domingo, 29 de novembro de 2015

Trabalhadores em greve na Cobra rejeitam contingenciamento de 30% pedido pela empresa

Cobra Tecnologia greve
via Sindpd

Na última sexta-feira, dia 20, o diretor do Sindpd Celso Lopes esteve reunido com os representantes da Cobra Tecnologia, na sede da Fenadados, em Brasília, para discutir o pedido de contingenciamento feito pela empresa aos trabalhadores durante o período de greve. A Cobra solicitou que 30% dos funcionários e gestores permaneçam no exercício de suas atividades. Em contraproposta, as entidades de representação da categoria ofereceram 5% dos trabalhadores, percentual por Estado, como medida contingencial, desde que fosse garantido o abono dos dias de paralisação.

A direção da empresa deixou claro o caráter inegociável de sua última proposta - feita na 2ª rodada de negociação -, mesmo que o contingenciamento exigido seja acatado pelos trabalhadores. Além disso, os representantes da companhia afirmaram que os dias de greve só serão negociados posteriormente.
O conjunto da categoria entende que a Cobra Tecnologia não exerce atividade considerada essencial -  conforme descrito no artigo 10, da Lei Nº 7.783, que dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais e regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade -, portanto os trabalhadores ficam isentos de aderir à solicitação da empresa.

A representação dos funcionários, percebendo ainda a inviabilidade de qualquer avanço nas negociações, devido ao posicionamento da empresa, entrará com pedido de dissídio coletivo nos próximos dias conforme já previamente deliberado em assembleia. "Mostrando uma boa vontade, resolvemos apresentar uma contraproposta de 5%, e pedimos os dias de greve abonados, mas eles não aceitaram. A grande "cara de pau" da empresa foi pedir a contingência, sem ao menos oferecer algo em troca. Não somos obrigados a atender ao pedido", afirmou Celso Lopes.

Greve

A Cobra reafirmou que a proposta apresentada na 2ª mesa de negociação - na qual ofereceu o reajuste salarial de apenas 4%, abaixo da inflação dos últimos doze meses - que é de 10,33% - segundo o Índice de Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (ICV-DIEESE) -, abono de R$ 500 (parcela única), auxílio-refeição de R$ 700,57 e aumento de 9,49% sobre os demais benefícios constantes nas cláusulas do Acordo Coletivo em vigência - é final e definitiva.

A paralisação dos trabalhadores, que teve início no dia 18 de novembro, segue por tempo indeterminado ou até que se chegue ao mínimo dos percentuais descritos na pauta de reivindicação da categoria, que se refere à Campanha Salarial 2015/2016. Clique aqui para ler a matéria sobre a greve. "Temos esperança em conseguir um índice muito melhor do que os 4% oferecido pela empresa se analisarmos as conciliações realizadas em casos de jurisprudência. A inflação é de 10,33% (ICV-DIEESE) e o IPCA que a empresa costuma usar é de 9,49%, ou seja, muito distante", reiterou o diretor Celso Lopes.

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