabalhista. Não podemos perder direitos. Se não houver acordo na negociação vai valer o que consta na Consolidação da Leis do Trabalho (CLT). Não se pode retroceder nas conquistas. A relação capital e trabalho nunca foi fácil, mas também nunca será difícil e impossível."

ECONOMIA

O presidente da CSB diz que o governo precisa investir em projetos de infraestrutura para retomar o crescimento da economia e tirar o país do atoleiro. Neto defende uma redução maior nas taxas de juros, para que esse movimento reflita no crédito ao consumidor. Ele afirma que o governo precisa financiar as pequenas e médias empresas, que são as grandes geradoras de emprego, para alavancar a produção do país, que hoje está estagnada. “Com novas vagas no mercado de trabalho conseguiremos fazer a roda da economia girar. Ao gerar empregos vende-se mais produtos, com isso a fábrica precisa produzir mais e contratar mais, assim retomaremos o desenvolvimento econômico”, finalizou.

PROJETOS SOCIAIS

Para Neto os investimentos em projetos sociais são importantes para aquecer a economia. Tudo que for colocado à disposição para o consumo, quer seja ele a fundo perdido, seja através de empréstimos faz com que a economia gire.

FRENTISTAS

Antônio Neto elogiou o trabalho desenvolvido pela Federação Nacional dos Frentistas e pelos sindicatos da categoria em defesa dos direitos dos trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência. “Os representantes dos frentistas avançaram na questão da saúde. Hoje tem legislação que proíbe o abastecimento do combustível além da trava do automático de segurança. Os trabalhadores de postos precisam valorizar essa e outras conquistas dos sindicatos como: a periculosidade, a lavagem do uniforme e todas as normas que garantem mais segurança e saúde no ambiente laboral. Os dirigentes dos frentistas sempre foram grandes pontas de lança nas reivindicações e conquistas dos trabalhadores”, concluiu.

LUTA 2018

O presidente da CSB diz que é chegada a hora dos trabalhadores ocuparem o seu espaço dentro do Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais, para fazer valer os seus direitos. Ele diz que a classe operária precisa de pessoas na política que defendam efetivamente o trabalhador.

Renovação de PLR é aprovada na empresa Mercado Eletrônico

Renovação de PLR é aprovada na empresa Mercado Eletrônico
via Sindpd

No dia 20 de setembro o diretor do Sindpd Edison Galli esteve na sede da Mercado Eletrônico, na Vila Olímpia, para debater e aprovar a proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2017.

Referente ao período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2017, a PLR aprovada pela comissão de trabalhadores composta por Marco Antonio da Silva, Mônica Thaumaturgo, Klyvian Flores de Souza, Danielle Bertoldi Rodrigues e Adriana Guimarães de Oliveira beneficiará 210 profissionais de Tecnologia da Informação de São Paulo.

"As métricas estabelecidas atendem os interesses da empresa e dos funcionários, além de ser benéfica para ambas as partes", opinou o diretor do Sindicato.

O pagamento está programado para ser realizado em parcela única no dia 28 de fevereiro de 2018, mediante atendimento das métricas estabelecidas durante a assembleia.

Segundo Mônica Thaumaturgo, coordenadora de qualidade há 9 anos na Mercado Eletrônico, a PLR é sempre aprovada de forma tranquila. "A PLR foi bem justa. Aqui na Mercado Eletrônico [o processo de aprovação] sempre foi justo e transparente, por isso nunca tivemos problemas com relação a isso", disse.

Para ela, a PLR incentiva os trabalhadores a ajudarem a empresa a alcançar a estratégia. "A PLR existe e a gente consegue que a empresa atinja os objetivos específicos de cada área. O trabalhador sabe o que precisa fazer para ajudar a sua equipe a fazer a empresa atingir tais objetivos", observou.

Enterprise oferece benefício de Participação nos Lucros para funcionários

Enterprise oferece benefício de Participação nos Lucros para funcionários
via Sindpd

Aprovado pela maioria dos votos, o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados oferecido pela Enterprise Comércio e Tecnologia em Sistemas, apresentado durante assembleia de negociação, contemplará 12 funcionários.

