terça-feira, 2 de maio de 2017

Dirigentes da CSB criticam retrocessos durante o 1º de Maio

Dirigentes da CSB criticam retrocessos durante o 1º de Maio
via CSB


Durante a realização do 1º de Maio da CSB, dirigentes da Central criticaram os retrocessos nos direitos , propostos pela reforma trabalhista e da Previdência. A celebração do Dia do Trabalhador foi marcada por mensagens contra os dois projetos. A palavra de ordem, segundo os sindicalistas, foi de luta e resistência contra tais ameaças.

Segundo o vice-presidente da CSB, José Avelino Pereira (Chinelo), esse momento de celebração e luta foi muito importante. “Nós estamos aqui com dirigentes de todo o Brasil, junto com a população, lutando contra os retrocessos trabalhistas. Esse é o principal momento de luta da CSB. Estamos lutando contra esse governo  que está propondo o fim da CLT e dos direitos trabalhistas. Tem gente que diz que estamos lutando porque vai ter o fim do imposto sindical. Pode ter o fim do imposto sindical, porque vamos conseguir outras formas de nos sustentar. Mas não podemos aceitar esse argumento de que a reforma trabalhista vai gerar mais emprego, porque não vai. Essa reforma vai gerar mais lucros para as empresas”, avaliou.

Alvaro Egea, secretário-geral da CSB, destacou que a luta deste 1º de Maio começou no dia 28 de abril, com a Greve Geral. Segundo ele, nenhum trabalhador aceita essa retirada de direitos.  “Hoje nós vivemos uma situação excepcional em que essa data é um marco de luta, e não de celebração. Tanto os trabalhadores quanto os advogados trabalhistas, o Ministério Público do Trabalho, todo o universo do trabalho está contra as propostas de reformas da Previdência e trabalhista. Como vocês puderam acompanhar durante esta semana, foi votada no Congresso a reforma que corta os direitos dos trabalhadores com a justificativa de que ela servirá para gerar empregos, mas o movimento sindical não permitirá este retrocesso. Nós queremos uma discussão mais ampla. E hoje é o dia de mostrar para os parlamentares que os trabalhadores unidos não deixarão as reformas passarem”, disse.

Para João Antonio Nunes, vice-presidente da CSB e do Sindpd, a data “representa os trabalhadores unidos depois da paralisação do dia 28, que, embora tentem disfarçar, ocorreu no Brasil inteiro”. “São os trabalhadores realmente demonstrando a sua consciência, se manifestando contra as reformas trabalhista e da Previdência, especialmente nesse dia, que é o dia em que a gente comemora o dia do trabalho. Na verdade, nós gostaríamos de estar comemorando o dia do trabalho com mais emprego, com menos recessão. Mas esse é um dia do trabalho marcado principalmente pelas lutas, e os trabalhadores têm essa consciência”, afirmou.

De acordo com Antonieta de Faria (Tieta), secretária da Mulher Trabalhadora, diretora do SISIPSEMG e do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), essa é uma reforma contra as mulheres. “Uma mudança que ataca principalmente as mulheres. Retira direitos fundamentais das mulheres, como o direito de amamentar, afeta a licença-maternidade. Uma reforma machista. Nós queremos preservar os nossos direitos. Essas reformas foram feitas por alguém que é filho de chocadeira. Os trabalhadores são o principal alvo destas reformas machistas que atacam as mulheres e ferem os nossos direitos”.

Maria Barbarada Costa, secretária da saúde da Central e presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimento de Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, destacou aimportância da união dos trabalhadores  nesse momento  crítico, no qual, segunda ela, “a corda estourou para o lado mais fraco”. “Com a terceirização e a pejotização, a reforma trabalhista e a reforma da Previdência, eu posso falar por mim, e posso dizer assim: que bom que já me aposentei. Mas tenho que pensar no jovem e na juventude que está vindo aí.  Então acho que o 1º de maio não é só um marco porque as mulheres morreram, mas sim porque estamos num momento muito crítico”.

Segundo Paulo Oliveira, 1º secretário de Organização e Mobilização da Central e presidente do Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Presidente Prudente e Região (SEAAC), é importante demais reunir os trabalhadores, porque é um momento de poder dar entretenimento e lazer, mas também é um momento importante para fazer uma discussão em torno das reformas que prejudicam os trabalhadores, que tiram direitos e impossibilitam a aposentadoria no Brasil. “Acho que esse momento alegre que estamos vivendo é também de protesto, de luta para que a gente possa garantir os direitos históricos dos trabalhadores”, reforçou Oliveira.

Luta e resistência

Maria Abadia, presidente do SISIPSEMG e membro da Direção Nacional da CSB, ressaltou que as reformas vão tirar os direitos e representam um retrocesso para os trabalhadores. “O 1º de maio é uma data para comemorar, mas também para protestar contra essas reformas que estão sendo postas. De todos os pontos propostos pelas reformas, não existe nenhum que beneficie ou que seja favorável aos trabalhadores. Todos estão retirando direitos”.

Carlos Adriano de Lima, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região e 1º secretário da Igualdade Racial da CSB, afirmou que o 1º de maio é um dia muito importante, que simboliza resistência, em especial para os brasileiros que estão lutando contra as reformas. “Os pontos mais prejudiciais da reforma trabalhista são os acordos coletivos, que os sindicatos não vão poder participar”.

De acordo com Pedro Petrere, presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado de São Paulo (SOESP) e 1º secretário dos Profissionais Liberais, essa primeira festa da CSB é muito importante, dado o período de resistência e luta. “Todos nós podemos reagir contra a reforma da Previdência. Basta a gente se unir, conscientizar os nossos vizinhos, os nossos familiares desse crime que são as propostas das reformas trabalhista e da Previdência. Temos que lutar juntos contra esses desmandos do governo. Mobilizem-se”, disse.

Renata Custódio Pereira Cardoso, presidente do Sindicato das Domésticas de Araçatuba e Região (SinDomésticas Araçatuba), conclamou os trabalhadores a se unirem contra os retrocessos trabalhistas. “É muito importante os trabalhadores estarem reunidos no 1º de maio contra as reformas. Uma só pessoa não tem tanta força, junto somos mais fortes para fazer barulho. Na última sexta-feira tivemos a greve, por isso é muito importante estarmos próximos, porque juntos somos mais fortes”.

“Olha eu acho que é de suma importância o 1º de maio, ainda mais porque a CSB está fazendo sozinha. É muito importante não só o momento que estamos passando, que era para ser de comemoração, mas hoje além da comemoração é dia de protesto contra essas reformas e que lesam todos os trabalhadores, como a reforma da Previdência, a trabalhista, e isso é muito ruim para a classe trabalhadora de todos os setores econômicos”, concluiu Igor Tiago Pereira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região (SindMetal Itatiba).

Também participaram do ato o deputado Roberto de Lucena (PV/SP) e o procurador do Ministério Público do Trabalho, Francisco Gérson. “ A culpa do atual quadro econômico do Brasil é da corrupção e da má gestão pública. É preciso virar a página da roubalheira no Brasil. Eu acredito que estamos fazendo a transição para um Brasil melhor. O que nós estamos vivendo hoje, com 14 milhões de desempregados, não é culpa de vocês, não é culpa dos trabalhadores”, afirmou o deputado.

O procurador do Ministério Público do Trabalho, Francisco Gérson ratificou a posição de luta e resistência da classe trabalhadora. “Companheiros, este 1º de maio é mais um dia de luta contra qualquer retrocesso. Sexta-feira foi dado um recado sobre o que é a reforma trabalhista e a previdenciária”.

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