quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Na sétima rodada, empresários voltam a emperrar a negociação salarial

Sindpd Na sétima rodada, empresários voltam a emperrar a negociação salarial
via Sindpd

Após quase duas horas de negociações nesta quinta-feira (23), a sétima rodada da Campanha Salarial 2017 dos trabalhadores de TI foi novamente emperrada pela intransigência dos patrões. A reunião foi interrompida por uma série de vezes para que os representantes laboral e das empresas pudessem fazer cálculos e debater as propostas. Depois de todo esse vai e vem, a oferta patronal chegou a um índice de reajuste de 6,29%. Como o percentual ainda está abaixo do que o Sindicato pleiteia, sem que haja aumento real, a diretoria do Sindpd encerrou as conversas.

"Encerramos as negociações e vamos consultar a categoria", resumiu o presidente do Sindpd, Antonio Neto, ao término da mesa de debates. O Sindicato chegou a essa posição não sem antes ter feito todos os esforços possíveis para proteger os interesses dos trabalhadores e buscar chegar a um consenso com a comissão patronal.

Insistência no parcelamento

No início da sétima rodada, a comissão formada pelo Seprosp (sindicato das empresas) chegou à mesa disposta a manter a sua busca por achatamento de salários. Mesmo depois de o presidente do Sindpd ter afirmado nas duas rodadas anteriores que não aceitaria fatiamento do reajuste, a comissão patronal iniciou os debates desta quinta-feira propondo um aumento parcelado de 5% a partir de janeiro e outros 1,29% apenas em novembro, além de um abono de 8%.

"A premissa de vocês está errada, a gente não quer parcelar o índice de inflação, vou repetir isso mais uma vez. E vou lembrar que na mesa do ano passado vocês se comprometeram que isso não voltaria a ocorrer neste ano e que ainda poderiam complementar as perdas que tivemos", afirmou Antonio Neto.

A comissão patronal, então, se retirou para debater a posição do Sindpd, mas voltou à sala de negociação novamente insistindo no fatiamento do reajuste. Dessa vez, o índice ofertado foi de 5,2% a partir de janeiro, 1,09% apenas em novembro e mais um abono de 12% a ser pago apenas em agosto.

"A premissa continua errada. Nós não queremos o fatiamento de jeito nenhum e, além disso, ainda está muito abaixo do índice que estamos querendo", voltou a rebater o presidente do Sindpd.

Tentativa de impor um teto

Com a pressão do Sindicato, a negociação evoluiu a ponto de a comissão patronal recuar e deixar de propor o reajuste fatiado. No entanto, os patrões voltaram à mesa com outra novidade, dessa vez tentando limitar o reajuste a um teto salarial.

Após uma nova pausa, a comissão do Seprosp apresentou uma oferta de 6,29% de reajuste válido a partir de 1º de janeiro, ou seja, em parcela única. Embora o índice se equipare à inflação medida pelo IPCA em 2016, a comissão ofertou o reajuste apenas para os trabalhadores com salários de até R$ 10 mil. Para os que ganham mais do que esse teto, a negociação ocorreria livremente entre trabalhadores e empresa.

"Melhora esse índice, coloca um abono junto com ele porque ainda está longe do que a gente colocou na mesa", insistiu o presidente do Sindpd. "Isso ainda é insuficiente", afirmou Neto.

Busca de consenso

Mostrando a sua disposição em negociar e tentar chegar a um consenso, a diretoria do Sindpd chegou a fazer uma nova contraoferta aos patrões, reivindicando 7,5% de reajuste, o que garantiria, além da correção da inflação, um aumento real nos salários dos trabalhadores.

Com essa nova pressão do Sindicato, a comissão patronal novamente modificou a sua oferta e passou a sugerir 6,29% de reajuste salarial sem que houvesse um teto salarial de R$ 10 mil, ou seja, o índice valeria para todos os profissionais.

Para garantir a valorização salarial da categoria, no entanto, o Sindpd manteve na mesa a defesa do aumento real, dando duas opções para a comissão patronal: 7,5% para os que ganham até R$ 10 mil ou 7% para toda a categoria, sem definição de um teto.

