sábado, 26 de março de 2016

Site que vazou vídeo de sexo de Hulk Hogan terá de pagar US$ 140 milhões

Hulk Hogan vídeo sexo
via G1

Um júri norte-americano aumentou nesta segunda-feira (21) para US$ 140 milhões o valor que o site "Gawker" terá de pagar ao ex-lutador profissional Hulk Hogan por ter difundido um vídeo em que ele aparece fazendo sexo com a esposa de um amigo. Os seis jurados de um tribunal de St. Petersburg, na Flórida, havia condenado o site na a desembolsar US$ 115 milhões. Agora, concluíram que Hogan deve receber US$ 25 milhões adicionais como indenização por perdas e danos.

Do montante imposto na segunda-feira, o Gawker terá que pagar US$ 15 milhões e seu fundador, Nick Danton, os US$ 10 milhões restantes. Um dos ex-editores do site, A.J. Deulerio, responsável pela decisão de divulgar o vídeo, pagará US$ 100 mil. Terry Bollea, ex-lutador de 62 anos, conseguiu convencer o júri de que a publicação na internet de uma versão editada com menos de dois minutos do vídeo amador gravado clandestinamente foi humilhação e invasão de privacidade.

Hogan caiu em prantos na sexta-feira, quando após duas semanas de julgamento, o júri anunciou a decisão de atribuir a Hogan o elevada quantia de US$ 115 milhões, acima do que o ex-campeão de luta livre pediu em sua ação, de US$ 100 milhões. O site, dedicado a atualidade e entretenimento e que poderia ser obrigado a declarar falência, informou que apelará da sentença. A juíza Pamela Campbell também determinou que o vídeo sexual seja mantido fora do alcance do público.

Hogan processou o site Gawker após a publicação do vídeo em que aparecia fazendo sexo com a esposa de seu então melhor amigo, o locutor de rádio conhecido como 'Bubba the Love Sponge'. O ex-lutador disse que seu amigo tinha um "casamento aberto" e queria que a mulher fizesse sexo com ele. Depois de insistir, Hogan disse finalmente ter aceitado, mas não soube que a cena tinha sido filmada.

Quando o vídeo apareceu em 2012, os advogados de Hogan pediram ao Gawker que o retirasse, mas o site não o fez por seis meses e foi visto por sete milhões de pessoas, segundo os representantes de Hogan, protagonista de programas de 'reality show' e filmes. O site Gawker alegou durante o julgamento que a divulgação do vídeo era de interesse público, razão pela qual estaria sob a proteção da Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Trabalhadores de cinco empresas aprovam acordos de PLR

Sindpd PLR
via Sindpd

Starcorp Tecnologias de Informática Ltda - ME
A Starcorp apresentou proposta de renovação de PLR referente a 2015. A assembleia de negociação aconteceu no dia 16 de março, na cidade de Campinas, e foi acompanhada pelos diretores do Sindpd Loide Belchior e Ismael Antonio de Souza. Segundo os diretores, a maioria dos trabalhadores aprovaram a proposta. O benefício será pago em duas parcelas, sendo a primeira para 30 de março e quitação em 30 de abril.

Alternate Tecnologies
Loide Belchior e Abaitaguara do Amaral Gonçalves estiveram à frente das negociações de PLR da empresa Alternate. Durante a assembleia, que aconteceu no dia 15 de março, os trabalhadores aprovaram a proposta de renovação, que se refere ao exercício de 2015. Cerca de 80 trabalhadores vão receber o benefício.

STX Tecnologia e Sistemas Ltda
É a primeira vez que a STX apresenta proposta de PLR para seus funcionários. A maioria votou positivamente no acordo do exercício de 2015. Segundo Sue Ellen Naka, que esteve à frente das negociações, o pagamento do benefício será liberado em 30 de março.

D.M.I. Soluções em TI e Telecom
Sue Ellen também acompanhou as negociações da D.M.I. De acordo com a diretora, os funcionários também vão receber o valor do benefício em 30 de março.

Brasil Dental Serviços Compartilhados Ltda - ME
No dia 22 de fevereiro, Sue Ellen acompanhou ainda as negociações do acordo de PLR da empresa. Mais de 60 trabalhadores receberam o valor do benefício no dia 7 de março. Christiane Caroline da Silva, Joseana Santos de Oliveira, Mariza Lopes de Oliveira, da comissão dos empregados, também estiveram presentes na reunião.

Ideia Serviços de Informática Ltda - EPP
O mesmo aconteceu na empresa Ideia. O acordo, apresentado pela primeira vez e aprovado pela maioria dos trabalhadores, refere-se ao exercício de 2015. Segundo a diretora, o pagamento foi liberado no dia 15 de janeiro.

Comediante da HBO John Oliver faz programa especial sobre briga entre Apple e FBI

John Oliver HBO
via IDGNow

Clique aqui para assistir ao vídeo

O comediante John Oliver dedicou a última edição do seu programa Last Week Tonight, da HBO, ao recente e polêmico caso entre Apple e FBI, que pede à fabricante para hackear o iPhone de um suspeito de terrorismo nos EUA. No especial de 18 minutos, o apresentador britânico faz um resumo para explicar de forma bastante sucinta (e engraçada) a disputa entre a empresa de Tim Cook e as autoridades dos EUA – é possível habilitar as legendas em inglês do YouTube.

Até o fechamento da reportagem, o vídeo com a íntegra do programa já tinha mais de 2,9 milhões de visualizações no YouTube. Vale lembrar que os criadores do seriado Mr. Robot revelaram que a segunda temporada do programa, com estreia prevista para julho, vai abordar o tema a partir de uma trama ficcional sobre criptografia e privacidade.

Entenda o caso

O governo dos EUA “exigiu que a Apple tome uma medida sem precedentes que ameaça a segurança dos nossos usuários”, afirmou o executivo em uma carta aberta publicada no site da empresa nesta quarta-feira, 17/2. Ele ainda afirma que o momento pediu uma discussão pública sobre o assunto e que queria que os usuários e as pessoas no país “entendessem o que está em jogo”. A indústria de tecnologia vem cada vez mais usando criptografia em seus produtos e serviços. A iniciativa vem sendo criticada por oficiais do governo dos EUA, incluindo o diretor do FBI, James Comey, que diz que isso torna mais difícil para eles rastrearem os terroristas que se escondem sob a criptografia. As empresas assumiram a posição de que a criptografia protege a privacidade individual dos usuários.

Após o governo dizer ao tribunal que estavam encontrando dificuldades por conta de um recurso de apagamento automático do iPhone que poderia apagar os dados após 10 tentativas sem sucesso de “quebrar” a senha do smartphone, a juíza Sheri Pym ordenou que a Apple ofereça sua assistência técnica, incluindo se exigido fornecer software com assinatura, para burlar ou desabilitar a função de apagar automaticamente caso esteja habilitada no aparelho. Isso permitiria que os investigadores do FBI tentasse diferentes combinações para “quebrar” a senha e conseguir os dados.

O governo está pedindo que a Apple crie uma backdoor no iPhone, afirma Tim Cook, que afirmou ainda que o que o governo está pedindo é algo que a empresa não possui e também é considerado muito perigoso para ser criado. “Especificamente, o FBI quer que a gente crie uma nova versão do sistema do iPhone, burlando vários recursos de segurança, e instalá-lo em um iPhone recuperado durante a investigação”, afirma. “Em mãos erradas, esse software – que ainda não existe – teria o potencial de desbloquear qualquer iPhone em posse física de alguém.”

quarta-feira, 23 de março de 2016

Wikipedia terá ferramenta de leitura para deficiente visual

Wikipedia
via Exame

Na semana passada, o Wikipedia anunciou uma parceria com o KTH (Instituto Real de Tecnologia da Suécia) para desenvolver uma ferramenta de leitura voltada para os usuários com deficiências visuais. Com objetivo de tornar o conteúdo do Wikipedia acessível, a plataforma "Wikispeech" será desenvolvida por meio de crowdsourcing e em código aberto, permitindo que os usuários contribuam com a criação ferramenta.

A ideia é que todo o conteúdo da enciclopédia possa ser lido ouvido através de uma síntese de áudio, incialmente emitida em inglês, sueco e árabe, com lançamento previsto para o início de 2017. Como a plataforma será desenvolvida de forma coletiva, é provável que após seu lançamento surjam novas versões em outros idiomas. A expectativa das empresas é que o software seja expandido para até outras 280 línguas.

domingo, 20 de março de 2016

Apple Pay é o pagamento mais seguro do mundo, diz VP da Visa

Mark Nelsen VP Visa
via Exame

2016 promete ser o ano dos pagamentos móveis em todo o mundo e o Brasil não está fora dessa tendência. A Samsung já anunciou que seu serviço, o Samsung Pay, estará disponível no país em breve – o lançamento oficial está previsto para antes das Olimpíadas do Rio. Aliás, a empresa chegou a fazer parcerias com oito bancos brasileiros, entre eles Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco, para lançar o serviço no mercado.

O Samsung Pay não é o único pagamento via smartphone que estará disponível no Brasil neste ano. O Apple Pay de Tim Cook também deve ser apresentado no país até o final de 2016. Uma das companhias que pretende fazer com que os brasileiros possam utilizar esses serviços de uma maneira segura e fácil é a Visa. “Nós realmente vemos a inovação acontecendo no Brasil”, diz Mark Nelsen, vice-presidente da Visa, em entrevista a EXAME.com. “Os dispositivos móveis trazem novidades que podem ser usadas para melhorar a maneira que os usuários fazem seus pagamentos”, adiciona.

Quando Nelsen diz novidades, ele está falando das tecnologias que transformam os smartphones em verdadeiros cartões de crédito ambulantes. Uma delas é a NFC, uma conexão de proximidade, e a outra é a MST (Magnetic Secure Transmission), uma maneira de simular a tarja magnética do cartão atual. Segundo números divulgados pela Cielo, mais de 70% da sua rede de terminais pagamentos está preparada para o uso da tecnologia NFC. Isso significa que os serviços da Samsung e da Apple devem funcionar normalmente quando chegarem ao Brasil.

