quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Patrões emperram negociação ao manter proposta de reajuste de apenas 4%

Patrões emperram negociação ao manter proposta de reajuste de apenas 4% Sindpd
via Sindpd

A 3ª rodada da Campanha Salarial 2017 terminou sem acordo para os profissionais de TI do estado de São Paulo. Nesta terça-feira, 24, a comissão de negociação do Seprosp deixou clara a indisposição em debater e indicar mudanças que beneficiem verdadeiramente os trabalhadores. A contraproposta apresentada pelo patronato foi de manter os 4% de reajuste com o abono de 18% a ser pago em outubro. Após duas reuniões com avanços mínimos e propostas absurdas - sendo a primeira de 3,5% de reajuste salarial com um abono de 10%, e a subsequente de 4% com abono de 15% - o patronato manteve o posicionamento retrógrado ao ignorar a reivindicação primordial do Sindpd, que exige a reposição das perdas inflacionárias acrescida de aumento real de 2%.

Fator determinante para o fechamento do acordo, a reposição da inflação - calculada em 6,58% pelo INPC - tem sido defendida insistentemente pelo Sindicato desde a primeira rodada. Levado à mesa de negociação pela terceira vez, o índice absurdo de reajuste configura a redução de salários. "É uma afronta, uma falta de respeito com a categoria. Nós deixamos claro desde o início que não vamos começar a negociar sem repor a inflação. Teremos mais uma rodada, mas o posicionamento do patronato sinaliza claramente que o objetivo não é fechar acordo, e sim acirrar os ânimos para um movimento paredista nesse início de ano", afirmou Antonio Neto.

Retrocesso

Além de não melhorar o índice de reajuste, a comissão patronal propôs mudanças que configuram retrocessos para a Convenção Coletiva. Entre elas, a alteração da multa por atraso de pagamento - hoje limitada a 2% ao dia e 20% ao mês - e a cobrança de coparticipação nos procedimentos médicos. Atualmente, o funcionário é responsável por arcar com 70% do plano sem custos adicionais.

A maior impropriedade posta à mesa, porém, foi o recuo em uma das cláusulas já acertadas durante a segunda rodada. No dia 19 de janeiro, a comissão do Seprosp havia ampliado o percentual de reembolso do auxílio-creche de 30% para 40% para crianças de 24 a 60 meses - mesmo índice já aplicado aos filhos com até 24 meses. Nesta terça-feira, ao propor o reajuste do piso salarial administrativo para R$ 1.141, o patronato recuou na cláusula 19ª e sugeriu que o benefício passasse de 40% para 35%. Com a justificativa de que o auxílio-creche é calculado pelo salário-base, a comissão alegou que o aumento do piso inviabilizaria a elevação do percentual do benefício. "Vocês estão misturando alhos com bugalhos ao tratar de piso salarial com o auxílio-creche. E quem não tem filhos, paga o preço de quem tem filhos? Não dá para aceitar", reclamou o presidente do Sindpd.

A PLR e o vale-refeição, conquistas alcançadas à duras penas após duas greves da categoria, também foram alvo da intransigência do patronato. O Sindpd, que luta por reajuste digno também no vale-refeição, pleiteia pelo valor mínimo de R$ 20 para carga horária acima de seis horas e R$ 18 para a jornada de até seis horas diárias. Já o Seprosp, que havia sugerido o valor fixo de R$ 17,50 durante a segunda rodada, manteve o índice anterior. Mas, dessa vez, retrocedeu ao sugerir a exclusão do benefício para jornada de até seis horas. A oferta foi rejeitada com veemência pelo Sindicato, que manteve firme a reivindicação inicial.

Próximos passos

Com projeções positivas, o setor de tecnologia da informação apresenta crescimento comprovado para o ano de 2016. Em São Paulo, o segmento vem retomando a contratação de serviços, com um índice baixo de demissões. Diante da realidade promissora do setor, a contraproposta de 4% de reajuste salarial expõe o espírito pessimista e retrógrado do patronato. Ao travar a negociação salarial, a comissão das empresas inviabiliza o acerto de todas as outras cláusulas. O corte de direitos, a alteração de conquistas já consolidadas e a redução de salários estão fora de cogitação para os trabalhadores de TI.