Após todo esse vai e vem, a comissão patronal informou que não teria condições de elevar a sua oferta para além dos 6,29%. Com isso, a negociação foi encerrada para que o Sindpd possa consultar a categoria sobre os rumos da Campanha.

Outros pontos da pauta

Embora a discussão tenha ficado bastante concentrada no índice de reajuste salarial, o presidente do Sindpd voltou a questionar a comissão empresarial sobre outros pontos que praticamente foram ignorados pelos patrões.

Neto lembrou que o Sindicato segue defendendo o aumento do vale-refeição para R$ 20 para os trabalhadores com jornada diária de 8 horas e de R$ 18 para aqueles que cumprem jornada de 6 horas; elevação do auxílio-creche para 40%; além da ampliação de pisos salariais para todas as áreas, incluindo programadores e analistas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

SINDPD NÃO ACEITARÁ PARCELAMENTO OU FASEAMENTO NO REAJUSTE SALARIAL DE 2017!!! #SimplesAssim

Campanha Salarial 2017 Sindpd

SINDPD NÃO ACEITARÁ PARCELAMENTO OU FASEAMENTO NO REAJUSTE SALARIAL DE 2017!!!

Agora o empresariado escolhe se quer GREVE! #SimplesAssim

Estamos prontos para enfrentá-la e precisamos dos profissionais de TI unidos contra a conversa fiada dos patrões!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sindicato retoma as negociações da Campanha Salarial

Sindicato retoma as negociações da Campanha Salarial Sindpd
via Sindpd

Sete dias após a paralisação das negociações da Campanha Salarial 2017, o Sindpd voltou a se reunir com a comissão patronal nesta quarta-feira, 8. Na quinta rodada, o reajuste salarial seguiu sem acordo. Ciente das reivindicações e do posicionamento combativo do Sindpd, que se nega a aceitar menos do que a inflação, a comissão patronal propôs 6,29% de reajuste, sendo 4% imediatamente e os 2,29% restantes apenas em novembro.

Durante a rodada anterior, Antonio Neto já havia exposto a insatisfação do Sindpd diante da atitude pessimista e retrógrada do patronato, e só se dispôs a retomar as negociações caso os parâmetros estabelecidos na mesa fossem aceitos pelo Seprosp. A nova proposta, porém, ainda não cumpre a reivindicação do Sindpd.

Na prática, o fatiamento proposto representa perdas significativas para os trabalhadores de TI. Embora o índice cheio de 6,29% corresponda à inflação de 2016 medida pelo IPCA, o parcelamento sugerido pelo Seprosp é prejudicial. "Para que vocês entendam e que fique bem claro: nós queremos reajuste em parcela única, inflação mais aumento real ou inflação mais abono. Ou a gente joga o jogo corretamente ou vamos ter que buscar outro caminho", ressaltou o presidente do Sindpd.

Com a indefinição, uma nova mesa de negociação acontecerá no próximo dia 15, quarta-feira, às 14h30, na sede do Seprosp. A comissão patronal decidiu levar a posição dos trabalhadores mais uma vez para votação em assembleia, para que as empresas reavaliem a oferta que foi rejeitada pelo Sindpd.

Em busca de avanços

Além de não atingir o índice pleiteado, uma série de reivindicações importantes segue sem discussão. O Sindpd insiste em ampliar os direitos e garantir benefícios à categoria, e mantém na mesa a elevação no valor do vale-refeição, a extensão da licença maternidade, o pagamento do vale-alimentação e a implantação de pisos salariais para os cargos de programador e analista.

Mesmo diante da insistência do patronato em reescrever cláusulas essenciais e restringir as conquistas, a retirada de direitos já consolidados - como a Participação nos Lucros e o pagamento do VR sem desconto em caso de faltas ou ausências - segue fora de cogitação. "Não aceitamos as mudanças que vocês estão propondo. No caso do VR, vocês ofertam R$ 17,50, o que para a gente já é insustentável. A gente quer R$ 20 para jornada de oito horas e R$ 18 para jornada de seis horas. Peço que reflitam, pois essa proposta de vocês ainda não é palatável", completou Neto.