Contudo, nem todos os smartphones têm suporte para essa tecnologia de pagamento. No caso da Samsung, os dispositivos disponíveis no Brasil que poderão efetuar compras são Galaxy Note 5, Galaxy A, Galaxy S6 e S6 Edge. Todos os aparelhos da Apple a partir do iPhone 6 suportam o NFC. Como boa parte da população brasileira não pode comprar esses aparelhos (eles chegam a valer de 2.199 reais até 4.300 reais), a adesão aos serviços não deverá ser fácil no país. Segundo Nelsen, outro desafio relacionado à mobilidade é o fato de que muitas pessoas, principalmente no Brasil, não têm acesso à internet.

“Por mais que os smartphones estejam sendo comercializados desde 2007, essa é ainda uma barreira que precisamos quebrar”, explica. Por isso, ele não acredita que a chegada dos pagamentos móveis será o fim do cartão de crédito físico. “Existirá momentos em que os usuários simplesmente não vão querer adotar esse método”. O VP da Visa dá como exemplo uma pesquisa recente feita pela empresa que revelou que os Millenials (pessoas nascidas entre os anos de 1980 e 2000) gostariam de ter um cartão bancário físico. “Muitos deles responderam que ter um cartão faz eles se sentirem mais adultos”, explica.

Segurança

Indiscutivelmente a maior preocupação em relação aos pagamentos móveis é o fato de que as pessoas estão preocupadas com a segurança de suas contas bancárias. Para o VP da Visa, o Apple Pay é provavelmente o pagamento móvel mais seguro do mundo. “Afinal, você precisa ter um telefone, que é tokenizado, e também tem que utilizar a biometria para fazer o pagamento. Desse modo, o serviço é uma maneira incrivelmente segura de fazer transações bancárias”.

Não entendeu? Bom, talvez seja por que você nunca ouviu falar da palavra tokenização. A tecnologia substitui os dados confidenciais de pagamentos com outra identificação, o token. Esse não pode ser decodificado matematicamente e as informações da conta do cliente são armazenadas nos datacenters dos bancos. “Desse modo, se alguém roubar um token, não vai poder usá-lo”, explica Nelsen. Por isso, “nós investimos tanto em tokenização. Nós sabemos que nossos dados de pagamentos estão sempre à mercê de bandidos”.

O VP ainda acrescenta que existe um conflito entre o que é seguro e qual é a melhor experiência para o usuário, “pois, a melhor segurança pode ser uma experiência terrível para o nosso cliente”. Segundo ele, seriam necessárias autenticações múltiplas todo o momento para que um serviço seja totalmente seguro. “Porém, ninguém quer realmente fazer isso”.

Geolocalização e futuro

Para que a conta do usuário fique ainda mais protegida, a Visa lançou recentemente o Mobile Location Confirmation. Com ele, o consumidor compartilha dados de localização do seu smartphone automaticamente para o app do banco, que está integrado com a Visa. “Desde que apresentamos o serviço, 80% das transações internacionais recusadas puderam ser revertidas”, afirma Nelsen. De acordo com o VP, a ferramenta já está sendo testada pelos bancos brasileiros e deve estar disponível para o usuário final ainda neste ano.

Com tantas novidades no mercado, pergunto a Nelsen se ele acredita que todas essas novas tecnologias serão realmente utilizadas no futuro. “O que nós queremos é criar a melhor experiência para os nossos clientes. Por isso, eu acredito que há espaço para todos os tipos de pagamentos e funcionalidades”, finaliza o VP.

Aberta negociação para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2016 da Prodam

negociação renovação Acordo Coletivo de Trabalho 2016 Prodam
via Sindpd

A comissão de negociação dos empregados, o vice-presidente João Antonio Nunes e o diretor Edison Galli, estiveram reunidos com os representantes da Prodam, no dia 9, para debater a pauta do Acordo Coletivo Complementar de Trabalho (ACCT) 2016. Durante a primeira rodada de negociação, todas as cláusulas da pauta foram lidas como estratégia para a realização da defesa dos itens anteriormente aprovados pela assembleia dos empregados. "Essa rodada é o início de um processo que visa consolidar e garantir conquistas fruto de muitos anos de organização e negociação, sempre apoiado pelos trabalhadores da Prodam", comentou João Antonio.

De acordo com o atual diretor administrativo e financeiro da Prodam, Silas Redondo, que fez um breve relato sobre a situação econômica da empresa nos últimos anos, mas afirmou também que as cláusulas debatidas serão avaliadas pelos setores competentes, considerando as melhores alternativas para a contraproposta. A empresa apresentará a nova proposta na segunda rodada de negociação, que ainda não foi agendada.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Tribunal da Alemanha decide contra uso de botão "curtir" do Facebook

Botão curtir Facebook
via UOL

Um tribunal na Alemanha decidiu contra o uso do botão "curtir" do Facebook por um shopping online, em mais um revés jurídico no país europeu para a maior rede social do mundo. O tribunal no distrito de Düsseldorf afirmou que a varejista Peek & Cloppenburg não obteve permissão apropriada antes de transmitir as identidades dos computadores de seus usuários para o Facebook, violando a lei de proteção de dados da Alemanha e obtendo uma vantagem comercial.

A corte decidiu em favor da associação de consumidores do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, que afirmava que o site da rede varejista tinha obtido dados dos usuários e os enviado ao Facebook antes que os consumidores tivessem decidido se clicariam no botão "curtir". "Um mero link para um comunicado sobre proteção de dados no pé do site não constitui uma indicação de que os dados estão sendo ou prestes a serem processados", disse o tribunal.

A Peek & Cloppenburg enfrenta penalidade de até 250 mil euros ou seis meses de prisão para um gestor. Em janeiro, uma decisão da corte mais alta da Alemanha rejeitou o recurso de "encontrar amigos" do Facebook. Além disso, na semana passada, uma agência de defesa da concorrência na Alemanha afirmou que estava investigando o Facebook por suposto abuso de poder de mercado.

Com mudanças, carreira de TI começa a atrair mais mulheres, dizem especialistas

carreira TI atrair mais mulheres tecnologia
via Sindpd

As mudanças na área de tecnologia da informação podem ser uma oportunidade para as mulheres entrarem em um setor tradicionalmente dominado por homens. Facilidade de comunicação, gestão de conflitos e trabalho colaborativo são algumas habilidades comportamentais comumente associadas a mulheres cada vez mais valorizadas no ramo.

"Antes, o profissional de TI trabalhava mais isolado, mais fechado em seu mundo. Isso mudou", diz Tatiana Lorenzi, diretora de desenvolvimento humano e organizacional da Tivit. O que é preciso agora para aumentar o número de mulheres na profissão é atraí-las para cursos em que possam desenvolver as habilidades técnicas básicas, bem como estimular empresas do setor a contratá-las, segundo Leonard Wadewitz, diretor da CompTIA para a América Latina e Caribe.

A CompTIA é uma associação sem fins lucrativos dedicada ao ensino, pesquisa e defesa de políticas públicas relacionadas à tecnologia da informação que tem um programa para estimular a entrada de mulheres na área, o "Advancing Women in IT" (promovendo mulheres em TI, em português).

Vantagens

"Precisamos mostrar em palestras e nas redes sociais as vantagens de trabalhar em TI: não é preciso passar anos em uma faculdade, as vagas estão em todos os ramos da indústria e é um esquema de trabalho flexível, que pode ser feito remotamente", afirma Wadewitz. Para ele, as vantagens valem tanto para homens quanto para mulheres. Não se pode, contudo, esquecer o lado da empresas, que também precisam começar a prestar mais atenção ao número de mulheres em seus quadros, diz Wadewitz.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Falso aplicativo de recarga de celular clona cartões de crédito

Falso aplicativo recarga celular clona cartões de crédito
via iG

Um falso aplicativo de recarga de celular disponível na Google Play Store pode clonar cartões de crédito de usuários. Disponível desde novembro de 2015, o app Recarga Celular promete ao usuário o dobro de crédito do valor recarregado, mas na verdade os criadores do app coletam os dados de cartões de crédito para realizar a clonagem. Segundo a Kaspersky Lab, que alertou sobre o golpe, o aplicativo exibe as telas da suposta função de recarga, informando aceitar diversos tipos de cartões de crédito. Para realizar a operação, o usuário precisa informar um cartão de crédito real, pois o aplicativo faz uma verificação dos dados.

Depois que o usuário registra dados como CPF, nome, número e código de segurança do cartão de crédito, o aplicativo envia as informações para um site registrado no Brasil sem ligação com as operadoras de telefonia. Por meio das avaliações na Google Play Store, vários usuários informaram que, de fato, não receberam os créditos e tiveram problemas com o cartão de crédito. Esta não a primeira vez que cibercriminosos utilizam a loja de aplicativos do Google para aplicar golpes virtuais. No final de 2014, foram encontrados os primeiros golpes bancários móveis desenvolvidos no Brasil. Em outubro de 2015, o Recarga Brasil, outro aplicativo falso de recarga esteve disponível no Google Play Store, mas foi removido.

O laboratório da ESET divulgou outra falha de segurança na loja de aplicativos do Google. Segundo a empresa, uma família de trojans, ou cavalos de Tróia, se disfarça de um aplicativo legítimo para iniciar um tráfego de internet por sites pornográficos sem que a pessoa perceba. Para despertar o interesse do maior número de pessoas, os trojans se passam por aplicativos populares como jogos. Após a instalação, o aplicativo gera uma grande quantidade de tráfego na internet, prejudicando quem utiliza um plano de dados controlado. De acordo com a empresa, o malware Android/Clicker, como é conhecido, conseguiu se infiltrar na loja do Android, ao menos, 343 vezes nos últimos sete meses.

Os cavalos de Tróia não se infiltram somente na Play Store, mas também infectam os dispositivos de milhares de usuários Android. O número médio de downloads por aplicativos foi de 3.600 na loja virtual. As empresas de segurança recomendam que o usuário verifique as avaliações antes de baixar aplicativos e desconfie de supostas promoções oferecidas pelos apps.

terça-feira, 15 de março de 2016

PLR beneficia trabalhadores de mais seis empresas

Sindpd PLR
via Sindpd

Dec Web Solutions Informática Ltda
O diretor Daniel Forini acompanhou as negociações o acordo de PLR da Dec Web, no dia 02 de março, na sede da empresa em São Carlos. O acordo referente ao período de janeiro a dezembro de 2016, contemplará cerca de 10 funcionários, que vão receber o benefício em única parcela.