A próxima reunião está agendada para o dia 1 de fevereiro, quarta-feira, às 15 horas, no Seprosp. Ao pedir responsabilidade na análise da pauta, o presidente do Sindpd deixou claro, mais uma vez, o posicionamento do Sindicato. "Inflação para nós é importante. Isso aqui, 4% mais abono, não serve para nós. Sem a reposição das perdas inflacionárias, vamos começar 2018 com uma defasagem de 2,58% nos salários. Quero que tenham a consciência e pesem as responsabilidades dessa atitude", finalizou Antonio Neto.

Principais demandas do Sindpd

- Reajuste salarial de 8,58% (INPC de 2016 mais 2% de aumento real);
- Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salários;
- Pagamento de vale-alimentação;
- Vale-refeição de R$ 20 para jornada superior a 6h/dia e R$ 18 para até 6h/dia.
- Pagamento integral de plano médico, hoje custeado em 70% pelos trabalhadores;
- Auxílio-creche de 50% para crianças de até 72 meses;
- Hora extra de 100% nas duas primeiras horas e 150% nas demais e finais de semana;
- Licença-maternidade obrigatória de 180 dias;
- Seguro de vida equivalente a 30 pisos salariais;
- Garantia de reembolso de km para trabalhadores que usam os próprios veículos;
- Pagamento de vale-cultura;
- Custeio de bolsa de estudo para qualificação profissional.

O que propôs o Seprosp

- Reajuste salarial de 4% acrescido de abono de 18% pago em outubro;
- Vale-refeição de R$ 17,50;
- Manutenção da jornada de trabalho em 40 horas semanais;
- Redução da multa para empresas que atrasam salários;
- Desobrigação de continuidade da PLR para empresas que já pagam o benefício;
- Desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências dos trabalhadores;
- Cobrança de coparticipação em planos de saúde e também dos procedimentos;
- Rejeição a todas as demais propostas feitas pelo Sindpd.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Campanha Salarial 2017: terceira rodada de negociação será nesta terça-feira

Campanha Salarial 2017 Sindpd terceira rodada de negociação será nesta terça-feira


A terceira rodada de negociações da Campanha Salarial 2017 está marcada para terça-feira, 24, às 15h, na sede do Seprosp. Em um novo encontro com a entidade patronal, o Sindpd voltará a buscar avanços para os profissionais de TI, incluindo o reajuste salarial com aumento real e a ampliação de benefícios.

Nas duas rodadas anteriores, ocorridas nos dias 10 e 19 deste mês, os patrões apresentaram propostas consideradas muito ruins pela diretoria do Sindpd. Na última quinta-feira (19), durante a reunião que foi realizada na sede do Sindicato dos trabalhadores, a Comissão de Negociação do Seprosp apresentou uma melhora quase insignificante em sua contraproposta de reajuste salarial.

A oferta dos patrões, que na primeira rodada havia sido de 3,5% com um abono de 10% a ser pago em outubro, foi elevada para apenas 4% com abono de 15% previsto para o mesmo mês. O Sindpd rejeitou de imediato a proposta, já que ela se manteve muito abaixo da inflação de 2016, que ficou em 6,58%, segundo o INPC.

Na sequência dos debates, o Sindpd apresentou à mesa a sua demanda prevendo correção total do INPC acrescida de 2% de aumento real, ou seja, 8,58% de reajuste. O Sindicato também marcou posição contra a tentativa do patronato de retirar direitos, incluindo as propostas do Seprosp de alterar os pagamentos de PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados) e do vale-refeição.

"Toda a comissão negocial sabe que esses dois pontos foram objetos das greves de 2011 e 2014, justamente a PLR e o vale-refeição. Para nós, são pedras de toque [princípios básicos]", afirmou o presidente do Sindpd, Antonio Neto, ainda durante a mesa com os patrões.

"Estamos firmes na negociação e não vamos admitir retrocessos. O setor patronal utiliza a crise econômica como argumento para tentar retirar direitos e apresentar uma proposta de reajuste salarial inaceitável, mas todas as pesquisas e consultorias apontam que o segmento de TI se mantém saudável e com boas perspectivas de crescimento. Queremos o que pertence ao trabalhador", salientou Neto.

