quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Em mais uma negociação transparente, PLR é aprovada por trabalhadores da Timpel

Timpel PLR Sindpd
via Sindpd

Na última sexta-feira, 19, os trabalhadores da Timpel S.A. aprovaram em assembleia, pela segunda vez, a proposta de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) da empresa. A PLR é referente ao período de 2016.

A equipe de trabalhadores da Timpel afirmou que "com conhecimento aos demais sindicatos que atuam, a posição do Sindpd foi e é positiva na divulgação e implantação da PLR. Representa-nos de forma honrosa ao nos questionar quanto às atitudes de nossos empregadores". O pagamento do acordo será realizado em parcela única no dia 20 de março de 2017, para 23 trabalhadores.

"Considero este acordo muito positivo, pois a empresa conseguiu moldar o acordo envolvendo todos os funcionários, sem exceção", declarou a diretora Adriana Hilário. "Ficou muito claro que será muito importante o trabalho em grupo, o que gera um companheirismo com todos na empresa", afirmou.

Negociação garante Participação nos Lucros aos funcionários da Multitask

Multitask PLR Sindpd
via Sindpd

As empresas PPI Multitask Sistemas e Automação e Multitask Soluções em Automação, pertencentes ao mesmo grupo, estabeleceram proposta de PLR aos funcionários. Em acordo inédito, a aprovação dos trabalhadores, durante a assembleia realizada no dia 22, garantiu o auxílio a sessenta e dois empregados. Previsto para março de 2017, o pagamento é referente ao exercício de 2016.

Para Adriana Rafaela Hilario, diretora responsável por mediar as negociações, o fechamento de novos acordos estabelece o respeito e amplia o reconhecimento pelo profissional de TI. "Estamos conseguindo que as empresas valorizem e reconheçam cada dia mais o trabalhador", comemora.

Os funcionários identificam, no dia a dia, os resultados dessa valorização. "A implantação da PLR na PPI foi extremamente importante como ferramenta de incentivo e alcance de metas para todos nós", confirma Ivan Brito, consultor de negócios da PPI Multitask. Segundo Adriana Hilario, o benefício também evidencia o papel dos empregados no crescimento e faturamento da empresa.

Pela primeira vez, empregados da Fazsoft recebem acordo de PLR

Fazsoft PLR Sindpd
via Sindpd

A Fazsoft Engenharia de Software, localizada em Sorocaba, reuniu os trabalhadores em assembleia para apresentar a proposta de acordo de Participação nos Lucros e/ ou Resultados.

É a primeira vez que a empresa adere ao programa, que está inserido na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, a qual determina que as instituições que integram a base do Sindpd devem apresentar a proposta obrigatoriamente. "Sem o trabalho árduo do Sindicato, dificilmente as empresas optariam em pagar PLR e renovar anualmente os acordos sempre com melhorias", comentou o diretor do Sindpd Luciano Porto.

De acordo com Porto, a Fazsoft fará o pagamento do benefício em única parcela, a ser liberada em 19 de fevereiro de 2017. Luciano ressaltou ainda que a PLR, além de ser um benefício financeiro, contribui para valorizar a atuação de cada profissional. "É a recompensa e ferramenta de reconhecimento financeiro ao bom desempenho e produtividade no ambiente de trabalho, funcionando como uma espécie de bônus ofertado pelo empregador", concluiu o diretor.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Sindicatos conquistam retirada de trechos prejudiciais aos servidores públicos do PLP 257

CSB Sindicatos conquistam retirada de trechos prejudiciais aos servidores públicos do PLP 257
via Sindpd

Após duas semanas de intensas mobilizações no Congresso Nacional, os servidores públicos da CSB conquistaram uma importante vitória, na madrugada desta quarta-feira (10), com a retirada de trechos prejudiciais aos trabalhadores do texto do PLP 257/2016. Validado por 282 votos contra 140 no plenário da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar foi aprovado sem exigir o congelamento dos salários dos servidores por dois anos e nem a proibição de abertura de concursos.

A decisão foi tomada depois do relator do Projeto, Esperidião Amim (PP/SC), entregar uma emenda substitutiva à apreciação dos parlamentares. Entre as ameaças ao sucateamento do Estado, presentes no documento original, também foram excluídas da nova versão: a elevação da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%, a redução de despesas com cargos de livre provimento, a limitação imposta à despesa primária total na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o contingenciamento para alcance de metas de superávit primário.