O diretor do Sindpd Edison Galli esteve à frente das negociações com a empresa e a comissão de trabalhadores, composta por Diogo Roberto Turesso da Silva, Felipe Alves Bagietto e Paulo Cristiano Santos da Silva. De maneira conjunta, eles avaliaram a proposta que prevê pagamento do benefício até o dia 30 de março de 2018.

Danilo Júlio da Silva, funcionário da Enterprise, comentou que o programa de PLR é o reconhecimento da execução de suas atividades. "Ele proporciona um retorno do que a gente dá para empresa com nosso trabalho, é uma espécie de reconhecimento".

Segundo Galli, o acordo celebrado para o ano de 2017 foi negociado até que se chegasse ao mais benéfico para os funcionários. O diretor ressaltou ainda que essa é uma das conquistas do Sindpd, determinada na Convenção Coletiva de Trabalho.

Na Sage Brasil Software, profissionais de TI aprovaram acordo de Participação nos Lucros

Na Sage Brasil Software, profissionais de TI aprovaram acordo de Participação nos Lucros
via Sindpd

O acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados para o ano de 2017 apresentado na Sage Brasil Software foi aprovado pela maioria dos votos.

De acordo com Mirian Kronka, diretora do Sindpd que esteve à frente das negociações na assembleia que aconteceu na sede da empresa, em Americana, os mais de 600 funcionários beneficiados puderam conhecer a nova proposta do programa. "Nesse ano de 2017 a Sage apresentou um novo modelo para a PLR que contempla todos os funcionários, valorizando a sua participação", afirmou.

Mirian ressaltou também que foi possível chegar a esse resultado porque o Sindicato tem participação ativa nas negociações. "Estamos trabalhando nesse acordo, que é uma nova proposta depois de 10 anos. A gente vem alinhando para que fique melhor, então eles remodelaram e os funcionários acharam que ficou muito melhor. Foi um acordo muito bom, segundo os próprios trabalhadores", apontou a diretora.

Os profissionais contemplados receberão o valor à vista até o dia 20 de dezembro de 2017. O diretor do Sindpd Abaitaguara do Amaral Gonçalves, que também participou da assembleia, afirmou que a PLR beneficia os trabalhadores de todas as maneiras. "O acordo beneficia em muitos âmbitos, além de ser uma forma de premiar os trabalhadores".

José Gustavo Oliveira, secretário-geral do Sindpd que acompanhou as reuniões junto a empresa, concluiu que a proposta atendeu às expectativas para o período.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Com 26 trabalhadores beneficiados, PLR é aprovada na Advanced Iteam

Com 26 trabalhadores beneficiados, PLR é aprovada na Advanced Iteam
via Sindpd

Em assembleia realizada com trabalhadores da Advanced Iteam Soluções e Serviços de Tecnologia da Informação, em Lins, foi aprovada o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2017.

Para o diretor do Sindpd Walter Volpe, a mudança na direção da empresa e a situação econômica do país influenciaram diretamente no acordo fechado pela Advanced Iteam. "Alertei a comissão e os trabalhadores para que, em acordos futuros, ficassem atentos à performance da Iteam e à elaboração de metas, levando em consideração tanto o desempenho da empresa quanto o panorama econômico, de modo a torná-las factíveis", ressaltou Volpe.

Segundo Caroline de Cássia Alves, da comissão de trabalhadores, a PLR deste ano não teve tantas mudanças com relação a 2016. "Como no ano passado, desejamos que neste ano a empresa melhore e lucre para que seja possível, pelo menos, uma porcentagem [aos trabalhadores]. Desta forma, todos ficam motivados e continuam com o foco de sempre, se esforçando cada vez mais, pois haverá o retorno de funcionário/empresa e vice-e-versa", analisou.

Wagner Batista Gonçalves, coordenador de fábrica de soluções Iteam, comentou o evento de aprovação da proposta. "Apesar da situação econômica, política e das reformas trabalhistas que estamos passando no País, por mais um ano foi fechado o acordo de PLR entre os funcionários da ITEAM-Lins. O acordo foi fechado mantendo as metas do ano passado, com aprovação de 100% dos funcionários. Vamos nos empenhar para que seja possível cumprir as metas e garantir a participação nos lucros da empresa", disse.