Acompanhe no portal do Sindpd e nos demais canais de comunicação do Sindicato a cobertura completa da Campanha Salarial 2017. Fique ligado!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Campanha Salarial 2017: Possibilidade de acordo ainda é distante

Campanha Salarial 2017 Segunda Rodada Sindpd Possibilidade de acordo ainda é distante
via Sindpd

Após propor, durante a primeira rodada, a redução de salários e a alteração de direitos já consolidados, a comissão de negociação do Seprosp voltou à mesa nesta quinta-feira, 19, sem apresentar melhorias significativas. Realizada pela primeira vez na sede do Sindpd, a segunda rodada terminou sem grandes avanços. O sindicato patronal manteve a redução de salários ao propor um reajuste de 4% acrescido de abono salarial de 15% a ser pago em outubro. A oferta ainda está distante de repor a inflação do período, que fechou em 6,58%.

Com o intuito de garantir avanços e oferecer a proteção necessária à categoria, o Sindicato refutou veemente todas as possibilidades de retrocesso. Para Antonio Neto, não há contraproposta sem a reposição das perdas inflacionárias. Diante do espírito pessimista e do comportamento irredutível do patronato, e ciente da importância de garantir um reajuste digno para os trabalhadores de TI, o Sindpd pleiteia por 8,58% de reajuste - representado pela correção acumulada do INPC de 2016 e acréscimo de 2% de aumento real. Para o vale-refeição, o valor proposto pelo Seprosp foi de R$ 17,50. Como contraproposta, o Sindicato apresentou o reajuste de R$ 20 para carga horária acima de seis horas, e R$ 18 para a jornada de até seis horas diárias.

Passos lentos

Contrariando o desenvolvimento do setor, que demanda um número cada vez maior de profissionais qualificados e apresenta crescimento comprovado no País, o patronato refutou inúmeras cláusulas propostas pelo Sindpd em favor do profissional de TI. A passos lentos, a comissão patronal apresentou duas propostas de melhorias. A primeira, referente à estabilidade paternal - a garantia de emprego para os pais passa a ser a partir do 7º mês de gestação. Já o auxílio-creche obteve aumento para crianças de 24 a 60 meses - passa de 30% para 40%, mesmo índice aplicado aos filhos com até 24 meses.

Trazidas pelo patronato já na primeira rodada de negociação, propostas que representam corte de direitos foram novamente criticadas pelo presidente do Sindpd. A alteração do parágrafo que impõe a renovação da PLR às empresas que já oferecem o benefício e o desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências dos trabalhadores são, segundo Antonio Neto, inaceitáveis. "Essas são conquistas essenciais para a categoria, pilares das greves de 2011 e 2014. Para nós são pedras de toque [princípios básicos] impassíveis de retrocesso. Se mexermos aqui, é para melhorar", ratificou o dirigente.

Em busca de avanços

Em defesa da valorização profissional, uma das bandeiras levantadas pelo Sindpd é o pagamento de salários dignos aos trabalhadores do estado. Presente na Convenção Coletiva da categoria, a determinação de salários normativos garante um patamar mínimo de remuneração, além de frear o comportamento predatório e desleal de algumas empresas do setor. Na Campanha desse ano, o Sindpd pleiteia a inclusão dos cargos de analista e programador, além de buscar pisos salariais acima da média regional de São Paulo.

Ainda durante a segunda rodada, Antonio Neto ressaltou a dificuldade enfrentada nas negociações com o setor patronal. "Quando defendemos a regulamentação da profissão, os patrões insistem que temos maturidade para conversar e para fazermos negociação, estabelecendo parâmetros mínimos. Quando as discussões são apresentadas na mesa,  eles jogam isso para o Congresso e se negam a negociar", destacou.

Neto reafirmou também a importância das reivindicações do Sindicato. Amplamente debatida com a categoria em assembleias realizadas em todo o estado, a pauta aborda questões fundamentais para os trabalhadores de TI e garante o avanço do setor. O presidente do Sindpd levou as questões novamente à tona e pediu seriedade na análise. O pagamento de 100% nas duas primeiras horas extraordinárias e 150% nas demais e finais de semana, licença-maternidade de 180 dias, bem como o seguro de vida equivalente a 30 pisos salariais e o vale-alimentação não foram ao menos colocadas à mesa pelo Seprosp. A próxima rodada acontece no dia 24 de janeiro, às 15 horas, na sede do sindicato patronal.