De acordo com o vice-presidente da CSB, Flávio Werneck, a conquista demonstra a força da união da classe trabalhadora com o movimento sindical, mas relembra que a luta ainda não terminou. "A CSB foi participativa todos os dias. Tentamos passar aos deputados que a renegociação das dívidas não necessitava dessas contrapartidas, que só acarretariam prejuízos à prestação de serviços à sociedade e que o servidor não era o vilão das contas públicas. O vilão das contas públicas é o pagamento de juros", destaca Werneck.

As alterações na forma de corrigir os débitos dos entes federados foi outra mudança feita pela emenda. Antes cobradas sob o sistema baseado nos juros compostos (juros sobre juros) - prática inconstitucional condenada pela Súmula 121 do Supremo Tribunal Federal -, o novo texto propõe agora que a correção das dívidas seja feita segundo as normas da Lei Complementar 148/14, a qual prevê a aplicação da Taxa Selic (juros simples) ou do IPCA + 4% ao ano, o que for menor.

Para o vice-presidente da CSB, apesar deste primeiro passo na batalha contra o retrocesso de direitos, o texto do Projeto de Lei permanece longe do ideal. Segundo o sindicalista, o PLP 257 ainda tem potencial de causar "um enfraquecimento na prestação de serviços" no País. "A alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal é um ponto sobre o qual precisamos continuar atentos, pois é neste trecho em que se coloca como despesa de pessoal a contratação de terceirizados - algo que pode travar e dificultar muito as negociações com os governos e municípios", explica Flávio Werneck.

Conforme informações divulgadas no site oficial da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei estabelece medidas de restrição fiscal, dentre as quais incluem-se as despesas com pessoal. "Serão levadas em conta todas as despesas com pessoal e não somente com funcionalismo, como está previsto atualmente na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei Complementar 148/14. Assim, para efeito de interpretação, despesas com terceirização poderiam ser consideradas como de pessoal, limitado o gasto total nessa rubrica", publicou a Câmara.

A limitação do crescimento das despesas primárias correntes na variação do IPCA é mais um ponto polêmico da matéria, que irá ser debatido com mais quatro destaques pelos deputados antes de ser analisada no Senado. Ainda de acordo com o divulgado pela Câmara, críticos afirmam que "esse limite implicaria dificuldades na concessão de reajuste devido ao aumento de outras despesas acima do índice inflacionário, o que também dificultaria a manutenção de serviços públicos para a população".

Segundo o diretor nacional da CSB, Wagner de Oliveira, "este assunto está em aberto, e a Central continuará com as mobilizações no Brasil inteiro para excluí-lo do texto". "Não descartamos deflagrar uma greve geral nacional caso necessário", assegura o dirigente.

Cosme Nogueira, secretário de Formação Sindical da CSB, também salienta que tais discussões são motivações para a Central manter sua base mobilizada. "Houve mudanças no Projeto, mas ele ainda é ruim. Por isso, estamos aqui marcando presença. A CSB está sendo realmente a protagonista desse enfrentamento e vamos travar mais uma batalha no Senado", conclamou Nogueira ao relembrar que a Central está desde o mês de março - quando foi apresentado o PLP 257/2016 - na liderança de todas as manifestações contra o desmonte do Estado e o arrocho fiscal.

Mobilização

Desde que o PLP foi enviado à Câmara, dirigentes da CSB em todo o Brasil se mobilizaram para impedir os retrocessos propostos pelo Projeto aos servidores. Ações em aeroportos, com concentração permanente no aeroporto de Brasília, atos nas ruas da capital federal, além de corpo a corpo com os parlamentares dentro e fora do Congresso e presença constante nas galerias do plenário da Casa cresceram e tomaram força com as caravanas vindas de várias partes do País para fortalecer a luta dos trabalhadores. Além das ações em Brasília, que também contaram com a participação da vice-presidente da CSB Diany Dias, sindicalistas do estado de Pernambuco, sob a liderança da vice-presidente da Central Maria das Mercês, também se mobilizaram no aeroporto de Recife para conscientizar os passageiros a respeito das ameaças da proposta.

Responsáveis por organizar a primeira mobilização nacional para barrar pontos negativos do Projeto de Lei, dirigentes da CSB garantem que não desistirão da luta mesmo após tentativa de repressão às ações legítimas do movimento sindical perpetrada pela polícia legislativa.