Micro Mídia Informática
A Micro, empresa de Jundiaí, renovou o acordo de PLR referente ao exercício de 2015. A assembleia de negociação aconteceu dia 01 de março. Segundo os diretores Loide Belchior e Abaitaguara do Amaral Gonçalves, que acompanharam a reunião, o pagamento do benefício será liberado até o dia 04 de março para mais de 50 funcionários.

Cadena Sistemas Ltda
Os diretores Marco Kronka e Mirian Vieira representaram o Sindicato na assembleia de negociação de PLR da Cadena, no dia 22 de fevereiro. A empresa renovou o acordo, que tem periodicidade de setembro de 2015 a agosto de 2016. O valor do benefício será pago em duas parcelas, sendo a primeira em setembro de 2016 e quitação em março de 2017.

Seek Informática - Luiz Ubaldini - ME
A diretora Loide Belchior esteve na empresa Seek, na cidade de Mogi Mirim, para a assembleia de proposta de PLR referente a 2014 e 2015. É a primeira vez que a empresa apresenta a proposta, que foi aceita pela maioria. Segunda Loide, os trabalhadores vão receber o benefício em duas parcelas: a primeira até o dia 30 de março e quitação em 30 de maio.

F&K Tecnologia em Automação de Sistemas de Informação Ltda
A empresa F&K apresentou acordo de PLR referente a 2015. Os funcionários aceitaram a proposta e já receberam o valor do benefício no dia 29 de fevereiro. A diretora Sue Ellen Naka foi quem esteve à frente da negociação.

Berghem Tecnologia Ltda
Sue Ellen acompanhou também as negociações da Berghem, que fechou acordo referente a 2015. O pagamento do benefício foi liberado para os funcionários no dia 31 de dezembro.

Moções aprovadas no II Congresso da CSB reforçam os ideais de luta da Central e suas bases

II Congresso da CSB
via CSB

Moções apresentadas no II Congresso nacional da CSB

O II Congresso da CSB terminou na tarde do dia 26 de fevereiro com a aprovação de seis moções, que, entre outras pautas, reforçam apoio às causas dos taxistas, trabalhadores da saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), frentistas, contra a terceirização dos trabalhadores do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado do Mato Grosso (INDEA – MT) e contra o corte de trabalhadores concursados celetistas da Universidade Federal de Alagoas. O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto, também apresentou  moção que pede, ao Congresso Nacional, a derrubada do veto de Dilma Rousseff à auditoria da dívida pública incluída na lei do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019. Todas as moções foram aprovadas por unanimidade.

A moção de repúdio do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado do Mato Grosso (Sintap – MT) reafirma a ilegalidade do Projeto de Lei 334/2015, que dispõe sobre a terceirização na inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. “A questão da inspeção sanitária animal é uma questão de saúde pública, ela não pode ser feita por trabalhador terceirizado que não possui compromisso com a garantia de saúde e qualidade. Apresentando essa moção aqui, nós queremos que os representantes sindicais levem aos seus municípios essa nossa luta. O PL 334 põe em risco postos de trabalho e a saúde do trabalhador”, afirmou Diany Dias, presidente do Sintap- MT e vice-presidente da CSB.

Jogelson Veras, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Púbico Federal no Estado de Alagoas (SINTSEP/AL), foi o responsável por apresentar a moção de repúdio à reitora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Valeria Correia, que está promovendo a discórdia entre servidores do Hospital Universitário. “Essa magnífica reitora tem promovido o terrorismo psicológico aos servidores do regime celetista dizendo que vai demitir os 730 servidores concursados que não estão no regime estatutário. Ao todo, o hospital tem 1.100 funcionários. Caso os celetistas sejam demitidos, haverá um problema muito sério nos atendimentos médicos que ficarão defasados. Isso não pode acontecer”, relatou Veras.

Na moção em defesa dos taxistas, o diretor do Sindicato dos Taxistas de Fortaleza (Sinditaxi), Francisco Moura, defendeu que todos os trabalhadores brasileiros devem se posicionar contra o UBER, aplicativo de celular que oferece transporte em carros particulares e é conhecido como “carona remunerada”. “Nós somos contra a tudo que for ilegal, e o UBER é ilegal, não deixa ser um táxi pirata. Esse aplicativo não segue as leis brasileiras, nem o Código Brasileiro de Trânsito, nem a lei estadual, nem a lei municipal. Nós, taxistas, estamos dentro da lei. Eles estão fora da lei”, disse.

Antonia Trindade, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Pará (SENPA), foi a oradora da moção de solidariedade aos trabalhadores da área da saúde do SUS. “Nós queremos que o Projeto de Lei 2295, que fixa em 30 horas a carga de trabalho semanal de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras, seja aprovado com celeridade. A enfermagem hoje tem mais 2,5 milhões de trabalhadores que estão adoecendo devido à precarização das condições de trabalho. Quem cuida da nossa saúde está doente. Precisamos que os sindicalistas se unam nessa causa”, afirmou.

O diretor da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO), José Porcino, pediu o apoio do movimento sindical para que a profissão de frentista não seja extinta. “Os donos de postos querem acabar com a nossa categoria. São 600 mil profissionais em todo o Brasil que correm o risco de perder o emprego caso seja implementado o sistema de “self atendimento” nos postos de gasolina. Isso não pode acontecer”, argumentou.

Durante o evento também foi proposta moção de aplausos em reconhecimento ao II Congresso da CSB, promovida pelas seguintes entidades: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, Sindicato de Empregados de Edifícios de Niterói, Sindicato dos Guardadores de Automóveis de Niterói, Sindicato de Rodoviários de Niterói e São Gonçalo e Sindicato da Saúde de Niterói.

Antonio Neto é reeleito presidente da CSB

Antonio Neto reeleito presidente CSB
via CSB

O II Congresso da Central dos Sindicatos Brasileiros terminou no final da tarde de hoje, 26, reunindo 1.363 dirigentes sindicais de todo o País, e reelegeu Antonio Neto como presidente da CSB. Durante o discurso após a eleição, Neto afirmou que qualquer agradecimento que fosse feito seria pouco perto do que tem recebido dos sindicatos que ajudaram a construir a Central.

“Às vezes eu penso como poderia agradecer vocês. A irmandade, o carinho e a cumplicidade que construímos, como poderia agradecer isso? São Tomás de Aquino traduz a gratidão em três níveis: o intermediário, superficial e o profundo. O terceiro nível, mais profundo, só tem na língua portuguesa: obrigado. Quando a pessoa diz “obrigado”, ela está se comprometendo, se envolvendo com você e se sentindo agradecido. Então, só posso dizer isso: obrigado. Quero ampliar cada vez mais o meu compromisso com vocês e com a nossa Central”, disse, emocionado.

O primeiro vice-presidente eleito, José Avelino Pereira (Chinelo), reafirmou o orgulho dos sindicalistas e da Central em ter um líder como Neto. “Ele é um companheiro preparadíssimo, a gente sente orgulho de ser representado por um companheiro da envergadura do nosso presidente Antonio Neto. Tenho orgulho de ser seu vice-presidente. Você é o mais preparado desse Brasil. Eu ajudei a construir mais de cinco centrais sindicais e nenhuma se compara à CSB”, revelou.

O Plano de Lutas, o Estatuto, as Teses e Moções da Central também foram aprovados durante o terceiro dia deevento. Ao todo, participaram do Congresso 703 entidades, 721 delegados, 354 observadores e 288 convidados. “Nós, da CSB, queremos fazer a diferença com relação às demais. Tive o prazer de visitar durante o último ano quase todos os estados do Brasil e os mais longínquos recôncavos desse País para conhecer de perto a realidade dos trabalhadores. Tudo o que pudermos fazer para fortalecer o movimento sindical brasileiro faremos. Essa é a prioridade dessa central. Nós fizemos questão de que cada sindicato filiado a nós estivesse aqui presente. Não há aqui grupos políticos, correntes ideológicas, religiosas, que agrupem os seus e os traga para cá. A principal tarefa da CSB é preparar o dirigente para lutar pelos trabalhadores. E este Congresso é a maior prova disto. Trouxemos os melhores palestrantes aqui”, afirmou o presidente da CSB.

“Quero cumprimentar a cada um que está aqui por ter acreditado no projeto que tínhamos, de construir uma central sindical que tem compromisso com o trabalhador e que fala a verdade. Aqui somos todos iguais, todo mundo é ouvido, independentemente da identificação ideológica. Dentro da nossa Central a gente discute política sindical. É isso que nos une. As nossas vontades ideológicas tratamos num outro fórum. Aqui tratamos das bandeiras que fortalecem a luta do trabalhador. Como disse o presidente Neto: Todos os trabalhadores aqui são iguais, desde os empregados domésticos até os metalúrgicos, como eu”, disse Chinelo.

União e crescimento

Alvaro Egea, secretário-geral da CSB, afirmou que o povo vive em uma sociedade desigual e profundamente injusta. “A elite faz de tudo para nos tirar direitos. Portanto nosso desafio é muito grande. Mas estamos preparados para ele. Em novembro de 2011, fomos desafiados a fazer uma travessia. Hoje temos 620 sindicatos já validados; crescemos 20 vezes. É um crescimento extraordinário em quatro anos. Mas precisamos mais. É por isso que quero reforçar o desafio lançado pelo Chinelo, que cada um de nós traga mais sindicatos para a Central. Precisamos ampliar nossa capacidade de ação e intervenção, porque os trabalhadores precisam de nós”, salientou o dirigente.

O secretário de formação sindical, Cosme Nogueira, reafirmou a posição da CSB de lutar por um Brasil mais justo e mais igual. “Quando o ministro Miguel Rossetto anunciou que a Central conquistou assentos no conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador e no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, a emoção tomou conta de todos nós. Um filme passou em nossas cabeças sobre tudo o que enfrentamos. Começamos a ver o início da CSB, o processo de criação da Central e todas as lutas que tivemos. Nós viajamos o interior do Brasil inteiro lutando por todos os trabalhadores”, disse, orgulhoso.