Principais demandas do Sindpd:

- Reajuste salarial de 8,58% (INPC de 2016 mais 2% de aumento real);
- Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salários;
- Pagamento de vale-alimentação;
- Vale-refeição de R$ 20 para jornada superior a 6h/dia e R$ 18 para até 6h/dia.
- Pagamento integral de plano médico, hoje custeado em 70% pelos trabalhadores;
- Hora extra de 100% nas duas primeiras horas e 150% nas demais e finais de semana;
- Licença-maternidade obrigatória de 180 dias;
- Seguro de vida equivalente a 30 pisos salariais;
- Garantia de reembolso de km para trabalhadores que usam os próprios veículos;
- Pagamento de vale-cultura;
- Custeio de bolsa de estudo para qualificação profissional.

O que propôs o Seprosp:

- Reajuste salarial de 4% acrescido de abono de 15% pago em outubro;
- Vale-refeição de R$ 17,50;
- Auxílio-creche de 40% para crianças de até 60 meses;
- Manutenção da jornada de trabalho em 40 horas semanais;
- Redução da multa para empresas que atrasam salários;
- Desobrigação de continuidade da PLR para empresas que já pagam o benefício;
- Desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências dos trabalhadores;
- Cobrança de coparticipação em planos de saúde e também dos procedimentos;
- Rejeição a todas as demais propostas feitas pelo Sindpd.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Segunda rodada de negociação da Campanha Salarial será na quinta-feira

Segunda rodada de negociação da Campanha Salarial será na quinta-feira
via Sindpd



A segunda rodada de negociações da Campanha Salarial 2017 está marcada para a próxima quinta-feira, 19, às 15h, na sede do Sindpd. A diretoria do Sindicato voltará a se reunir com representantes da entidade patronal (Seprosp) para defender a pauta de reivindicações da categoria, que inclui o reajuste salarial com aumento real, a redução na jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais sem a diminuição de salários, além da ampliação de benefícios e direitos.

A primeira rodada de negociação, ocorrida na última terça-feira (10), foi encerrada sem acordo entre os dirigentes dos sindicatos, sobretudo em razão da péssima contraproposta apresentada pelos patrões.

A Comissão de Negociação do Seprosp sugeriu um índice de reajuste salarial de apenas 3,5%. O Sindpd, por sua vez, defende o acumulado do INPC de 2016 acrescido de 3% de aumento real. Como o INPC do ano passado fechou em 6,58%, o Sindicato quer um aumento salarial de 9,58% para os trabalhadores de TI.

O descontentamento com a contraproposta feita pelos patrões foi externado pelo presidente do Sindpd, Antonio Neto, ainda durante a mesa de negociação. "Não começo a conversar sobre a negociação de índice sem a gente chegar na conclusão do que vai fazer com a inflação. Inflação não é ganho, é reposição. E a irredutibilidade de salário é constitucional", disse o dirigente.

Outras demandas

A redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais sem diminuição proporcional de salário também faz parte da pauta. A reivindicação está embasada em estudos que comprovaram os elevados níveis de estresse e pressão que atingem a categoria.

O Sindicato também cobra uma série de melhorias nos benefícios sociais. Uma delas inclui o pagamento do vale-alimentação além do vale-refeição. Hoje, apenas o custeio de um dos vales é obrigatório.

Outra demanda prevê que as empresas assumam integralmente o pagamento dos planos médico e odontológico dos trabalhadores, que atualmente são responsáveis por uma coparticipação. Também estão entre as propostas a ampliação do valor pago como hora extra e a consolidação de benefícios conquistados nos últimos anos, como a PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados).

Tentativa de retrocessos

Na primeira rodada, o setor patronal rejeitou todas as reivindicações feitas pelo Sindpd e foi além: tentou diminuir direitos já conquistados. A comissão do Seprosp propôs redução no valor da multa que é paga pelas empresas em caso de atrasos salariais, mudanças nas negociações que envolvem o pagamento da PLR, descontos no pagamento do vale-refeição e alterações até no custeio da assistência médica.

"Tínhamos consciência desde o início da Campanha Salarial de que as negociações deste ano seriam difíceis, mas não vamos admitir retrocessos nem retirada de direitos. Vamos para a próxima rodada de negociação empenhados em garantir avanços para a categoria", ressaltou Antonio Neto.

