quarta-feira, 26 de julho de 2017

Presidente Antonio Neto orienta trabalhadores sobre as mudanças trazidas pela reforma trabalhista

Presidente Antonio Neto orienta trabalhadores sobre as mudanças trazidas pela reforma trabalhista
via Sindpd

Nesta terça-feira, 25, a CSB divulgou, em sua página oficial do Facebook, o primeiro vídeo de uma série que irá debater as mudanças trazidas pela reforma trabalhista. A cada semana, o presidente Antonio Neto irá tratar, de maneira resumida, os pontos do projeto.

A iniciativa visa informar os trabalhadores, esclarecer dúvidas a respeito da alteração das leis trabalhistas e orientá-los para que os direitos já conquistados sejam mantidos. Com a ação, a CSB pretende ampliar a força da classe trabalhadora junto às representações sindicais.

No vídeo, o presidente do Sindpd apresenta uma das maneiras mais eficazes de resistir aos retrocessos - procurar o Sindicato. Para não sucumbir à pressão dos patrões em casos onde sairá lesado, é essencial que o empregado procure a entidade que o representa e comunique a situação.

Assista abaixo o vídeo na íntegra e veja como se proteger. Compartilhe com seus amigos e colegas.


Adesão ao PDV do governo federal será baixa, dizem líderes sindicais

Adesão ao PDV do governo federal será baixa, dizem líderes sindicais
via CSB

Entre líderes sindicais e de federações de servidores, o anúncio do programa de desligamento voluntário (PDV) anunciado pelo governo federal causou um misto de surpresa e desapontamento. Há um consenso entre eles que adesão será baixa, pois classificam a proposta como pouco vantajosa financeiramente, principalmente diante de um quadro de desemprego recorde e falta de perspectivas de retomada consistente da economia em curto e médio prazo.

Como forma de atrair interessados, benefícios estão sendo estudados. O governo vai permitir que os funcionários públicos que optarem por uma jornada reduzida, com corte proporcional nos salários, tenham outro emprego no setor privado.

Davi Lobão, membro da executiva nacional da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e representante do Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica Profissional e Tecnológica (Sinasefe) na CSP-Conlutas lembra que a experiência no PDV promovido pelo governo FHC, nos anos 1990, deixou consequências dramáticas entre quem aderiu:

– Momentaneamente pode parecer um bom negócio acessar esse dinheiro, entre a minoria que aderiu e usou o dinheiro para abrir o próprio negócio quase todos faliram. Houve casos de suicídio. Estamos orientando a não aderir ao PDV.

Lobão classifica o plano anunciado ontem como um “bombom envenenado”, que chega num momento oportuno para o governo, pois muitas famílias estão com integrantes desempregados, precisando se livrar de dívidas e voltar ao mercado, no caso podendo usar o dinheiro do PDV para abrir negócio próprio:

– O governo joga com o fato de muitos estarem em crise em familiar. Quem tem familiares desempregados pode ver uma oportunidade de tirar eles do bicos. Mas acontece que é muito difícil uma empresa vingar nesse país, ainda mais em tempos de crise.

Em todo o Brasil há 67 mil professores e técnicos administrativos servidores federais. Segundo Lobão, 70% são professores.

Cláudio Damasceno, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), entende que o governo federal tem “formas mais eficientes de equacionar o problema orçamentário do que com o PDV”. Apesar de acreditar que não haverá adesão dos servidores da categoria, ele diz que uma adesão consistente pioraria ainda mais o quadro, que já é deficitário.

– Hoje somos 9,7 mil auditores na ativa, não temos novo concurso público desde 2014 e, em média, 600 se aposentam por ano, número que tende a aumentar com essa combinação de fatores. No entanto, a adesão deve ser baixa porque não há uma tradição entre a categoria de aderir a esse tipo de programa. Basicamente só perdemos servidores para a aposentadoria e outros concursos públicos – diz Damasceno.

Já policiais federais acreditam que não devem entrar no decreto, que ainda deve ser publicado, por prestarem serviço de estado, ou seja, que não pode ser terceirizado a estados e municípios ou privatizado. E mesmo que entrassem, Flávio Werneck, vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, que representa os 15 mil profissionais do ramo, acredita que adesão será “baixíssima, pois não há vantagem financeira nessa proposta”.

– Em menos de dois anos, o mesmo dinheiro que o servidor que aderir ao PDV ganharia, pode ser conquistado trabalhando, mantendo sua aposentadoria e outros benefícios. Não é atrativo para os policiais – diz Werneck.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Mais de 200 mil empregadores devem FGTS para 8 milhões de trabalhadores

Mais de 200 mil empregadores devem FGTS para 8 milhões de trabalhadores
via CSB

Mais de 200 mil empregadores têm pendências com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), segundo informações da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A dívida total soma o montante de R$ 24,7 bilhões, afetando mais de 8 milhões de trabalhadores.

O número leva em conta todos os devedores do FGTS, tanto os que ainda podem ser cobrados quanto os que tiveram a exigibilidade suspensa por algum motivo. Considerando as entidades que possuem dívidas exigíveis, o total de devedores é de mais de 187 mil. Desse montante, 307 são órgãos de administração pública, como prefeituras.

Muitos trabalhadores só descobriram que seus empregadores não depositaram o dinheiro do fundo quando tentaram sacar o FGTS de contas inativas. A lista de devedores é pública e pode ser acessada neste link da PGFN. Se tiver depósitos a receber, o trabalhador pode tentar reaver o dinheiro.

Segundo levantamento feito pelo G1 com dados da PGFN, as 20 empresas com as dívidas mais altas somam cerca de 8% do valor total atrasado que é devido ao FGTS, com quase R$ 2 bilhões. Entre elas, pelo menos 10 estão falidas. Algumas estão em recuperação judicial.

Na lista das 20 maiores dívidas, a maior é a da Varig, com R$ 643 milhões em atraso, seguida pela Vasp, com R$ 149 milhões pendentes. Há ainda um órgão público na lista dos 20 maiores devedores: o município de Itabuna (BA).

As 20 maiores dívidas com o FGTS


EmpresaDívida com o FGTS
VarigR$ 643 milhões
VaspR$ 149 milhões
Associação Sociedade Brasileira de Instrução (Asbi)R$ 120 milhões
Sociedade Universitária Gama FilhoR$ 100 milhões
TV MancheteR$ 97 milhões
EletropauloR$ 89 milhões
Laginha Agro IndustrialR$ 89 milhões
SMAR Equipamentos IndustriaisR$ 74 milhões
Associação Superior de Ensino Nova IguaçuR$ 73 milhões
Teka Tecelagem KuehnrichR$ 66 milhões
Associação Educacional São Paulo Apostolo (ASSESPA)R$ 60 milhões
Bloch EditoresR$ 58 milhões
Zihuatanejo do Brasil Açúcar e ÁlcoolR$ 56 milhões
Jornal do BrasilR$ 49 milhões
Associação Itaquerense de EnsinoR$ 47 milhões
Gazeta MercantilR$ 47 milhões
Ebid Editora Páginas AmarelasR$ 46 milhões
Município de Itabuna (BA)R$ 42 milhões
Rádio Difusora São PauloR$ 40 milhões
SA Leão Irmãos Açúcar e ÁlcoolR$ 40 milhões
TOTALR$ 1,99 bilhão

Outro lado

A Eletropaulo consta como a sétima maior dívida da lista, com R$ 86,6 milhões. A AES Eletropaulo informou em nota que “não possui pendências relativas ao FGTS e está em dia com suas certificações de regularidade”. “O valor citado pela PGFN pode ser referir a uma ação, ainda em andamento, de suposto débito do fundo, relativo ao período de 1993 a 1998, em que a empresa de energia era estatal.”

A prefeitura de Itabuna enviou nota dizendo que a quitação da dívida dentro das regras exigidas pela Caixa Econômica Federal inviabilizaria as atividades do governo. O órgão diz que, em fevereiro, foi informado pela Caixa que a gestão anterior suspendeu um parcelamento da dívida, assumida em 2013. A prefeitura diz que tentou recuperar o parcelamento, mas teria sido informada pela Caixa que não há amparo legal para isso, pois o número máximo de prestações permitido passou de 180 para 60.

“Estamos ainda negociando junto àquela instituição a regularização dos débitos de forma que seja possível o cumprimento de um futuro acordo para a adimplência do FGTS”, diz a prefeitura em nota. O G1 não conseguiu retorno das outras empresas presentes na lista das 20 maiores devedoras do FGTS.