A renovação do acordo beneficia 26 trabalhadores. O pagamento da PLR está programado para o dia 30 de março de 2018. A comissão de trabalhadores foi composta por Diogo Oliva Bertin, Wanderley Teixeira Junior, Caroline de Cássia Alves, Maurício Fernandes, Bruna Florindo Vieira de Souza, Rafael de Castro Manopeli, Karin Cortello e Maria Eliza dos Santos Almeida.

260 profissionais de TI aprovam acordo de Participação nos Lucros para 2017

260 profissionais de TI aprovam acordo de Participação nos Lucros para 2017
via Sindpd

Na Matera Systems Informática, NTCT Serviços em Informática e Matera MVAR Solução, empresas do mesmo grupo, 260 funcionários aprovaram o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) em assembleia realizada pela diretora do Sindpd, Loide Belchior.

Rodrigo Lopes, funcionário da Matera, comentou que sente motivação ao receber PLR. "É um percentual bem legal, então inclui mais pessoas e distribui de uma maneira qualitativa".

De acordo com Loide, na mesma reunião foi aprovado por maioria de votos o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que aborda os benefícios extrassalariais. "As negociações aconteceram com muita tranquilidade, visto que temos um ótimo relacionamento e contamos com 60% de associados", concluiu a diretora.

Aprovada por trabalhadores, PLR da DS Processamento Eletrônico de Dados beneficia 40 profissionais de TI

Aprovada por trabalhadores, PLR da DS Processamento Eletrônico de Dados beneficia 40 profissionais de TI
via Sindpd

No dia 6 de setembro, o diretor do Sindpd Edison Alexandre Galli esteve na DS Processamento Eletrônico de Dados para se encontrar com os trabalhadores para debater e aprovar a proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2017.

A renovação da PLR foi direcionada a mais de 40 profissionais de Tecnologia da Informação da empresa paulistana. Shirley de Souza Nogueira, supervisora na DS há 18 anos, explicou a visão dos trabalhadores sobre a PLR. "Foi bom. Nada de novo ou extraordinário", opinou. "Seria muito importante se fosse, de repente, um valor maior. Mas, mediante à crise, você tem que aceitar as normas da empresa", disse.

De acordo com o diretor do Sindpd, a PLR de 2017 foi aprovada, mas garante que, com a atuação do Sindpd, a ideia é de deixar os trabalhadores mais satisfeitos com a iniciativa a cada ano. "A PLR é um benefício que o Sindpd, em sua Convenção Coletiva, garantiu que a categoria fosse, no mínimo, contemplada com a apresentação de uma proposta. A conquista do pagamento da Participação nos Lucros é sempre uma vitória", afirmou Galli.

O pagamento do benefício será realizado em duas parcelas nos dias 8 de novembro de 2017 e 8 de fevereiro de 2018. A comissão de trabalhadores foi composta por Claudio Antonio dos Santos, Marcelo Fontes Martins e Elias Ferreira de Matos Neto.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sindpd e Seprosp divulgam circular em defesa da Convenção Coletiva da categoria

Sindpd e Seprosp divulgam circular em defesa da Convenção Coletiva da categoria
via Sindpd


Nesta segunda-feira, 4, o Sindpd e o Seprosp divulgaram circular esclarecendo que a Convenção Coletiva e os Acordos Coletivos de Trabalho, que têm vigência até o dia 31 de dezembro de 2017, estão acima da Lei nº 13.467/2017, conhecida como Lei da Reforma Trabalhista.

Segundo o coordenador do departamento jurídico do Sindpd, José Eduardo Furlanetto, algumas empresas já têm tentado sobrepor a Lei à Convenção e aos Acordos em questões como jornada de trabalho, formas de contratação, formas de pagamento, remuneração, adicionais, estabilidades, homologação de rescisão de contrato de trabalho, contribuição assistencial, entre outros.

Trabalhador, fique atento aos seus direitos.

Grupo Exbiz firma acordo de Participação nos Lucros com aprovação de funcionários

Grupo Exbiz firma acordo de Participação nos Lucros com aprovação de funcionários
via Sindpd

Os funcionários da Exbiz Telecom Tecnologia e Exbiz Intermediação de Negócios Tecnológicos, empresas que pertencem ao mesmo grupo, aprovaram a renovação do acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados.