A cobertura completa sobre a Campanha Salarial 2017 você acompanha no portal do Sindpd e nos demais canais de comunicação do Sindicato. Fique ligado!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Na 1ª rodada, patrões sugerem redução de salários e corte de direitos

Primeira mesa de negociação da Campanha Salarial 2017 Sindpd
via Sindpd

Aconteceu, nesta terça-feira, 10, a primeira mesa de negociação da Campanha Salarial 2017. Em um ano em que o setor de TI manteve o crescimento, a contraproposta apresentada pela comissão de negociação do Seprosp sugere a redução de salários e o corte de direitos já garantidos pela Convenção Coletiva do Sindpd. Ignorando o cenário positivo no qual o setor se encontra, o sindicato patronal ofereceu reajuste de apenas 3,5% acrescido de abono salarial de 10% a ser pago em outubro. Refutado pelo Sindpd, que pleiteia a correção acumulada do INPC de 2016 acrescida de 3% de aumento real, o reajuste será novamente debatido na próxima rodada.

O índice, extremamente prejudicial, não reflete os resultados e as projeções otimistas do setor e representa um retrocesso para os trabalhadores de TI. Pesquisa divulgada em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprova que, em meio a um cenário de retração das atividades de prestação de serviços, o segmento de tecnologia da informação mostrou-se dinâmico, com geração de serviços de elevado valor agregado. Segundo os dados apresentados, o setor manteve crescimento contínuo desde abril de 2016 e obteve, no acumulado dos últimos doze meses até outubro, um aumento tanto no volume de serviços (1,2%) quanto na receita nominal (3,9%).

Retirada de direitos

Além de propor o reajuste menor do que a inflação, uma série de impropriedades foram postas à mesa. Entre elas, a alteração do parágrafo que impõe a renovação da PLR às empresas que já oferecem o benefício. A proposta da desobrigação de uma das conquistas mais valorizadas pela categoria reflete a posição dos patrões em retroceder nos direitos já consolidados. Na tentativa de beneficiar as empresas às custas dos empregados, a multa de atraso no pagamento do salário - hoje estipulada em 2% ao dia e limitada a 20% por mês - foi questionada. Após sugerir a alteração de cláusulas importantes para a categoria, como as que tratam sobre o vale-refeição e a assistência médica (veja no quadro abaixo), o sindicato patronal refutou todas as cláusulas referentes aos benefícios sociais reivindicados pelo Sindpd.

Para Antonio Neto, a contraproposta absurda expõe o espírito pessimista e retrógrado do patronato. "O fato do índice não chegar sequer à metade da inflação é uma proposta clara de redução salarial. Garantir a inflação do período não é ganho, é reposição. E é o mínimo que iremos buscar para começar a negociar. Também não podemos aceitar o corte de direitos. A PLR e o VR, por exemplo, foram conquistados através de árduas batalhas e duas greves da categoria. Queremos, sim, que elas sejam alteradas. Mas para ampliar e consolidar ainda mais esses benefícios, que têm sido extremamente importantes não só para os trabalhadores, como para os empresários também", criticou o presidente do Sindpd.

Redução da jornada

Entre as cláusulas refutadas, está a diminuição da jornada de trabalho sem redução de salários. Uma das principais bandeiras da Campanha Salarial, a redução da carga horária é defendida em prol do bem-estar do trabalhador. Frequentemente lesionada, a categoria de TI sofre os impactos de uma rotina intensa e estressante. Com a diminuição, os trabalhadores têm a chance de investir em atividades de capacitação e lazer.

O tema foi amplamente debatido por especialistas durante o Seminário de Pauta desse ano. Com a pressão por resultados e o ritmo de trabalho acentuado, o profissional de TI está constantemente em risco relativo à saúde física e mental. Suscetível a desenvolver doenças como Lesão por Esforço Repetitivo (LER), tendinite e Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), o trabalhador também pode apresentar alto nível de estresse. Além disso, por estar constantemente em desenvolvimento, a área de TI incorpora novas tecnologias de forma dinâmica e ininterrupta, e a realidade do setor exige a capacitação contínua de seus profissionais.