Jovens preferem emprego com a carteira assinada

Jovens preferem emprego com a carteira assinada
via CSB

Após perder o emprego com carteira assinada em 2015, Lucas Veríssimo, na época com 20 anos, decidiu montar uma loja virtual e vender roupas e acessórios por um aplicativo de celular. “Procurei diversos meios de faturamento e a venda virtual foi o setor que eu mais me identifiquei naquele momento”, lembra Veríssimo, hoje com 22 anos.

Mas a instabilidade econômica vivida pelo país e as incertezas sobre o futuro fizeram com que o jovem voltasse a optar pela carteira assinada dois anos depois, já em meio ao processo de aprovação da reforma trabalhista. Há três meses ele trabalha como técnico audiovisual em uma faculdade em São Bernardo do Campo (ABC). “Ter registro na carteira profissional me trouxe segurança, pois garante os benefícios previstos na lei”, afirma.

Veríssimo não está sozinho. Um estudo realizado em abril pela consultoria Signium, em parceria com a empresa PiniOn, especializada em pesquisa virtual, com 600 jovens entre 18 e 25 anos, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mostra que a metade dos entrevistados prefere a segurança da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Quando questionados sobre qual o melhor modelo de trabalho para os próximos dez anos, 50% disseram acreditar que a CLT brasileira é mais adequada. Já 34% preferem as regras americanas, onde há maior flexibilidade, e 17% não acham nenhum dos dois modelos adequados.

Satisfação

Outro ponto da pesquisa que chama a atenção diz respeito sobre a satisfação dos jovens. Cerca de 54% dos paulistas de 18 a 25 anos se veem trabalhando por sete ou mais anos na mesma empresa. Desse total, 59% sonham com o crescimento na carreira. A remuneração fica em segundo lugar, com 50%. “Havendo satisfação pessoal, o retorno financeiro virá”, acredita Veríssimo.

Primeiro registro é comemorado

Jailton Silvino, 20 anos, começou a trabalhar aos 17 na lavoura, em Boquira, interior da Bahia, mas nunca teve carteira de trabalho. No começo deste mês, partiu sozinho para São Paulo e já conseguiu emprego na construção civil. Para assegurar a vaga, foi até o Poupatempo da Sé (região central) para tirar carteira de trabalho. “Agora posso realizar meu sonho de ter um emprego registrado”, diz.

Dulane Sartori, 18 anos, também foi emitir o documento. Morador da Vila Diva (zona leste), ele ainda espera conquistar o primeiro emprego. “Agora será possível comprovar minha futura experiência profissional”, disse, ao pegar o documento.

O número de carteiras emitidas em São Paulo em 2017. Foram 490 mil emissões no primeiro semestre deste ano, contra 550 mil no mesmo período de 2016.

Estabilidade e direitos são atrativos

 Jovens entre 18 e 25 anos têm optado pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) devido às garantias previstas no chamado regime celetista, segundo a coordenadora de operações da PiniOn, Talita Castro. “Eles buscam a estabilidade e a segurança que um autônomo já não encontra com tanta facilidade”.

De acordo com o Ministério do Trabalho, com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mais de 690 mil jovens nessa faixa etária foram admitidos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano no Estado de São Paulo.

“O mercado de trabalho para esse grupo está reaquecendo e as oportunidades de emprego estão surgindo”, afirma o coordenador do departamento e identificação e registro profissional no Ministério do Trabalho, Sérgio Barreto.

Funcionários da Green Park recebem PLR pelo terceiro ano consecutivo

Funcionários da Green Park recebem PLR pelo terceiro ano consecutivo
via Sindpd

A apresentação da proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados é obrigatória para as empresas de TI de São Paulo. De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho do Sindpd, documento que determina os deveres e garante os direitos da categoria, as companhias que já oferecem o benefício devem renová-lo periodicamente.

No caso da Green Park Content, a PLR já é oferecida há 3 anos. "É importante ter um Sindicato forte para que as cláusulas da CCT sejam cumpridas. Mais um acordo de PLR fechado representa um número cada vez maior de trabalhadores satisfeitos", analisou Sue Ellen Naka.

No último dia 13 de julho, a diretora do Sindpd se reuniu com representantes da empresa para debater os termos da renovação. Realizada na sede do Sindicato, a reunião garantiu a PLR para o ano de 2017. Serão 4 funcionários beneficiados com o pagamento, agendado para abril de 2018.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Na cidade de Holambra, profissionais de tecnologia da informação recebem PLR

Na cidade de Holambra, profissionais de tecnologia da informação recebem PLR
via Sindpd

A diretora do Sindpd Loide Belchior esteve nas empresas Smarttech Serviços de Testes e Simulações e Smarttech Tecnologia Serviços e Sistemas, que pertencem ao mesmo grupo, para mediar a assembleia do acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados.

Durante o encontro, a proposta oferecida pelo grupo empresarial foi aprovada pela maioria dos votos. Os funcionários vão receber o valor da PLR em duas parcelas, sendo 30 de setembro de 2017 e 30 de março de 2018.

De acordo com Loide, cerca de 40 trabalhadores serão beneficiados com a renovação do programa para 2017. "Embora nossa Convenção Coletiva de Trabalho determine que as empresas de tecnologia da informação apresentem a proposta de PLR, muitas não cumprem, e é papel do Sindpd estar em cima para que todos os trabalhadores sejam beneficiados. O acordo na Smarttech foi tranquilo e os trabalhadores ficaram muito satisfeitos", afirmou a diretora.

Usuário do Tinder cria perfil falso com foto de secretário de governo no ES

Usuário do Tinder cria perfil falso com foto de secretário de governo no ES
via G1

O secretário de Estado de Controle e Transparência Eugênio Ricas vai registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil após um usuário do Tinder criar um perfil falso no aplicativo de relacionamento com a foto dele.

Ricas foi informado que um homem estava usando uma imagem dele no aplicativo, após uma denúncia de uma ouvinte da CBN. A mulher, que pediu para não ser identificada, contou que ficou surpresa quando viu a foto do secretário. O usuário, identificado como Paulo, usou uma foto de Ricas publicada em um jornal.

O secretário, que também é delegado da Polícia Federal, disse que ficou indignado e que vai procurar a Polícia Civil ainda nesta segunda-feira (24). "O que eu vou fazer é oficiar hoje a Polícia Civil. Na minha visão, há um crime sendo praticado. No mínimo, de falsa identidade. Talvez até de falsidade ideológica. Isso vai ficar a cargo do delegado definir. Mas há um crime e as consequências podem ser sérias", afirma.

Ricas orienta a todos que forem vítimas de um crime eletrônico, como ele, para procurar a Polícia. Ele alerta que essas práticas podem afetar a vida pessoal e profissional de um cidadão. "A pessoa utiliza a minha fotografia e a gente não sabe o que essa pessoa está conversando nas redes sociais. Podem ser conversas das mais variadas possíveis. Isso pode gerar consequências para a vida pessoal e profissional e, por isso, precisa ser combatido", alerta.

Pelo crime de falsa identidade, o usuário pode pegar pena de até um ano de prisão. Caso também seja constatada falsidade ideológica, a pena pode chegar a cinco anos de cadeia.

Tinder

Por nota, a assessoria de imprensa do Tinder no Brasil informou que sempre coopera com as autoridades, caso seja diretamente contatada.

A empresa afirmou que o aplicativo se tornou uma das maiores plataformas sociais no mundo, responsável por 20 bilhões de conexões em poucos anos e, por isso, não está imune a esses casos de pessoas mal-intencionadas, que, segundo a empresa, representam uma porcentagem minúscula dos usuários.

O aplicativo informou que encoraja os internautas a denunciar e bloquear usuários que estejam cometendo crimes na plataforma.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Acordo Coletivo de Trabalho para banco de horas é regulamentado na DBA Online Informática

Acordo Coletivo de Trabalho para banco de horas é regulamentado na DBA Online Informática
via Sindpd

O diretor do Sindpd em Araraquara Daniel Forini esteve na DBA Online Informática mediando a assembleia do Acordo Coletivo de Trabalho para banco de horas. Segundo Forini, a proposta prevê que os funcionários compensem seus horários negativos e positivos quadrimestralmente. O programa, que já existia na empresa, foi regulamentado pelo Sindpd e aprovado pela maioria durante a votação. A proposta segue em vigência de 01/07/2017 a 31/01/2018.

