terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CSB critica taxa de juros do Banco Central

Banco Central Brasil BACEN
via CSB

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), em nota oficial, “condena a taxa básica de juros em 14,25%, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Este índice deixa claro que a atitude da equipe econômica em não baixar os juros impede que o Brasil retome seu crescimento e, ao mesmo tempo, aumenta e consolida o maior entrave ao desenvolvimento do País hoje: o sistema da dívida pública.”

Segue dizendo que “manter os juros nas alturas alimenta a ganância do sistema financeiro – único beneficiário desta medida – e sustenta o sistema da dívida, verdadeiro rolo compressor que inviabiliza o orçamento, o setor produtivo e a geração de empregos. É inadmissível que o governo brasileiro comprometa 47% do seu orçamento, o que corresponde a mais de R$ 1,3 trilhão, com o pagamento dos juros da dívida em detrimento dos investimentos em setores como saúde, educação e transporte. Os R$ 2,64 trilhões da dívida pública brasileira, alcançados em outubro, representam o maior gargalo do progresso nacional. O Brasil precisa de um equilíbrio entre as forças que movimentam a economia, impondo limites ao capital predatório. Historicamente, o período em que o Brasil mais cresceu foi quando conseguiu harmonizar a presença do Estado na economia, promovendo o desenvolvimento da indústria nacional e a atração de capital produtivo internacional, além de manter o equilíbrio entre os setores. É imprescindível acabar com a supremacia do sistema financeiro sobre os demais, mazela que permite que os bancos continuem lucrando alto enquanto os trabalhadores brasileiros veem o poder de comprar de seu salário cair consideravelmente.”

E encerra dizendo que “a CSB defende a retomada do crescimento econômico e a recuperação da capacidade do Estado de promover os investimentos em infraestrutura, para potencializar a geração de empregos e o desenvolvimento nacional. E, para isso, reduzir os juros é condição irrefutável.”

Professor fala em “expectativa de manutenção da Selic”

A expectativa é de manutenção da Taxa Selic em 14,25%, na decisão do Copom. De acordo com o professor de Economia da Universidade Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, ainda que a inflação continue em patamares elevados no contexto do regime de metas de inflação, o Copom optará por manter a taxa e aguardar o comportamento dos preços no próximo ano para uma mudança na política, tendo em vista que a recessão inibe reajustes de preços.

Além disso, os preços administrados, como energia elétrica, por exemplo, são insensíveis à política monetária, e constituem os principais responsáveis pela inflação de 2015. O economista alerta, ainda, para as dificuldades do atual momento: – O cenário atual é bastante desafiador, já que os anos de 2015 e 2016 serão marcados pelo estagflação, que é a combinação de recessão com inflação – completou.

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