Durante o evento, também foram aprovadas as receitas e despesas da Central no período de 2012 a 2015. Juvenal Cim, conselheiro fiscal, relembrou as lutas e as conquistas que a CSB teve, mesmo com poucos recursos. “Nos últimos quatros anos, nós só tivemos receita em um único ano, que foi em 2015. As nossas lutas e nossas conquistas foram possíveis porque tivemos o apoio de sindicatos que acreditaram em nós”, declarou.

domingo, 13 de março de 2016

Antonio Neto relembra trajetória de luta da CSB na abertura do II Congresso da Central

Antonio Neto CSB Congresso
via CSB

Clique aqui para assistir ao discurso do presidente da CSB, Antonio Neto

O presidente Antonio Neto, visivelmente emocionado em seu discurso na cerimônia de abertura do II Congresso da CSB, relembrou os anos iniciais de luta da Entidade, cuja motivação sempre foi a de torna-se uma alternativa de organização para a luta da classe trabalhadora. “Podemos afirmar hoje, com muita certeza, que fomos e somos vitoriosos. Certamente fizemos história e superamos limites para ultrapassar todos e quaisquer desafios. Iniciamos este Congresso com a certeza de termos cumprido todos os nossos compromissos”, disse Neto.

Promover o desenvolvimento, defender direitos e combater a supremacia dos bancos sobre a economia são prioridades na luta da CSB

Central dos Sindicatos Brasileiros CSB
via CSB

Clique aqui para fazer o download das Teses do II Congresso da Central dos Sindicatos Brasileiros

Com base no lema “Desenvolvimento, Independência e Justiça Social”, os 721 delegados das 703 entidades participantes do II Congresso da CSB aprovaram, durante o terceiro dia de evento, as teses e compromissos da Central para os próximos cinco anos. A votação, conduzida pelo presidente reeleito Antonio Neto, aconteceu na última sexta-feira (26), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Norteadas pelos objetivos de valorizar o trabalho como direito fundamental do cidadão, fortalecer o Estado para promover o desenvolvimento e construir uma sociedade que priorize os interesses coletivos, as teses foram divididas em nove grandes temas, além da introdução, relacionados às relações trabalhistas e a proteção e alavancagem da soberania nacional.

De acordo com o presidente da CSB, a aprovação dessas pautas por uma base composta por representantes de diversas categorias e estados brasileiros demonstra o compromisso da Central em conhecer, ouvir, dedicar-se e refletir as bandeiras de luta de todos os trabalhadores brasileiros.

“Nós, da CSB, queremos fazer a diferença com relação às demais. Tive o prazer de visitar durante o último ano quase todos os estados do Brasil e os mais longínquos recôncavos desse País para conhecer de perto a realidade dos trabalhadores. Tudo o que pudermos fazer para fortalecer o movimento sindical brasileiro, faremos. Essa é a prioridade da Central”, discursou o dirigente no encerramento do evento.

A Era Vargas e a independência, a Constituição de 1988, ataque aos direitos trabalhistas e sociais, o sistema financeiro brasileiro, causas e soluções para a desindustrialização, tecnologia, serviço público, reforma agrária e direitos sindicais e negociação coletiva são os tópicos abordados pelo documento e discutidos por palestrantes, convidados e dirigentes durante o II Congresso da CSB.

Progresso nacional e sistema financeiro

Relembrado na cerimônia de abertura pelo ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, o legado do presidente Getúlio Vargas foi exaltado como exemplo de resistência e fortalecimento do Estado no combate à especulação do capital privado e exploração do sistema financeiro. De acordo com as teses da Central, após o período nacional-desenvolvimentista (1930 a 1980), quando o Brasil registrou uma taxa de crescimento de 7% ao ano, os trabalhadores passaram a sofrer com os cortes de direitos trabalhistas, previdenciários e sociais – frutos da tentativa de apropriação do País por parte dos bancos.

Em discurso proferido em 1951, Vargas já alertava sobre a independência econômica ser uma questão decisiva para a libertação de uma nação. Segundo o presidente, “a independência econômica é um eterno processo de desenvolvimento, uma sucessão de ciclos que se ampliam, que não raro se renovam, e que parecem desconhecer qualquer termo final. Para sustentá-la, portanto, para consolidá-la e para dilatá-la, é preciso manter sempre aceso o fogo sagrado e vigilante do nosso patriotismo e do nosso devotamento à causa pública”.

No entanto, em 2014, o governo federal chegou a gastar R$ 978 bilhões com juros e amortizações da dívida pública, 45,11% do orçamento da União, enquanto 21,76% foram destinados à Previdência Social – uma inconstitucionalidade que sinaliza a precarização do serviço público e o consequente início de um processo de privatização, como esclareceram a coordenadora da Auditoria Cidadã, Maria Lucia Fattorelli, e a doutora em economia pela UFRJ, Denise Gentil, em suas palestras no II Congresso da CSB.

Para o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, como destacado no tópico “Desindustrialização, causas e soluções” das teses da Central, não existe capitalismo sem Estado e a presença do último na regulação do mercado é de suma importância para a saúde econômica do País. “É uma mentira essa história de mais Estado e menos Estado. Aliás, capitalismo e Estado nasceram juntos e um em função do outro […] O que aconteceu aqui no Brasil é que os mercados financeiros impuseram suas razões à política econômica, e nós estamos fazendo este ajuste fiscal, que não precisava. Não estou dizendo que não tivesse desequilíbrio, mas olha o que está produzindo! ”, afirma Belluzzo.

Além da presença do Estado na economia, fato que promoveu o avanço da indústria brasileira durante o Estado Novo, a criação de uma empresa pública para o setor de TI, tal como a Petrobrás – a TI Brás – é outra reivindicação defendida pela Entidade. Para a Central, a intenção é potencializar o desenvolvimento e o investimento nacional no segmento. “Um setor que pode render grandes frutos para o Brasil é o de tecnologia da informação. Além de integrar a economia, contribuir com a competitividade das empresas ao dinamizar o processo produtivo, pode gerar [resultados] na área de empregos e ampliação da presença brasileira no mercado mundial”, argumenta a CSB no documento.

A valorização dos servidores públicos, dos trabalhadores do campo e a preservação dos direitos sindicais também são demandas urgentes da população identificadas pela Central. De acordo com a Entidade, “uma das dimensões essenciais da democracia é o direito de organização e representação dos vários interesses presentes na sociedade”.

Compromissos e Bandeiras de Luta

É com a meta e o foco de colocar em prática tais princípios getulistas e os direitos consagrados na Constituição de 1988, derrotando o sistema financeiro para assegurar uma vida digna para cada trabalhador, que a CSB defende o pleno acesso à educação, saúde, alimentação, emprego e oportunidades iguais para todos, independentemente de classe social.

Veja a seguir alguns pontos defendidos pela Central:

Economia: Reduzir as taxas de juros para patamares que incentivem os investimentos produtivos; Realizar auditoria na dívida pública e externa; Regular o sistema financeiro e aumentar a taxa sobre o lucro dos bancos.

Renda do Trabalho: Promover o crescimento econômico com mecanismos distributivos dos ganhos, inclusive desenvolvendo políticas que deem suporte à partilha dos ganhos de produtividade; Intensificar políticas para aumentar a formalização do trabalho, como forma de elevar a participação do salário na renda nacional.

Pré-sal: Manutenção da legislação aprovada para o petróleo do Pré-Sal, garantindo a participação majoritária da Petrobrás no regime de partilha da produção; Garantir o controle nacional das reservas e de sua exploração; Garantir que os recursos oriundos do Pré-Sal sejam revertidos em educação, desenvolvimento social, tecnológico, investimento industrial e geração de emprego e renda.

Seguridade Social e Saúde: Consolidar o Sistema de Seguridade Social brasileiro; Garantir que o orçamento da Seguridade Social seja utilizado somente para o financiamento da Seguridade Social; Elevar a qualidade dos serviços de saúde pública e fortalecer a medicina preventiva.

Previdência social: Garantir um sistema de previdência social pública universal; Estabelecer uma política de valorização e recuperação dos benefícios dos aposentados e pensionistas; Manter a vinculação do piso dos benefícios da Previdência Social ao salário mínimo.

Direito de greve: Garantir o direito irrestrito de greve, principalmente aos servidores públicos.

Reforma tributária: Reorganizar a política tributária brasileira com vistas a promover o crescimento e a distribuição de renda.

Educação: Universalizar o acesso e a qualidade do ensino público em todos os níveis; Incentivar políticas de combate à evasão escolar.

Habitação: Continuar a implantação do programa de construção de moradias populares (Minha Casa, Minha Vida); Ampliar o crédito subsidiado para as famílias de menor renda.

Mobilidade e Transporte: Investir na melhoria do sistema de transporte com planejamento estratégico; Garantir acesso universal e tarifas sociais aos serviços de transporte público de passageiros e a integração entre os diversos meios de transporte incluindo as regiões rurais.

Agricultura Familiar: Fortalecer a agricultura familiar via fomento de crédito, implantação da infraestrutura necessária, apoio técnico, formação profissional e organização em cooperativas.

Geração de postos de trabalho: Direcionar as políticas econômicas para gerar o crescimento do emprego, inclusive com estabelecimento de metas; Assegurar o emprego com vínculo formal e combater o trabalho informal.

Jornada de Trabalho: Reduzir gradualmente a jornada legal de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário; Limitar o trabalho em jornada extraordinária.

Sistema público de emprego: Investir na integração das ações do Sistema Público de Emprego (intermediação, seguro-desemprego, qualificação social e profissional); Ampliar a cobertura, valor do benefício e tempo de recebimento do Programa Seguro-Desemprego.

Trabalho infantil e escravo/forçado: Eliminar o trabalho escravo e forçado; Ampliar a fiscalização e penalização dos infratores, garantindo a proteção das ações da fiscalização do trabalho (Convenções 29 e 105 da OIT).

Igualdade de oportunidades e combate à discriminação: Favorecer a prática de salário igual para trabalho igual; Implementar políticas afirmativas de combate à discriminação de mulheres, negros, índios, pessoas com deficiência, homossexuais e ex-detentos.

