terça-feira, 15 de março de 2016

Antonio Neto é reeleito presidente da CSB

Antonio Neto reeleito presidente CSB
via CSB

O II Congresso da Central dos Sindicatos Brasileiros terminou no final da tarde de hoje, 26, reunindo 1.363 dirigentes sindicais de todo o País, e reelegeu Antonio Neto como presidente da CSB. Durante o discurso após a eleição, Neto afirmou que qualquer agradecimento que fosse feito seria pouco perto do que tem recebido dos sindicatos que ajudaram a construir a Central.

“Às vezes eu penso como poderia agradecer vocês. A irmandade, o carinho e a cumplicidade que construímos, como poderia agradecer isso? São Tomás de Aquino traduz a gratidão em três níveis: o intermediário, superficial e o profundo. O terceiro nível, mais profundo, só tem na língua portuguesa: obrigado. Quando a pessoa diz “obrigado”, ela está se comprometendo, se envolvendo com você e se sentindo agradecido. Então, só posso dizer isso: obrigado. Quero ampliar cada vez mais o meu compromisso com vocês e com a nossa Central”, disse, emocionado.

O primeiro vice-presidente eleito, José Avelino Pereira (Chinelo), reafirmou o orgulho dos sindicalistas e da Central em ter um líder como Neto. “Ele é um companheiro preparadíssimo, a gente sente orgulho de ser representado por um companheiro da envergadura do nosso presidente Antonio Neto. Tenho orgulho de ser seu vice-presidente. Você é o mais preparado desse Brasil. Eu ajudei a construir mais de cinco centrais sindicais e nenhuma se compara à CSB”, revelou.

O Plano de Lutas, o Estatuto, as Teses e Moções da Central também foram aprovados durante o terceiro dia deevento. Ao todo, participaram do Congresso 703 entidades, 721 delegados, 354 observadores e 288 convidados. “Nós, da CSB, queremos fazer a diferença com relação às demais. Tive o prazer de visitar durante o último ano quase todos os estados do Brasil e os mais longínquos recôncavos desse País para conhecer de perto a realidade dos trabalhadores. Tudo o que pudermos fazer para fortalecer o movimento sindical brasileiro faremos. Essa é a prioridade dessa central. Nós fizemos questão de que cada sindicato filiado a nós estivesse aqui presente. Não há aqui grupos políticos, correntes ideológicas, religiosas, que agrupem os seus e os traga para cá. A principal tarefa da CSB é preparar o dirigente para lutar pelos trabalhadores. E este Congresso é a maior prova disto. Trouxemos os melhores palestrantes aqui”, afirmou o presidente da CSB.

“Quero cumprimentar a cada um que está aqui por ter acreditado no projeto que tínhamos, de construir uma central sindical que tem compromisso com o trabalhador e que fala a verdade. Aqui somos todos iguais, todo mundo é ouvido, independentemente da identificação ideológica. Dentro da nossa Central a gente discute política sindical. É isso que nos une. As nossas vontades ideológicas tratamos num outro fórum. Aqui tratamos das bandeiras que fortalecem a luta do trabalhador. Como disse o presidente Neto: Todos os trabalhadores aqui são iguais, desde os empregados domésticos até os metalúrgicos, como eu”, disse Chinelo.

União e crescimento

Alvaro Egea, secretário-geral da CSB, afirmou que o povo vive em uma sociedade desigual e profundamente injusta. “A elite faz de tudo para nos tirar direitos. Portanto nosso desafio é muito grande. Mas estamos preparados para ele. Em novembro de 2011, fomos desafiados a fazer uma travessia. Hoje temos 620 sindicatos já validados; crescemos 20 vezes. É um crescimento extraordinário em quatro anos. Mas precisamos mais. É por isso que quero reforçar o desafio lançado pelo Chinelo, que cada um de nós traga mais sindicatos para a Central. Precisamos ampliar nossa capacidade de ação e intervenção, porque os trabalhadores precisam de nós”, salientou o dirigente.

O secretário de formação sindical, Cosme Nogueira, reafirmou a posição da CSB de lutar por um Brasil mais justo e mais igual. “Quando o ministro Miguel Rossetto anunciou que a Central conquistou assentos no conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador e no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, a emoção tomou conta de todos nós. Um filme passou em nossas cabeças sobre tudo o que enfrentamos. Começamos a ver o início da CSB, o processo de criação da Central e todas as lutas que tivemos. Nós viajamos o interior do Brasil inteiro lutando por todos os trabalhadores”, disse, orgulhoso.

Durante o evento, também foram aprovadas as receitas e despesas da Central no período de 2012 a 2015. Juvenal Cim, conselheiro fiscal, relembrou as lutas e as conquistas que a CSB teve, mesmo com poucos recursos. “Nos últimos quatros anos, nós só tivemos receita em um único ano, que foi em 2015. As nossas lutas e nossas conquistas foram possíveis porque tivemos o apoio de sindicatos que acreditaram em nós”, declarou.

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