quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Servidores do Distrito Federal decidem manter greve por tempo indeterminado

Greve servidores públicos Distrito Federal
via CSB

Os servidores públicos do Distrito Federal realizaram uma manifestação, nesta sexta-feira, 16, em protesto contra a suspensão dos reajustes salariais dos trabalhadores. O aumento salarial deveria ser pago pelo governo do DF em setembro.  Os trabalhadores cobram o reajuste concedido na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT). O aumento, alega o governo, representa um acréscimo de R$ 150 milhões por mês à folha de pagamento.

No dia 9 de outubro a Justiça decretou a ilegalidade do movimento grevista que começou no dia 5. No entanto os funcionários públicos do sistema penitenciário do Distrito Federal e da área da saúde decidiram manter a paralisação em assembleias realizadas na terça-feira, 13. O governo anunciou que será cortado o ponto dos servidores que tiverem a paralisação decretada ilegal pela Justiça. Até agora, a Procuradoria-Geral do DF conseguiu decisão favorável em três movimentos: saúde, agentes penitenciários e agentes socioeducativos.

Segundo Leandro Allan Vieira, presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do Distrito Federal (Sindpen-DF), a decisão do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) de cortar o ponto dos servidores que paralisaram as atividades não intimidou os grevistas. “Os agentes de atividades penitenciárias são vítimas de um calote por parte do governo do Distrito Federal, que não quer cumprir a lei de 2013 que concedeu aumento salarial a todos os servidores do DF. Não iremos desistir da greve porque o governador resolveu criminalizar o movimento. Queremos que o governo negocie. Ele precisa nos dar uma data, uma previsão. O nosso reajuste está garantido por lei”, disse o presidente.

Cerca de 1,2 mil agentes de atividades penitenciárias estão em greve. A categoria suspendeu a realização de visitas aos presos, escoltas judiciais e atendimento aos advogados e oficiais de Justiça. O presidente da entidade não considera os aumentos salariais uma pauta, “tendo em vista que é lei aprovada”. Agora, a categoria quer a abertura de duas mil novas vagas. “Hoje temos 15 mil presos. Em 2020, serão 24 mil. Precisamos de efetivo”, justifica.

Negociação

No dia 2 de outubro, o governador se reuniu com os representantes dos servidores e fez a proposta de pagar o aumento salarial dos servidores públicos do DF em 1º de maio de 2016. “O governador ainda disse que isso era um tipo de presente para os trabalhadores. Claro que não aceitamos. Essa proposta é imoral e inaceitável, tendo em vista que existe uma lei que foi aprovada em 2013. Um governador que não respeita trabalhador e tenta dar calote não merece ter consideração por parte dos trabalhadores do DF e por toda a sociedade”, afirmou o presidente Sindpen-DF.

Nenhum comentário:

Postar um comentário