“Vocês prestam um serviço extraordinário ao Brasil”, afirma Michel Temer em discurso no II Congresso da CSB

Michel Temer
via CSB

Clique aqui para assistir à integra do discurso de Michel Temer

O vice-presidente da República, Michel Temer, discursou na abertura do II Congresso da CSB e afirmou: “A ideia popular de que a união faz a força se revela aqui numa pujança, eu vejo a animação, as palavras que são ditas, as palmas que são ofertadas. Estou na vida pública há algum tempo, nossos ouvidos vão reconhecendo as palmas que cumprem um ritual e as que vêm do coração, e as daqui são do coração. Vocês prestam um serviço extraordinário ao Brasil”.

sábado, 12 de março de 2016

“Não há nada de errado com a Previdência. O que está errada é a política recessiva caótica que gera pesadelo para os trabalhadores”, diz Denise Gentil

Denise Gentil
via CSB

Clique aqui para fazer o download da apresentação da doutora em economia Denise Gentil no II Congresso da CSB

“A retirada do Estado na economia significa um projeto privatizante do País, e não será exagero dizer que já estamos em uma rota privatizante aceleradíssima e radical”. Com um alerta para a política macroeconômica brasileira, a professora e pesquisadora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Gentil, defendeu a resistência à reforma da Previdência proposta pelo governo federal. A palestra aconteceu no terceiro dia de debates do II Congresso da CSB, nesta sexta-feira (26), em Brasília.

Para Denise Gentil, “não há nada de errado com a Previdência. O que está errado é o modelo do governo, é a política recessiva caótica que gera esse pesadelo para os trabalhadores”. Segundo a pesquisadora, ao contrário do que é divulgado pela grande mídia, a Seguridade Social teve um superávit de R$ 35,5 bilhões em 2014 e R$ 16,1 bilhões em 2015, recursos que pertencem à assistência social, saúde e ao sistema previdenciário como determina o artigo 194 da Constituição.

Após o anúncio da presidente Dilma Rousseff de que o Brasil terá que “encarar” uma reforma na Previdência Social, o projeto se tornou uma das mais urgentes medidas do governo para conter a recessão econômica no País. De acordo com a União, o “déficit” de R$ 85 bilhões gerados pelo benefício e a expectativa de envelhecimento da população fazem do sistema previdenciário nacional um programa insustentável – argumentos refutados pela professora da UFRJ durante o Congresso da Central.

“O governo foi acometido por um senso de responsabilidade com o futuro e a Previdência que eu julgo desproporcional com a responsabilidade que ele tem tido com os problemas prementes de hoje. A Seguridade Social continua gerando superávit mesmo em um período de queda sistemática do PIB. [Ou seja], a nossa luta é contra a política macroeconômica, o ajuste fiscal. Não tem nada a ver com Previdência”, afirma Gentil.

Em estudo realizado recentemente pela doutora em economia pela UFRJ, os cortes em investimentos públicos são um dos fatores da derrubada da economia nacional e do resultado deficitário – fruto de cálculo inconstitucional e equivocado – do sistema previdenciário, utilizado como justificativa para a reforma.

“A desaceleração do investimento no primeiro governo Dilma não reflete somente um objetivo conjuntural, um objetivo de curto prazo, de contenção fiscal para enfrentar uma crise. Trata-se muito mais do que isso. Trata-se de um viés privatizante da política. Trata-se da preferência por criar estímulos fiscais e creditícios ao capital privado, às empresas privadas, abrindo espaço para sua atuação na economia”, alerta a professora, e completa: “Se o governo não investe, ele não estimula as empresas a investir”.

Os Projetos de Lei do Senado 555/2015 e 131/2015 (já aprovado pela Casa e encaminhado à Câmara), que estabelecem a transformação de Estatais em Sociedades Anônimas (S/A) e a revogação da participação mínima da Petrobrás no consórcio de exploração do pré-sal, respectivamente, são exemplos da abertura da economia à especulação do capital privado.

Para a palestrante, essas “contrarreformas” são consideradas estímulo à migração para a Previdência Privada. “O ajuste fiscal é um pretexto para empurrar as pessoas ao esquema de Previdência Privada. Por exemplo, o governo deteriora o Sistema Único de Saúde (SUS), as famílias pensam que não serão bem atendidas pelo serviço público e fazem um plano de saúde em um banco. É o mesmo raciocínio para a Previdência”, explica Gentil.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), a arrecadação dos fundos particulares foram de R$ 80,64 bilhões em 2014 e chegou a R$ 60,83 bilhões até agosto de 2015. Os fundos ainda tiveram a maior captação da história para o período de janeiro a setembro no mesmo ano, como divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Conforme informações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA), o lucro da previdência privada no intervalo foi de R$ 26,1 bilhões.

Propostas do governo e política industrial

A pesquisadora destacou os projetos de reedição da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que tem como objetivo aumentar de 20% para 30% a destinação da arrecadação da Seguridade Social para o pagamento de juros da dívida pública. A palestrante chamou a atenção também para as propostas de unificação das regras para homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais, os setores públicos e privados; a desvinculação da aposentadoria ao aumento do salário mínimo; a proibição de acúmulo de benefícios e a estipulação de uma idade mínima para aposentadoria.

De acordo com análises de Denise Gentil e da professora de economia da PUC-SP, Rosa Maria Marques, a fórmula 85/95 progressiva já estabelece uma idade mínima, que chegará a 65 anos para homens e 60 às mulheres em 2026, quando a fórmula passará para 90/100. Esta limitação é um fator prejudicial para quem entrou no mercado de trabalho mais cedo.

Soluções e perspectivas

Denise Gentil também destaca que um horizonte com mais idosos pode significar a supressão do maior problema do capitalismo: a insuficiência de demanda. “O que o futuro nos mostra é que teremos uma demanda contratada. O governo acha que os idosos escondem seu dinheiro no colchão, mas eles mal ficam com o dinheiro na mão, ele vai direto para as empresas com o consumo de vestuário, alimento, medicação. Então, não há prejuízo nenhum no pagamento de aposentadoria. O pagamento da Previdência produz dinamismo na economia”, reforça a doutora em economia.

A professora ainda relembra que os gastos com educação reduzirão já que o número de crianças e jovens na faixa etária de 0 a 17 anos vai diminuir; a produtividade aumentará com os jovens ativos e, assim, a arrecadação sobre a tributação dos lucros também. Segundo ela, haverá mais força de trabalho feminina, exigindo políticas de regulação no mercado com foco no pleno emprego, na redução da discriminação e na compensação da dupla jornada da mulher como trabalhadora e dona de casa.

“Nós deveríamos estar preocupados com 2022, quando teremos o auge da força de trabalho no Brasil. Eu pergunto para vocês: Nós estamos discutindo como vamos absorver esses jovens no mercado de trabalho? Não. Estamos pensando em 2040, 2050, 2060”, alerta a doutora, e conclui: “Os idosos serão a grande base eleitoral do futuro. Os idosos já são uma grande base eleitoral de hoje. O que esses caras estão fazendo? É um tiro no pé. O idoso que vai ser prejudicado vai ter que ir para a urna”.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Vídeo conta a história de crescimento e luta da Central dos Sindicatos Brasileiros

Vídeo história crescimento luta Central dos Sindicatos Brasileiros CSB
via CSB

Clique aqui para ver o vídeo

Na cerimônia de abertura do II Congresso da CSB, realizada na última quarta-feira, 24, um vídeo foi exibido às autoridades, delegados e convidados do evento. Na apresentação, toda a trajetória da Central, passando pelas lutas mais importantes e pelo empenho de todos os dirigentes e entidades filiadas na consolidação da CSB como central forte e atuante no Brasil.

Lincoln Portela destaca o trabalho da diretoria da CSB e suas bases na construção de um Brasil mais justo

Lincoln Portela
via CSB

Clique aqui para ver o discurso de Lincoln Portela

Para o deputado federal Lincoln Portela (PR-MG), o trabalho de Antonio Neto e da diretoria da CSB foi fundamental para a consolidação da Entidade. “Que vocês [dirigentes] continuem sendo aquilo que são, trabalhadores e trabalhadoras honestos, que pensam no Brasil, que não pensem em crise, mas que pensem em possíveis resultados para possíveis crises. Que sejam guiados pelo sentimento de justiça e de fidelidade à pátria brasileira”, comentou na abertura do II Congresso da CSB.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ministro Miguel Rossetto condena ataque à soberania da Petrobrás

Miguel Rossetto
via CSB

Clique aqui para ver a íntegra do discurso de Miguel Rossetto

Durante sua intervenção no II Congresso da CSB, Miguel Rossetto disse que “no momento em que um novo marco regulatório se solidificou para garantir ao Brasil precedência na exploração de uma das maiores reservas de petróleo, o Pré-Sal, as mesmas forças que foram contrárias ao fortalecimento da Petrobrás – hoje maior produtora em águas profundas do mundo e altamente respeitada na indústria -, durante a campanha getulista, retomam suas investidas contra umas das maiores fontes para a soberania nacional.

terça-feira, 8 de março de 2016

Atual crise econômica mundial é resultado de manobra política criada por gigantes petrolíferas norte-americanas, afirma Caleb Maupin

Caleb Maupin
via CSB

O jornalista e analista político norte-americano Caleb Maupin trouxe à tona o controle mundial que as quatro grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos, Exxon Mobil, Chevron, British Petroleum (BP) e Royal Dutch Shell exercem na economia mundial.

Durante sua palestra no II Congresso da CSB, Caleb Maupin indagou: “Quem são as pessoas mais ricas do mundo? Muitos vão responder Bill Gates, algum sultão ou príncipe saudita ou talvez alguém cite algum novo rico que está na lista das 100 pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes. Mas tudo isso é bobagem. Se compararmos essas pessoas com quem realmente detém o poder, elas são consideradas pobres; são tão pobres que possuem toda a fortuna em seu nome. Aqueles que têm o maior poder de riqueza detêm uma riqueza tão astronômica que muitas vezes seu valor líquido sequer pode ser calculado. As pessoas mais ricas do mundo podem ser descritas em duas palavras: banqueiros do petróleo. Rockefellers, Milan’s, DuPonts são dinastias que estão no centro de uma pequena rede de influência enraizada, dominando as economias dos Estados Unidos da América, da Europa Ocidental, Arábia Saudita e da maior parte do mundo”, afirmou.

“Para se entender as dimensões da influência das quatro gigantes do petróleo, podemos citar que o terreno onde foi construída a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) foi doado pelos Rockefellers, proprietários da Exxon Mobil, que também tem participação nos poços de petróleo da Arábia Saudita. A JP Morgans, empresa que possui participação da mesma família, possui cerca de seis mil contratos com o Pentágono”, contou Maupin, que participou do planejamento do Occupy Wall Street, movimento de protesto contra a desigualdade econômica e social, a ganância, a corrupção e a influência do setor financeiro.