Para Naryane Dorta Françoso, o sistema de compensação do banco de horas tem sido bom para os empregados. "Achei muito interessante. Já existia o banco de horas, mas na verdade ele não estava definido os prazos certinhos. Foi muito importante a definição, o período, explicar certinho como funciona para os funcionários", comentou a funcionária e sócia do Sindpd.

"No acordo foi estabelecido a data início e fim do quadrimestre, inclusive o dia para o acerto do banco. Esse processo confere uma maior transparência para os trabalhadores", afirma o diretor do Sindpd Daniel Forini.

Profissionais de TI da Ambplan validam PLR de 2017

Profissionais de TI da Ambplan validam PLR de 2017
via Sindpd

No dia 13 de julho a diretora do Sindpd Loide Mara Belchior esteve com trabalhadores de TI da Ambplan Sistemas, em São João da Boa Vista, para realizar a assembleia de aprovação do acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) do ano de 2017. A proposta foi aprovada por unanimidade. A assembleia contou com a participação de profissionais da matriz localizada em Jundiaí por videoconferência, metodologia adotada para que haja a maior interação possível da categoria.

A coordenadora Ellen Brassaroto Aleixo, que está há cinco anos na Ambplan, contou que não foi a primeira vez que participou de uma assembleia. "Participei da implantação da PLR, inclusive. Estamos no terceiro ano de PLR, o primeiro foi em 2015", revelou.

O processo de aprovação da Participação nos Lucros acontece de uma forma transparente e garante o reconhecimento pelo trabalho dos profissionais. "Nossa PLR ainda não está atrelada a metas e acaba sendo um bônus para o colaborador, porque sem esforço nenhum, ele vai, independentemente do resultado, receber. Está garantido", conclui a coordenadora.

Este ano, por conta de mudanças políticas que o País tem enfrentado, a diretora do Sindpd, além de explicar a importância do Sindicato, debateu pontos da reforma trabalhista sancionada pelo presidente Michel Temer. "Foi interessante. Quando o Sindpd vem para fazer a assembleia, eles explicam bastante a função do Sindicato, e é bom porque o colaborador já recebe da fonte as informações de qual é o papel do Sindicato", afirma Ellen. "Esse ano, em particular, a diretora trouxe informações sobre a reforma também. Então foi uma reunião produtiva e o pessoal gostou".

Serão favorecidos 12 trabalhadores com pagamento da PLR em duas parcelas, sendo a primeira em 5 de outubro de 2017 e a segunda em 5 de abril de 2018.

“O Senado está servindo às elites brasileiras e ao capital”, diz Neto no programa Repórter Sindical

“O Senado está servindo às elites brasileiras e ao capital”, diz Neto no programa Repórter Sindical
via CSB


Convidado da edição desta quinta-feira (20) do programa Repórter Sindical, da TV Agência Sindical, o presidente da CSB, Antonio Neto, voltou a criticar a aprovação da reforma trabalhista no Congresso Nacional e a sanção pelo presidente Michel Temer. Para Neto, o Senado “abriu mão de legislar” quando chancelou o texto do PLC 38 aprovado na Câmara dos Deputados. “O Senado está servindo às elites brasileiras e ao capital”, afirmou o dirigente sobre a atitude da maioria dos parlamentares em retirar direitos da classe trabalhadora.

Apresentado por João Franzin, o Repórter Sindical tem como tema neste mês de julho a pauta “Sindicalismo e formação”, questão que sempre teve muita importância na construção ideológica da CSB. O programa, transmitido ao vivo pela internet, contou com a participação dos internautas, que enviaram perguntas ao presidente da CSB.

Numa delas, sobre a inovação no sindicalismo, Antonio Neto respondeu que, nos últimos anos, o movimento sindical parou de estimular a formação. Segundo ele, a representação dos trabalhadores se fortalece com a capacitação dos dirigentes. “A nossa ideia é dar base ideológica baseada no trabalhismo para fazer [o sindicalista] ver a história e assumi-la”, disse o presidente. Neto afirmou ainda que o dirigente “precisa saber de que lado do balcão ele está”, em referência à defesa dos interesses dos trabalhadores.

Durante a entrevista, João Franzin destacou a nota emitida pela CSB sobre a decisão da Entidade de não participar da reunião das centrais com o presidente Michel Temer sobre a Medida Provisória que será editada para alterar pontos da reforma (leia aqui). Neto afirmou que a decisão da Central foi pautada na falta de compromisso do governo federal em cumprir acordos feitos com os senadores e no teor da MP proposta pelo Executivo.

“Aí editam uma MP para debater o imposto sindical. Isso não é o importante para nós, e sim o direto dos trabalhadores. Querem fazer uma MP sobre o trabalho intermitente, que é pior [do que a atual]. Nos atraem para discutir custeio, mas outras questões ruins serão mudadas. Por isso decidimos não ir”, explicou o presidente.

Trabalho e engajamento

Para discutir estratégias e ações da CSB em relação à Lei 13.467/2017, da reforma trabalhista, a Entidade realizará no final de julho um seminário com juristas e personalidades do Direito. “A reforma está eivada de contrariedades. Vamos ter garra para ir para cima deles, seja na Justiça, seja na organização dos trabalhadores”, reiterou Antonio Neto.

Dentro da iniciativa de formação e ampliação dos quadros, o presidente da CSB também destacou a realização dos congressos estaduais da Central. Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Goiás já receberam os encontros. Mais três congressos estão confirmados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Neto também respondeu a uma pergunta sobre sua desfiliação do PMDB, afirmando que as condições políticas, econômicas e sociais “estão em sentido contrário ao que foi o PMDB, que teve papel fundamental nas questões democráticas e sindicais”.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Relator do Refis é sócio de empresas que devem R$ 51 milhões

Relator do Refis é sócio de empresas que devem R$ 51 milhões
via CSB

Responsável por alterar novamente o Refis com a inclusão de um perdão de até 99% das multas e dos juros das dívidas com a União, o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) deve à União R$ 51 milhões. As planilhas da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) obtidas pelo ‘Estadão/Broadcast’ mostram que ele figura como presidente da Companhia Siderúrgica Pitangui, que detém dívida ativa de R$ 48,7 milhões com a União. O restante se trata de uma dívida de R$ 2,3 milhões da NC Participações e Consultoria, da qual o deputado seria diretor.

O órgão de cobrança não informa quanto dessa dívida equivale a multas e juros pelo não pagamento. Por isso, não é possível calcular o tamanho do benefício que o próprio deputado receberia, caso o Refis seja aprovado no Congresso na forma do seu parecer.

Reconduzido ao posto de relator do Refis, após ter alterado completamente a primeira proposta enviada pelo governo ao Congresso, Cardoso Jr. voltou a incluir condições mais vantajosas para as empresas.

O parecer dele, aprovado na semana passada pela comissão mista da Medida Provisória (MP) 783, também estendeu os descontos – que antes valiam apenas para contribuintes com débitos de até R$ 15 milhões – para firmas com dívidas de até R$ 150 milhões.

Para entrar no programa, todos pagam 20% da dívida ainda este ano, exceto essas empresas com dívida de até R$ 150 milhões, que pagarão 2,5%. O saldo restante pode ser liquidado de várias formas. Os que pagarem tudo que falta em janeiro de 2018, ganham 99% de desconto nos juros e multas. Outra opção é fazer parcelamentos a perder de vista, mas nesses casos os abatimentos em multas e juros diminuem um pouco: 90% para o parcelamento em 145 meses e 85% para 175 meses.

Cardoso Jr. também reduziu o valor da entrada, parte da dívida sobre a qual não incide o desconto de juros e multas e que precisa ser pago em cinco parcelas, em espécie. O governo enviou a MP com exigindo que 7,5% da dívida fossem pagos na entrada. O relator diminuiu essa parcela para 2,5%. Com essas modificações, a arrecadação prevista para 2017 com o Refis cai de R$ 13,3 bilhões para R$ 420 milhões.

Causa própria

Para o diretor executivo do instituto Transparência Brasil, Manoel Galdino, a concessão de benesses tributárias para os devedores da União justamente em meio à atual crise fiscal é absurda. “O que estamos vendo são os parlamentares legislando em causa própria. O regimento da Câmara não proíbe, mas um deputado com dívidas ativas com a União relatar a proposta viola a ética e chega a ser indecoroso”, avalia. “E a adoção consecutiva de programas de Refis penaliza os contribuintes que honram suas obrigações em dia.”