Em sua justificativa, o Seprosp afirmou que o momento atual do País torna insustentável o modelo de jornada proposto. Para Antonio Neto, é importante que o diálogo acerca das trinta horas mantenha-se aquecido, visando a evolução do setor e o bem-estar dos trabalhadores.

Projeções positivas

A proposta apresentada pela comissão de negociação do Seprosp contrapõe-se ao desenvolvimento comprovado do setor. Um estudo produzido pela Abes em parceria com o IDC aponta que, após crescer mais que a média mundial em 2015, o mercado brasileiro de tecnologia da informação deve manter a trajetória em 2016. A expectativa para o último ano é de um crescimento de 3% no Brasil ante média global de 2,4%. Em São Paulo, o segmento vem retomando a contratação de serviços, com um índice baixo de demissões. Um relatório elaborado pelo TTR em parceria com a Merrill Corporation destaca ainda um aumento de 35% no número de operações no segmento de TI.

A postura adotada pelo Seprosp vai na contramão do que propõem as próprias entidades do segmento. Em outubro, durante o Seminário de Regulamentação da Profissão de TI, grande parte do setor empresarial advogou uma autorregulamentação, sob a alegação de que o setor é maduro o suficiente para impor suas próprias regras sem prejuízo aos trabalhadores. Durante a primeira rodada da negociação coletiva, porém, ficou clara a indisposição em debater e apresentar propostas que beneficiem não apenas as empresas, mas principalmente os trabalhadores.

Com o apoio e a mobilização da categoria, que participou expressivamente durante todo o processo de preparação da pauta, o Sindpd segue firme em suas convicções. Disposto a conquistar reajustes dignos, a expectativa é de melhora nos índices. A próxima reunião está agendada para o dia 19 de janeiro, às 15 horas, na sede do Sindpd, em São Paulo. "Nossa expectativa é que, no mínimo, o setor patronal analise de forma responsável as nossas considerações. Esperamos que eles levem em conta que essas reivindicações são fundamentais para os profissionais e para o desenvolvimento do setor de TI. Estamos preparados e faremos o que for preciso para manter o histórico de conquistas do Sindicato", afirmou Antonio Neto.

Principais demandas do Sindpd:

- Reajuste salarial equivalente ao INPC de 2016 mais 3% de aumento real;
- Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salários;
- Pagamento de vale-alimentação;
- Pagamento integral de plano médico, hoje custeado em 70% pelos trabalhadores;
- Hora extra de 100% nas duas primeiras horas e 150% nas demais e finais de semana;
- Licença-maternidade obrigatória de 180 dias;
- Auxílio-creche de 50% para crianças de até 72 meses (hoje é 40%);
- Seguro de vida equivalente a 30 pisos salariais;
- Garantia de reembolso de km para trabalhadores que usam os próprios veículos;
- Pagamento de vale-cultura;
- Custeio de bolsa de estudo para qualificação profissional.

O que propôs o Seprosp:

- Reajuste salarial de 3,5% acrescido de abono de 10% pago em outubro;
- Manutenção da jornada de trabalho em 40 horas semanais;
- Redução da multa para empresas que atrasam salários;
- Desobrigação de continuidade da PLR para empresas que já pagam o benefício;
- Desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências dos trabalhadores;
- Cobrança de coparticipação em planos de saúde e também dos procedimentos;
- Rejeição a todas as demais propostas feitas pelo Sindpd.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Tim Cook tem salário menor após queda nas vendas da Apple em 2016

Tim Cook tem salário menor após queda nas vendas da Apple em 2016
via IDGNow

Diante de seu mais recente balanço, a Apple demonstrou que não conseguiu atingir suas metas financeiras para o ano de 2016. Como reação direta, o salário do CEO, Tim Cook, também caiu. Os lucros da empresa para o ano até 24 de setembro caíram 14% em relação ao ano anterior. Em consequência, a compensação total de Cook caiu 15% - apesar de um aumento de 50% em seu salário base.

Mas claro, nada que leve Tim Cook a se preocupar ou mesmo economizar, tendo em vista que mesmo assim ele fez US$8.747.719 no ano. No entanto, ele e seus colegas executivos perderam alguns milhões cada devido a baixa performance da Apple.