Categoria unida, Sindicato forte

Com um dos maiores contingentes de trabalhadores de TI, o estado de São Paulo é um importante polo de desenvolvimento tecnológico no País. Durante a Campanha Salarial, a atuação transparente do Sindpd tem feito com que os milhares de profissionais do setor acompanhem de perto a negociação. "Estamos consultando a categoria diariamente, falando com os trabalhadores, e não temos condição mínima de aceitar essa proposta", reafirmou Antonio Neto.

A participação dos trabalhadores durante o processo fortalece a organização e promove a união da categoria. Além de disponibilizar os vídeos da Campanha Salarial em seu canal no Youtube, o Sindpd quer ouvir a opinião dos profissionais de TI sobre os rumos da negociação de 2017. Na última semana, a enquete disponibilizada no site já contou com quase sete mil votos. Participe você também!

Principais demandas do Sindpd:

- Reajuste salarial de 8,29% (IPCA de 2016 (6,29%) mais 2% de aumento real);
- Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salários;
- Pagamento de vale-alimentação;
- Vale-refeição de R$ 20 para jornada superior a 6h/dia e R$ 18 para até 6h/dia.
- Pagamento integral de plano médico, hoje custeado em 70% pelos trabalhadores;
- Auxílio-creche de 50% para crianças de até 72 meses;
- Hora extra de 100% nas duas primeiras horas e 150% nas demais e finais de semana;
- Licença-maternidade obrigatória de 180 dias;
- Seguro de vida equivalente a 30 pisos salariais;
- Garantia de reembolso de km para trabalhadores que usam os próprios veículos;
- Pagamento de vale-cultura;
- Custeio de bolsa de estudo para qualificação profissional.

O que propôs o Seprosp:

- Reajuste salarial de 6,29% parcelado em duas vezes (4% agora e 2,29% em novembro);
- Vale-refeição de R$ 17,50;
- Manutenção da jornada de trabalho em 40 horas semanais;
- Redução da multa para empresas que atrasam salários;
- Desobrigação de continuidade da PLR para empresas que já pagam o benefício;
- Desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências dos trabalhadores;
- Rejeição a todas as demais propostas feitas pelo Sindpd.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

5ª rodada da Campanha Salarial 2017 acontece nesta quarta-feira

Quinta 5ª rodada da Campanha Salarial 2017 acontece nesta quarta-feira Sindpd

As negociações da Campanha Salarial 2017 haviam sido paralisadas após a quarta rodada devido à insistência do patronato no corte de salários e na desvalorização dos profissionais de TI. Porém vislumbrando a iminência de uma greve, a comissão patronal solicitou ao Sindpd mais uma reunião, que acontecerá nesta quarta-feira, 08 de fevereiro.

Veja abaixo como foram as rodadas anteriores:
Com proposta distante da inflação, negociação da Campanha Salarial é suspensa
Patrões emperram negociação ao manter proposta de reajuste de apenas 4%
Campanha Salarial 2017: Possibilidade de acordo ainda é distante
Na 1ª rodada, patrões sugerem redução de salários e corte de direitos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Com proposta distante da inflação, negociação da Campanha Salarial é suspensa

Com proposta distante da inflação, negociação da Campanha Salarial é suspensa Sindpd
via Sindpd

A 4ª rodada da Campanha Salarial 2017 terminou sem acordo e com a paralisação das negociações. Sem atender as reivindicações do Sindicato, a comissão patronal apresentou uma nova proposta de reajuste nesta quarta-feira, 1. Com o índice de 4,4% mais abono salarial de 20% a ser pago em outubro, o patronato se nega a manter o poder de compra dos trabalhadores e repor as perdas inflacionárias, exigência primordial do Sindpd desde o início das negociações.