Para Nancy Aparecida da Silva, que recebe PLR pelo terceiro ano, o dinheiro extra auxilia os trabalhadores. "É um dinheiro a mais, que não é esperado e acaba ajudando de alguma forma", comentou a funcionária.

Fernanda de Souza Barbosa, Paulo Cesar Dias Chaves, Lucilene Ap. S. de Lilia Silva e Vinicius Vitor Fontes Marino, membros da comissão dos empregados, também participaram da reunião que definiu a proposta do acordo aceito pela maioria em assembleia.

Edison Galli, diretor do Sindpd que mediou as negociações, conta que cerca de 62 profissionais, contabilizando as duas empresas, vão receber o valor do benefício até dia 29 de setembro de 2018. "Esta empresa nos procurou para elaborar o acordo de PLR, e fechamos este acordo com muita tranquilidade", contou.

Cerca de 80 profissionais de TI da Prodam aderem ao Programa de Demissão Voluntária

Cerca de 80 profissionais de TI da Prodam aderem ao Programa de Demissão Voluntária
via Sindpd

O Sindpd, ao longo de seus 33 anos, tem se empenhado para conseguir levar aos profissionais da categoria as melhores condições, como aconteceu com o Programa de Demissão Voluntário (PDV) implantado na Prodam.

O PDV se trata de um acordo entre empregador e empregado para estabelecer o fim do contrato de trabalho, além de ser um instrumento comumente utilizado - tanto pelas empresas particulares quanto pelas estatais-, visando otimização dos custos e racionalização na gestão de pessoas.

Na negociação, que começou em fevereiro e terminou em agosto, ficaram estabelecidos parâmetros que permitiram a adesão de aproximadamente 80 profissionais ao PDV: estar há mais de dez anos trabalhando na Prodam ou ter idade mínima de 45 anos.

De acordo com o diretor do Sindpd Edison Galli, a grande maioria dos profissionais que aderiram à alternativa tem mais de 30 anos de Prodam. "Isso possibilitou uma renovação nos quadros da Prodam. Essa foi uma forma de abrir vagas para novas contratações", esclareceu.

Segundo a diretoria do Sindpd, o Programa aconteceu por se tratar de uma reivindicação antiga dos trabalhadores e também por definir novos termos que tratam principalmente do acesso à assistência médica, que foi prolongada por até cinco anos, o pagamento de 24 parcelas correspondentes a 30% da remuneração mensal, o recebimento de 40% do valor correspondente ao saldo do FGTS para fins rescisórios, entre outros.

Segundo Galli, foi em uma negociação entre a Dipar (Diretoria de Participação), o Sindpd e a diretoria da empresa que todos chegaram a um denominador comum. "A empresa não quis recorrer aos cofres públicos, ou seja, ela está fazendo esse pagamento com verba própria, com aquilo que ela recebe dos serviços que presta", explicou o diretor.

Período de transição

A Prodam é a empresa responsável por processar dados de contribuintes da cidade de São Paulo e responsável pela infraestrutura de telecomunicações e data center dos órgãos públicos municipais há quase 40 anos na cidade, além de dispor de um quadro de profissionais altamente capacitados que atuam na empresa desde o início.

Para que a transição do PDV não afete os antigos e os novos trabalhadores e o andamento das atividades da Prodam, as demissões não acontecerão de uma vez; elas serão realizadas paulatinamente. A previsão é de que até novembro 100% dos que aderiram já estejam cumprindo a medida.

O vice-presidente do Sindpd, João Antonio Nunes, que participou de reunião nesta segunda-feira, 4, com os trabalhadores que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária agradeceu a todos que fizeram da Prodam o que ela é hoje. "O evento promovido pela empresa contou com o apoio das representações, que levaram sua palavra de apoio àqueles que contribuíram tanto para o sucesso da Prodam em todas as áreas de gestão da cidade de São Paulo. Nosso agradecimento a estes companheiros pelos anos de convivência", disse.