Durante as mobilizações do dia 02/08, os representantes dos trabalhadores foram impedidos de acessar o plenário da Câmara dos Deputados sob nenhuma justificativa legal. Na ocasião, o vidro de uma das portas de entrada do Anexo II da Casa foi quebrado devido à truculência dos policiais.

"Esse é um pleito que teremos que trabalhar muito bem e se necessário, judicialmente. Há muita dificuldade no ingresso dos representantes dos trabalhadores na Casa e a Câmara precisa rever esse posicionamento. O Congresso é a Casa do povo e como tal tem de receber as demandas da população, principalmente em um caso tão peculiar como este de prejuízo ao serviço público", critica o vice-presidente da Central, Flávio Werneck - ratificado pelo diretor nacional, Wagner de Oliveira.

Para o sindicalista, as ações da polícia legislativa é um desrespeito à Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que determina a total, absoluta e livre organização sindical. "Impedir que os dirigentes sindicais acompanhem as votações do Congresso nas galerias, que façam pressão, se mobilizem e se indignem durante a votação é um ato antidemocrático, é um ato quase ditatorial", alerta Oliveira. A CSB permanece em Brasília e em todos os estados brasileiros atenta à tramitação do PLP 257/2016.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Associados do Sindpd participam da infraestrutura de TI da Olimpíada

Associados do Sindpd participam da infraestrutura de TI da Olimpíada
via Sindpd

Quando os atletas de 208 países entrarem no estádio do Maracanã nesta sexta-feira (05/08) para a cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro, dando início oficialmente às competições, uma outra corrida já terá começado nos bastidores do megaevento. Enquanto os atletas se preparam para as disputas esportivas, um verdadeiro batalhão de profissionais de TI estará a postos para garantir o funcionamento de uma rede de sistemas que sustenta a realização dos Jogos.

São trabalhadores que estarão na própria cidade-sede da competição, mas também espalhados por várias localidades, dentro e fora do País, incluindo profissionais que fazem parte do quadro de associados do Sindpd, em São Paulo - funcionários da Atos, empresa de TI responsável pela infraestrutura de tecnologia da Olimpíada do Rio.

Para o público em geral interessado apenas em acompanhar o desempenho dos atletas nas quadras, campos, piscinas ou pistas de atletismo, toda a estrutura tecnológica existente nos bastidores pode passar sem nem ser notada. Os softwares e sistemas desenvolvidos pelos profissionais de TI, no entanto, estão presentes praticamente em todos os momentos dos Jogos.

É essa estrutura que garante que os resultados de uma prova de corrida, por exemplo, sejam transmitidos para toda a mídia global em um prazo menor que meio segundo. Multiplique isso em um evento que terá mais de 300 provas em 42 modalidades esportivas, com uma estimativa de 4,8 bilhões de telespectadores em todo o mundo, e é possível ter noção da dificuldade existente por trás de todo o trabalho de TI.

"Não há margem para erros. Não tenho condições de pedir para que Usain Bolt corra novamente os 100 metros", diz Luis Casuscelli, diretor de BDS (Big Data e Security) da Atos América do Sul, em referência ao velocista jamaicano vencedor de seis medalhas de ouro nas Olimpíadas de Londres-2012 e Pequim-2008. "Não existe forma de não cronometrar, de não coletar esses dados. A gente simplesmente tem que se assegurar de que tudo funcione", afirma Casuscelli.

Desenho complexo

O associado do Sindpd Diego Roberto Gomes dos Santos, head de sales operation e BID control da Atos, é um dos profissionais à frente do projeto de TI para a Olimpíada do Rio. Durante dois anos, ele trabalhou no desenvolvimento da proposta que seria apresentada ao Comitê Organizador do evento. "Foi um desafio complexo no desenho de todo o projeto que iria atender as venues [locais de competição]", explica.

"É uma emoção bem grande, agora, ver as coisas tomando forma. É legal saber, como brasileiro, que dentro de um evento tão grande tem um pedacinho de uma coisa que eu pensei e que agora está sendo executada. É muito gratificante", afirma o profissional.

Diego é associado do Sindp há cerca de cinco anos e diz estar satisfeito com serviços oferecidos, sobretudo com os descontos proporcionados pelos convênios com instituições de ensino. "O Sindicato tem vários benefícios, nem sempre sobra tempo para aproveitar tudo, como as colônias [de férias], mas eu venho utilizando os cursos", ressalta.