O analista elucidou que, diante do panorama político atual, não se pode separar a política externa norte-americana das grandes companhias de petróleo. “Basta observarmos quais os países foram os principais inimigos dos Estados Unidos nas últimas guerras. Todas as nações que entraram em guerra com os EUA eram grandes exportadores de petróleo no mundo. Eles acabaram temporariamente com a produção de petróleo desses países. Esse é o processo que os Estados Unidos da América usam para desenhar a geopolítica e dominar a economia mundial”, recordou.

Crise do petróleo

Com as guerras nos países exploradores de petróleo, o preço do barril subiu no início dos anos 2000 e gerou grande lucro para as quatro gigantes do petróleo. Para Maupin, “essas ações criaram problemas para essas companhias”. O jornalista relembra que, “em 2003, Hugo Chávez assumiu o governo da Venezuela e estatizou as petroleiras repassando o lucro do petróleo para a educação e saúde. Na Rússia, Vladimir Putin assumiu o poder e colocou a economia do país nos eixos, e voltou a exportar petróleo e gás. Por sua vez, as pequenas empresas exploradoras do combustível fóssil também cresceram. Neste período, a Petrobrás cresceu mais que a Microsoft e se tornou uma das três grandes empresas do petróleo; tornou-se a base da independência econômica. Tudo isso passou a ameaçar e incomodar a hegemonia das gigantes do petróleo”.

Sobre a estatal brasileira, o jornalista alertou os dirigentes da CSB para os riscos no Brasil. “Eu vou dizer isso como uma pessoa que observa a economia do mundo, e não como americano. Eu, humildemente, peço para vocês para que não desistam da Petrobrás. Não deixem os Rockefellers e DuPonts dominarem o Brasil. Preservem a República e os seus recursos naturais. As forças do mal por trás do capitalismo e do neoliberalismo não têm lealdade, eles não têm um lado ou um deus, eles apenas cultuam seus próprios lucros e obedientemente seguem as teorias malucas do Adam Smith, disse o palestrante.

Maupin explica que a atual crise da baixa de preços do petróleo foi estimulada por uma manobra da Arábia Saudita para prejudicar as economias da Rússia, Irã, Venezuela e dos chamados “nanicos do petróleo”, que são companhias de pequeno porte exploradoras de petróleo, as quais, em sua maioria, são comandadas pelos irmãos Koch, oposição declarada aos Rockefellers. Maupin classificou esta manobra saudita como “esquema Walmart”. “O Walmart chega a uma nova cidade, baixa seus preços, quebra todo o comércio local, livrando-se da concorrência. Depois eles sobem seus preços de novo. E é isso o que a Arábia Saudita, com o apoio dos EUA, está fazendo em escala global. Por razões extremamente egoístas, os Rockefellers estão brincando com fogo e queimando toda a economia global. A crise criada com a baixa dos valores dos barris de petróleo tem afetado o mundo inteiro, o preço de todas as commodities estão caindo no mundo. Os Estados Unidos e muitos países estão enfrentando uma crise econômica como consequência”, sentenciou.

Para o jornalista, a solução para este cenário está nas sociedades. Segundo Maupin, quando o povo dá as mãos e luta por sua economia, o mundo muda. “É assim que a vida das pessoas melhora. Para um país se tornar uma super potência, não precisa de marxismo ou stalinismo, mas precisa que as lideranças amem sua pátria, e não os bancos de petróleo. Vida longa à CSB, vida longa à Petrobrás. Viva o poder do povo”, concluiu Caleb Maupin.

Manoel Dias: “A política neoliberalista se fez presente no mundo todo e impõe derrotas que impedem o avanço das nações”

Manoel Dias
via CSB

O ex-ministro do Trabalho e Emprego Manoel Dias subiu ao palco do II Congresso da CSB, na tarde desta quinta-feira, 25, para falar do importante legado deixado pelo projeto trabalhista brasileiro, semeado durante o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930), à luta da classe operária. Em uma intervenção coerente com o atual momento nacional, de instabilidade política e de dificuldade econômica motivada, em larga metida, pelas investidas do capitalismo internacional, Dias tocou na ferida ao afirmar que a luta de classe exige esforços, por vezes, acima da vida.

“São os momentos mais difíceis da história do nosso país. Nossas maiores lideranças devem, em holocausto, suas próprias vidas. Mas do que impedir um golpe, Getúlio [ao cometer suicídio] deu o sangue para impedir a retirada e o retrocesso nos direitos dos trabalhadores brasileiros”, rememorou.

Para Dias, a grande contribuição do trabalhismo – defendido durante a vida política de Vargas, João Goulart e Leonel Brizola – é o seu potencial social-desenvolvimentista, que propõe, por meio da intervenção do Estado, uma alternativa de barrar os excessos do mercado financeiro para, então, atingir uma forma equilibrada e humana de desenvolvimento, com maior ênfase às políticas que podem transformar a vida dos trabalhadores.

“O que assistimos aqui é uma repetição da História. Muda-se o palco, mas os atores são os mesmos. Continuam sendo os interesses do capitalismo internacional, do neoliberalismo, que impõem o retrocesso. A política imperialista se fez presente no mundo todo e impõe aos governos, populares e progressistas, derrotas que impedem os avanços das nações. O neoliberalismo aproveitou para dizer que não há mais disputa de classe e impôs ao mundo inteiro o discurso de que agora a luta ideológica acabou, tentando dificultar a organização, o progresso e a luta popular”, alertou Manoel Dias.

O ex-ministro ainda destacou que o projeto trabalhista tem no horizonte o desejo de reerguer o Brasil gigante que, em razão das investidas contrárias à soberania nacional, continua refém do neoliberalismo e de sua voracidade pelo capital. “A luta histórica do trabalhismo, assim como a criação da CLT, do descanso semanal, do voto da mulher, é resultado das ações dos maiores estadistas do nosso País [em referência a Vargas, Goulart e Brizola], amados pelo povo brasileiro e odiados pelas elites. O que mais representou isto [o projeto trabalhista] foi a criação da Petrobrás e a Campanha em defesa do Pré-sal”, disse.

Segundo afirma, é a política neoliberalista retomada, sobretudo, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso que fez com que o País se acovardasse diante do mercado financeiro. “Mas o governo FHC, sob a alegação de que se não abríssemos [a economia] iríamos perder investimento, entregou nossas estatais. Agora, conseguiram que fosse aprovado no Congresso Nacional doar esse patrimônio da nação brasileira, que é a Petrobrás”, lamentou.

Em sua fala, o ministro Manoel Dias fez referência ao Projeto de Lei recém-aprovado no Senado Federal que altera as regras de exploração do Pré-sal, retira da Petrobrás a exclusividade sobre a camada e ainda desobriga a estatal a contribuir com, pelo menos, 30% em todos os consócios interessados na reserva.

“A aprovação no Senado da proposta apresentada por Serra [PSDB/SP] extingue o monopólio da estatal. Eles não farão abrupta, mas gradativamente. E depois que abrir, não vão conseguir fechar. Isso significa o fim da soberania nacional, o fim do orgulho nacional, porque mais ações como essas e estamos capitulando. Isto não é admissível num país detentor de tantas riquezas, líder natural de um continente”, ponderou.

Retomada

Para Dias, o Brasil precisa dar sinais claros de retomada para mostrar aos demais países, especialmente às nações latino-americanas, que não irá sucumbir às investidas do capital. “O mais importante é a gente resistir a tudo isso, sob perda de botar em risco nossa democracia. A democracia tem que ter um instrumento forte. Temos que nos organizar, voltar para as ruas, porque a democracia é o instrumento mais importante dos trabalhadores. Não há local mais importante do que o trabalhador na rua. É na rua que o trabalhador reivindica, protesta, conquista os avanços econômicos e sociais. A democracia se faz através da liberdade, e a liberdade é inegociável”, sentenciou.

Alternativa para a organização trabalhista

O ex-ministro ainda elogiou o crescimento da Central dos Sindicatos Brasileiros enquanto alternativa à organização da luta da classe trabalhadora. Segundo afirmou, a CSB é “das centrais, a mais trabalhista. Mais comprometida com o nacionalismo, com a defesa dos interesses nacionais e dos trabalhadores”, enalteceu.

Para ele, apenas a luta de classes e o engajamento popular serão suficientemente fortes para resistir “àquilo que as forças externas conservadoras estão insistindo em tirar”. Numa convocação ao povo brasileiro, Dias finalizou: “O trabalhador não pode ser passivo, omisso, ausente, porque ele é a causa da construção da riqueza nacional. Tem que ir às ruas reivindicar seus direitos e ser partícipe na discussão. Não há nada mais importante do que a politização dos trabalhadores”, concluiu.

“É evidente que está havendo uma transferência de recursos públicos para o setor financeiro privado”, afirma Maria Lucia Fattorelli sobre a dívida pública

Maria Lucia Fattorelli
via CSB

Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal e coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, palestrou sobre o sistema da dívida pública no País durante o II Congresso da CSB. A auditora alertou para os números, que denunciam que a dívida é um mecanismo abusivo, responsável por barrar o desenvolvimento nacional. Em 2015, a dívida pública brasileira cresceu R$ 732 bilhões. De janeiro a dezembro do mesmo ano, a dívida consumiu R$ 962 bilhões, o que representa 42% do gasto federal. A dívida interna ultrapassa R$ 3,93 trilhões e a externa chega a US$ 545,3 bilhões.

“A dívida poderia ser positiva. Poderia ser um instrumento de financiamento para complementar os recursos necessários aos investimentos e garantir os direitos sociais, mas quando investigamos encontramos um mecanismo. Esse mecanismo de transferência de renda é o que amarra o gigante Brasil”, afirmou.

Maria Lucia aponta que há uma inversão das prioridades do Estado, que – por meio de privatizações e concessões – tem cedido aos caprichos do capital. “É evidente que está havendo uma transferência de recursos públicos para o setor financeiro privado. E a mola mestra para essa transferência chama-se Sistema da Dívida”, revelou.

“Essa dívida sem contrapartida, sem a aplicação dos recursos nas áreas sociais e nos serviços públicos, gera juros sobre juros, conflito de interesses e falta de transparência”, destacou a coordenadora da Auditoria Cidadã.