Relator

Cardoso Jr. não quis dar entrevista ao Estadão/Broadcast, mas respondeu, por meio de sua assessoria, que todas as dívidas em aberto das empresas ligadas a ele estão sendo questionadas na Justiça. “Não sou devedor. Todos os débitos estão sendo questionados na Justiça. Minha atividade parlamentar não se confunde com a empresarial. Esclareço que fechamos um texto que atende às necessidades da sociedade, acima de qualquer interesse particular ou corporativo”, rebateu.

O deputado alegou que o novo Refis vai permitir a regularização fiscal de milhares de pessoas físicas e jurídicas. “O texto aprovado vai possibilitar a retomada do desenvolvimento do País, que enfrenta uma grave crise econômica, com 15 milhões de desempregados”, acrescentou. “Estamos prestando um grande serviço à Nação.”

Neto debate formação sindical em TV online e ao vivo nesta quinta-feira (20), às 20h

Neto debate formação sindical em TV online e ao vivo nesta quinta-feira (20), às 20h
via CSB

O presidente da CSB, Antonio Neto, é convidado especial desta quinta-feira (20) no programa Repórter Sindical na Web, da TV Agência Sindical. O tema do dia será formação sindical. A transmissão ao vivo será feita via site da TV, às 20h.

O bate-papo com o presidente da Central faz parte de uma série sobre a temática, cujo objetivo é entender os desafios de qualificar os dirigentes para as tarefas de representação classista.

No entendimento de Neto, a formação sindical é primordial, principalmente em período de intensa crise política. “Estamos atravessando momentos difíceis. A qualificação de qualidade sempre foi obrigatória, mas agora se tornou vital na luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores”, analisa.

É possível enviar perguntas pelo e-mail tv@agenciasindical.com.br ou WhatsApp (11) 94270-9363.

O Repórter Sindical na Web é veiculado aos sábados na TV Guarulhos, Canal 3 da NET; às terças, em Brasília, e na TVComDF, Canal 12 da NET. A entrevista também estará disponível em breve no canal do Youtube da TV.

Em nota, CSB comunica que não irá a encontro com Temer

Em nota, CSB comunica que não irá a encontro com Temer
via CSB

Em nota oficial divulgada na manhã desta quinta-feira (20), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) comunicou que não participará do encontro das centrais sindicais com o presidente da República, Michel Temer. Além da CSB, CUT e Nova Central Sindical também não participarão da reunião.

De acordo com a CSB, “O governo federal patrocinou o maior desmantelamento da estrutura de proteção aos direitos trabalhistas da história. A negociação coletiva foi desestruturada e enfraquecida com a liberação de “acordos” individuais, fato que jogará o País num processo de instabilidade jurídica e de criação de passivos trabalhistas gigantescos”.

“A Medida Provisória em debate com o governo federal visa, exclusivamente, sanar as lacunas restantes para ampliar a exploração e a implementação imediata da supressão dos direitos trabalhistas, atendendo apenas ao patronato que não ficou satisfeito com a redução dos direitos implantada pela Lei 13.467”, afirma Antonio Neto, presidente da CSB.

“Não há uma única vírgula em benefício dos trabalhadores e do movimento sindical, pelo contrário, aprofunda ainda mais as barreiras para a manutenção econômica das entidades, enfraquece a negociação coletiva, além de praticamente extinguir as categorias diferenciadas e autônomas”.  Neto ressaltou ainda os recentes processos fracassados de negociação com o atual governo. “Por outro lado, cabe salientar que nenhuma das negociações ou compromissos firmados com o governo foram cumpridos, algo que se tornou corriqueiro com relação ao Executivo, tornando, portanto, inócuo qualquer diálogo com os atores envolvidos.”

Para a CSB, com a retomada dos esforços para implementar a reforma previdenciária, que cortará ainda mais direitos dos trabalhadores, não há outro caminho para o movimento sindical senão a resistência e a mobilização popular, inclusive intensificando a pressão nos parlamentares, para barrar essas medidas que causarão mais desemprego, menos direitos e a ampliação generalizada da miséria.

Leia a íntegra da nota:

Nota oficial da CSB sobre o encontro com o presidente da República

O governo federal patrocinou o maior desmantelamento da estrutura de proteção aos direitos trabalhistas da história. A negociação coletiva foi desestruturada e enfraquecida com a liberação de “acordos” individuais, fato que jogará o País num processo de instabilidade jurídica e de criação de passivos trabalhistas gigantescos.

A Medida Provisória em debate com o governo federal visa, exclusivamente, sanar as lacunas restantes para ampliar a exploração e a implementação imediata da supressão dos direitos trabalhistas, atendendo apenas ao patronato que não ficou satisfeito com a redução dos direitos implantada pela Lei 13.467.

Não há uma única vírgula em benefício dos trabalhadores e do movimento sindical, pelo contrário, aprofunda ainda mais as barreiras para a manutenção econômica das entidades, enfraquece a negociação coletiva, além de praticamente extinguir as categorias diferenciadas e autônomas.

Por outro lado, cabe salientar que nenhuma das negociações ou compromissos firmados com o governo foram cumpridos, algo que se tornou corriqueiro com relação ao Executivo, tornando, portanto, inócuo qualquer diálogo com os atores envolvidos.

Com a retomada dos esforços para implementar a reforma previdenciária, que cortará ainda mais direitos dos trabalhadores, não há outro caminho para o movimento sindical senão a resistência e a mobilização popular, inclusive intensificando a pressão nos parlamentares para barrar essas medidas que causarão mais desemprego, menos direitos e a ampliação generalizada da miséria.

Central dos Sindicatos Brasileiros

Participação nos Lucros garante qualidade de vida para profissionais de TI da Programarte Consultoria

Participação nos Lucros garante qualidade de vida para profissionais de TI da Programarte Consultoria
via Sindpd

Os diretores do Sindpd Loide Belchior e Abaitaguara do Amaral Gonçalves estiveram na Programarte Consultoria e Desenvolvimento de Software mediando a assembleia do acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados para o ano de 2017. De acordo com Loide, a renovação do programa foi aprovada por unanimidade.

Ao falar do PLR, Leandro Pereira Leme comemorou o recebimento do benefício. "Motiva porque podemos contar com isso. Aqui na empresa podemos receber até duas vezes no ano. A gente pode pensar em comprar alguma coisa para a família, viajar, dá para fazer várias coisas. Motiva a gente a sempre buscar essa PLR", contou o funcionário.

A proposta prevê quatro pagamentos, sendo 16 de agosto e 16 de outubro de 2017, os demais em 15 de fevereiro e 15 abril de 2018. Loide ressaltou que na ocasião a empresa ainda colocou em votação o acordo que se refere à compensação dos feriados prolongados e as emendas. "Esses acordos, sem dúvida, geram mais qualidade de vida para a categoria", afirmou Loide.

'O Sindpd é o melhor Sindicato que eu já vi na minha vida', afirma associada Thais Barreto

'O Sindpd é o melhor Sindicato que eu já vi na minha vida', afirma associada Thais Barreto
via Sindpd

No último dia 18 de julho, trabalhadores da Cadmus Consultoria em Informática renovaram, durante assembleia realizada na sede da empresa, o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) referente ao ponto eletrônico.

O ACT engloba o período de 8 de junho de 2017 a 7 de junho de 2018. "A renovação do acordo se realiza todos os anos de forma tranquila e satisfatória", analisou o diretor do Sindpd Edison Alexandre Galli. Serão beneficiados pelo acordo de ponto eletrônico 105 funcionários.

A associada do Sindpd Thais Alessandra Barreto Silva, assistente administrativa há 2 anos e 9 meses na Cadmus, falou sobre a importância do acordo para os trabalhadores. "Eu acho que beneficia porque a gente não perde tanto tempo tendo que assinar a planilha e também tem um controle melhor sobre as horas extras", afirma.

Ela conta que o que ajuda muito os trabalhadores na conferência das horas é o acesso a planilhas de horas online. "Isso faz com que a empresa não tenha que imprimir nada para a gente verificar, afinal nos passa a confiança de que a empresa vai pagar tudo certinho", contou.

Sobre a atuação do Sindpd e sua experiência pessoal, Thais analisou o trabalho realizado pela representação da categoria. "O Sindpd é o melhor Sindicato que já vi na minha vida porque não é aquele Sindicato que apenas fala que apoia os trabalhadores; o Sindpd realmente apoia e estão sempre presentes em todas as partes. E nos acordos veem o que é bom para o funcionário. Então é um Sindicato ótimo", elogiou.