A compensação de Cook consiste em um salário base e um incentivo anual que pode chegar a valer quatro vezes o salário base se a receita e os ganhos da empresa excederem as metas máximas estabelecidas, como a Apple o fez em 2015, quando Cook recebeu US$ 10,28 milhões, incluindo US$ 280,000 de "outra" compensação.

Em 2016, o incentivo foi apenas 1,79 vezes o seu salário base, de acordo com documentos que a Apple entregou a Securities and Exchange Comission na sexta-feira. Felizmente para Cook, esse aumento de US$ 1 milhão dado no início do ano também recebe o multiplicador: sem isso, ele teria feito menos de US$ 5 milhões no total.

A Apple também forneceu detalhes da folha de compensação de cinco outros executivos em seu documento entregue a SEC. No caso, todos eles ganharam mais do que Cook. Os cinco foram o CFO Luca Maestri, a vice-presidente sênior de varejo Angela Ahrendts, Eddy Cue, executivo para software e serviços de internet, Dan Riccio, executivo para engenharia de hardware e o conselheiro geral Bruce Sewell.

Cada um tinha um salário base de US$ 1 milhão, o mesmo que no ano passado, um incentivo anual de US$ 1,79 milhão e ações de US$ 20 milhões. Isso coloca a remuneração total para cada um dos cinco altos executivos em torno de US$ 22,8 milhões, abaixo dos US$ 25 milhões no ano anterior.

Cook não recebeu nenhum prêmio adicional em ações em 2016 - mas ele ainda está lucrando com o prêmio que recebeu em 2011, quando se tornou CEO. Em agosto de 2016, os primeiros 1,26 milhões dessas unidades de ações valiam  US$ 136 milhões. E há mais por vir: outros 2,1 milhões de unidades que ainda não foram investidos irão dar a Cook mais 237 milhões dólares (a seu preço atual) quando o fizerem.

Naturalmente, esses números de compensação são todos provisórios: Eles ainda exigem aprovação de acionistas, algo que o conselho está recomendando. Também está propondo que os acionistas continuem a aprovar a remuneração dos executivos a cada ano, e não a cada dois ou três anos, como eles também podem fazer.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Campanha Salarial 2017 terá primeira rodada de negociação no dia 10

Negociação da Campanha Salarial 2017 Sindpd
via Sindpd


A primeira rodada de negociação da Campanha Salarial 2017 foi marcada para a próxima terça-feira, dia 10 de janeiro, às 15h, na sede do Seprosp (Sindicato das Empresas em Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo).

Na ocasião, dirigentes do Sindpd e do sindicato patronal se reunirão para dar início às negociações referentes à pauta de reivindicações dos trabalhadores de TI, que inclui pontos importantes como o reajuste salarial com aumento real e a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, entre outras demandas.

A pauta foi aprovada pelos trabalhadores de TI após uma sequência de encontros que culminou com a assembleia realizada na sede do Sindpd, em São Paulo, no dia 10 de dezembro. Antes, outras 14 assembleias já haviam ocorrido em todo o estado. No total, cerca de 3.000 profissionais participaram das votações que definiram os rumos da campanha.

"A pauta da Campanha Salarial 2017 foi amplamente referendada pelos trabalhadores. Agora, temos o desafio de levar adiante a luta pela ampliação de benefícios e direitos para toda a categoria", disse o presidente do Sindpd, Antonio Neto.

Principais bandeiras

Entre as principais bandeiras de luta da Campanha Salarial 2017, está o reajuste salarial com aumento real para os trabalhadores. O Sindicato pleiteia a correção acumulada do INPC de 2016 acrescida de 3% de aumento real. O objetivo é garantir aos trabalhadores de TI a manutenção do poder de compra dos salários, mesmo neste período de crise econômica que atinge o País.

A redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, sem diminuição proporcional de salário, também faz parte da pauta. A reivindicação está embasada em estudos que comprovaram os elevados níveis de estresse e pressão que atingem a categoria.

Com a redução da jornada, o objetivo é que os trabalhadores tenham mais tempo livre para o descanso e para se dedicar à família, mas também consigam ampliar a sua qualificação profissional, uma exigência constante feita pelas próprias empresas.