Gregory vira ré em ação por trabalho escravo

Gregory vira ré em ação por trabalho escravo
via CSB

A Justiça Federal em São Paulo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Federal e instaurou uma ação penal contra a empresa de moda Gregory, por manter trabalhadores bolivianos em condições análogas a de escravos. Além dos sócios Antonio Matos Duca e Delmira Matos Duca Giovaneli, foram citados como réus outras quatro pessoas responsáveis pelas oficinas de costura usadas pela marca.

De acordo com a ação, em fevereiro e março de 2012, foram resgatados 22 trabalhadores submetidos a condições degradantes, jornadas exaustivas e atividades forçadas, graças à fiscalização realizada por auditores-fiscais do trabalho. A denúncia afirma que os estabelecimentos e oficinas de costura, localizados na região metropolitana de São Paulo, eram contratados por fornecedores diretos da Gregory para produção de roupas da marca, em um sistema de “quarteirização” da produção.

Além das péssimas condições dos alojamentos, que incluíam sujeira, infiltrações, instalações sanitárias precárias e irregularidades na rede elétrica, os costureiros eram submetidos a jornadas de 14 a 17 horas por dia.

Os costureiros recebiam em média R$ 3 por peça e pagavam com sua força de trabalho pelas passagens usadas para virem da Bolívia, em uma situação de servidão por dívida. Além disso, os empregadores limitavam o uso dos salários, coagindo os funcionários a adquirir bens essenciais na oficina. Também controlavam o acesso à comida, mantendo os alimentos em uma dispensa trancada com correntes e cadeados.

A fiscalização flagrou inclusive um bebê, com um mês de vida, que dormia entre os motores de duas máquinas de costura, em um berço improvisado com caixas de papelão. A mãe, que amamentava o filho durante a jornada de trabalho, nada recebeu durante o período que ficou no hospital após o parto e, ao retornar à oficina, voltou a trabalhar imediatamente.

Entre os réus estão os bolivianos Cesar Antonio Morales Cardenas e seu pai Jorge Frumencio Morales Mollericon, que administravam uma oficina na zona norte da capital paulista. A oficina costurava roupas exclusivamente para a Gregory e para a marca Belart, da WS Modas, que pertence ao coreano Won Yong Paek, também denunciado. A WS Modas era contratada como fornecedora direta da Gregory, mas não tinha capacidade técnica para confeccionar o volume de peças encomendadas e, por isso, “quarteirizava” a produção para a oficina de Cesar e Jorge.

Também foi denunciada a empresa de Patricia Su Hyun Ha, contratada como fornecedora da Gregory, e que subcontratava outras três oficinas em São Paulo e Itaquaquecetuba (SP). As condições dos locais de trabalho e moradia – que se confundiam – eram precárias e ameaçavam a saúde e a segurança dos empregados que, trabalhavam cerca de 15 horas por dia.

Patrícia e Won declararam que desconheciam as condições em que as atividades eram prestadas, pois não faziam vistoria nas oficinas contratadas. Para o MPF, isso evidencia que os denunciados assentiam ou, ao menos, aceitavam o risco de tomar serviços de pessoas submetidas a circunstâncias degradantes de trabalho.

Segundo a denúncia, as provas colhidas reforçam a responsabilidade direta da Gregory, por meio do uso de oficinas de costura subcontratadas. Como as oficinas produziam para a Gregory, a varejista foi considerada a real empregadora dos trabalhadores.

Os réus vão responder pelo crime de reduzir os trabalhadores a condição análoga à de escravo. A pena prevista varia de 2 a 8 anos de prisão para cada vítima, além do pagamento de multa

A Gregory informou em comunicado que “repudia toda forma de exploração do trabalho e que seus sócios ainda não tinham conhecimento do recebimento da denúncia na ação penal citada”. A companhia informou que desconhecia o problema e que os fornecedores da marca contratavam outras confecções sem autorização ou conhecimento da companhia.

“Essas questões já haviam sido esclarecidas à Polícia Federal e é com espanto que a empresa recebe a notícia do recebimento da denúncia, através da imprensa, como, infelizmente, virou costume no Brasil”, informou a Gregory em comunicado. A empresa afirmou que aguarda os trâmites do processo e “tem certeza da absolvição de seus sócios”.