Histórico de conquistas

Os profissionais de Tecnologia da Informação da Cadmus também aprovaram, em junho deste ano, o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) referente ao ano de 2017.

'É importante [o Sindpd] ter essa preocupação com a nossa segurança', afirma Tabatha Fernandes sobre o controle de ponto

'É importante [o Sindpd] ter essa preocupação com a nossa segurança', afirma Tabatha Fernandes sobre o controle de ponto
via Sindpd

Em São Caetano do Sul, 134 profissionais de TI garantiram a renovação do acordo que determina o controle das horas trabalhadas por meio do ponto eletrônico. Os funcionários da Amacay aprovaram a decisão em uma assembleia realizada dia 19 de julho na sede da empresa.

Esse tipo de acordo não é novidade para a categoria. Porém, para que tenha validade legal, a renovação deve ser realizada periodicamente e precisa contar com a anuência do Sindicato. O documento assinado na última quarta-feira, 19, diz respeito ao período de 08/06/2017 a 07/06/2018.

O controle de horas por ponto eletrônico traz maior segurança aos trabalhadores, segundo Tabatha Nascimento Fernandes. Há um 1 ano e 9 meses atuando na área de recrutamento e seleção da Amancay, a funcionária acredita que o registro formal do expediente é fundamental. "É essencial ter a validação e o registro, tudo certinho e com alguém para monitorar. Isso traz maior segurança tanto para a empresa, quanto para o colaborador", analisa.

Em junho, 127 funcionários já haviam sido beneficiados com o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados. Em relação aos direitos dos profissionais de TI, Tabatha elogia a atuação do Sindicato. "É importante [o Sindpd] ter essa preocupação com a nossa segurança. Sobre os outros benefícios, apresentar a PLR é interessante, já que assim lucramos junto com a empresa", completou.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Reforma oficializa fraude, diz procurador-geral do Trabalho

Reforma oficializa fraude, diz procurador-geral do Trabalho
via CSB

A reforma trabalhista sancionada pelo presidente Michel Temer nesta quinta (13) beneficia os maus empregadores e institucionaliza fraudes praticadas hoje, na avaliação do procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury.

Ele critica a falta de debate sobre a reforma trabalhista no Congresso Nacional e diz que o Brasil “ainda tem uma cultura escravocrata”. Para ele, a redução de processos trabalhistas deve se dar pela melhoria na fiscalização. Se isso ocorrer, segundo Fleury, “talvez nem precisasse da Justiça do Trabalho”.

Por que o MPT pediu ao presidente Michel Temer o veto total à proposta?

A tramitação sem a devida discussão mostra que há um deficit democrático no debate. Além disso, todas as propostas ali estão redigidas para beneficiar o mau empregador, sempre deixando margem para uma precarização das relações de trabalho.

Defensores da reforma dizem que haverá redução no volume de ações trabalhistas. Hoje, se você entra com ação contra a empresa pedindo três horas extras por dia e ganha uma, quem paga os custos processuais é a empresa. Com a reforma, nesse caso, você tem que pagar dois terços das custas.

Das ações trabalhistas, 50% pedem verbas rescisórias. É a empresa que manda embora e não paga porque vale a pena não pagar, economicamente.

Uma empresa que deve R$ 50 mil por verba rescisória espera a pessoa entrar na Justiça e negocia o parcelamento do valor.

Qual é a melhor forma de reduzir a judicialização?

Nossa fiscalização do trabalho é falha. Temos um deficit de um terço de auditores. Se houvesse mais fiscalização, deixariam de descumprir a lei, e aí talvez nem precisasse da Justiça do trabalho.

Na Escócia, por exemplo, o número de ações é muito pequeno. Mas o que acontece se o empregador não pagar o salário?

Ele vai preso.

Algum bom exemplo mais próximo à realidade do Brasil?

O Chile. Não pela legislação, mas por uma questão mais cultural. E tem uma fiscalização muito forte. Há uma cultura empresarial não tão exploradora. O Brasil ainda tem uma cultura escravocrata. Fomos um dos últimos países a abolir a escravidão e até hoje a escravidão é uma realidade. Mesmo nos grandes centros, nas grandes empresas, a mentalidade é escravocrata.

Qual é a principal mudança do contrato intermitente?

Você só vai ganhar o tempo que você efetivamente trabalhar. O tempo que você tiver à disposição do trabalhador, sem trabalhar, você não ganha. Se você chegar ao jornal ao meio-dia e só tiver uma pauta às 17h e as 18h você entregar a reportagem, você vai ganhar só de 17h às 18h, mesmo tendo ficado das 12h às 17h à disposição da empresa.

Defensores da reforma dizem que o contrato intermitente ajusta a lei a práticas que já existem.
É o que essa reforma está fazendo: tudo que era feito como fraude está sendo institucionalizado. Poderia ser contratado a um tempo parcial. Em vez de contratar por 44 horas, eu vou contratar a pessoa por 5 horas por semana. Isso é possível desde o fim dos anos 1990.

No Congresso, um dos pontos de discussão foi a limitação, relacionada ao valor do salário da pessoa, para fixar a indenização.

Não existe essa tarifação em nenhuma outra área do direito. Se um trabalhador queima um dedo no McDonald’s, o valor da indenização tem que ser diferente da carrocinha de cachorro-quente. Às vezes, R$ 1.000 para o dono da carrocinha terá um efeito pedagógico muito grande.

O governo faz a reforma sob a perspectiva de modernização. O senhor acha que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi modernizada?

Não. O que está se criando são estruturas legais, fórmulas de trabalho que existiam 200 anos atrás, como a própria jornada intermitente.

O senhor acha que a lei atual precisa ser modernizada?

Acho. Tem coisas que têm que ser modernizadas, como o próprio sistema sindical. A gente precisa fazer uma reforma sindical. Não é só tirar o financiamento do sindicato. O que está sendo feito hoje é o seguinte: agora empresas e sindicatos vão negociar, só que eu tiro o financiamento dos sindicatos.

O senhor é contra retirar o imposto sindical obrigatório?

Dessa forma, sou. É desigualar a relação. Sou contra o imposto sindical, mas eu sou a favor que se tire dentro de uma reforma sindical que, por exemplo, acabe com a unicidade sindical.

O governo fala que a reforma vai servir para gerar emprego. O senhor concorda?

Não gerou em lugar nenhum do mundo onde foi feita, no próprio Brasil, nos anos 1990, foi feita. Não aumentou nenhum emprego. A empregabilidade aumentou nos anos 2000 porque a economia cresceu, houve aumento da demanda chegamos quase ao pleno emprego.

Em vários países foi feita a flexibilização para gerar emprego: Espanha, México. Em todos houve apenas a troca de empregos por alternativos: intermitente, pejotização, terceirização.

O presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que modifica as leis trabalhistas sem nenhum veto. O que o MPT pretende fazer?

Vamos estudar com o procurador-geral da República. Nossa intenção é entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade.

'É um complemento da renda mensal, vai dar um fôlego', diz Karyn Souza sobre a PLR

'É um complemento da renda mensal, vai dar um fôlego', diz Karyn Souza sobre a PLR
via Sindpd

"É um fator que motiva os trabalhadores, a gente acaba se sentindo parte do resultado da empresa". Com essa frase, Karyn Costa Souza definiu a importância da Participação nos Lucros e/ou Resultados. Firmado no último dia 12 de julho, o acordo irá beneficiar 30 funcionários.

O documento foi assinado pelo sexto ano consecutivo pela empresa de TI localizada na Vila Olímpia, em São Paulo, e diz respeito ao período trabalhado em 2017. O pagamento deverá ser realizado em abril de 2018. A renda extra - que dependerá do cumprimento das métricas estabelecidas na negociação - irá auxiliar com os gastos de rotina, afirma Karyn Souza. "É um complemento da renda mensal, vai dar um fôlego", diz.

Edison Alexandre Galli destacou a receptividade com a qual o Sindicato foi recebido. O diretor do Sindpd também reafirmou o caráter positivo da conquista. "Esta empresa sempre se mostrou receptiva na elaboração dos acordos de PLR. Como das vezes anteriores, firmamos o presente acordo com parâmetros benéficos para ambas as partes", destacou.