Em sua análise, a especialista afirma que os brasileiros estão vivendo uma injustiça inaceitável, com a entrega da estrutura de Estado, sob a justificativa de o País ter uma dívida a ser paga. “A dívida esta sendo usada como um saque de recursos. Eu pergunto: Na nossa vida pessoal, só existe dívida quando há entrega. Se a dívida pública fosse real, o Brasil teria recebido 732 bilhões, certo? Se a gente tivesse recebido isso em um ano, estaria faltando recursos para investimentos?”, questionou Fattorelli. Em 2014, o governo federal gastou 45,11% de seu orçamento com o pagamento de juros da dívida, enquanto a Previdência Social recebeu apenas 21,76% dos recursos e a saúde, 3,98%.

Além desta disparidade, um outro exemplo das estruturas de Estado comprometidas por causa da dívida é, segundo a coordenadora da Auditoria Cidadã, a tentativa de privatização da Petrobrás. “Existe um projeto que tira a obrigatoriedade da Petrobrás de participar dos leilões do Pré-sal, permitindo que somente as empresas estrangeiras participem. Outro projeto: entregar o Banco Central aos banqueiros. Desde a época do Juscelino Kubitschek o Banco Central é voltado para o capital financeiro por causa da influência do FMI”, criticou a palestrante.

Lucro dos bancos e o sistema financeiro

Em 2015, os maiores bancos privados nacionais lucraram juntos R$ 80 bilhões. Na análise de Fattorelli, o serviço da dívida é o grande motor dessas exorbitantes cifras. “Nossa crise é uma crise econômica seletiva, porque os bancos não estão em crise. Eles nunca lucraram tanto”, disse Maria Lucia. “A taxa básica de juros (Selic) chegou em 14,25%, mas o Banco Central leiloou os títulos da dívida a 16,81%. Onde está esse dinheiro?”, indagou.

A especialista reitera também que quando se fala de ajuste fiscal, o governo aplica o corte de direitos, de investimentos e o aumento dos tributos, já que a taxação de grandes fortunas não é discutida. “A cobrança de tributos de grandes fortunas não está na pauta, pois isso não é interessante para o governo”, afirma.

Luta pela auditoria

A auditoria feita no Equador, da qual Maria Lucia Fattorelli participou, aponta que o País anulou 70% da sua dívida com os bancos privados internacionais. “Cerca de 95% dos detentores da dívida equatoriana aceitaram a proposta feita pelo país, que vai economizar US$ 7,7 bilhões nos próximos 20 anos e hoje investe em saúde e educação”, revelou Fattorelli. “O Brasil poderia usar o Equador como exemplo, mas isso não acontece”, completou.

No Brasil, a presidente Dilma Rousseff vetou, em janeiro, a auditoria da dívida pública incluída na lei do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 e aprovada pelo Congresso Nacional. Fattorelli explicou que a Auditoria Cidadã pretende lutar pela derrubada do veto presidencial. “Depois de 15 anos de existência, nós conseguimos incluir a indicação para a realização da auditoria da dívida no Plano Plurianual. Foi uma grande vitória, o Congresso votou e aprovou. O que aconteceu? A Dilma vetou, impedindo a auditoria indicada no PPA. Nós entendemos que este veto é um equívoco e estamos lutando para derrubá-lo”, disse.

Para a palestrante, a saída passa pela mobilização da sociedade. “É o nosso país, um país riquíssimo, abundante. Precisamos partir para ações concretas. Nossa arma é o conhecimento, a mobilização social consciente. Vamos trabalhar para isso e incentivarmos a criação de núcleos da auditoria cidadã para que a população tenha consciência de todo este cenário desastroso”, enfatizou Maria Lucia Fattorelli.

Em apoio à iniciativa da Auditoria Cidadã, a diretoria da CSB aprovou uma moção, que será enviada ao Congresso Nacional, em nome da Central, pedindo aos parlamentares a derrubada do veto. Neto também propôs uma campanha individual. “Que cada companheiro e companheira, cada entidade, possa divulgar em seu site, com boletins, mobilizando suas categorias para também incorporar a luta pela derrubada do veto”, declarou o dirigente. Além disso, o presidente reiterou o apoio financeiro da Central ao trabalho da Auditoria Cidadã da Dívida Pública.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Roberto Requião destaca a Petrobrás como instrumento essencial para a retomada do crescimento do País

Roberto Requião
via CSB

A primeira palestra do II Congresso CSB – Independência, Desenvolvimento e Justiça Social foi proferida nesta quinta-feira, 25, pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) com o tema “Programa de Desenvolvimento Nacional”, que debateu a aprovação, ontem (24), do Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que revoga a participação obrigatória da Petrobrás na exploração do petróleo da camada pré-sal. O projeto aprovado no Senado agora segue para a Câmara dos Deputados.

Segundo Requião, com a aprovação do PL, o Brasil passa a enfrentar uma guerra contra o Estado Social, contra direitos sociais e trabalhistas, o que ele chama de “capital vadio” ou especulativo. “Hoje há um sistema que se preocupa com mamon (que em hebraico significa dinheiro), ou seja, o governo está servindo ao dinheiro. Mas dinheiro que beneficia bolsa de valores não beneficia a indústria, não gera bens, não cria emprego”, explicou.

O País, para Requião, está diante de uma ameaça concreta do liberalismo econômico que assola o Brasil desde seu descobrimento. “O Brasil nunca foi do brasileiro. Está na hora de pensar num Brasil para os brasileiros. Nós tínhamos superado a proposta do Serra. E então o governo foi e fez um acordo para entregar o Pré-sal e acabar com o monopólio brasileiro”, condenou Requião.

De acordo com o palestrante, a Petrobrás tem condições de bancar o Pré-sal e operar os 30% com seus equipamentos. “As multinacionais estão com a mesma dificuldade da Petrobrás, e tudo se resume a uma jogada geopolítica dos Estados Unidos para quebrar petroleiras da Rússia, Iraque, Irã e Venezuela. Cerca de 90% das reservas do mundo estão nas mãos de estatais. Países sérios não abrem mão do seu petróleo”, criticou Roberto Requião.

O senador falou sobre três teses do liberalismo econômico às quais o Brasil tem que se atentar: a primeira é a tese do Banco Central independente; a segunda é a precarização do parlamento por meio do financiamento de partidos e campanhas; e a terceira é a precarização do trabalho e da CLT. “É dentro deste quadro que os trabalhadores têm que se posicionar. O conjunto dos trabalhadores que não têm sindicatos fortes está completamente desamparado”, alertou.

Recuperação da Petrobrás

Roberto Requião afirma acreditar na capacidade técnica de recuperação da empresa e destacou que, com o Projeto de Serra, não haverá investimento estrangeiro, mas apenas a entrega das reservas brasileiras para as multinacionais. “Investimos quantidades brutais de pesquisa e extraímos quando nenhuma empresa conseguia extrair em águas tão profundas. Precisamos retomar as obras e os investimentos na Petrobrás para sustar o movimento brutal de desemprego”, disse.

“A longo prazo, [é preciso] que [a Petrobrás] se recupere do prejuízo, para colocar novamente o Brasil em funcionamento, restabelecendo empregos e pesquisas pela empresa, que é a maior promovedora de patentes do Brasil”, completou o senador.

Mobilização sindical

Para Requião, a Petrobrás – que hoje comanda a maior cadeia produtiva do País, que responde direta e indiretamente por cerca de 15% da geração de emprego e renda no Brasil – e suas operações no Pré-sal são de extrema importância para a retomada do desenvolvimento e para combater o desemprego. E tal ameaça só poderá ser superada com a mobilização das bases sociais, dos sindicatos.

A proposta do senador é de elaboração de planejamento público setorizado, criação de sistema bancário público, criação de um sistema de empresas públicas, elaboração de política fiscal, monetária, anticíclica, metas de aumento de renda per capita e redução de desigualdades. “Vamos mostrar que a aliança do povo e dos trabalhadores será sempre mais forte que o poder que eles têm no Judiciário, no Ministério Público e no Congresso Nacional. Revolução não se confunde com violência; é isso: mobilização”.

O documento formatado por Requião, com todas as propostas do parlamentar sobre o tema e apresentado durante a palestra, foi elaborado em conjunto com outras 12 pessoas e entregue ao presidente da CSB, Antonio Neto.

II Congresso da CSB começa propondo uma agenda de desenvolvimento e soberania do Brasil

II Congresso da CSB
via CSB

O auditório Planalto, localizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, foi tomado na noite desta quarta-feira, 24, por dirigentes sindicais de todo o País para a abertura oficial do II Congresso da Central dos Sindicatos Brasileiros. No evento, que celebra os quatro anos de franco crescimento da Central, e que tem como motivação discutir caminhos para a retomada do desenvolvimento nacional com independência e justiça social, estiveram presentes para compor a mesa de honra o vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro do Trabalho e Previdência Social Miguel Rossetto, o secretário especial do Trabalho José Lopes Feijó, o deputado federal Lincoln Portela (PR-MG), o deputado distrital Robério Negreiros (PMDB), o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil Stanley Gacek, além de Antonio Neto, presidente da CSB, e da diretoria executiva da Entidade.

Diante de uma plenária emocionada, Michel Temer destacou que “o Brasil precisa de unidade, precisa que todos deem as mãos, que reúnam suas convicções, suas esperanças, e o ideal de que nosso País é grandioso”. Para o vice-presidente, o crescimento e reconhecimento conquistados pela Central desde a sua fundação são provas inequívocas do trabalho árduo na defesa dos interesses nacionais.

“A ideia popular de que a união faz a força se revela aqui numa pujança, eu vejo a animação, as palavras que são ditas, as palmas que são ofertadas. Estou na vida pública há algum tempo, nossos ouvidos vão reconhecendo as palmas que cumprem um ritual e as que vêm do coração, e as daqui são do coração. Vocês prestam um serviço extraordinário ao Brasil. Esta Central causa impacto e incomoda desde o início, desde o seu primeiro Congresso [em 2012], por ser o discurso que se diferenciava de tudo que existia”, afirmou Temer.