Segundo Antonio Neto, a insistência no corte de salários reflete a desvalorização dos profissionais de TI. "Oferecer um índice menor que a inflação, mesmo com o abono, significa reduzir o salário nominal dos trabalhadores de São Paulo. Quando fica explícito o desejo de achatar os salários, nós paramos a negociação. E eu afirmo com toda certeza - se formos caminhar nessa linha, nós não vamos assinar o acordo. Volto a dizer que inflação não se negocia, se repõe", corroborou o dirigente.

Diante da posição do patronato de manter a proposta de reajuste abaixo da inflação, que ficou em 6,58% pelo INPC e 6,29% pelo IPCA, o Sindpd aguarda o posicionamento do Seprosp para definir os rumos da Campanha Salarial. "Vamos abrir consultas à categoria, enquanto o patronal ficou de retomar as conversas internas. Não descartamos a retomada das negociações caso o patronato se disponha a aceitar os parâmetros estabelecidos na mesa de negociação, que incluem a reposição integral da inflação acrescida de aumento real", explicou Neto.

Avanços mínimos

Desde a primeira rodada, foram poucos os avanços. Além de recusar diversas demandas importantes levadas à mesa pelo Sindicato, a comissão das empresas ainda sugeriu o corte de direitos e retrocedeu em cláusulas acertadas, configurando uma das propostas mais prejudicais já apresentadas aos trabalhadores de TI de São Paulo. Na última rodada, impropriedades já rejeitadas pelo Sindpd foram novamente trazidas pelo Seprosp. A exemplo, a comissão insistiu pela desobrigação de continuidade da PLR para empresas que já pagam o benefício e o desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências. Sem ceder à pressão e ao posicionamento retrógrado dos patrões, o Sindpd segue firme para manter os direitos já consolidados e alcançar avanços reais. "Propor a retirada de direitos já consolidados está fora de discussão. A PLR é uma das maiores conquistas e motivo de orgulho para a categoria, não vamos mexer a não ser que seja para melhorar. Já o VR, a cláusula é muito clara - são vinte e dois tickets por mês. Para nós não tem a mínima discussão", defendeu Antonio Neto.

A postura intransigente adotada pelo Seprosp evidencia a indisposição em debater e apresentar propostas voltadas aos trabalhadores. Em quatro rodadas, o índice de reajuste apresentado obteve um aumento de menos de 1 ponto percentual - de 3,5% na primeira para 4,4% na última. Sem avanço, o patronato ainda sugere corte de direitos e retrocede em cláusulas já acertadas. "É uma pena que vocês mantenham a recusa das cláusulas sociais. Várias delas foram fortemente defendidas pela categoria durante as assembleias realizadas no estado", destacou Neto.

Entenda o processo de negociação

Antes de dar início à negociação com o patronato, um longo caminho é percorrido. A construção da pauta de reivindicações de 2017 começou em outubro passado, com o Seminário de Regulamentação de TI. Em prol dos direitos e do bem-estar da categoria, foram promovidos debates com representantes das mais diversas entidades da área de tecnologia da informação, trabalhadores, acadêmicos e especialistas. As discussões ajudaram a ampliar a compreensão sobre a importância da regulamentação e trouxeram à tona preocupantes indicadores de saúde mental que atingem os trabalhadores da área. Nos dois dias do Seminário, milhares de profissionais de todo o País acompanharam o debate, transmitido ao vivo pelo site Convergência Digital.

As palestras serviram de embasamento para que a Diretoria pudesse organizar a construção da pauta de reivindicações. Visando a união e o fortalecimento da categoria, o Sindpd e os trabalhadores de TI atuaram em conjunto durante todo o processo. A participação crescente foi comprovada pela presença expressiva dos trabalhadores nas Assembleias de Pauta, onde mais de três mil pessoas estiveram presentes para confirmar as reivindicações da Campanha Salarial 2017. Reeleita em junho e em vigor desde o dia 1 de dezembro de 2016, a atual gestão propõe melhorias e batalha por novos desafios. Fortalecida pela união da categoria, a administração quer manter as conquistas que colocam a Convenção Coletiva do Sindpd entre as melhores do País.