O posicionamento do Sindpd foi alvo de elogios por parte dos empregados. Para a analista de RH da Accurate, o pronto atendimento e a participação ativa da Diretoria faz toda a diferença e caracteriza o bom relacionamento da categoria com o Sindicato que a representa.

Trabalhadores da Pandora Informática e Completo Tecnologia aprovam PLR

Trabalhadores da Pandora Informática e Completo Tecnologia aprovam PLR
via Sindpd

O programa de Participação nos Lucros para o ano de 2017, na Pandora Informática e Completo Tecnologia, empresas que pertencem ao mesmo grupo, foi aprovado pela maioria dos votos. Cerca de 26 funcionários serão contemplados pelo benefício.

Durante a reunião que aconteceu na sede do Sindpd, a comissão dos empregados leram o conteúdo da proposta, que prevê pagamento até março de 2018. De acordo com Marcel Silva Bonfim, que está há 5 anos na empresa, a PLR tem contribuído para incentivar os funcionários. "Contribui muito, de certa forma estimula você a fazer com que a empresa cresça para que você consequentemente ganhe um pouco mais de dinheiro tecnicamente". Ao comentar o que faria com o valor do benefício, Marcel disse que vai investir em qualificação profissional. "Tenho projetos pessoais como aumentar meu nível de conhecimento, investir em curso, não só para o meu crescimento, mas para auxiliar a empresa de alguma forma para que no ano seguinte consiga ter mais lucros", ressaltou o funcionário.

Sergio Stolagli, diretor que mediou a reunião, contou que neste ano a renovação do acordo foi satisfatória para os empregados e a empresa, que sempre cumpre as determinações da Convenção Coletiva de Trabalho.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

“O momento é de cautela. TI é uma profissão diferenciada”, diz presidente do Sindpd

“O momento é de cautela. TI é uma profissão diferenciada”, diz presidente do Sindpd
via CSB

Ao profissional de TI de São Paulo, o recado do presidente do Sindicato dos trabalhadores de São Paulo, Sindpd/SP, Antônio Neto, é o de manter a calma e evitar precipitações. “TI é uma profissão diferenciada. Não entendo a jornada intermitente sendo adotada na categoria e a nova fórmula da terceirização é por prestação de serviços ao invés do body shop, o que vai inibir a pejotização”, sustentou o sindicalista, em entrevista ao portal Convergência Digital.

Cauteloso – apesar de achar a Reforma Trabalhista um desmonte dos direitos adquiridos pelos trabalhadores – Neto diz que é preciso, agora, aguardar a sanção da legislação para saber se o acordo firmado entre o presidente Michel Temer e o Senado federal será mantido e itens como a própria jornada intermitente ser mais clarificada. “Entendo a jornada intermitente mais para eventos, bares, restaurantes. Não vejo para a TI que é altamente especializada”, reitera.

Com relação aos próximos passos, o presidente do Sindpd/SP diz que será necessário sentar à mesa com o sindicato patronal – SEPROSP – para fazer vale a Convenção Coletiva. “Temos que aproveitar os próximos 120 dias para especificar mais a questão do teletrabalho, mas já há cláusula na Convenção Coletiva sobre o teletrabalho. E temos também que levar em conta que o acordado vai valer sobre o legislado. Temos que construir algo melhor”, completou Antonio Neto.

Mais de 50 funcionários da Softwareone vão receber Participação nos Lucros

Mais de 50 funcionários da Softwareone vão receber Participação nos Lucros
via Sindpd

Cinquenta e três trabalhadores foram beneficiados pelo acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultado oferecido pela primeira vez na Softwareone.

Durante a assembleia na sede da empresa, a diretora do Sindpd Sandra Bueno conduziu a votação da proposta, que prevê pagamento do benefício à vista até o dia 31 de julho de 2017.

"Os trabalhadores nos receberam com muita hospitalidade e tiraram várias dúvidas sobre os benefícios do Sindpd. Além disso, entenderam a importância desse benefício para a integração Sindicato, trabalhador e empresa", comentou Sandra.

Profissionais de TI da Over the Top e Agile Contents aprovam acordo de PLR

Profissionais de TI da Over the Top e Agile Contents aprovam acordo de PLR
via Sindpd

No dia 11 de julho trabalhadores das empresas Over The Top Networks S/A e Agile Contents Brasil se reuniram, na sede da empresa, para aprovar o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2017 por unanimidade.

A reunião foi mediada pelo diretor do Sindpd Pedro Luiz Saldanha, que promoveu a implantação do programa pelo segundo ano consecutivo. Atualmente as empresas, que pertencem ao mesmo grupo, empregam 89 trabalhadores que serão diretamente beneficiados pela participação nos lucros de 2017.

Márcia Melati, que trabalha há quatro anos na empresa, contou que a aprovação da PLR aconteceu por comissão de trabalhadores e foi diferenciada por conta da participação do diretor do Sindpd, que, na ocasião, leu e explicou ponto a ponto do documento.

Sobre a importância da PLR, Melati afirmou que é elemento motivacional para os profissionais. "A PLR é, principalmente, fator de retenção dos trabalhadores", disse.

O pagamento acontecerá em duas parcelas, sendo a primeira paga no próximo dia 10 de agosto de 2017 e a segunda em 10 de fevereiro de 2018.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Com aprovação unânime, trabalhadores da I.Systems garantem PLR para 2017

Com aprovação unânime, trabalhadores da I.Systems garantem PLR para 2017
via Sindpd

Os funcionários da I.Systems Automação Industrial, empresa de TI de Campinas, aprovaram o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados no último dia 7 de julho. Apresentado pelos diretores do Sindpd Loide Mara Belchior e Ismael Antonio de Souza, o documento contempla 25 empregados.

"As negociações foram tranquilas e os trabalhadores nos receberam muito bem. Além de falarmos sobre o Sindicado e todas as conquistas, ressaltamos a importância de serem associados", analisou Loide. O pagamento está previsto para agosto desse ano.

Conscientização

Na última terça-feira (11), o Plenário do Senado aprovou a reforma trabalhista. Por 50 votos a favor e 26 contra, a medida corrobora o fim dos direitos consolidados pela CLT.


Diante do momento sombrio, que põe em cheque o futuro da classe trabalhadora no Brasil, a diretora Loide Belchior enfatizou a importância de alertar a categoria. "Mostramos o vídeo que expõe a verdadeira face dessas mudanças e esclarecemos as dúvidas dos trabalhadores", disse.

Renovação de PLR é aprovada na Just Digital Web Solutions

Renovação de PLR é aprovada na Just Digital Web Solutions
via Sindpd

No dia 5 de julho a diretora do Sindpd Sue Ellen Thomasini Naka compareceu à sede da Just Digital Web Solutions Informática e Comércio para uma reunião com a comissão de trabalhadores. O objetivo foi o debate e a aprovação da proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) do ano de 2017.

A empresa, que já fechou acordo nos anos de 2014 a 2016, está cumprindo uma das prerrogativas máximas da gestão prevista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que é o pagamento da PLR a todos os profissionais de Tecnologia da Informação do estado.

"A empresa cumpriu a CCT e garantiu a apresentação da proposta de PLR aos trabalhadores neste ano. Esta proposta com certeza vai incentivar e motivar o trabalhador. Estou contente", analisou a diretora do Sindicato.

O pagamento, previsto para ser realizado até o dia 30 de abril de 2018, beneficia 27 trabalhadores. A comissão dos empregados foi composta por Magno Pereira de Souza, Fernanda Sayuri Akiyama, Joel Gouveia da Silva e Daniel Silva Santos.

Antonio Neto convoca trabalhadores a manterem-se firmes na luta contra a reforma trabalhista

Antonio Neto convoca trabalhadores a manterem-se firmes na luta contra a reforma trabalhista
via CSB

Antonio Neto, presidente da CSB, divulgou na manhã desta quarta-feira (12) um vídeo para mobilizar as bases da Central e os trabalhadores a manterem-se firmes na luta contra a reforma trabalhista aprovada pelo Senado na terça-feira (11). Por 50 votos a favor e 26 contra, o PLC 38/2017 foi aprovado pelos senadores e encaminhado à sanção presidencial, promovendo o fim dos direitos trabalhistas consolidados pela CLT.

