quarta-feira, 11 de maio de 2016

IBM abre seu computador quântico para o mundo todo #IBMnoSindpd

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via Exame

A computação como conhecemos está perto de mudar. A IBM anunciou que qualquer pessoa do mundo poderá usar computação quântica na nuvem a partir de hoje. O acesso será remoto e possibilitado por um serviço. O computador em si fica em um laboratório da empresa em Yorktown Heights, Nova York.

O anúncio da IBM dificilmente afetará pessoas comuns. Por outro lado, deve trazer animação para cientistas e pesquisadores que enxergam na computação quântica esperança para suas pesquisas. Isso porque a computação quântica promete poder de processamento para analisar problemas que eram insolúveis com a computação tradicional. O serviço anunciado hoje serve como vitrine para a pesquisa e desenvolvimento da computação quântica por parte da IBM. Vale lembrar que esse assunto tem despertado interesse em outras empresas e órgãos. Um grande exemplo é o D-Wave. O computador é resultado de uma parceria entre Google e Nasa, com um investimento de 10 milhões de dólares em pesquisa.

Mas, afinal, o que há de tão especial na computação quântica? O conceito em si foi pensado há três décadas. Cientistas analisavam uma maneira de ir além do sistema binário usado na computação. Um computador tradicional pensa em bits, usando 0 e 1. É como se tudo fosse sim ou não. Em linhas gerais, a computação quântica foge desse sistema binário. Os bits são substituídos por qubits—ou quantum bits.

O qubit pode ter valores simultâneos, ser 0 e 1 ao mesmo tempo. A combinação de dois qubits pode ser quatro valores simultaneamente: 00, 01, 10 e 11. Na computação tradicional, a combinação de dois bits poderia ser apenas uma dessas alternativas. O computador da IBM tem capacidade de 5 qubits. O objetivo da empresa é alcançar uma capacidade de 50 ou 100 qubits com a abertura do seu computador para o uso do público—isso traria um salto computacional enorme, em comparação com o poder de processamento disponível atualmente.

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