Do vôlei aos voluntários

Uma das dificuldades em garantir a infraestrutura de tecnologia de um evento do porte de uma Olimpíada envolve não apenas o elevado número de locais de competição, mas também a diversidade de sistemas necessários.

Ao todo, 37 pontos onde ocorrerão disputas esportivas precisaram receber estruturas de TI, cada uma delas com programas exclusivos que atendem a cada especificidade de uma modalidade esportiva. Um software usado para computar pontos, faltas e demais variáveis de uma partida de vôlei, por exemplo, não é o mesmo utilizado para marcar as estatísticas de uma prova de hipismo.

Antes de os Jogos começarem, a rede de sistemas de tecnologia da informação também foi utilizada para a emissão de mais de 300 mil credenciais para atletas, funcionários e parceiros, além do gerenciamento necessário para recrutar 70 mil voluntários.

E mais: sabe quando um comentarista esportivo na TV cita detalhes sobre a vida de um atleta, como as medalhas já conquistadas ou os recordes registrados em Olimpíadas anteriores? Não se trata apenas de boa memória do comentarista, mas de um software específico produzido para os Jogos e fornecido para as emissoras que detêm os direitos de transmissão, contendo dados completos dos mais de 14 mil atletas, em tempo real.

Mais do que máquinas

Para produzir todos esses sistemas, conduzir testes e colocá-los em funcionamento, um exército de profissionais de TI foi montado no País. Hoje, a Atos tem um grupo de 800 trabalhadores atuando diretamente com o projeto da Rio-2016.

O associado do Sindpd Alexandre Benatti Lourenço, gerente de workforce da companhia, foi um dos responsáveis por trabalhar na definição da estratégia da empresa em relação ao contingente de trabalhadores que seriam designados para o megaprojeto.

"A quantidade de pessoas que a gente teria de alocar nesse projeto era muito grande, então foi um desafio definir quando contratar, como contratar, encontrar as pessoas corretas", explica. "Ao mesmo tempo, fazer parte de um projeto tão grande como esse trouxe um orgulho muito grande", salienta.

Alexandre é sócio do Sindpd há cerca de dois anos e se diz satisfeito com a representatividade do Sindicato. "Procuro sempre ler todo o material de comunicação que é enviado pelo Sindicato, acho que ele tem um papel muito importante", destaca.

De olho no futuro

Assim como projetos desenvolvidos em Olimpíadas anteriores ajudaram a consolidar a estrutura de TI dos Jogos do Rio, algumas novidades implementadas neste ano também deverão ser replicadas e até mesmo aprimoradas nos próximos eventos.

Uma delas é a utilização da computação em nuvem para a armazenagem e o gerenciamento de dados. A Olimpíada do Rio é a primeira da história a ter essa tecnologia de cloud em sua infraestrutura de TI.

"É uma evolução constante a cada edição. A gente coloca tecnologias, vai introduzindo inovações, mas de uma forma extremamente testada e controlada", afirma Luis Casuscelli. "Fizemos muitos testes, estressamos os sistemas e simulamos todos os tipos de problemas para garantir que tudo funcione bem. A ideia é justamente que ninguém saiba de tudo isso que está ocorrendo [nos bastidores]. Se os Jogos terminarem sem que sejamos mencionados, é sinal de que tudo funcionou corretamente. Não somos os protagonistas, os protagonistas são os atletas", completa.

Para Celso Lopes, diretor do Sindpd, o projeto de tecnologia voltado à Olimpíada é um exemplo claro da capacidade de evolução e precisão que o setor de TI tem a oferecer para todas as atividades. "Evidentemente, o trabalhador tem uma importância muito grande nesse contexto, porque é ele quem desenvolve todos esses sistemas", salienta o dirigente.

Servidores voltam a protestar contra a aprovação do PLP 257

CSB Servidores voltam a protestar contra a aprovação do PLP 257
via CSB

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) iniciou nesta segunda-feira (08/08) uma nova agenda de mobilização contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, que está na pauta de votações da Câmara dos Deputados. O projeto, criado para renegociar as dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União, prevê como contrapartida a retirada de uma série de direitos dos trabalhadores do setor público.

Na manhã desta segunda-feira, dirigentes da CSB, acompanhados de servidores públicos, estiveram no Aeroporto Internacional de Brasília para mais um ato contrário ao PLP. Os manifestantes abordaram os deputados federais que chegavam à capital do País, na tentativa de pressioná-los contra a aprovação do projeto.