Para o presidente da CSB, os trabalhadores “perderam a batalha, mas não perderam a guerra”. Esta declaração vai ao encontro de toda a mobilização organizada pela Central dentro do Senado durante a votação da reforma. Agora, Neto convoca a sociedade a permanecer mobilizada. “É hora de organização, de união para se apresentar para a luta. Não vamos permitir que a classe operária seja escrava dessa elite que quer destruir o Brasil. Vamos juntos, todos os sindicatos, todas as centrais, derrotar mais essa coisa ruim que colocaram para nós”, diz Neto no vídeo.

Assista à integra abaixo:

Senadores rasgam CLT e suprimem direitos trabalhistas

Senadores rasgam CLT e suprimem direitos trabalhistas
via CSB

Na noite desta terça-feira (11), o Senado aprovou o Projeto de Lei da Câmara 38/2017, que dispõe sobre a reforma trabalhista. No total foram 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção. A matéria segue para a sanção do presidente da República, Michel Temer.

Todos os destaques apresentados foram rejeitados. A prevalência do negociado sobre o legislado, o trabalho intermitente e a possibilidade de trabalho insalubre para a gestante permaneceram no texto.

Na avaliação do presidente da CSB, Antonio Neto, os parlamentares abriram mão de legislar e suprimiram importantes direitos trabalhistas. “Trata-se de um momento triste da história desse País. Os senadores rasgaram a CLT, retiraram direitos fundamentais de quem mais precisa, como as mulheres grávidas”, afirmou.

Durante o encaminhamento de voto, senadores da oposição reforçaram os diversos pontos negativos da reforma. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lembrou da possibilidade de aumento de pessoas jurídicas.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) atacou duramente o atual governo. No entendimento dela, Temer não tem legitimidade para propor uma reforma.

Atuação da CSB

Contra a retirada de direitos do projeto, dirigentes da CSB e representantes de outras entidades realizaram protesto, no início da tarde, em frente Auditório Petrônio Portela, no Senado Federal. O objetivo dos manifestantes foi impedir a continuidade da votação da reforma trabalhista.

O secretário de formação sindical, Cosme Nogueira, foi um dos representantes que permaneceram durante quase sete horas no ato. “Ficamos cercados. As senadoras ocuparam a Mesa Diretora, no Plenário do Senado, e a nossa ocupação, junto com a ocupação das senadoras fez com que a base aliada do Governo negociasse. E recebemos aqui a visita de vários parlamentares que vieram prestar solidariedade”, relatou.

O Secretário dos Servidores Públicos, Jorge Antonio, e o presidente do Sindicato dos Empregados de Agentes do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empesas de Serviços Contábeis, Lázaro Eugênio, também participaram do protesto.

A sessão do Plenário da Casa para votação do projeto começou pontualmente às 11h, mas foi interrompida ao meio-dia após a oposição impedir o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de sentar-se à mesa. Diversas senadoras como Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin se recusaram a deixar a mesa diretora. As luzes foram apagadas e os microfones desligados. A sessão foi retomada apenas no início da noite.

Para o secretário-geral da CSB, Alvaro Egea, a atitude das senadoras foi legítima. “O que estamos percebendo é que o presidente do Senado impediu que os sindicalistas, que a população tivesse acesso às galerias. É um direito democrático que a população assista e proteste contra essa votação que vai trazer imensos prejuízos. É digno de elogios”, afirmou.

Os dirigentes da Central permaneceram mobilizados durante todo o dia, dentro e fora da Casa. “Nosso esforço foi no sentido de sensibilizar os senadores para adiar a reforma para evitar que os direitos dos trabalhadores sejam diluídos. Atuação da CSB foi positiva. Buscamos resistência e articulamos com inteligência”, analisou o 1º secretário de Organização e Mobilização, Paulo de Oliveira.

“A CSB se fez presente cantando palavras de ordem, dizendo que não aceita esse tipo de coisa do Congresso Nacional”, afirmou o vice-presidente Francisco Moura.

Já a secretária de Saúde, Maria Barbara da Costa, criticou o fechamento de todos os acessos do Senado para os visitantes. Parte da diretoria da CSB foi impedida de entrar nas dependências. “O mais greve de tudo é você não poder ir para uma plenária onde o interesse é da classe trabalhadora, de todos nós”, condenou.

O secretário de Organização e Mobilização, Itamar Kunert, endossou a posição de Maria. “Essa é a casa do povo, que casa do povo é essa?”, questionou.

A vice-presidente Joana Batista Oliveira Lopes também integrou a mobilização e esteve no gabinete do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB).

Senadores que votaram a favor da retirada de direitos
Aécio Neves (PSDB-MG)
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Ana Amélia (PP-RS)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gladson Cameli (PP-AC)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PSD-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PSD-RS)
Magno Malta (PR-ES)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Muniz (PP-BA)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zeze Perrella (PMDB-MG)

Senadores que votaram contra a retirada de direitos
Alvaro Dias (PODE-PR)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Fernando Collor (PTC-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
João Capiberibe (PSB-AP)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Paulo Rocha (PT-PA)
Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
Regina Sousa (PT-PI)
Reguffe (S/PARTIDO-DF)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Romário (PODE-RJ)
Telmário Mota (PTB-RR)
Vanessa Grazziotin (PCDOB-AM)

Abstenção
Lúcia Vânia (PSB-GO)

“Não é o mercado que vai tomar essa posição de equacionar os desafios do desenvolvimento”, diz Ciro Gomes no Congresso de Goiás

“Não é o mercado que vai tomar essa posição de equacionar os desafios do desenvolvimento”, diz Ciro Gomes no Congresso de Goiás
via CSB

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes defendeu nesta terça-feira (11), durante a abertura do 1º Congresso da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) em Goiás, na cidade de Goiânia, a importância de um Estado forte na retomada do crescimento econômico, capaz de criar um projeto político para empoderar a indústria nacional frente ao exterior, e a necessidade de corrigir distorções de juros na inflação e deflação.

“Não é o mercado que vai tomar essa posição de equacionar os desafios do desenvolvimento.” De acordo com o palestrante, também professor e estudioso do desenvolvimento do País, há anos o Brasil está rendido a um modelo de “câmbio flutuante, com superávit primário mastodôntico e inflação pré-determinada”, observou. Para Ciro, há muito tempo o Brasil deixou de assumir o compromisso de crescer e se resumiu a produzir excedentes.

Sua maior crítica é que “a sociedade brasileira se intoxicou de juros”, e que vem financiando esse modelo com especulações. “Em todo o mundo, a taxa de juros é negativa, aqui ela é muito alta. Nos Estados Unidos, um cartão de crédito custa 4% de juro ao ano, no Brasil o financiamento é de 540% no mesmo período.”

Modelo patrimonialista

Ciro refez uma linha do tempo desde a criação do País, passando sobre suas principais crises, até os dias atuais. Ele lembrou que a cultura do desapreço pelo trabalho como valor social vem de uma cultura escravista. “O Brasil foi último país a acabar com a escravidão.”

Também pontuou que o Brasil travou uma luta medieval pela terra como acúmulo de riqueza, e não um modelo de produção. E refez a trajetória de escolhas econômicas que abriram mão, em diversos momentos da história, de fortalecer a produção nacional. Esse foi o caso do Pós-Guerra. Naquele tempo o Brasil importou milhares de enxadas e foices, num momento em que se almejava libertar o País da economia primária.

Ciro questionou, no entanto, o fato de que o Brasil é uma nação dada ao fracasso. “Saímos do nada e viramos a 15ª nação do mundo em 35 anos. Porém esse processo produziu a mais brutal concentração de renda do mundo. No Brasil, 82% das pessoas vivem no meio urbano e 18% no campo. E 5% do povo têm 40% da riqueza do País”.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Dirigentes já podem se inscrever no Congresso Estadual de Minas Gerais

Dirigentes já podem se inscrever no Congresso Estadual de Minas Gerais
via CSB

Já estão abertas as inscrições para o Congresso Estadual da CSB em Minas Gerais. O evento será realizado de 12 a 15 de setembro, em Belo Horizonte. Dirigentes de entidades filiadas irão debater o atual cenário político e econômico do País, com destaque para o momento de luta da classe trabalhadora contra a retirada de direitos, sobretudo contra as reformas da Previdência e trabalhista.

A cerimônia de abertura contará com a palestra sobre política de desenvolvimento nacional, apresentada pelo ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Nos outros dias, diversos especialistas irão analisar as formas degradantes de trabalho, história do movimento progressista, oratória sindical, funções sindicais, proteção aos dirigentes sindicais, assédio moral no trabalho entre outros temas.