Em sintonia com a relevância conquistada pela Central, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, tornou público durante sua fala na plenária o decreto, assinado pela presidenta Dilma Rousseff, a ser publicado no Diário Oficial da União, que garante a representação da CSB no Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (CCFGTS) e no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT). “A CSB tem tido a capacidade estratégica, correta, de lutar pelos direitos trabalhistas mais imediatos, mas ao mesmo tempo tem sido capaz de sustentar os grandes debates democráticos que transformam nosso País na grande nação que queremos”, apontou Rossetto.

De acordo com o ministro, o esforço empreendido pela CSB dialoga diretamente com as prioridades do governo para 2016: a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento nacional. “Todas as agendas que estamos construindo, que recusam o retrocesso, serão ampla e permanentemente debatidas no ambiente sindical de todo o País. É o trabalho que constrói o País, que constrói o Brasil. Quero, nesta abertura de Congresso, fazer um ato formal que traduz o reconhecimento do Estado e do Governo ao grande trabalho que vocês [dirigentes da CSB] estão fazendo ao ser uma grande referência de trabalho sindical no nosso País”, ressaltou o ministro.

Para ele, a programação dos próximos dois dias de Congresso, em que serão debatidos tema como o Programa de desenvolvimento Nacional, o Sistema da dívida e o paradoxo Brasil, a Situação econômica mundial e o petróleo, O Trabalhismo e o desenvolvimento, além da Reforma da Previdência no Governo Dilma Rousseff, é um “chamamento forte, atual e necessário” para todos os agentes engajados na construção de um Brasil soberano.

Visivelmente emocionado diante das homenagens recebidas, o presidente da Central, Antonio Neto, relembrou os anos iniciais de luta da Entidade, cuja motivação sempre foi a de torna-se alternativa de organização para a luta da classe trabalhadora. “Podemos afirmar hoje, com muita certeza, que fomos e somos vitoriosos. Certamente fizemos história e superamos limites para ultrapassar todos e quaisquer desafios. Iniciamos este Congresso com a certeza de termos cumprido todos os nossos compromissos. Começamos com 70 sindicatos filiados, hoje temos 620 validados no Ministério do Trabalho. Mais de 20 a serem validados e 200 em fase de registro. Podemos quase que dizer que crescemos 20 vezes nesta jornada”, disse Neto.

Segundo o presidente, a Central tem se diferenciado pelo engajamento com que leva sua mensagem aos mais remotos cantos do Brasil. “Não há estado em que não tivesse um dirigente da CSB levando nossa mensagem. Conhecemos todos os cantos deste Brasil, não vimos em estatísticas, mas em loco, para que tivéssemos propriedade, e não retórica”, acentuou.

Sobre os desafios futuros que a CSB deve enfrentar na luta constante pelo desenvolvimento, com geração de renda e justiça social, Neto foi categórico: “Os desafios que estão por vir serão superiores, mas não temos medo dos desafios, se tivéssemos, jamais teríamos ousado construir a CSB. Por isso dizemos em alto e bom som, estamos prontos para lutar e não temos medo. Isso é CSB”, enfatizou.

O espírito combativo com que Antonio Neto tem conduzido a Central foi celebrado na fala do deputado federal Lincoln Portela. “É importante entendermos que por causa do caráter plantado por nosso presidente Neto, o destino já está colhido. E daqui para frente há de ser melhor ainda. Que vocês [dirigentes] continuem sendo aquilo que são, trabalhadores e trabalhadoras honestos, que pensam no Brasil, que não pensem em crise, mas que pensem em possíveis resultados para possíveis crises. Que sejam guiados pelo sentimento de justiça e de fidelidade à pátria brasileira”, ajuizou.

Soberania nacional

Durante a cerimônia oficial, as contribuições históricas do presidente Getúlio Vargas para construção de um Brasil soberano foram destacadas como ideais perenes para a estratégia de retomada do desenvolvimento. Num cenário em que as forças econômicas externas investem contra o País, o ministro Miguel Rossetto soou um alerta contra as tentativas de entregar ao capital estrangeiro aquilo que Getúlio, há mais de 60 anos, lutava para proteger: o petróleo nacional e o seu potencial para a industrialização nacional.

“A agenda da Petrobrás é símbolo maior do nosso País, patrimônio da nossa liderança mundial, de construção de conhecimento, tecnologia. Nós construímos um marco regulatório que atualiza o caráter estratégico do nosso petróleo. Riqueza maior do nosso povo. Mesmo no momento de menor preço, nós sabemos que essa oscilação não retira o valor [do Pré-sal] para o nosso País”, afirmou o ministro.

Para Rossetto, no momento em que um novo marco regulatório se solidificou para garantir ao Brasil precedência na exploração de uma das maiores reservas de petróleo, o Pré-Sal, as mesmas forças que foram contrárias ao fortalecimento da Petrobrás – hoje maior produtora em águas profundas do mundo e altamente respeitada na indústria -, durante a campanha getulista, retomam suas investidas contra umas das maiores fontes para a soberania nacional.

O discurso do ministro ganhou ainda mais peso em razão da aprovação no Senado Federal, por 40 votos favoráveis, 26 contrários e duas abstenções, do projeto de lei (131/2015) que altera as regras de exploração de petróleo do Pré-sal asseguradas pela Lei de Partilha (12.351/2010). O texto, de autoria do senador José Serra (PSDB/SP), retira da Petrobrás a exclusividade na exploração da reserva e acaba com a obrigatoriedade da estatal de contribuir com pelo menos 30% em todos os consórcios interessados na camada.

“Mais uma vez essas mesmas forças que naquela época foram contrárias à presença estatal e forte da Petrobrás, são as mesmas que hoje falam mais uma vez e buscam quebrar o marco regulatório do País, destruindo o direito da Petrobrás de preservar ao menos 30% dos investimentos [na exploração do Pré-sal] e de ser a única operadora do nosso País”, alertou.

De acordo com presidente da CSB, Antonio Neto, o Projeto de Lei representa um retrocesso às políticas nacionalistas empreendidas por Getúlio Vargas, além estar orientado à defesa dos interesses do capital internacional. “Acredito que hoje o Brasil está engessado pelo domínio do setor financeiro. Todos sofrem com isso: o Estado, o setor privado e, principalmente, o povo. Este mecanismo tem reduzido e produzido prejuízos graves ao nosso País; este é o processo de desindustrialização pelo qual estamos passando. Preservar a Petrobrás e, por consequência, o nosso petróleo, é garantir um Brasil desenvolvido, independente e justo”, destacou Neto.

Segundo afirma, a Central dos Sindicatos Brasileiros continuará vigilante às tentativas de entrega dos tesouros nacionais. “A independência econômica não vem de uma revolução, mas de um processo evolutivo. Essa tarefa  não é obra de uma geração, a independência econômica é um processo de desenvolvimento”. Para ele, a semente plantada por Getúlio e seus ideais continuam orientando a luta política daqueles que acreditam no Brasil. “Seu sangue derramado pela libertação do País não foi em vão”, finalizou Neto.

Homenagens

Durante a cerimônia oficial, o presidente Antonio Neto propôs uma mudança estatuária no regime da CSB para criar o cargo de presidente de honra, em homenagem ao atual vice-presidente da Central, Luiz Sergio Rosa, pelo carisma e capacidade intelectual inestimáveis. A indicação e nomeação do dirigente foram aprovadas por maioria absoluta de votos.

Por seu empenho na luta pelo desenvolvimento e progresso do Brasil, Neto entregou ao vice-presidente da República, Michel Temer, um quadro com a réplica do quadro que Pablo Picasso ofereceu à Federação Sindical Mundial, em 1955, pelo décimo aniversário da FSM.

Patrocínio e apoio

O II Congresso da CSB, que reuniu sindicalistas de todos os estado do Brasil, contou com o patrocínio e apoio do Governo Federal, do Governo de Brasília, do Ministério do Trabalho e Previdência Social, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (Feittinf), do Serviço Social da Indústria (Sesi), da Caixa Seguradora e da empresa Ábaco Informática.

Estado Islâmico divulga vídeo onde ameaça Mark Zuckerberg e CEO do Twitter

Estado Islâmico ameaça Mark Zuckerberg Twitter
via IDGNow

O Estado Islâmico divulgou nessa semana um vídeo de 25 minutos onde ameaça Mark Zuckerberg, CEO do Facebook e o CEO do Twitter, Jack Dorsey. O vídeo é uma resposta às duas redes sociais que têm intensificado seu trabalho para combater aliados do ISIS ao remover suas páginas e perfis. O grupo extremista usa tais redes para fazer propaganda de suas ações e recrutar novos membros.

"Vocês anunciam todos os dias que estão suspendendo nossas contas", diz o vídeo. "Para vocês nós dizemos: isso é tudo o que podem fazer?". No vídeo, fotos dos dois executivos aparecem perfuradas por tiros. "Se vocês fecharem uma conta, nós tomaremos 10 em resposta e em breve seus nomes serão apagados depois que nós deletarmos seus sites. A vontade de Allah e saberão que o que dizemos é verdade", diz texto que aparece sobre imagens do vídeo.

Segundo o ISIS, o grupo controla 10 mil contas no Facebook, 150 grupos na rede social e 5 mil perfis no Twitter. Ao Business Insider, um representante do Twitter disse que não comentaria tal ameaça, uma vez que ameaças como essa se tornaram comuns. “Acontece toda hora”, disse ao site.

domingo, 6 de março de 2016

Facebook libera transmissões ao vivo para Android

Facebook transmissões ao vivo Android
via G1

O Facebook anunciou nesta sexta-feira (26) uma expansão das transmissões em vídeo ao vivo para aparelhos que rodam Android e para usuários de todo o mundo. Na semana passada, o recurso que, estava presente apenas para aplicativos iOS, chegou a outros 30 países além dos Estados Unidos, incluindo o Brasil.

As transmissões são acionadas por meio do aplicativo da rede social. A caixa de status – aquela do “No que você está pensando?” – ganha um novo botão para fazer as filmagens, o “Live”. Assim como ocorre com o compartilhamento de fotos, textos e links, é possível escolher quem tem acesso aos vídeos ao vivo. Os nomes das pessoas assistindo às exibições são mostrados na tela. Essas pessoas também podem escrever comentários. Ao fim, o vídeo é salvo na timeline do usuário, que decidirá se quer mantê-lo ou apagá-lo. A nova função permite descobrir se há transmissões ocorrendo. Durante elas, os usuários podem decidir se seguem o perfil para serem avisados quando o próximo vídeo ao vivo for ao ar.