No período da tarde, a articulação continuará na Câmara dos Deputados, onde está prevista uma sessão para a votação do PLP a partir das 16h. Representantes da CSB e de entidades sindicais filiadas à Central planejam acompanhar a votação no plenário da Câmara e ampliar o corpo a corpo com os deputados nos corredores do Congresso.

Esta é a segunda semana consecutiva de mobilização da CSB contra o PLP 257. Na semana passada, a pressão exercida pela Central, ao lado dos trabalhadores e de outras instituições sindicais, garantiu o adiamento da votação do projeto.

“Foi um passo importante na defesa dos servidores públicos de todo o País, mas vamos permanecer firmes. Em todas as crises surgem tentativas de penalizar os trabalhadores e de retirar direitos que foram conquistados com muito esforço. Não podemos recuar”, afirma o presidente da CSB, Antonio Neto.

Sobre o PLP

Apresentado pelo governo federal em março deste ano, o PLP 257 tem como objetivo a renegociação das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União, ampliando em mais 20 anos os prazos para pagamento dos débitos.

O texto da proposta, no entanto, transfere para as costas dos servidores públicos todo o ônus desse refinanciamento. O projeto prevê o congelamento de salários por dois anos, a paralisação de concursos públicos, a ampliação da contribuição previdenciária por parte dos trabalhadores e ainda a possibilidade de privatização de serviços.

Além de causar danos a um universo de profissionais, o sucateamento do setor público também atingirá toda a sociedade brasileira, que depende diretamente de serviços que são prestados pelos trabalhadores em seu dia a dia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Empregados da Linkpartners afirmam que PLR será o 14º salário

PLR Linkpartners Sindpd
via Sindpd

Representantes da Linkpartners Information Technology reuniram-se com a comissão dos empregados e a diretora do Sindpd Sue Ellen Naka para colocar em votação o acordo de PLR referente ao ano de 2016.

Os funcionários aprovaram a proposta oferecida pela empresa, que se comprometeu em efetuar o pagamento até o dia 31 de dezembro. O programa beneficiará 94 empregados. De acordo com Ana Carla da Silva, Celso dos Santos Ribeiro, Dierfes Aparecido Veloso e Maximino José Ferreira Costa, o dinheiro servirá como um décimo quarto salário, pois integrará a renda de final de ano. Os trabalhadores disseram ainda que vão utilizar o rendimento extra para pagamento de contas, viagens e iniciar uma poupança.

De acordo com Sue Ellen, que também mediou o acordo de 2015, esse ano os empregados pareceram muito mais entusiasmado com a conquista do benefício. "Vejo que esse ano eles estavam mais animados com o acordo. É gratificante ver que a categoria está reconhecendo os frutos da luta que o Sindpd trava todos os dias", concluiu.

No interior, trabalhador destaca o bom relacionamento com o Sindpd

PLR Setor Informática Sindpd
via Sindpd

Com a assembleia realizada no dia 29 de julho em Sorocaba, quatorze trabalhadores da Setor Informática garantiram a PLR de 2016. Dividido em duas parcelas, o pagamento está agendado para outubro de 2016 e março de 2017.

A Participação nos Lucros é vista como um bônus fora de época, utilizado de acordo com as necessidades e desejos de cada um. Comumente destinada ao lazer e à educação, a renda extra advinda da PLR também auxilia no orçamento familiar. Augusto Cesar de Almeida Junior, funcionário da Setor há três anos, exemplifica: "[A PLR] serve para a quitação de algumas dívidas, auxílio em alguma viagem, algum plano para o lazer. É um dinheiro que você normalmente não está contando tanto, como acontece com o 13º salário - que você já tem em mente para o que usar - então ele fica mais livre", reitera.

Augusto Cesar reconhece a proximidade dos funcionários com a Diretoria. "Eu acompanho o site do Sindicato, converso bastante com o Luciano [Porto, diretor do Sindpd] também. É bem interessante o relacionamento que nós temos com o pessoal aqui de Sorocaba, porque eles são bem participativos e estão sempre presentes", aprova.

Responsável por mediar as negociações com a empresa, Luciano Gonçalves Porto ressalta o trabalho desenvolvido pelo Sindpd no interior. A capacitação recebida pela Diretoria, juntamente com o esforço contínuo por melhorias nos acordos de PLR, fazem com que trabalhadores de TI de todo o estado estejam sob o amparo do Sindicato.