“Trata-se de um momento importante de debate da conjuntura política brasileira e também de aperfeiçoamento de práticas sindicais. O momento é delicado e precisamos nos manter unidos e alinhar diretrizes. Além das palestras, debateremos temas fundamentais para a realidade mineira. Durante o Congresso, será eleita a primeira diretoria seccional”, afirmou o presidente da CSB, Antonio Neto.

As inscrições são exclusivas para os dirigentes das entidades filiadas no estado e devem ser feitas aqui. Todas as informações sobre o Congresso Estadual de Minas Gerais, bem como a programação completa, estão no site oficial do evento.

CCT do Sindpd garante PLR para empresa de Campinas

CCT do Sindpd garante PLR para empresa de Campinas
via Sindpd

No dia 3 de julho os diretores Loide Belchior e Ismael de Souza estiveram na Santa Catarina Informática, na região de Campinas, para realizar assembleia de aprovação da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR).

Durante a reunião, que contou com a presença dos funcionários da empresa, foi aprovada por unanimidade a proposta de PLR que beneficiará quatro trabalhadores em duas oportunidades: a primeira parcela será no dia 30 de agosto e a segunda em 30 de setembro de 2017.

Segundo Loide Belchior, o primeiro contato com os trabalhadores foi positivo. "É uma empresa nova - a matriz fica em Blumenau, Santa Catarina - e, após apresentarmos o trabalho realizado pelo Sindpd, todos se interessaram em saber mais sobre as formas de sindicalização", relatou a diretora.

Leandro de Jesus Leindecker de Souza, coordenador de filial há dois anos e dez meses na Santa Catarina, participou pela primeira vez de uma assembleia de PLR. "Achei interessante. Mas eu acho que a gente poderia se reunir com quem quiser participar para depois falar com o restante do grupo", sugeriu.

Para o profissional, a PLR é um incentivo para o trabalhador. "E ele sente motivado a entregar mais do que ele já entrega. É motivador, um benefício que é importante, afinal qualquer valor que venha a mais é de ajuda, todo mundo precisa, acredito", disse o coordenador.

Participação nos Lucros atinge 150 trabalhadores da Peoplepro Informática

Participação nos Lucros atinge 150 trabalhadores da Peoplepro Informática
via Sindpd

A partir de setembro, os funcionários da Peoplepro, consultoria especializada em tecnologia da informação, poderão contar com uma renda extra. O primeiro pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados está programado para o dia 24/09/2017. Dividido em duas parcelas, o valor deverá ser liquidado em março do ano subsequente.

Mediante o cumprimento das metas estabelecidas na negociação, 150 trabalhadores garantiram a renovação do benefício para 2017. Reunida em assembleia no dia 5 de julho, a categoria reafirmou a importância da PLR. Os empregados foram representados pela comissão, composta por Carla Arethuza Queiroz Apolinario, Aline Lima Pereira e Adriana Trujilo Recupero da Silva.

Edison Alexandre Galli destacou a importância de dar continuidade às conquistas já alcançadas pelo Sindpd. Para o diretor, a consolidação do benefício nas empresas de TI do estado de São Paulo traz credibilidade e faz com que o empregado se sinta amparado.

Trabalhadores da Voxage aprovam acordo que define regras para o home office

Trabalhadores da Voxage aprovam acordo que define regras para o home office
via Sindpd

Com o intuito de otimizar a relação entre os trabalhadores e a empresa, a Voxage apresentou acordo de home office, no último dia 6 de julho, que foi aprovado por unanimidade durante a reunião conduzida pela diretora do Sindpd Adriana Hilário.

Segundo a diretora, essa foi a primeira vez que esse tipo de acordo foi firmado, já que partiu de uma necessidade tanto da empresa quanto dos trabalhadores. "Eles acharam satisfatório, pois têm a oportunidade de uma vez por semana trabalhar em casa.

O acordo de home office é válido para o ano de 2017 e é voltado a 65 profissionais que, a partir de agora, podem ajustar com o gestor da sua área o dia em que trabalharão em sistema home office.

Histórico de conquistas

Os profissionais da empresa também conquistaram, esse ano, a renovação do acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2017. Clique aqui e veja a matéria completa.

sábado, 8 de julho de 2017

Com 52 trabalhadores beneficiados, proposta de PLR na IASTECH é fator motivacional

Com 52 trabalhadores beneficiados, proposta de PLR na IASTECH é fator motivacional
via Sindpd

No dia 14 de junho foi realizada, em São Paulo, mais uma assembleia com profissionais de Tecnologia da Informação para a apresentação, debate e aprovação da proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) da IASTECH Automação de Sistemas.

O acordo deste ano será pago aos trabalhadores no dia 15 de março de 2018 desde que atendidas às métricas previstas no documento aprovado por unanimidade. A iniciativa beneficia 52 profissionais da categoria.

Segundo análise feita pelos membros da comissão de trabalhadores composta por Fernando Mandaglio dos Santos, Suzana Pereira Nakada e Willian Batiston Pereira, "o maior objetivo do programa de PLR é disparar maior motivação e, consequentemente, gerar melhores resultados. Para tanto, o capital humano da empresa deve ser motivado e incentivado a comprometer-se cada vez mais com os objetivos da empresa".

De acordo com a comissão, foi por meio do "Sindpd que foi garantido aos profissionais o pagamento de PLR. A defesa da PLR tornou-se uma das prioridades do Sindicato, sobretudo neste momento em que a crise econômica também causa grandes reflexos no segmento".

O diretor do Sindpd Paulo César de Almeida concluiu que o acordo aprovado atingiu às expectativas de todos. "Deixei claro a participação do Sindpd na evolução do programa", contou o diretor, levando em consideração que a proposta foi aprovada por unanimidade. "Pedi que os profissionais presentes durante a assembleia fossem nossos porta vozes para levar as informações referentes ao Sindicato a todos trabalhadores que não estavam presentes".

A comissão da empresa foi integrada por Jefferson Zampronio, Marcelo Tadeu Bertanha e Rafael Pezzella Chiea.

Pela primeira vez, funcionários da Lacis recebem acordo de Participação nos Lucros

Pela primeira vez, funcionários da Lacis recebem acordo de Participação nos Lucros
via Sindpd

Os funcionários da Lacis Comércio de Programas aprovaram o acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados. É a primeira vez que a empresa adere ao programa que consta na Convenção Coletiva de Trabalho do Sindpd.

Para Nilma Fernandes Pires, a PLR incentiva o trabalhador. "A importância da implantação do programa PLR na Lacis melhora o desempenho organizacional e incentiva a comprometer-se cada vez mais com os objetivos da empresa". A funcionária da Lacis ressaltou ainda a importância do Sindicato nas negociações. "A presença do Sindpd na celebração do processo foi essencial para um acordo tranquilo e com todas as dúvidas esclarecidas", afirmou.

Paulo César de Almeida, diretor do Sindpd que esteve à frente das negociações, comenta que os funcionários vão receber uma parte do benefício ainda esse ano. "São dois pagamentos previstos para 31 de agosto de 2017 e 31 de agosto de 2018. O programa serve como uma ferramenta de gestão e motivação. O papel do Sindpd é incentivar cada dia mais a participação e o envolvimento dos trabalhadores nas assembleias para fortalecimento da categoria", concluiu o diretor.

'O PLR é o resultado de um trabalho conjunto onde todos são levados em consideração', afirma Katia Pereira Santos, da YOUDB Consultoria

'O PLR é o resultado de um trabalho conjunto onde todos são levados em consideração', afirma Katia Pereira Santos, da YOUDB Consultoria
via Sindpd

Paulo Cesar de Almeida, diretor do Sindpd, esteve na YOUDB Consultoria em Database para mediar a assembleia de renovação do acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados. Pela maioria dos votos, os trabalhadores aprovaram a proposta que prevê pagamento do benefício em duas parcelas.

Para Katia Pereira Santos, membro da comissão dos trabalhadores, receber Participação nos Lucros define o trabalho em equipe. "Unidos estamos juntos, pois o PLR é o resultado de um trabalho conjunto onde todos são levados em consideração", comentou a funcionária.

"Os funcionários da YOUDB ficaram contentes com a nossa atuação para a celebração do acordo. Destacamos a participação do Sindpd na evolução do programa de 2016 e 2017 e falamos também sobre a importância de se avançar sempre, ou seja, ganhar todo dia", concluiu Paulo César.