segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Por aumento real e ampliação dos benefícios, Sindpd aprova pauta de reivindicações para 2016

Sindpd
via Sindpd

Na manhã desta quarta-feira, 21, em encerramento do Seminário de Pauta 2015, a diretoria do Sindpd aprovou a pauta de reivindicações para a Campanha Salarial do próximo ano. De acordo com o presidente Antonio Neto, a luta será por aumento real e pela ampliação das garantias já consolidadas na Convenção Coletiva de Trabalho. "Nosso empenho será pela solidificação das cláusulas. Será um ano que exigirá muita resistência para que possamos perenizar os direitos da categoria. Mas estamos prontos para os novos desafios. Durante estes três dias, estivemos reunidos com especialistas e autoridades em diversos temas para, justamente, estarmos capacitados para o debate. Temos a clareza necessária para discutir com o patronal o que os trabalhadores pedem", afirmou.

Amplamente discutida e já validada pela diretoria do Sindicato, a pauta de reivindicações será apresentada para exame da categoria em assembleias deliberativas que serão realizadas na sede do Sindpd (em 12 de dezembro) e nas 10 delegacias regionais do Estado (Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba) - em breve as datas das regionais serão divulgadas. Para Neto, é possível constatar a evolução histórica da Convenção Coletiva de Trabalho. Segundo afirma, as vitórias da categoria são provas inequívocas de que o setor permanece estratégico para o desenvolvimento nacional e, portanto, merece ter suas garantias preservadas. "Basta examinarmos as últimas Convenções para percebermos o quanto esta categoria tem conquistado. Vejam os números de trabalhadores beneficiados por acordos de PLR, os profissionais que passaram a ter direito a vale-refeição; isto não é uma vitória que se mede em número, é algo capaz de transformar vidas", disse.

Em recente análise divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o setor de Tecnologia da Informação permanece na contramão da crise. Além de manter saldo positivo na movimentação do emprego em todo o Brasil - 3.011 novos postos de trabalho, segundo informações atualizadas até 25 de setembro, com ênfase para São Paulo (2.707), principal responsável pelo resultado favorável -, projeções apontam que o segmento continuará com taxa promissora de crescimento, 7% a 7,2% e 5%, de acordo com a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e da consultoria IDC (International Data Corporation), respectivamente.

Capacitação

O Seminário de Pauta 2015 foi realizado entre os dias 19 e 21 de outubro, e contou com a participação de especialistas e autoridades para capacitar os diretores do Sindicato para os desafios políticos, econômicos e setoriais do próximo ano. Na ocasião, participaram dirigentes sindicais de 18 estados e o Distrito Federal (São Paulo, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Tocantins). Auditora aposentada da Receita Federal e coordenadora do movimento pela Auditoria Cidadã da Dívida Pública, Maria Lucia Fattorelli abriu o clico de palestras do Seminário abordando o caráter nocivo do denominado sistema da dívida pública brasileira e seu impacto sobre a classe trabalhadora.

Para contribuir à iminente negociação salarial da categoria, Francisco Gérson - procurador Regional do Trabalho da 7ª Região do Ceará e Doutor em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Pernambuco - trouxe ao debate o movimento grevista enquanto direito fundamental dos trabalhadores, garantido pela própria Carta Magna. Fernando Ferrari Filho, doutor em Economia, apresentou um exame sobre a "Conjuntura Econômica para 2016", no qual discute os desafios políticos e financeiros do segundo mandato de Dilma Rousseff. Para lançar à plateia uma reflexão sobre os princípios e condutas que leva o ser humano a se posicionar sobre os maiores dilemas existenciais da vida, tomou a palavra o professor, doutor em comunicação pela USP, mestre em ciência política pela Universidade Paris III Sorbonne-Nouvelle e filósofo Clóvis de Barros Filho.

Encerrando o primeiro dia de exposições, o jornalista Paulo Henrique Amorim realizou sessão de autógrafos do recém-lançado "O quarto Poder", obra em que põe luz às histórias da fundação dos grandes veículos de mídia, com ênfase na criação e consolidação da Rede Globo durante o regime militar. O livro ainda se aventura pela história nacional e narra os encontros reveladores do jornalista com os principais nomes da imprensa e do poder no Brasil. Já no segundo dia, os espectadores puderam compreender a crise sob a análise de Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, que afirmou ser esta uma ressonância da crise de 2008, resultado do colapso das políticas neoliberalistas.

Oferecendo uma abordagem sobre os desafios que o desenvolvimento tecnológico apresenta para a manutenção da Justiça, Marcos Bruno, especialista em direito digital e sócio do escritório Opice Blum, discorreu acerca dos aspectos que tornam o Brasil um dos principais alvo de crimes na internet e como tornar a experiência do usuário mais segura. Jornalista, comentarista e colunista de economia, Luis Nassif afirmou que o País está pronto para enfrentar a atual conjuntura política e retomar o caminho do desenvolvimento, durante sua participação no Seminário. Segundo afirmou, o setor de Tecnologia da Informação faz parte da mola que impulsionará a economia brasileira. O ciclo de palestras terminou com a participação do jornalista e militante da esquerda durante o regime militar Flávio Tavares. Em um exame lúcido, Tavares foi contundente ao afirmar que a conjuntura atual brasileira, de colapso político, é ressonância da ditadura militar. A origem da crise política brasileira foi tema central em sua palestra.

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