sexta-feira, 21 de julho de 2017

“O Senado está servindo às elites brasileiras e ao capital”, diz Neto no programa Repórter Sindical

“O Senado está servindo às elites brasileiras e ao capital”, diz Neto no programa Repórter Sindical
via CSB


Convidado da edição desta quinta-feira (20) do programa Repórter Sindical, da TV Agência Sindical, o presidente da CSB, Antonio Neto, voltou a criticar a aprovação da reforma trabalhista no Congresso Nacional e a sanção pelo presidente Michel Temer. Para Neto, o Senado “abriu mão de legislar” quando chancelou o texto do PLC 38 aprovado na Câmara dos Deputados. “O Senado está servindo às elites brasileiras e ao capital”, afirmou o dirigente sobre a atitude da maioria dos parlamentares em retirar direitos da classe trabalhadora.

Apresentado por João Franzin, o Repórter Sindical tem como tema neste mês de julho a pauta “Sindicalismo e formação”, questão que sempre teve muita importância na construção ideológica da CSB. O programa, transmitido ao vivo pela internet, contou com a participação dos internautas, que enviaram perguntas ao presidente da CSB.

Numa delas, sobre a inovação no sindicalismo, Antonio Neto respondeu que, nos últimos anos, o movimento sindical parou de estimular a formação. Segundo ele, a representação dos trabalhadores se fortalece com a capacitação dos dirigentes. “A nossa ideia é dar base ideológica baseada no trabalhismo para fazer [o sindicalista] ver a história e assumi-la”, disse o presidente. Neto afirmou ainda que o dirigente “precisa saber de que lado do balcão ele está”, em referência à defesa dos interesses dos trabalhadores.

Durante a entrevista, João Franzin destacou a nota emitida pela CSB sobre a decisão da Entidade de não participar da reunião das centrais com o presidente Michel Temer sobre a Medida Provisória que será editada para alterar pontos da reforma (leia aqui). Neto afirmou que a decisão da Central foi pautada na falta de compromisso do governo federal em cumprir acordos feitos com os senadores e no teor da MP proposta pelo Executivo.

“Aí editam uma MP para debater o imposto sindical. Isso não é o importante para nós, e sim o direto dos trabalhadores. Querem fazer uma MP sobre o trabalho intermitente, que é pior [do que a atual]. Nos atraem para discutir custeio, mas outras questões ruins serão mudadas. Por isso decidimos não ir”, explicou o presidente.

Trabalho e engajamento

Para discutir estratégias e ações da CSB em relação à Lei 13.467/2017, da reforma trabalhista, a Entidade realizará no final de julho um seminário com juristas e personalidades do Direito. “A reforma está eivada de contrariedades. Vamos ter garra para ir para cima deles, seja na Justiça, seja na organização dos trabalhadores”, reiterou Antonio Neto.

Dentro da iniciativa de formação e ampliação dos quadros, o presidente da CSB também destacou a realização dos congressos estaduais da Central. Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Goiás já receberam os encontros. Mais três congressos estão confirmados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Neto também respondeu a uma pergunta sobre sua desfiliação do PMDB, afirmando que as condições políticas, econômicas e sociais “estão em sentido contrário ao que foi o PMDB, que teve papel fundamental nas questões democráticas e sindicais”.

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