Ampliação das conquistas

A pauta aprovada reivindica uma série de melhorias nos benefícios sociais. Uma delas inclui o pagamento do vale-alimentação de forma conjunta com o vale-refeição. Hoje, apenas o custeio do VR é obrigatório. Outra demanda prevê que as empresas assumam integralmente o pagamento dos planos médico e odontológico dos trabalhadores, que atualmente são responsáveis por uma coparticipação.

Também estão entre as propostas a ampliação do valor pago como hora extra. Hoje, as empresas são obrigadas a pagar um percentual de 75% nas duas primeiras horas. A pauta prevê pagamento de 100% nas duas primeiras horas e de 150% nas demais, além de sábados, domingos e feriados.

Benefícios que já foram consolidados nos últimos anos também integram a luta do Sindicato, como a obrigatoriedade de que todas as empresas do setor apresentem propostas para pagamento de PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados). Com o objetivo de dar transparência a todo o processo, a negociação receberá ampla cobertura e será divulgada nos canais de comunicação do Sindicato. Acompanhe!

Azealia Banks tem conta no Twitter suspensa após briga com brasileiros

Azealia Banks tem conta no Twitter suspensa após briga com brasileiros
via G1

Azealia Banks teve sua conta no Twitter suspensa após arrumar briga com os brasileiros. A rapper americana havia se tornado alvo de uma enxurrada de críticas na internet depois de ofender os fãs do país em uma publicação no Facebook.

Em texto publicado na madrugada desta segunda-feira (1º) e excluído em seguida, a cantora dizia ter recebido mensagens racistas e spams enviados por brasileiros, a quem chamou de "anormais do terceiro mundo" que fazem "spam com esse inglês errado". Nos comentários, muitos seguidores conderam a postura da artista.

O Twitter informa que pode suspender contas que "violam as regras" da rede social. Enquandram-se nesse caso contas com spams ou falsas, contas invadidas e contas com posts ou comportamento abusivo (clique aqui para ler o regulamento detalhado). Pelo regulamento, é possível reverter a suspensão de uma conta no site.

No Facebook, entretanto, Azealia Banks continua divulgando suas publicações – e recebendo comentários dos brasileiros. Em um post em que mostrou a foto de uma torta, um usuário escreveu: "Tá achando que vai conquistar a gente com 'torta americana'? Aqui é bolo de fubá monamour". Outro pergunta: "Oi, querida, como anda tua conta no Twitter derrubada pelos favelados?". Era uma referência a uma provocação anterior feita pela rapper, que dizia não saber que "tinha internet na favela".

Outras respostas irônicas de brasileiros foram: "Mexeu com o país errado, brasileiro pisa em Azaléia desde 1958! #AzaleiaFoiFeitaPraPisar" e "Essa gringa se acha só pq fala ingles? Filha, nois tbem fala who are you on the breadline (quem é tu na fila do pão)? #DenunciemAContadaSanalia".

Entenda a polêmica

Em dos posts no Facebook que originaram a polêmica nesta segunda, Azealia Banks escreveu: "Quando esses anormais do terceiro mundo vão parar de fazer spam com esse inglês errado falando sobre algo que não sabem? É hilário ser chamada de vadia negra por brasileiros brancos. Eles deveriam se preocupar com a economia primeiro”, escreveu.

Após ter sido criticada por muitos seguidores do Brasil, ela chegou a responder: "Não sabia que tinha internet na favela". O assunto se tornou o mais comentado da manhã desta segunda no Twitter do Brasil, onde usuários iniciaram uma campanha para que as páginas da rapper fossem denunciadas.

No Facebook, no entanto, a rapper continuou publicando posts irônicos e ofensivos sobre os brasileiros e o idioma do país. Também comemorou sua "capacidade de produzir notícias internacionais no conforto de seu vaso sanitário".

Em uma das publicações, Azealia afirmou em resposta a um dos seguidores brasileiros que o país tem o maior número de pessoas que publicam insultos racistas em sua página. "Não ligo de qual país você é. Racismo é racismo. E um monte de meninos brancos de um país com as piores políticas para negros não vão vir aqui me xingar quando não sabem sequer falar a língua com a qual tentam me insultar."

Protagonista de muitos barracos na internet – em maio de 2016, ela teve a conta no Twitter suspensa após ataques a Zayn Malik, ex-integrante do One Direction –, Azealia Banks veio ao Brasil em junho, para apresentação em São Paulo.